Artigo – China radicaliza o uso de inteligência artificial na medicina

883

Recentemente, foi noticiada a permissão para que aconteçam no Brasil consultas médicas a distância – o tema é controverso e vem gerando reações contra e a favor. Entretanto, na China, a coisa é mais radical: clínicas da Ping An Good Doctor, empresa chinesa de saúde, fazem o atendimento completo do paciente, incluindo diagnóstico e medicação, em um minuto. Para isso, toda a operação é feita por meio de inteligência artificial e sem a intervenção de médicos ou outros funcionários.

E os planos da empresa são ambiciosos; a companhia está construindo mil das chamadas “Clínicas de um Minuto” na China – essas clínicas são como pequenos quiosques e funcionam ininterruptamente.

Mais de duas mil doenças comuns, com seus sintomas, diagnósticos e tratamentos estão no banco de dados do software usado pela Ping An Good Doctor. O sistema identifica a doença e indica o tratamento mais adequado a partir de uma análise do quadro do paciente, tudo isso em 60 segundos.

Em caso de necessidade de medicação, as unidades contam com 100 categorias de remédios estocados. E não é preciso se preocupar se a medicação estiver indisponível: o paciente pode encomendá-la pelo aplicativo da Ping An Good Doctor.

Segundo a empresa, seu software foi desenvolvido por médicos em conjunto com mais de 200 especialistas em inteligência artificial, e que depois da consulta, um médico experiente, remotamente, entra em contato com o paciente para dar recomendações complementares e verificar a correção do diagnóstico.

Mas fica uma dúvida: se você tivesse outra opção, iria a uma Clínica de um Minuto?

Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, e professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Deixe seu comentário