Equipe do Hospital São Vicente de Paulo passa por capacitação no Sírio-Libanês

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Equipe do HSV ao lado de representantes de outros hospitais e capacitadores do Sírio-Libanês

Além de melhorias estruturais realizadas recentemente, como novas instalações da quimioterapia, implantação do projeto de revitalização dos 72 quartos e banheiros e a inauguração do novo Ambulatório de Ortopedia, o Hospital São Vicente de Paulo (HSV), de Jundiaí (SP), não tem poupado esforços para avançar e melhorar a performance de suas equipes, garantindo um atendimento cada vez mais eficiente, humanizado e resolutivo. No início do mês passou a integrar o projeto Lean nas Emergências e entre os dias 22 e 27 de julho a diretoria e os profissionais do HSV participaram de atividades no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde foram apresentados à ferramenta utilizada pelo programa.

A principal meta da iniciativa é reduzir a superlotação e melhorar o atendimento nas urgências e emergências de hospitais brasileiros. A intenção é que o HSV passe a utilizar a metodologia, no intuito de surtir efeitos na assistência em saúde prestada as 23 mil pessoas que utilizam o serviço por mês. “O HSV inclui um seleto grupo de 59 instituições brasileiras eleitas para o programa, sendo um dos dois únicos hospitais do interior de São Paulo a participar. A metodologia está presente nos hospitais mais bem conceituados do mundo”, destaca o superintendente do HSV, Matheus Gomes. A iniciativa é do Ministério da Saúde (MS) e a execução é feita pelo Hospital Sírio-Libanês.

Após a seleção do HSV, foi realizado um processo minucioso para captação de informações sobre a rotina do hospital e identificação de pontos críticos para a implementação de ações de melhoria. “Este foi o primeiro treinamento da equipe de líderes dentro do programa. Ao todo nove profissionais de diversas áreas participaram das atividades. Estamos bem otimistas com relação aos resultados em médio e longo prazo”, afirma o diretor clínico do HSV, Dr. Frederico Michelino de Oliveira.

Além da participação do HSV, outros 19 hospitais, também estiveram no treinamento na última semana. Para a gerente de enfermagem Grace Campos, além do aprendizado, foi um momento de troca de experiências. “Aprendemos como lidar com cenários de crise nas unidades de urgência e emergência e entender que é possível transformar realidades semelhantes à nossa. O papel da gestão é essencial, os profissionais precisam estar engajados e com papéis definidos, estes elementos se tornam fundamentais para o sucesso do projeto”, explica.

O próximo passo é a aplicação da ferramenta in loco com o auxílio da equipe do hospital paulistano. “Estamos ansiosos em poder colocar em prática a metodologia. O apoio e a presença da equipe do Sírio-Libanês será primordial para nos ajudar neste processo complexo e intenso, que trará grandes efeitos positivos a todos os envolvidos”, afirma a superintendente administrativa, Renata Lopes Cavalcanti, que também participou das atividades.

Dentre as melhorias que serão possíveis por meio do projeto, o superintendente do HSV destaca: “Serão muitos impactos positivos, tais como diminuição no tempo de espera para atendimento, agilidade em obter um leito, menor tempo de permanência no hospital, melhor qualidade de atendimento, aumento no giro de leitos, maior engajamento das equipes, medidas assertivas de gestão, agilidade na tomada de decisões e, consequentemente, pacientes muito mais satisfeitos”, enfatiza.

O projeto Lean nas Emergências conta atualmente com 59 hospitais, distribuídos em 16 estados e Distrito Federal. A meta do MS é contar com 100 hospitais até 2020.

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