Boa gestão na saúde diminuiria o custo e ainda ofereceria um atendimento de qualidade

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Muito se sabe sobre os inúmeros relatos de escândalos de má administração, principalmente de recursos, não somente na esfera de instituições públicas e filantrópicas, mas também em hospitais e clínicas particulares, e para que seja instalada soluções assertivas, é necessário ter um parecer inteiro do cenário de dificuldades. Visando este nicho de mercado, a Planisa, especialista líder em soluções de gestão de resultados para as organizações de saúde, se propõe a prestar consultoria para um gerenciamento eficiente.

A empresa implementou um estudo de caso em oito UBS’s (Unidades Básicas de Saúde) da região de Campinas e de Pirajú, e identificou que, em média, 22% dos pacientes destas unidades não comparecem as consultas médicas agendadas, já para consultas odontológicas, esse número sobe para 31%.

O projeto da Planisa mostra que, em média, 88% dos custos das unidades do Município de Campinas são fixos, sendo 80% destes com pessoal, e no Município de Piraju este percentual é ainda mais alto, 93%, sendo 92% com pessoal. Estas altas porcentagens de custos fixos de mão de obra disponível para atendimento, aliado a elevada porcentagem de faltas, nos apresenta um cenário de desperdício de recursos que poderia ser evitado, ou pelo menos minimizado.

Segundo o levantamento da empresa, sem essas faltas, por exemplo, seria possível uma redução de 13% do custo unitário de uma consulta, e uma contribuição considerável para otimização dos recursos deste segmento da saúde.

Maria Beatriz Nunes, gerente técnica da Planisa, explica que a administração precisa identificar problemas e prioridades, principalmente quando se tem poucos recursos, e que só desta forma, é possível gerar qualidade de atendimento com o orçamento que se tem nas mãos. “Quando estes pontos são desprezados, normalmente a instituição peca na falta de assistência e desperdício de capital”, salienta.

A gerente ressalta ainda que o fato de não haver uma cultura de controle e registros dos serviços prestados, e por este serviço ser ainda pouco “informatizado”, o processo se perde, e investimentos de tempo e dinheiro não são aproveitados adequadamente e desaparecem, o que é uma incoerência imensa, se pensarmos no quanto a sociedade tem sofrido em filas de espera pelo país.

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