ABIMED anuncia vencedores do 3º Prêmio de Inovação Transformacional

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A ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde anunciou ontem os vencedores do 3º Prêmio ABIMED de Inovação Transformacional. Foram premiadas duas empresas que se destacaram nas categorias “Ampliação do Acesso da População à Saúde” e “Melhoria do Padrão de Cuidado Médico”.

O ganhador no quesito “Ampliação do Acesso da População à Saúde” foi o projeto “Rede Saúde Legal”, um aplicativo de celular desenvolvido pela empresa Versátil, de Cuiabá (MT). Por meio da ferramenta e pressionando apenas um botão, o usuário tem acesso à marcação de consultas e exames, compra de medicamentos e pode também chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU.

Criada há um ano e com atuação ainda restrita a Cuiabá e aos municípios da Baixada Cuiabana, a Rede Saúde Legal possui mil pessoas cadastradas e conta com uma rede de fornecedores composta por 250 médicos, oito clínicas populares e 24 farmácias. Além disso, o aplicativo oferece descontos em procedimentos de saúde e medicamentos. Para aderir, é necessário apenas baixar o aplicativo no celular e cadastrar uma conta com e-mail e telefone.

“Quando o cidadão escolhe o serviço e pressiona o botão, o fornecedor liga para ele perguntando qual serviço ou medicamento deseja e informa a maneira mais rápida e barata de obtê-los. O aplicativo ajuda a reduzir o preço, o tempo de espera por consultas e exames e facilita o acesso da população aos serviços de saúde”, explica Eugenio Mazzini, diretor de projetos da empresa Versátil e responsável pelo projeto.

Na categoria “Melhoria do Padrão de Cuidado Medico” o projeto vencedor foi “Leito hospitalar multifuncional: monitoramento a distância adequado e seguro”, desenvolvido pelo Instituto de Física de São Carlos. Trata-se de uma multiplataforma sensorial que permite que as funções vitais do paciente – como pressão, pulsação, oxigenação, fluxo de soro, entre outras, em um total de 18 parâmetros – sejam monitoradas à distância na tela de um computador, no posto de enfermagem ou em domicílio.

As medições são feitas por meio de um dispositivo colocado nos membros superiores ou inferiores do paciente, como uma espécie de braçadeira, onde estão acoplados sensores que utilizam tecnologia óptica. Uma caixa de transmissão do tipo wireless leva os sinais vitais até o profissional que está cuidando do paciente.

“O projeto estabelece uma nova forma de enxergar e conduzir pacientes em leitos hospitalares, melhorando a eficiência dos profissionais de saúde e resolvendo problemas de falta de funcionários e espaço em UTI. Além disso, deverá ter custo baixo o suficiente para poder ser adotado no sistema público de saúde”, afirma Luiz Gussen, coordenador do Laboratório de Apoio Tecnológico do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo”.

O próximo passo para viabilizar o projeto é a realização de testes pilotos em 50 leitos de hospitais públicos.

Os ganhadores foram escolhidos por uma Comissão Julgadora formada por: Dirceu Barbano, ex-diretor presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia do HCFM/USP e ex-Secretário de Estado da Saúde de São Paulo, e Gonzalo Vecina Neto, Professor Assistente da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Os vencedores receberam um troféu e um selo de reconhecimento de vencedor do 3º Prêmio ABIMED de Inovação Transformacional, que poderá ser inserido em materiais impressos e na web.

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