Cirurgia robótica garante recuperação mais rápida e tratamento menos invasivo

O tratamento mais frequente para o câncer de próstata é a chamada prostatectomia radical, ou seja, a remoção total da próstata e vesículas seminais. Procedimento invasivo, mas que quando realizado por meio de cirurgia robótica se torna mais preciso, menos agressivo, reduzindo a dor e o tempo de internação. O resultado é recuperação mais rápida e com mais conforto.

No Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), onde a robótica vem sendo utilizada em uma grande variedade procedimentos urológicos, tanto para tratamento do câncer como para doenças benignas, os números são animadores. Em 93% dos casos o câncer foi retirado completamente. Nas 24 horas após a cirurgia, 70% dos pacientes retomaram o controle urinário, e 94% deles voltaram a ter continência em 3 meses. A taxa de recuperação das ereções neste período chega a 82%.

O urologista André Berger, coordenador do Núcleo de Medicina Robótica do hospital, ressalta que a indicação por cirurgia minimamente invasiva é a mais aconselhada. “Cirurgia robótica é uma excelente alternativa para pacientes com câncer de próstata localizado. O cirurgião robótico experiente consegue maximizar a visão em 3D e a flexibilidade dos instrumentos do robô para preservar estruturas muito próximas a próstata fundamentais para a preservação da potência sexual e controle urinário”, explica.

Além do tratamento do câncer, a tecnologia robótica pode ser utilizada para tratar o aumento benigno (hiperplasia) da próstata

“Prostatectomia simples robótica e uma excelente alternativa para pacientes com sintomas urinários obstrutivos e próstatas de grande volume”, explica. O especialista desenvolveu uma técnica própria, publicada no British Journal of Urology, que minimiza sangramento, diminui sintomas irritativos urinários e possibilita retirada precoce da sonda vesical antes da alta hospitalar.

Núcleo de Medicina Robótica

O Hospital Moinhos de Vento está investindo na utilização da tecnologia robótica em cirurgias. É a primeira instituição privada do Sul do Brasil a contar com um programa deste tipo e lançou em março deste ano o Núcleo de Medicina Robótica da instituição. A iniciativa qualifica mais profissionais e amplia as especialidades atendidas.

Desde o início do Programa de Cirurgia Robótica, em 2018, foram 153 intervenções com a utilização de robô, sendo 95% em pacientes da urologia. Em 2019, o projeto está sendo expandido para as áreas de cirurgia geral, torácica, ginecologia, proctologia e cabeça e pescoço.

Dentre os principais benefícios da cirurgia robótica estão a precisão no procedimento e a diminuição do tempo de recuperação, o que resulta em menor risco de infecções e, ainda, diminuição de custos com internação.

De acordo com o superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Luiz Antonio Nasi, 25 médicos estão sendo treinados neste ano dentro da expansão do programa – atualmente são 17 profissionais capacitados para operar com o auxílio do robô. “Esse é um projeto estratégico do hospital. O foco é promover a cirurgia minimamente invasiva, que busca maior precisão, rápida recuperação e redução do tempo de hospitalização. É um projeto de sucesso pelos excelentes resultados clínicos e pela animadora dedicação dos nossos cirurgiões”, afirmou Nasi.

Redação

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