Especial NOVEMBRO AZUL 2017

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A Campanha Novembro Azul intensifica neste mês a prevenção e o tratamento da saúde do homem, em especial contra o câncer de próstata. Em 17 de novembro é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, segundo que mais mata homens no Brasil. No geral, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens.

A ação, que atualmente é comemorada em todo o mundo, teve início na Austrália, onde leva o nome de Movember – junção das palavras moustache (bigode, em inglês) e november (novembro).

As instituições brasileiras estão engajadas na causa! Confira notícias abaixo:

Avanços em testes genéticos para o diagnóstico de síndromes de predisposição hereditária ao câncer propiciam melhor seleção de homens para o rastreamento do câncer de próstata

“Novembro Azul” é uma campanha de conscientização, realizada por diversas entidades no mês de novembro, sendo dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata.

O câncer de próstata é o câncer mais comum e a segunda maior causa de morte por câncer nos homens. Conforme informações da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1.201.619 novos casos e 335.643 óbitos são previstos no mundo pela doença, o que corresponde ao aumento em relação ao ano de 2012 de 9,7% e 9,2%, respectivamente.

No Brasil, a estimativa para este ano é de 61.200 casos novos e cerca de 13.772 óbitos (Segundo tumor que mais mata os homens. O primeiro é o câncer de pulmão). É o câncer mais comum no Brasil (excluindo-se os cânceres de pele) e representa cerca de 4 em cada 10 cânceres que atingem a população masculina brasileira com mais de 50 anos de idade.

Segundo o oncologista, coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da UFMG e diretor clínico da Personal – Oncologia de Precisão e Personalizada, André Márcio Murad, os principais indicadores de um estágio avançado do câncer de próstata são os problemas para urinar, sensação de que a bexiga não se esvazia completamente e sangue na urina. Dores ósseas, principalmente nas costas, sugerem a presença de metástases, fase em que a doença já é incurável. “O diagnóstico sempre deve ser obtido antes que os sintomas surjam, para que o tratamento tenha altas chances de cura”, explica.

Vários estudos sugerem que maus hábitos alimentares, como uma dieta rica em gordura e proteína de origem animal, alimentos industrializados, enlatados, adocicados e embutidos artificialmente conservados elevam os índices de substâncias potencialmente cancerígenas no organismo, como a nitrosamina e o IGF, que é um fator similar à insulina, com propriedades estimuladoras do crescimento de células tumorais. A obesidade e o sedentarismo igualmente aumentam os riscos. Portanto, uma dieta saudável, rica em verduras, legumes, frutas, grãos e peixes, além da prática regular de atividades físicas e manutenção do peso ideal, seriam as principais medidas preventivas.

De acordo com o médico André Murad, não existe consenso entre as organizações de saúde a respeito do rastreamento do câncer de próstata, como o que utiliza as dosagens periódicas do PSA (antígeno prostático específico) e a realização do toque retal. Aquelas contrárias argumentam que não existem evidências conclusivas de que a detecção precoce tenha influência na mortalidade específica pelo tumor, além do fato de pacientes em rastreamento, estarem expostos às complicações e aos efeitos colaterais de um possível tratamento cirúrgico ou radioterápico desnecessário. Aquelas a favor da prática argumentam que existem evidências de que o rastreamento é responsável pelo declínio da mortalidade em determinadas áreas. As Sociedades de Urologia Americana, Europeia e Brasileira indicam o rastreamento, baseadas em estudos randomizados de grande porte e longo seguimento.

O rastreamento universal de toda a população masculina (sem considerar idade, raça e histórico familiar) não parece ser a melhor abordagem. “Apesar de associado ao diagnóstico precoce e diminuição da mortalidade, pode trazer malefícios a muitos homens, como cirurgia ou radioterapia desnecessárias, com todos as suas complicações inerentes a estes procedimentos, como a incontinência urinária e a disfunção erétil”, ressalta, André Murad.

Em outubro de 2011, o US Preventive Services Task Force (USPSTF) publicou uma modificação de suas recomendações para o rastreamento em câncer de próstata, sugerindo a sua não realização pelo menos de forma indistinta, para todos os homens. Por isso, a recomendação atual é a de se individualizar a abordagem, realizando-a apenas em homens considerados como de alto risco para desenvolver a doença. Embora indivíduos obesos e de descendência africana tenham maior risco de desenvolver o câncer de próstata, hoje, através dos mais recentes estudos genéticos sobre a doença, sabemos que o principal fator de risco é o hereditário e ocorre devido a mutações herdadas em genes como o BRCA-1 e o BRCA-2 (menos frequentemente o ATM e o RAD5).

Estudos de grande porte demonstram que o câncer de próstata hereditário é responsável por até 57% dos casos e tendem a ser mais agressivos e a surgir em idade mais jovem (abaixo dos 50 anos). O risco de câncer de próstata é 4 vezes maior nos portadores de mutação no gene BRCA-1 e 9 vezes maior nos portadores de mutação do gene BRCA-2. As mutações destes genes aumentam também o risco de cânceres de mama (inclusive nos homens), ovário, pâncreas e pele (melanoma).

As técnicas mais modernas de sequenciamento genômico tem tornado estes exames cada vez mais precisos e acessíveis, inclusive com custos menores e a possibilidade de realização de painéis com múltiplos genes ao mesmo tempo. O exame é feito com material da saliva ou sangue.

Recomenda-se a pesquisa destas mutações quando houver histórico de câncer de próstata com escala de Gleason maior ou igual a 7 (esta classificação é feita em função das características celulares e histológicas que constituem o tumor, de acordo com seu grau de agressividade: Gleason igual ou maior que 7 corresponde a tumores de agressividade alta ou intermediária) e mais as seguintes situações: 1) pelo menos um parente de primeiro grau com histórico de câncer de mama, ovário ou próstata com diagnóstico feito em idade abaixo dos 51 anos, 2) pelo menos 2 parentes com histórico de cânceres de mama, ovário ou próstata em qualquer idade.

Para Murad, o ideal é que se faça o teste genético primeiramente em um paciente que teve o câncer. Uma vez detectada uma mutação específica, esta alteração deve ser também pesquisada nos familiares consanguíneos, visando o planejamento de um rastreamento ativo com dosagens seriadas de PSA e mesmo outros exames para a detecção precoce também dos demais tumores que compõem a síndrome, com início idealmente em idade abaixo dos 40 anos (recomenda-se o início do rastreamento na idade 5 anos, abaixo daquela em que foi diagnosticado o câncer no familiar cujo diagnóstico ocorreu em idade mais jovem). “Todas estas condutas e exames, bem como o aconselhamento genético pré e pós testes devem ser realizados por especialistas com larga experiência em Oncogenética”, finaliza o oncologista André Murad.


 

Novembro Azul chama atenção dos homens para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata

Campanha criada em 2003, reforça a importância dos exames periódicos para a manutenção da saúde e combate à doença

O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem. Graças à campanha Novembro Azul, o período tem se tornado um importante objeto de conscientização. A mobilização surgiu na Austrália utilizando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado no dia 17, como mote. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para os problemas e doenças que podem atingir a saúde masculina, além de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e realizar o tão famigerado exame de toque.

O câncer de próstata é uma das doenças que mais atingem os homens a partir dos 50 anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele já é a segunda maior causa de morte por câncer na população masculina, superado apenas pelo de pulmão. Ainda segundo o órgão, a estimativa de novos casos da doença em 2016 e 2017 é de 61.200, totalizando 28,6% do total de cânceres previstos para os homens. O urologista Guilherme Maia, do IMIP e Hospital Santa Joana Recife, ressalta que o perigo é que ele não apresenta sintomas até que alcance um nível avançado. Quando isso acontece, os sinais mais comuns são dores lombares, dor na bacia ou joelhos, problemas de ereção e sangramento pela uretra. O diagnóstico é realizado através do exame de toque retal, dosagem do antígeno prostático específico, chamado PSA, e exames de imagem. “Entre os exames de imagem estariam a ultrassonografia, por via transabdominal ou transretal, e a Ressonância Magnética. Geralmente inicia-se os exames rotineiramente a partir dos 50 anos, sendo uma avaliação anual”, afirma o médico radiologista da Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dr Lucilo Maranhão Neto.

Quando identificado, o câncer pode ser tratado através da Prostatectomia radical (remoção completa da próstata), Radioterapia externa e Braquiterapia (técnica de radioterapia através de pequenas “sementes” que liberam os raios no interior da próstata). “No quesito cirurgia, a mais indicada é a robótica, realizada com o robô Da Vinci SI. Os braços mecânicos dele reproduzem os movimentos das mãos humanas com corte mais preciso, sem tremor e visão tridimensional bastante ampliada”, explica o urologista Guilherme Maia. Além disso, graças às pequenas incisões no corpo, o tempo de recuperação no pós-operatório é muito menor e o paciente fica menos tempo no hospital. Ele recebe alta em até 48h e já pode voltar às atividades normais por volta do décimo dia após a cirurgia. Sem falar que sangra menos, a recuperação da função erétil é muito superior e a continência urinária retorna mais rapidamente em quase todos os pacientes, quando comparado com as técnicas convencionais.

Prevenção – O melhor modo de prevenir o aparecimento do câncer de próstata é realizar o exame de toque retal e PSA periodicamente de acordo com a orientação do médico. Além disso, manter uma alimentação saudável, não fumar e praticar atividades físicas contribui para a melhoria da saúde como um todo.


 

Um homem morre a cada 38 minutos em decorrência do câncer de próstata

Prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir a número de casos do câncer mais incidente entre a população masculina brasileira

A cada 38 minutos um homem morre no Brasil vítima do câncer de próstata, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Isso significa 13,7 mil óbitos por ano. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, aproximadamente 61 mil novos casos da doença são esperados no país em 2017. Cerca de 20% dos casos de câncer de próstata são diagnosticados em estágio avançado e 25% dos pacientes morrem em decorrência da doença. Durante o mês de novembro, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo (SP), adere à campanha Novembro Azul, período do ano dedicado à prevenção e à redução da mortalidade provocada pela patologia. A fachada da Unidade Paulista estará iluminada de azul durante todo o mês.

A maioria dos casos é diagnosticada em homens com mais de 65 anos, sendo que menos de 1% dos tumores é verificado na população abaixo dos 40 anos. De acordo com o Dr. Ariel Galapo Kann, médico do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a identificação de pacientes com risco de desenvolverem câncer de próstata de forma mais agressiva pode ajudar a definir a indicação e as condutas terapêuticas.

O especialista diz ainda que a partir dos 50 anos os homens devem procurar seu médico de confiança e realizar o rastreamento do câncer de próstata por meio dos exames de toque retal associado ao exame da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no sangue. Nos casos suspeitos, é indicada a realização da biópsia prostática. Estudos mostram que homens da raça negra têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a mortalidade nesta população é três vezes maior que em homens brancos e amarelos.  A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata. Homens cujos parentes de primeiro grau (pai ou irmãos) diagnosticados com câncer de próstata têm o dobro de chances de terem a doença. Portanto, homens negros e aqueles com histórico familiar devem começar o rastreamento aos 40 anos.

A importância do diagnóstico precoce tem relação direta com a eficácia da terapêutica e depende, principalmente do tamanho e da localização do tumor. De acordo com o Dr. Carlo Passerotti, um dos médicos com maior casuística em cirurgia robótica do País e coordenador do Centro de Cirurgia Robótica e Instituto da Próstata do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, as cirurgias da próstata podem ser realizadas de diversas maneiras, inclusive por meio da cirurgia robótica. O procedimento é realizado com o auxílio de um robô que permite ao cirurgião ter uma visão ampliada e em três dimensões da próstata e consequentemente do tumor. A incisão realizada também é menor quando comparada a cirurgia convencional, proporcionando posteriormente mais qualidade de vida para o paciente.

Segundo o Dr. Rodrigo Hanriot, coordenador do serviço de radioterapia do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, entre os tratamentos mais recentes está o hipofracionamento da próstata. Trata-se do emprego de uma tecnologia de radioterapia – a de intensidade modulada ou IMRT – para redução do tempo total de tratamento irradiante. Com isso, o que antes era feito em 40 dias pode ser realizado em 28 ou mesmo em somente 20 dias úteis, oferecendo ao paciente a mesma segurança. Para tratar os casos avançados de câncer de próstata são utilizados hormonioterapia, quimioterapia, radiofármacos de terapia alvo.

Referência em diagnóstico e tratamento

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz oferece o que há de mais moderno e eficaz em termos de medicina diagnóstica e tratamento. A Instituição investe frequentemente na aquisição dos mais modernos equipamentos e no aprimoramento das suas instalações. O objetivo é oferecer as melhores ferramentas aos profissionais e um atendimento de qualidade aos pacientes. Conta também com uma equipe multidisciplinar onde o paciente tem à sua disposição médicos urologistas, oncologistas, radio-oncologistas, infectologistas, além de equipes de enfermagem, nutrição e psicólogos.


 

Câncer de próstata: Novembro Azul alerta para diagnóstico precoce

“Dois em cada dez pacientes com este câncer são diagnosticados em fases avançadas da doença, o que torna o tratamento mais difícil”, afirma urologista

Anualmente a campanha do Novembro Azul tem como objetivo informar a população sobre o que é o câncer de próstata. Um dos focos da mobilização mundial é incentivar os homens a manterem consultas de rotina com urologista. O especialista é capaz de realizar uma avaliação individualizada sobre o risco de desenvolvimento do câncer de próstata.

O câncer de próstata é a doença que mais acomete o homem (excetuando-se o câncer de pele não melanoma), e a segunda causa de morte por câncer na população masculina, atrás apenas do câncer de pulmão. No Brasil, anualmente, mais de 61 mil pacientes são diagnosticados com a doença.

“Infelizmente, hoje em dia dois em cada dez pacientes com câncer de próstata são diagnosticados em fases mais avançadas da doença, o que torna o tratamento mais difícil”, pondera o urologista Rafael Buta, da Aliança Instituto de Oncologia, localizado de Brasília.

Apesar da gravidade, a maioria das vezes a doença tem instalação e desenvolvimento lento. Nas fases iniciais o paciente não apresenta sintomas relacionados ao câncer de próstata, porém com o passar do tempo, o tumor cresce e pode ocasionar sangramentos, obstrução do jato urinário e dor na pelve. Em fases mais avançadas, as células malignas podem espalhar-se pelo corpo, causando lesões nos ossos, pulmões e outros órgãos.

De acordo com o médico, a principal forma de prevenir o câncer de próstata ainda é com detecção precoce da doença. Exames iniciais como dosagens do PSA (sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico) e o exame físico da próstata são fundamentais. “Quando a próstata sofre algum dano, seja ele decorrente de inflamação, infecção, crescimento benigno ou surgimento de câncer, o PSA é detectado em valores mais altos no sangue”, exemplifica Rafael.

Caso o PSA e o exame físico estejam alterados, o urologista solicita uma biópsia da próstata. Nesse procedimento são retirados fragmentos da glândula e analisados pelo patologista. Somente assim é possível afirmar com certeza o diagnóstico de câncer de próstata.

A partir dos 50 anos todo homem deve consultar um urologista regularmente para uma avaliação individualizada. Por meio desta avaliação inicial, que inclui analise dos fatores de risco, o médico define a periodicidade de realização dos exames. Caso o paciente seja negro ou tenha parentes de primeiro grau com história de câncer de próstata, o indicado é que a avaliação seja iniciada aos 45 anos.


 

Einstein realiza palestra gratuita sobre câncer de próstata

O Hospital Israelita Albert Einstein promove no dia 7 de novembro um encontro com especialistas para falar sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de próstata. Essa é uma entre as diferentes ações que o Hospital irá promover ao longo do “Novembro azul”.

O encontro será conduzido pelo urologista Arie Carneiro, o oncologista Oren Smaletz e pelo radio-oncologista Ícaro de Carvalho. No final da apresentação os participantes poderão fazer perguntas aos especialistas e esclarecer dúvidas.

O evento é gratuito e não necessita de inscrição.

Câncer: prevenção é o melhor caminho | Edição especial novembro azul

Data: 7 de novembro

Horário: 17h30 às 19h

Local: Avenida Albert Einstein, 627 | Bloco D | 3º andar | Auditório Kleinberger


 

Calçada da Fiesp fica azul para o combate de câncer de próstata

Segundo o INCA, anualmente são diagnosticados 61 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil. E para destacar a importância da prevenção da doença, o ComSaude e o LAL realizam maratona de atividades

O Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia (ComSaude) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) em parceria com Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL ) promovem um dia inteiro de eventos em pleno coração de São Paulo, em 1º de novembro), das 9h às 16h. A ideia é chamar atenção para o Novembro Azul e a importância da prevenção e conscientização sobre problemas de saúde masculina, como câncer de próstata e câncer de testículos.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), anualmente são diagnosticados 61 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil, sendo o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, atrás dos tumores de pele não-melanoma. O segundo câncer que mais mata no país.

Em 2016, 13 mil homens morreram vítimas da doença (uma morte a cada 40 segundos), índice que pode ser reduzido a partir da conscientização, pois já foi constatado que ao ser diagnosticada precocemente, tem 90% de chances de cura. Os sintomas do câncer de próstata podem demorar a se manifestar, o que torna os exames preventivos anda mais necessários, evitando sua descoberta em um estágio avançado e potencialmente fatal.

Por este motivo, ComSaude e o LAL montarão uma estrutura na calçada da Fiesp, em plena Avenida Paulista, com muitas atividades. No espaço +Saúde, médicos urologistas vão esclarecer dúvidas da população sobre prevenção ao câncer de próstata e enfermeiros irão aferir a pressão arterial.

Entre as atrações da campanha do Novembro Azul 2017 está a montagem de uma barbearia, com profissionais fazendo barba e bigode, show do grupo Dance Mais e atividades lúdicas promovidas pelos já conhecidos “bigodes” do LAL.

Doença e fatores de risco

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas, e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Nesta fase, os sintomas identificados são: dor óssea; sangue na urina e/ou no sêmen; vontade frequente de urinar e dor ao urinar. No entanto, alertam os médicos, a falta de sintomas não garante que o indivíduo não tenha a doença. Por isso, a recomendação para que sejam feitos os exames preventivos e os cuidados com a saúde em geral (alimentação; atividade física, entre outros).

Homens da raça negra têm maior incidência desse tipo de câncer, assim como aqueles com histórico familiar da doença (pai, irmão ou tio) e os que estão com excesso de peso. Por isso, a recomendação para que homens com idade acima de 45 anos que façam parte desses grupos de risco e os acima de 50 anos, sem esses fatores, devem ir anualmente ao urologista e fazer o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como seu endurecimento e a presença de nódulos suspeitos, além de fazer o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico).

+Saúde

O “+Saúde – programa de prevenção e educação” é uma iniciativa do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (ComSaude). Seu objetivo é promover campanhas de educação e conscientização com entidades ligadas ao Comitê, que têm como foco de suas atividades a atenção ao paciente.

O serviço de utilidade pública acontece todos os meses na calçada em frente à Fiesp. Durante o ano são trabalhados diferentes assuntos importantes relacionados à saúde que são pauta contínua de discussão, como o diabetes, hipertensão e doação de sangue e órgãos, por exemplo.

O +Saúde conta com a participação de parceiros voluntários, que representam instituições sem fins lucrativos, sociedades de profissionais da saúde, entidades setoriais, hospitais, profissionais da saúde e empresas do setor.

“Esta ação demonstra o compromisso da Fiesp com a saúde da população, priorizando a informação e a educação como formas de melhoria da saúde. O objetivo do ComSaude é fazer com que os domingos na Paulista sejam não só um espaço para o lazer, mas também um ambiente de orientação e conscientização do cidadão, que passa a entender que a prevenção é o melhor caminho para uma vida saudável”, explica Ruy Baumer, diretor-titular do ComSaude.

LAL

Instituto Lado a Lado pela Vida tem a missão de ampliar o acesso às novas tecnologias e humanizar a saúde de norte a sul do Brasil através do diálogo, do acolhimento e da promoção do bem-estar físico e emocional. Para isso, percorremos o país propagando a importância da prevenção, do autocuidado e da autoestima, levando para homens, mulheres e crianças essa conscientização de que a saúde é o nosso bem mais valioso e merece atenção especial.

O website da entidade traz uma área exclusiva com informações sobre as atividades programadas para o Novembro Azul. Além das ações já incluídas, outras surgiram motivadas por apoiadores e serão acrescentadas no site ao longo do mês.


 

Novo exame “vê” extensão do câncer de próstata antes de alterações anatômicas

Método utilizado em Medicina Nuclear detecta lesões mesmo com níveis baixos de PSA e permite tratamento mais eficaz

A tecnologia tem sido a grande aliada para a detecção precoce do câncer de próstata, doença que atinge 2 milhões de homens por ano no Brasil e a segunda que mais mata os brasileiros. Mote da Campanha Novembro Azul, o diagnóstico preciso aumenta de forma considerável as chances de cura da doença.

Uma novidade é a chegada no país de um exame que “vê” a extensão do câncer e possíveis metástases, antes mesmo dele provocar alterações anatômicas ou grande alterações nos níveis de PSA. Estruturas com aspecto normal, mas acometidas pela doença, também podem ser identificadas durante o exame.

Chamado PET/CT com PSMA, o exame reúne o PET/CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons e Tomografia Computadorizada) com o PSMA – um traçador ativado que é captado pelas células cancerígenas.

“Este exame tem sido uma ferramenta indispensável para avaliar o avanço inicial da doença, a resposta ao tratamento, investigar reincidências e validar o uso de algumas terapias”, explica o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho – responsável clínico da Dimen SP.

O especialista explica que a localização precisa do foco da doença é fundamental para escolher o tratamento certo. “Quando se descobre o local exato do câncer é possível tratar com métodos mais precisos, como cirurgia guiada e radioterapia. Sem esta localização, o tratamento pode não incluir áreas doentes, o que diminui sua eficácia expõe a efeitos colaterais desnecessariamente, e resulta em subtratamentos”, explica o especialista.
Medicina Nuclear

Ainda pouco conhecida pelos brasileiros, a especialidade analisa a anatomia dos órgãos e também seu funcionamento em tempo real, permitindo diagnósticos e tratamentos mais precoces e precisos. A prática atua na detecção de alterações das funções do organismo acometidos por cânceres, doenças do coração e problemas neurológicos, entre outros.

A medicina nuclear conta com exames de alta tecnologia, como o PET/CT é capaz de realizar um mapeamento metabólico do corpo e captar imagens anatômicas de altíssima resolução, com reconstrução tridimensional, localizando com exatidão nódulos, lesões tumorais e inúmeras outras condições clínicas e o SPECT/CT é a tecnologia de diagnóstico mais rápida, precisa e com menos radiação, que permite melhor localização anatômica dos achados de cintilografia, permitindo um procedimento mais preciso e menos invasivo.


 

I Prostate Day traz atualização científica sobre as doenças da próstata

Dando início às comemorações do Novembro Azul, evento inédito contou com palestras médicas sobre as doenças da próstata

Dando início ao Novembro Azul, movimento internacional criado para a conscientização sobre o câncer da próstata, aconteceu no último sábado, 28 de outubro, o I Prostate Day no Complexo Aché Cultural.

O evento reuniu 160 urologistas brasileiros e contou com a palestra do convidado norte-americano Dr. Stephen Freedland, um dos principais nomes do câncer de próstata na atualidade, diretor do Centro de Pesquisa Integrada em Câncer e Estilo de Vida e codiretor do Programa de Genética e Prevenção do Câncer no Instituto Samuel Oschin Cedars-Sinai, nos Estados Unidos.

Para os organizadores do evento, os urologistas Rogério Simonetti, Hudson de Lima e Rodolfo Borges dos Reis, “o Prostate Day é uma iniciativa diferenciada, pois aborda os temas a partir de um órgão específico, a próstata. Além de reunir os maiores especialistas do Brasil para difundir conhecimento, temos como objetivo alertar a população para a realização de exames periódicos que visam à detecção precoce do câncer e outras doenças da próstata”, explicam.

Dieta preventiva – Dr. Stephen Freedland

Atração principal do evento, Dr. Stephen Freedland trouxe aos participantes suas recentes pesquisas sobre a melhor dieta para a prevenção do câncer de próstata e outros cânceres. Segundo ele, há dados científicos que comprovam que uma dieta com baixa ingestão de carboidratos contribui para prevenir o desenvolvimento de quaisquer tipos de tumores. “Cada vez mais dados estão relacionando o açúcar com câncer”, diz o especialista. “É preciso cortar o consumo de balas, bolos, biscoitos e outras formas de açúcar em excesso, e segundo temos visto, a ingestão de carne não é prejudicial, desde que também sejam consumidas frutas e vegetais”, alerta.

Para Freedland, é importante que os animais se alimentem de produtos naturais em suas cadeias, como a gramínea, para o gado. “Quando eles ingerem alimentos naturais de seus habitats, e evitam o consumo de ração, a carne acaba tendo um valor nutricional maior para o ser humano”, explica. Freedland frisa que suas opiniões são derivadas da medicina baseada em evidências, pois somente por meio da análise dos dados é possível se formar uma opinião sem cair no “achismo”.

Além do Dr. Freedland, o evento contou com apresentações, debates de casos clínicos e discussões sobre técnicas de diagnóstico e cirúrgicas. O Aché, como empresa que viabilizou o evento, apoia a realização do I Prostate Day porque acredita que apresentar informações científicas atualizadas a médicos brasileiros é também uma forma de levar mais vida às pessoas.


 

Câncer de próstata é a neoplasia mais frequente no sexo masculino

Especialista explica que a idade é o principal fator de risco e que após os 50 anos a incidência é mais alta, em especial quando casos da doença na família podem se tornar um agravante para as próximas gerações

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de próstata é o segundo mais comum entre homens, sendo responsável por cerca de 61.200 casos entre 2016 e 2017. Ao receberem o diagnóstico do câncer de próstata, muitos homens se questionam sobre as causas da doença e os possíveis tratamentos que podem ser seguidos. No começo, pelo fato dos sintomas serem silenciosos, o câncer de próstata é de difícil diagnóstico, já que a maioria dos pacientes apresentam indícios apenas nas fases mais avançadas da doença.

Segundo Dr. Andrey Soares, oncologista do Centro Paulista de Oncologia – CPO (Grupo Oncoclínicas), casos familiares de pai ou irmão com câncer de próstata, antes do 60 anos de idade, podem aumentar o risco em 3 a 10 vezes em relação à população em geral. “A neoplasia afeta somente os homens, já que é uma glândula que faz parte exclusivamente do aparelho reprodutor masculino. Parentes de primeiro grau com tumor de próstata, em idade jovem, e negros são fatores de risco. Em alguns casos, apesar de discutível, a má alimentação pode ser um fator que aumenta as chances da doença se desenvolver”, explica.

Quando aparentes, os primeiros sintomas que são detectados no câncer de próstata podem ser semelhantes ao crescimento benigno da glândula como dificuldade para urinar seguida de dor ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite. Em fases mais avançadas da doença, é possível a presença de sangue no sêmen e impotência sexual, além de sintomas decorrentes da disseminação para outros órgãos, tal como dor óssea nos casos de metástases ósseas.

Por ser difícil de ser diagnosticado, é recomendável que homens a partir de 50 anos (e 45 anos para quem tem histórico da doença na família) façam o exame clínico (toque retal) e o PSA anualmente para rastrear o aparecimento da doença. O PSA é uma proteína especifica produzida pelas células da glândula (presente apenas em homens) e cuja taxa, em média, deve ser de quatro nanogramas por mililitro. Uma alteração deste valor para números mais elevados, um aumento muito rápido entre duas medidas, ou até mesmo valores menores, porém em pacientes jovens e com próstata pequena pode ser um indicativo do câncer e é importante aliado para a detecção da condição em sua fase inicial, quando ainda é assintomática.

Quando estas alterações aparecem e há uma suspeita da doença no organismo do homem, é indicada uma biópsia através de ultrassonografia transretal para a confirmação do diagnóstico.

Entenda os possíveis tratamentos da doença

O tratamento depende do estágio e da agressividade em que a doença se encontra. Eles devem ser projetados individualmente para cada paciente de acordo com o seu quadro clínico pessoal. No caso em que a doença se encontra no estágio inicial e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupar os mesmos de algumas toxicidades que o tratamento causa. Nos outros casos de doença localizada, a cirurgia, a radioterapia associadas ou não a bloqueio hormonal e a braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) pode ser realizada com boas taxas de cura. “Após realizarem a cirurgia, em alguns casos é necessário realizar o procedimento de radioterapia pós-operatória para a diminuição do risco de recaídas da neoplasia”, completa Dr. Andrey.

Quando os pacientes apresentam metástases, diversos tratamentos podem ser realizados com excelentes resultados como o bloqueio hormonal, a quimioterapia, novos medicamentos que controlam os hormônios por via oral e também uma nova classe de remédios que são conhecidas como radio isótopos, partículas que se ligam no osso e emitem doses pequenas de radioterapia nestes locais.


 

Como manter a fertilidade em pacientes oncológicos

Preservação dos gametas antes do início dos tratamentos de radio e quimioterapia garantem aos pacientes com câncer boas chances de gravidez futura

Os meses de outubro e novembro são dedicados ao combate do câncer de mama e de próstata e, diante disso, vêm à tona discussões sobre prevenção, tratamento e consequências dessas doenças. Uma questão importante nesse aspecto refere-se à fertilidade dos pacientes em tratamento, já que as drogas utilizadas na quimio e na radioterapia podem interferir na reserva ovariana ou na produção de espermatozóides pelos testículos, o que prejudica significamente as chances de gravidez.

Hoje em dia, graças à tecnologia e aos estudos cada vez mais avançados na área de reprodução assistida, pode-se dizer que é possível um paciente com câncer ter chances semelhantes de gestação as de alguém sem a doença, por meio da fertilização in vitro. “Isso é possível com a preservação dos gametas, seja pelo congelamento dos espermatozoides, seja pela indução da ovulação e aspiração dos óvulos, chamada criopreservação. Em qualquer um desses casos, é importante fazer antes do início do tratamento”, explica Dr. Ricardo Marinho, diretor clínico da Pró-Criar Medicina Reprodutiva.

Se há tempo suficiente para a coleta de material, a criorpreservação e congelamento do sêmen são as melhores alternativas. A coleta de óvulos pode demorar de duas a seis semanas. Já a coleta de esperma é mais rápida e simples, a menos que a ejaculação não seja possível. “Também existem medicamentos protetores para os ovários durante a quimioterapia, cuja eficácia é controversa, e também o congelamento de fragmentos do tecido ovariano para posterior retransplante, ainda em fase experimental”, ressalta Dr. Ricardo.

A chance da pessoa ficar estéril após o tratamento contra o câncer varia de 0 à 90%, de acordo com o tipo de remédio utilizada, a dosagem e o tempo de duração da medicação. Às vezes, o impacto na fertilidade pode ser transitório, com a volta espontânea da ovulação e da produção de espermatozoides. “É importante que a liberação para engravidar seja feita pelo oncologista responsável pelo paciente, geralmente é necessário esperar de 2 a 5 anos dependendo do tipo e da estabilização da doença”, conclui Dr. Ricardo.


 

Cinco sinais que podem indicar o câncer de próstata

Urologista elenca cinco sintomas que auxiliam os homens a identificar o câncer de próstata. Diagnóstico precoce pode evitar 50% dos casos fatais da doença

Em novembro, muitas pessoas são impactadas por campanhas de conscientização sobre o câncer de próstata. Porém, mesmo com o forte impacto dessas ações, recente pesquisa revela que a população desconhece informações importantes sobre a doença, o que é bastante prejudicial, conforme explica o Urologista do Hospital Santa Catarina, de São Paulo (SP), Dr. Reinaldo Uemoto: “50% dos casos fatais de câncer de próstata podem ser evitados se o tumor for diagnosticado precocemente”.

Os dados são um recorte do ‘Panorama sobre grau de informação, hábitos e atitudes do brasileiro em relação ao câncer’, divulgado em 24 de outubro de 2017 pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) durante o XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica. O estudo revela que, embora tema o câncer, o brasileiro carece de informações sobre a doença.

A pesquisa entrevistou 1,5 mil pessoas em todo o país e 44% disseram ter conhecimento ‘mediano’ sobre o câncer, enquanto 31% afirmaram saber pouco sobre a doença. Por outro lado, 26% contaram entender profundamente o assunto. O total ultrapassa os 100% porque, segundo os pesquisadores, os números foram arredondados.

O câncer de próstata aparece como o segundo tipo mais lembrado pela pesquisa (90%), atrás apenas do de mama (94%). Pulmão (90%), pele (89%) e leucemia (87%) completam os cinco tipos mais lembrados.

O médico elenca cinco sintomas que auxiliam os homens a identificar o câncer de próstata e buscar ajuda médica. É importante destacar que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo é responsável por 28,6% dos novos casos anuais de câncer entre os homens:

  • Levantar diversas vezes durante a noite para ir ao banheiro
  • Insuficiência renal
  • Dificuldades para urinar
  • Jato urinário fraco
  • Dor óssea

O médico ressalta, no entanto, “que esses sinais não indicam, necessariamente, que o paciente tenha câncer de próstata, mas mostram que o organismo não está bem e merecem atenção especial. Procurar um médico imediatamente é sempre o mais indicado”.

O exame de próstata é recomendado para homens acima de 50 anos. Entretanto, para alguns grupos de risco, é aconselhado realizá-lo a partir dos 45 anos de idade: aqueles com histórico familiar de câncer, obesos e pacientes negros, que têm maior incidência do que pessoas com a pele branca ou amarela.


 

Novembro Azul conscientiza homens para prevenção do câncer de próstata

Oncologista do Hospital do Câncer Anchieta alerta sobre os cuidados e formas de prevenir o problema

Novembro é o mês de conscientização em relação ao câncer de próstata. Segundo Instituto Nacional de Câncer (INCA), esta é a neoplasia mais prevalente nos brasileiros, superando, inclusive, o câncer de mama nas mulheres. Em 2016, por exemplo, foi estimado o surgimento de 61 mil novos casos no Brasil. No Distrito Federal, a incidência é de 60 casos para cada 100 mil habitantes, o que o torna o tumor mais prevalente dentre os homens no DF.

“Ainda existe muito preconceito por parte dos homens quanto a realização do exame de toque retal. Este exame é uma das maiores armas que temos para descobrir precocemente o câncer de próstata, alem de ser rápido, confiável e de baixo custo”, alerta o oncologista do Hospital do Câncer Anchieta, Marcos Vinícius Franca.

O que é?

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra masculina. Na fase inicial da doença, muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase avançada, o câncer pode provocar sangramento urinário importante, dores ósseas, inchaço no abdômen e nas pernas, podendo prejudicar o funcionamento de alguns órgãos como a bexiga, os rins e a parte final do intestino.

“O câncer de próstata é um crescimento desordenado do tecido prostático e estas células podem se desprender deste órgão e se espalharem para outros locais como ossos, os gânglios do abdômen, fígado e pulmão. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinja um tamanho considerável. Por isso a importância de se buscar o urologista rotineiramente”, explica o especialista.

Tratamento

O tratamento depende do estágio da doença. Geralmente em estágios iniciais podem ser usadas tanto a radioterapia quanto a cirurgia. Em estágios mais avançados, o tratamento envolve uma combinação de tratamentos como manipulações hormonais, quimioterapia e radioterapia.

Cuidados

Para diminuir os riscos do câncer, os médicos aconselham que os pacientes mantenham uma dieta balanceada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal. Além de ter uma alimentação equilibrada, é indicado fazer pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

“A recomendação é a realização do toque retal e a dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos”, informa França.

Novembro Azul (Movember)

A iniciativa surgiu na Austrália, em 2003, tendo como símbolo o bigode. Por isso, acabou ganhando o nome de “Movember“, a junção de “Mo” (gíria inglesa para bigode) e “November“. Em vários países, há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes, nas quais são debatidas, além do câncer de próstata, outras doenças como o câncer de testículos, depressão masculina, cultivo da saúde do homem e outros temas. Muitos homens cultivam os pelos durante 30 dias, com o objetivo de mostrar engajamento com a causa.


 

Grupo Luta Pela Vida e Hospital do Câncer se mobilizam em prol do Novembro Azul

Objetivo é conscientizar a população sobre a importância de exames preventivos e do diagnóstico precoce do câncer de próstata

Passado o “Outubro Rosa”, mês em que o assunto em evidência é o câncer de mama, agora as atenções se voltam para os homens, com a campanha ‘Novembro Azul’. O objetivo é a conscientização e diagnóstico precoce do câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

Mais uma vez o Grupo Luta Pela Vida, a ONG do Hospital do Câncer em Uberlândia (MG) se mobiliza para levar informações à sociedade. Os pesquisadores do Núcleo de Prevenção e Pesquisa de Câncer (NUPPEC) do Hospital do Câncer vão realizar palestras preventivas em diversas empresas da cidade, com o intuito de conscientizar os colaboradores, como o Senai, Arcom, Faculdade Uniube, UP e Sankhya.

Com as palestras, o Grupo Luta Pela Vida busca levar informações e orientações sobre o câncer de próstata, já que para esse tipo de tumor e outros tipos de câncer a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais. “O Câncer de próstata é uma doença silenciosa, apresentando sintomas apenas nos estágios mais avançados. Então, a melhor forma de prevenir é fazendo exames com urologistas”, afirma Dr. Eurípedes Barra, radiologista e diretor do Hospital do Câncer em Uberlândia. Além disso, ele explica que, apesar do tabu em torno do exame do toque, não há porque os homens terem medo, pois é um procedimento rápido e importante para ajudar no diagnóstico da doença. “O exame não dói, não deixa cicatriz nem sequelas e dura em torno de dois minutos”, explica Dr. Barra.

Além das orientações, o público também poderá literalmente vestir a camisa de apoio ao Novembro Azul. O Grupo Luta Pela Vida produziu uma camiseta promocional especial de apoio à causa, com slogan “Prevenir é a uma das melhores formas de lutar” no valor de R$ 30,00. Toda a renda alcançada com as vendas será direcionada para ajudar o Hospital. As camisetas podem ser adquiridas na loja do saguão do Hospital do Câncer, na Avenida Amazonas, 1996 e também no escritório do Grupo Luta Pela Vida, que fica na Rua Ivaldo Alves do Nascimento, 645, no Bairro Aparecida. As formas de pagamento podem ser feitas em dinheiro e no cartão (crédito e débito).


 

Conheça os direitos do INSS para homens com câncer de próstata

Cerca de 48 mil benefícios foram concedidos de 2008 a 2015 para segurados em tratamento, de acordo com dados da Previdência Social

O mês de novembro é marcado pelas campanhas de conscientização sobre o câncer de próstata, segunda maior causa de morte por câncer entre homens no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que mais de 61 mil novos casos foram diagnosticados no país em 2016. Além dos alertas direcionados para prevenção e diagnóstico, é preciso também informar pacientes diagnosticados com o tumor sobre direitos e benefícios, como os assegurados para contribuintes do INSS.

De 2008 a 2015 a Previdência Social pagou mais de R$ 58 milhões para pacientes em tratamento, o que totaliza cerca de 48 mil benefícios concedidos.

Auxílio-doença

Para os homens diagnosticados e impossibilitados de trabalhar temporariamente, o auxílio-doença é o benefício assegurado. “O auxílio-doença é garantido mensalmente ao segurado com câncer, desde que comprovada a impossibilidade de atuação na atividade profissional habitual. Para contribuintes individuais, como profissionais liberais e empresários, a Previdência Social também manterá o benefício por todo o período de incapacidade laborativa, desde que o mesmo requeira o benefício e realize os pedidos de prorrogação enquanto perdurar a incapacidade temporária”, explica Átila Abella, advogado especialista da plataforma Previdenciarista (previdenciarista.com).

Aposentadoria por invalidez

Já para os segurados que passam por graves cirurgias ou que ficam impossibilitados de trabalhar por outras consequências, de forma total e permanente, é possível a concessão de aposentadoria por invalidez. “Para ter direito ao benefício, o segurado precisa ter iniciado as contribuições antes da incapacidade laborativa ocorrer, tendo direito a aposentadoria por invalidez independentemente de ter realizado as 12 contribuições estabelecidas como regra geral, pois o câncer está dentre as doenças graves que dispensam o cumprimento da carência”, afirma o especialista.

Auxílio acompanhante (adicional de 25%)

Além dos benefícios acima, o segurado aposentado por invalidez que necessitar de assistência permanente de acompanhante pode solicitar também o adicional de 25% previsto na Lei nº 8.213/91, mesmo quando o valor da aposentadoria for de um salário mínimo ou até mesmo teto previdenciário.

Como fazer o requerimento do benefício

Para requerer benefício por incapacidade, o segurado precisará passar por um exame médico pericial no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por ser um processo burocrático e delicado, levando em consideração todas as situações emocionais que cercam a pessoa diagnosticada com câncer de próstata, é sempre indicado contar com a ajuda de um profissional especializado.

Por meio do Previdenciarista – plataforma de conteúdo que auxilia a atualização do advogado previdenciário – é possível encontrar uma lista de advogados especializados em direito previdenciário que podem ajudar os procedimentos.


 

Câncer de próstata: a importância do diagnóstico precoce

Rede estadual do Rio de Janeiro conta com um centro especializado em Saúde do Homem

Foto: Divulgação SES/Everton Barsan

Mudaram-se o mês e a cor, mas o alerta sobre a importância do diagnóstico precoce continua. O Novembro Azul, internacionalmente dedicado às ações relacionadas de combate às doenças masculinas, reforça a preocupação aos casos de câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) disponibiliza atendimento especializado no Centro de Atenção à Saúde do Homem, que conta com serviços de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), doenças da próstata, planejamento familiar, tratamento para disfunção sexual, além de pequenas e médias cirurgias.

“Culturalmente, as mulheres se preocupam mais com a saúde do que os homens, mas essa realidade precisa mudar. Nós buscamos essa mudança oferecendo um serviço completo, que abrange consultas, exames e cirurgias. Tudo sob a responsabilidade de profissionais de excelência. Outra boa notícia é que entre os dias 21 e 24 de novembro vamos promover a Semana da Saúde na Cinelândia e teremos atendimento com urologistas, no ano passado o serviço consultou mais de 1.000 pacientes, que foram encaminhados para tratamento quando houve necessidade”, anunciou o secretário de Estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr.

O coordenador do projeto e professor titular de urologia da UERJ, Ronaldo Damião, ressalta a importância de o homem estar atento aos sinais e sintomas da doença e também de se preocupar em realizar seu check-up, mesmo sem a suspeita, já que o câncer de próstata, em sua fase inicial, tem uma evolução silenciosa.

“O câncer de próstata atinge cerca de 70 mil novas pessoas a cada ano no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre os tipos de cânceres, ele está atrás apenas do de pele não-melanoma e mata de 12 a 15 mil pessoas ao ano, em nosso país, porém, isto não costuma ocorrer rapidamente. Por isso a importância do homem, a partir dos 50 anos, ou 45 para os que têm histórico familiar, procurar o serviço especializado e se manter em alerta”, enfatiza Damião.

De acordo com o médico, o medo de ser diagnosticado ainda impede que muitos indivíduos procurem um atendimento na rede de saúde. Com o avanço do tempo de vida do homem, os casos da doença têm sido detectados com mais frequência, mas é possível diagnosticar mais precocemente. Quanto antes o homem procurar um atendimento médico, maior é a possibilidade de cura.

“A doença, em qualquer nível que esteja, pode ser tratada. É bom lembrar que o câncer de próstata é um dos tipos de câncer com maior chance de cura com os recursos que temos disponíveis hoje, apesar de a taxa de mortalidade ainda ser expressiva. É possível oferecer qualidade de vida a esses pacientes em qualquer fase do tratamento”, comenta Damião.

O coordenador ainda ressalta que o homem deve cuidar da saúde antes mesmo da detecção de doenças mais graves. “Importante que o homem visite anualmente o urologista e, além do acompanhamento médico, insira hábitos saudáveis em sua rotina, como a realização de exercícios físicos e o consumo de uma alimentação equilibrada. Há estudos que apontam que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, pode ajudar a diminuir o risco de um câncer”, ressalta Damião.

O médico reforça que o check-up periódico é uma das estratégias mais importantes para que o diagnóstico seja rápido e faça a diferença. “Se toque, é preciso fazer o seu check-up. Se você quer ter a oportunidade de ver seus netos crescerem e se formarem, é preciso cuidar de sua saúde e garantir a longevidade”, finaliza o médico.

Sinais e sintomas – Mesmo que não apresente nenhum sintoma, todo homem deve procurar um médico para realizar um check-up após os 50 anos. Caso apresente sintomas como urinar com frequência maior que a normal; levantar várias vezes à noite para urinar ou urinar sangue, é preciso procurar um urologista imediatamente.

Tratamento – Para doença localizada, há, em geral, indicação de cirurgia ou radioterapia. Para doença localmente avançada, utiliza-se a radioterapia e hormonioterapia. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal. Cabe ressaltar que o melhor a se fazer é o indicado pelo médico que faz o acompanhamento do paciente.

Centro de Atenção à Saúde do Homem – Desde 2011, o projeto oferece prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), doenças da próstata, planejamento familiar, tratamento para disfunção sexual, além de pequenas e médias cirurgias. O paciente que necessitar do serviço deve procurar Clínicas da Família, Centros Municipais ou Postos de Saúde, onde será obtido um encaminhamento e será feito agendamento através da Central Estadual de Regulação (CER), que recebe pacientes de todo o Estado do Rio. Só em 2016, o Centro de Atenção à Saúde do Homem realizou quase 7 mil consultas e 850 cirurgias. Os atendimentos mais comuns são consultas com urologista e procedimentos como vasectomia e cirurgias da próstata.

A unidade fica na Policlínica Piquet Carneiro, na Av. Marechal Rondon, 381, no bairro São Francisco Xavier, e funciona interligada ao Hospital Universitário Pedro Ernesto.


 

Novembro Azul é o mês dos homens

Os homens não gostam de ir ao médico para fazer exames de rotina ou consultas de prevenção. Pesquisa do Ministério da Saúde revela que 31% dos homens brasileiros não têm o hábito de ir ao médico e, quando o fazem, 70% tiveram a influência da mulher ou de filhos. Para lembrar eles sobre a importância de consultas de rotina e exames preventivos, no próximo dia 19 é celebrado o Dia Internacional do Homem e neste mês acontece a mobilização Novembro Azul em todo o mundo.

Para marcar esta data,  subcoordenação de Atenção Integral a Saúde do Homem da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) realizará a Semana de Saúde do Homem, do dia 17 ao dia 25 de novembro. O objetivo é o de orientar os homens sobre o autocuidado e principais causas de mortalidade e morbidade da população masculina no Estado de Goiás.

Registros do Ministério da Saúde demonstram que as causas externas, nas quais estão incluídas mortes violentas como assassinatos e acidentes, são responsáveis por 41% dos óbitos da população masculina, de 20 a 59 anos. Em segundo lugar aparecem as doenças do aparelho circulatório, entre as quais acidente vascular cerebral, infarto, arteriosclerose e aneurisma, com 18% dos casos. Os diferentes tipos de câncer ocupam a terceira colocação nas causas de mortes dos homens, com 9% dos registros. O câncer de próstata é o 13ª tipo desta doença mais incisivo nos homens de 20 a 59 anos e o 2ª tipo de câncer que mais causa a morte na população masculina idosa, com mais de 60 anos.

Na realização dos eventos alusivos ao Novembro Azul, a SES-GO conta com a parceria de diversas instituições e empresas. Além disso,  durante todo o mês de novembro a equipe técnica realizará palestras e exposições sobre o tema.

A gerente de Programas Especiais de Saúde da SES-GO, Edna Covem, explica que promover a melhoria das condições da saúde da população masculina é dever do Estado e assim contribuir de modo efetivo para a redução da mortalidade da população masculina. “E para os homens fica o apelo que busquem o serviço de saúde de forma preventiva e não somente quando a doença já se encontra instalada”, afirma Edna.

PROGRAMAÇÃO

Confira as atividades alusivas a Semana da Saúde do Homem:

DATA LOCAL HORÁRIO AÇÃO
17/11/17 Estádio Serra Dourada – Jogo Goiás x Internacional Exposição de faixa informativa e distribuição de folders.

 

20/11/17 SPAIS e SUVISA 7h Stand para recepção dos servidores da SPAIS e SUVISA, com informações sobre promoção da saúde do homem.

 

 

21/11/17 Sede da METROBUS  

8h

Exposição dialogada sobre Saúde do Homem, Hepatites Virais, Saúde do Trabalhador e câncer  de próstata;

 

 

22/11/17 UEG – Anápolis

Restaurante do Cidadão

9h30 às 13h

 

Exposição dialogada e oferta de serviços de saúde: acolhimento em Saúde do Homem, aferição de PA, teste de glicemia, orientação sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids,  entrega de preservativos.
23/11/17 CEASA  

8h às 12h

Oferta de serviços de saúde: acolhimento em Saúde do Homem, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, orientação sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids,  entrega de preservativos.
25/11/17 Jogo Vila Nova x Londrina – Centro de Excelência do Esporte Arquiteto Eurico Calixto de Godoi  – Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira Exposição de faixa informativa e distribuição de folders.

 

 

 

25/11/17 Corpo de Bombeiros –

Batalhão de Salvamento e Emergência

7h às 12h30 Acolhimento, orientações sobre Saúde do Homem e entrega de material informativo.

 


 

Novembro Azul: os homens no foco da prevenção

Estar em dia com a saúde é um dos fatores mais importantes ligados à longevidade e qualidade de vida. Mas, na prática, muitas pessoas não levam esta máxima a sério, negligenciando bons hábitos de prevenção em seu dia a dia, sendo os homens os que mais engrossam esta realidade. Assim, Fundação São Francisco Xavier e o Hospital Márcio Cunha, de Ipatinga (MG), dão início às suas ações de adesão ao Novembro Azul, campanha criada para alertar sobre as prevenções do câncer de próstata.

Segundo tipo mais comum no mundo, atrás apenas do câncer de pele, a doença evolui lentamente e os sintomas são percebidos somente quando já se está em estágio avançado, dificultando o tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, as projeções para 2017 é que mais de 60 mil novos casos serão descobertos.

A maneira mais eficaz para a descoberta do câncer de próstata no estágio inicial é por meio da prevenção, ou seja, anualmente ao consultar com o urologista, serão realizados os exames necessários para cada caso, incluindo o toque retal e a dosagem no sangue do marcador PSA. Este rastreamento é recomendado para os homens acima dos 50 anos. Esta idade reduz para 45 anos quando o indivíduo possui familiares de primeiro grau com diagnóstico de câncer de próstata (pai ou irmão) e para indivíduos da cor negra. Quando o diagnóstico é realizado precocemente, o câncer de próstata pode ser eliminado e o paciente considerado curado em mais de 90% dos casos. Por questões culturais e de preconceito, em média, homens fazem consultas preventivas 30% a menos que as mulheres e 60% deles já chegam ao serviço de atendimento médico com doenças em estágio avançado.

O médico oncologista Luciano do Souza Viana alerta para a importância de se desconstruir esta realidade. “O cuidado com a saúde é um tabu para os homens, logo é importante realizar os exames necessários conforme cada caso, incluindo o toque retal. Um diagnóstico precoce permite maior chance de cura com menor risco de efeitos colaterais e menos sequelas relacionadas ao tratamento. É importante reforçar que o paciente deve procurar uma unidade básica de saúde, onde será avaliado por um médico clínico, que vai fazer o pedido do exame de sangue e o toque retal. Caso seja necessário, o profissional vai encaminhar esse paciente para um especialista, o urologista, para dar prosseguimento à investigação da doença”, descreve o médico.

Sintomas e tratamento

Quando em estágio avançado, o câncer de próstata por apresentar os seguintes sintomas:

– Aumento da frequência da vontade de urinar (de dia e também à noite);

– Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga;

– Fluxo urinário fraco ou interrompido;

– Sangue na urina ou no líquido seminal;

– Disfunção erétil;

– Dor nos ossos do quadril, nas costelas, na coluna, nos ombros ou em outros ossos;

– Fraqueza ou dormência nas pernas ou pés.

A maioria desses problemas é provavelmente provocada por outras condições clínicas, além do câncer. Dessa forma, é importante manter o médico informado sobre qualquer um desses sintomas para que a causa seja diagnosticada e, se necessário, iniciado o tratamento.

Este se dá, usualmente, por cirurgia (prostatectomia radical) ou radioterapia com ou sem hormonioterapia. “Isso depende do estágio de cada paciente, mas a estratégia da unidade oncológica do Hospital Márcio Cunha é proporcionar um atendimento multidisciplinar, moderno e humanizado”, explica o radio-oncologista do Hospital Márcio Cunha Bernardo Gouvea de Souza Lima.

As duas principais técnicas aplicadas no hospital são a Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) e a Radioterapia Conformacional 3D (3D-RT). Ambos utilizam de alta tecnologia para aplicar doses de radiação altamente localizadas. “Essas técnicas proporcionam um maior controle local e poupam estruturas próximas, minimizando os efeitos colaterais do tratamento”, finaliza Bernardo Gouvea.

Como surgiu o Novembro azul

Originalmente, a campanha surgiu na Austrália, em 1999. Um grupo de amigos teve a ideia de deixar o bigode crescer durante todo o mês de novembro como apoio à conscientização da saúde masculina e arrecadação de fundos para doação às instituições de caridade. E também em comemoração ao 17 de novembro, Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.

Trazido para o Brasil pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia, o Novembro Azul ainda está crescendo e, assim como no Outubro Rosa, há a bela iluminação de pontos turísticos. Diversas celebridades e instituições apoiam a campanha e muitos eventos são criados para espalhar informação e arrecadar dinheiro para a causa. Com toda essa iniciativa, hoje a Campanha Novembro Azul faz parte do calendário nacional de prevenções.


 

OncoRede da ANS tem programas de atenção a pacientes com câncer de próstata

Novembro é mês de reforçar as orientações sobre a prevenção do câncer de próstata, missão que vem sendo realizada desde 2011 pela campanha Novembro Azul, do Instituto Lado a Lado pela Vida. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram estimados 61.200 novos casos da doença entre 2016 e 2017 no Brasil, constituindo o tipo de câncer mais incidente em homens de todas as regiões do país – com 28,6% dos casos, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

Apesar dos avanços terapêuticos, cerca de 25% dos pacientes com câncer de próstata ainda morrem devido à doença. As taxas de incidência no Brasil vêm aumentando devido a dois motivos: aumento da expectativa de vida da população (três quartos dos casos de câncer de próstata no mundo ocorrem em homens acima dos 65 anos) e melhoria da capacidade diagnóstica. Atenta a esse cenário e à necessidade de melhorias na atenção oncológica aos beneficiários de planos de saúde no país, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou em 2016 o Projeto OncoRede, que propõe um conjunto de ações integradas para reorganizar e aprimorar a prestação dos serviços de saúde para pacientes com câncer no Brasil.

Atualmente, participam do Projeto 19 operadoras e 24 prestadores de serviços. Deste total, quatro prestadores e sete operadoras estão implementando projetos que contemplam o cuidado ao paciente com câncer de próstata.

O modelo proposto pela ANS e demais parceiros engloba ações de promoção de saúde, prevenção do câncer e busca ativa para o diagnóstico precoce; continuidade entre o diagnóstico e o tratamento, sendo este mais adequado e em tempo oportuno; articulação da rede de assistência (informação compartilhada) e pós-tratamento.

“Para aprimorar o rastreamento de cânceres passíveis de detecção precoce, como o de próstata, estamos propondo a realização de estudos que permitam às operadoras e prestadores medir o número de exames esperados em sua população e identificar o caminho a ser percorrido pelo paciente após a suspeita de câncer; além de definir indicadores de monitoramento do acesso, da qualidade e do nível de coordenação do cuidado”, explica o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar.

Além das iniciativas cadastradas pelo Projeto OncoRede, atualmente a ANS contabiliza 44 programas aprovados pela reguladora de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças (Promoprev) para o rastreamento e cuidado do câncer de próstata.

Sintomas e diagnóstico do câncer de próstata

De acordo com o Inca, em sua fase inicial o câncer de próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar ou necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários e até infecção generalizada ou insuficiência renal.

Dois exames iniciais têm grande importância para o diagnóstico da doença: o exame de sangue, por meio do Antígeno Prostático Específico (PSA), e o exame de toque, ambos cobertos pela Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde que determina a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde. Esses dois exames, quando associados, podem dar uma segurança de cerca de 90% ou mais, auxiliando no diagnóstico precoce da doença.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos.

Para informar a população, em linguagem simples, sobre os aspectos gerais da doença, o Inca lançou a cartilha “Câncer de próstata: vamos falar sobre isso?“, com informações sobre fatores de risco, diagnóstico e tratamento.


 

Novembro Azul: Hospital São Vicente promoverá palestras abertas à população

Homens com histórico de câncer de próstata na família têm um risco aumentado em 50% de ter a doença

O câncer de próstata é o tumor maligno mais incidente nos homens brasileiros. São cerca de 60 mil novos casos por ano em nosso país. Segundo o Ministério da Saúde, em 2016, 26.963 casos de neoplasias foram diagnosticados em homens no Paraná. Em terceiro lugar está o câncer de próstata, totalizando 8% dos casos – equivalente a cinco pacientes novos por dia. Felizmente, a maioria deles (80%) são detectados no início da doença, quando o tumor ainda está apenas dentro da próstata, o que leva a uma alta chance de cura.

Para debater o tema e conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce, o Hospital São Vicente – Funef, de Curitiba (PR), promoverá no dia 17 de novembro duas palestras gratuitas e abertas à população. Às 15h, a nutricionista Adriana Zadrozny falará sobre “O Poder da Alimentação na Prevenção do Câncer de Próstata”. Isso porque o licopeno do tomate e da melancia, por exemplo, são fatores de inibição do crescimento de câncer de próstata. Já as gorduras animais são totalmente contraindicadas.

No mesmo dia, às 16h30, Dr. André Matos de Oliveira, Coordenador do serviço de Urologia Oncológica do Hospital São Vicente falará sobre “Prevenção do Câncer de Próstata – Riscos Evitáveis”. Segundo ele, duas condições aumentam o risco do surgimento do câncer de próstata: raça e histórico familiar. “Sabemos que os homens negros possuem o dobro de chance de desenvolver o tumor. Curiosamente, os orientais têm um risco 70% menor da doença. Quanto ao histórico familiar, homens que tiveram um caso de câncer de próstata na família, têm seu risco aumentado em 50%”, afirma.

Em fase inicial, a doença não desenvolve sintomas, e esse é o principal motivo para os exames de detecção precoce: exame de sangue (PSA) e o toque retal. “Todos os homens devem iniciar ambos os exames, anualmente, a partir dos 50 anos. Naqueles com os fatores de risco citados acima, com 45 anos. Importante ressaltar que o PSA não substitui o toque da próstata, já que é o somatório dos exames que faz aumentar a chance de detecção”, alerta.

Quando detectado em fase inicial, pode-se tratar os homens com cirurgia ou radioterapia. “Com altas taxas de sucesso, esses tratamentos podem trazer alguns efeitos colaterais aos pacientes, em especial na questão urinária ou sexual”, explica.

Atualmente, tem ganhado espaço na comunidade médica urológica a conduta chamada vigilância ativa, em casos de tumores classificados como indolentes ou de baixo risco. Nesses casos, os pacientes são acompanhados periodicamente com exames, e não realizam o tratamento de imediato. “Isso é possível pois esses tumores crescem muito lentamente, conferindo aos homens um pequeno risco de morte pela doença. Nos Estados Unidos, cerca de 40% dos pacientes de baixo risco estão em vigilância ativa”, complementa. “Por fim, ressaltamos que o câncer de próstata é uma doença heterogênea, e após o diagnóstico, as decisões devem ser tomadas com diálogo amplo e honesto entre o paciente e seu médico urologista”, finaliza o especialista.

 


 

Câncer de próstata: especialistas falam sobre prevenção e detecção precoce da doença

Exames como PSA e toque retal podem facilitar o diagnostico do câncer

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o principal câncer entre os homens no Brasil e a melhor maneira de prevenir mortes pela doença é por meio do diagnóstico e tratamento precoce.

Exames anuais como PSA, conhecido por Antígeno Prostático Específico, e toque retal são recomendados para homens a partir dos 50 anos e pacientes com histórico familiar (pai e/ou irmão) de câncer de próstata, devem procurar um especialista aos 45 anos, afirma Daniel Makoto Tsuchie, Urologista do Hospital Dom Alvarenga. Além disso, o médico ressalta a importância também de realizar anualmente exames de laboratório geral (colesterol, triglicérides, glicemia, creatinina, urina tipo 1 e etc).

De acordo com o Dr. Pedro Aguiar Jr., Oncologista do Hospital Dom Alvarenga, em São Paulo (SP), quando descoberto precocemente, a chance de cura é de 100%, e uma vez detectado o câncer já com a presença de metástase a chance de cura cai para 30%.

O especialista explica que os pacientes só desenvolvem sintomas da neoplasia quando a doença já está muito avançada e os sintomas são mais relacionados às metástases do que à doença primária. Por isso, os exames de prevenção são extremamente importantes. “Os sintomas mais comuns decorrem das metástases. Como os ossos são sítios frequentes de disseminação da doença, o paciente pode apresentar dor óssea e dificuldade para se movimentar. Já na doença localizada, os sintomas mais comuns são relacionados à obstrução da urina causada pela próstata com dimensão aumentada como ardor para urinar e retenção de urina”.

Segundo o urologista, todos os homens podem ter câncer de próstata, mesmo sem história familiar ou sintomas. “A incidência aumenta com a idade,  sendo que quase 15% dos homens desenvolverão a doença durante a vida”.

Caso a doença seja comprovada, o oncologista esclarece que o tratamento é sempre multidisciplinar. Isso significa que o paciente é visto como um todo e cada especialista contribui com os conhecimentos de sua especialidade. “De maneira geral, doenças localizadas são tratadas com cirurgia ou radioterapia e pacientes com doença avançada podem precisar de quimioterapia”. Ainda segundo o Dr. Pedro, o mais importante é a prevenção para o sucesso do tratamento.


 

Do jovem ao idoso, saúde do homem requer atenção

A história de que homens não ligam para a saúde é cultural, por isso, o Novembro Azul chega com um alerta. Uma das preocupações dos médicos é a incidência do tumor maligno de próstata, o adenocarcinoma prostático. Ele é o segundo a atingir a população masculina, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a estimativa de novos casos é de 61.200 e o número de mortes é de 13.722 por ano. O urologista Pedro Paulo de Sá Earp ressalta a importância da realização dos exames preventivos.

“Eles não visam evitar a doença, mas diagnosticá-la precocemente e com isto permitir a instituição de um tratamento precoce, o que leva a  evitar mortes. Nos Estados Unidos, graças a uma orientação dada provavelmente de forma parcialmente equivocada, as dosagens laboratoriais do PSA e os exames prostáticos dos homens vêm, de algum modo, sendo desincentivados. Como consequência, o diagnóstico do câncer de próstata caiu 28%.  Isto fez diminuir a detecção do câncer de próstata de alto risco (que pode vir a matar um indivíduo) em 23% dos casos.  Vamos observar o que vai resultar desta atitude nos próximos anos, mas a consequência poderá não ser boa”, preocupa-se.

Professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase-RJ) e membro da American Urological Association e da Société Internationale D’Urologie, Sá Earp explica o exame do toque transretal da próstata. Ele conta que o urologista pode aferir através do exame digital da próstata o seu tamanho, a superfície, os contornos, a mobilidade, a sensibilidade e especialmente a consistência. “É o toque que diz se a próstata está dura ou se possui nódulos, e esses dados podem falar sobre a existência de um câncer.”

Há ainda um exame de sangue que verifica a dosagem de uma enzima produzida pela próstata e que se chama PSA. Segundo o urologista, o exame pode falhar em até 16% dos casos. “Existe também a ultrassonografia da próstata, que pode falhar em mais de 40% dos casos.  Recentemente, exames de imagem mais sofisticados, tais como a RM funcional prostática e até o PET-CT de PSMA, vieram trazer subsídios muito valiosos para o diagnóstico e o estadiamento da doença prostática. Desta forma a conjunção de todos esses exames pode diminuir o número de falhas na detecção do câncer da próstata quando bem utilizados”, diz.

O professor da FMP/Fase ressalta que o toque prostático ajuda a diagnosticar e a diferenciar a hipertrofia benigna da próstata e o câncer da próstata. Se o paciente apresenta um histórico familiar de câncer de próstata, de mama e de cólon recomenda-se que o primeiro exame seja feito entre 40 e 45 anos. “Nos EUA inclui-se no rol das pessoas de risco também os afrodescendentes, já que a incidência de câncer de próstata é maior entre eles. Aqui, o habitual é fazer o exame após os 50”, observa Sá Earp.

O especialista cita também outro exame importante para a saúde do homem: a colonoscopia, que faz a inspeção endoscópica de todo o cólon e reto. A iniciativa ajuda a diagnosticar e prevenir divertículos, pólipos (tumores benignos) e o câncer do intestino grosso. “Se nada for detectado no primeiro exame, ele deverá ser repetido a cada cinco anos. A OMS recomenda que o exame seja feito a partir dos 50 anos.”

O urologista frisa que não só os mais velhos devem fazer exames preventivos: “Para o menino há indicação do exame da genitália externa para detecção de patologias tais como, fimose, hidrocele (líquido derramado intraescrotal), varicocele (varizes escrotais), criptorquidia (testículo fora da bolsa escrotal) etc. No jovem e no homem maduro, o autoexame do testículo poderá determinar a presença de câncer testicular. A inspeção da uretra pode detectar a presença de secreções uretrais (DST). O autoexame masculino poderá determinar a presença de verrugas próprias do HPV, ulcerações compatíveis com herpes ou mesmo com cancro sifilítico. No homem da terceira idade recomenda-se a observação do fluxo urinário que poderá estar diminuído nos casos de hipertrofia benigna da próstata”.


 

Preconceito com exame de toque retal ainda interfere no diagnóstico precoce do câncer de próstata

Cerca de um terço dos homens se recusam a enfrentar os exames preventivos da doença; Especialista explica que a idade é o principal fator de risco e que após 50 anos e incidência é mais alta

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de próstata é o segundo mais comum entre homens – ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma e sendo responsável por cerca de 61.200 casos só este ano. Contudo, uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), encomendada ao Datafolha, indica que apesar do volume crescente de diagnósticos da doença ano a ano, 21% do público masculino entrevistado em estádios de futebol acredita que o exame de toque retal “não é coisa de homem”. Considerando aqueles com mais de 60 anos (grupo de risco), 38% disse não achar o procedimento relevante. Esses dados revelam uma realidade preocupante, que coloca o preconceito e o machismo como principais entraves para o diagnóstico precoce e combate ao câncer de próstata.

Para um diagnóstico precoce da doença é recomendável que homens a partir de 50 anos (e 45 anos para quem tem histórico da doença na família) façam exame clínico (toque retal) e o teste de antígeno prostático específico (PSA) anualmente para rastrear o aparecimento da doença. Além de histórico familiar, a população de risco também inclui mutações genéticas como o BRCA2 e negros.

“O PSA é uma proteína especifica produzida pelas células da próstata, que nada mais é que uma glândula presente apenas em homens. A taxa dela na corrente sanguínea, em média, deve ser entre 2,5 e quatro nanogramas por mililitro, variando de acordo com a idade e o tamanho da próstata. A alteração deste valor para números mais elevados, um aumento muito rápido entre duas medidas ou até mesmo valores menores – em pacientes jovens e com próstata pequena – pode ser um indicativo do câncer e é importante aliado para a detecção da condição em sua fase inicial, quando ainda é assintomática”, explica o Dr. Andrey Soares, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas.

Quando aparentes, os primeiros sintomas do câncer de próstata podem ser semelhantes ao crescimento benigno da glândula, tendo como características dificuldade para urinar seguida de dor e/ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite. Quando a doença já está em fase mais avançada, pode ocorrer a presença de sangue no sêmen, impotência sexual, além de outros desconfortos decorrentes da metástase em outros órgãos. Porém, mesmo com a presença desses sintomas, em geral, eles são muito tardios, uma vez que o tumor cresce na periferia da glândula, diferente da hiperplasia que ocorre na região central, em que passa a uretra aumentando os sintomas.

No começo, pelo fatos dos sintomas serem silenciosos, a neoplasia é de difícil diagnóstico, já que a maioria dos pacientes apresentam indícios apenas nas fases mais avançadas da doenças. Ainda de acordo com o especialista, casos familiares de pai ou irmão com câncer de próstata, antes do 60 anos de idade, podem aumentar o risco em três a 10 vezes em relação à população em geral.

“Parentes de primeiro grau que tenham apresentado tumor de próstata em idade jovem são indicadores de fator de risco aumentado. Má alimentação, sedentarismo e obesidade também são apontados por pesquisas científicas como agentes que elevam as chances de desenvolver a condição”, conta.

Entenda os possíveis tratamentos

O tratamento depende do estágio e da agressividade em que o tumor de próstata se encontra. Em casos iniciais e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupar os mesmos de algumas toxicidades que o tratamento causa.

Nos outros casos de doença localizada, a cirurgia, a radioterapia associadas ou não a bloqueio hormonal e a braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) pode ser realizada com boas taxas de resposta. “Após realizarem a cirurgia, em alguns casos é necessário realizar o procedimento de radioterapia pós-operatória para a diminuição do risco de rescidiva da doença”, completa Dr. Andrey.

Quando os pacientes apresentam metástases, diversos tratamentos podem ser realizados com excelentes resultados como o bloqueio hormonal, a quimioterapia, novos medicamentos que controlam os hormônios por via oral e também uma nova classe de remédios que são conhecidas como radio isótopos, partículas que se ligam no osso e emitem doses pequenas de radioterapia nestes locais.


 

Tratamento precoce do câncer de próstata possibilita 90% de chances de sucesso

Especialistas destacam as principais técnicas cirúrgicas no combate à doença, entre elas a cirurgia robótica que é capaz de reduzir as chances da neoplasia comprometer a capacidade erétil e urinária do paciente

O câncer de próstata continua sendo o segundo mais comum entre os homens no Brasil. Anualmente, cerca de 69 mil novos casos da doença são diagnosticados no país. Os números são altos, mas o cenário negativo pode ser revertido com uma simples atitude: o diagnóstico precoce. Estima-se que o tratamento tem 90% de chances de ser bem-sucedido quando o tumor é detectado logo no início. Foi pensando nisso que surgiu a campanha Novembro Azul, que tem como proposta alertar o sexo masculino sobre o tema.

Especialistas alertam para a importância da conscientização na população masculina, justamente por ela ter um histórico de negligência a própria saúde. No Brasil, quase um terço dos homens não têm o hábito de ir ao médico regularmente, prejudicando sua qualidade de vida. Em relação ao exame do toque retal, principal forma de detecção do câncer de próstata, pesquisas da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) afirmam que 47% dos entrevistados nunca fizeram o procedimento.

Segundo Daniel Herchenhorn, oncologista clínico do Grupo Oncologia D’Or e especialista em tumores genito-urinários, a conscientização da doença é primordial, pois a maior parte dos homens procura ajuda tardiamente. “Há a necessidade de conscientizar os homens a respeito da doença. Temos que ressaltar a importância de ir ao médico preventivamente em vez de somente quando se sente dor”, alerta o especialista.

O oncologista ainda reforça que exames de rotina são fundamentais para o câncer de próstata, pois a doença é silenciosa. No estágio inicial, o tumor não apresenta sintomas e, em 95% dos casos, os sinais só aparecem quando a doença já está avançada. “Homens a partir dos 50 anos de idade devem se consultar com o urologista anualmente para realizar os exames preventivos, como o de toque retal e o de sangue para dosagem do PSA”, explica Daniel Herchenhorn.

Com o diagnóstico confirmado e a indicação de cirurgia para retirada da próstata, a preocupação dos homens é potencializada acerca da impotência sexual e da incontinência urinária. No entanto, estes riscos são minimizados com a realização da cirurgia robótica, como afirma o urologista Rodrigo Frota, coordenador do Programa de Urologia Robótica da Rede D’Or São Luiz.

“Por ser um procedimento minimamente invasivo, contribui com a rápida recuperação do paciente, o que interfere diretamente na manutenção da capacidade erétil e no controle urinário. De acordo com a literatura, 60% dos pacientes operados por robótica retomam uma vida sexual normal, e nos casos convencionais este índice fica de 10% a 30%”, esclarece o especialista.

Como identificar o problema – A próstata é uma glândula auxiliar do sistema genital masculino, localizada na frente do reto e embaixo da bexiga. Ela pode variar de tamanho de acordo com a idade. O câncer de próstata em estágio inicial geralmente não causa sintomas, por isso o acompanhamento médico regular é tão importante para o diagnóstico precoce da doença.

Tratamentos disponíveis – Dependendo do tipo de tumor, do estágio do câncer no momento da detecção e da idade e condição de saúde do paciente, o tratamento pode variar. Em muitos casos, especialmente em homens mais idosos, os medicamentos não chegam a ser necessários e o médico adota a chamada “vigilância ativa”, apenas monitorando a progressão da doença.

Outros tratamentos incluem a quimioterapia e a radioterapia, a terapia hormonal e a cirurgia, que pode ser a aberta clássica, por videolaparoscopia ou robótica. As técnicas de tratamento, em especial de cirurgia, têm avançado muito, tornando os efeitos colaterais mais raros, como a impotência e a incontinência urinária, e reduzindo também o tempo de recuperação do paciente.

Tecnologia robótica – Atualmente, cerca de 85% das cirurgias para câncer de próstata são realizadas utilizando a plataforma robótica nos Estados Unidos. Este procedimento também vem aumentando progressivamente no Brasil, seguindo uma tendência mundial.

“Entre os benefícios, pode-se citar a visualização 3D do tumor, que permite ao cirurgião maior precisão da dissecção, minimizando hemorragias. Manipulada por cirurgiões altamente qualificados, por console comandado por joystick, a plataforma promove melhor visão, amplitude e qualidade de movimentos, além de menor trauma aos tecidos, o que repercute em menor dor, melhor estética e recuperação precoce com retorno às atividades cotidianas”, detalha Rodrigo Frota.

As cirurgias robóticas urológicas compreendem o tratamento do câncer de próstata, rim, testículo e bexiga, e no tratamento da estenose de junção do ureter com a pelve renal. A Rede D’Or São Luiz, dispondo do robô Da Vinci – o modelo mais moderno no país – já realizou mais de 1.500 procedimentos em urologia, uma das especialidades que mais opera com esta tecnologia. Além disso, esses resultados tornam o Hospital Quinta D’Or um dos centros com o maior volume de procedimentos robóticos do Rio de Janeiro.


 

Nova terapia para câncer de próstata é incorporada pela ANS

A partir de janeiro de 2018, enzalutamida estará disponível também para tratamento pré-quimioterapia no sistema privado de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou hoje (8) a incorporação da enzalutamida ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a partir de janeiro do próximo ano. Desde 2016, a terapia está disponível no rol da ANS para uso pós-quimioterapia. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.

A enzalutamida, de uso oral, é um inibidor da via de sinalização do receptor de andrógenos. Com isso, o medicamento é capaz de diminuir a proliferação e induzir a morte das células de câncer de próstata, com consequente redução do volume do tumor, conforme estudos realizados in vitro. “Os resultados dos estudos clínicos mostraram que o medicamento adiou por 17 meses o tempo mediano necessário para iniciar a quimioterapia. Um período significativo de tempo durante o qual os homens têm a sua doença controlada”, explica Machado Moura, diretor médico sênior para América Latina da Astellas Farma Brasil.

O processo de incorporação ao rol da ANS acontece a cada dois anos. A sociedade civil é amplamente envolvida por meio de consultas públicas, onde são emitidas opiniões sobre os medicamentos e procedimentos em análise. “Mais de 25 milhões de homens em nosso Sistema de Saúde Privada terão acesso a esta nova opção de tratamento. Essa inclusão é muito importante. É um avanço para o tratamento dos pacientes no Brasil”, conclui Moura.

Tratamento – O câncer de próstata tem um tratamento multidisciplinar, onde urologista, oncologista e radioterapeuta em diversos momentos atuarão em conjunto, conforme a história da doença. Mas entre 5 e 10% dos pacientes já terão a doença metastática ao diagnóstico e uma parcela variável dos pacientes tratados inicialmente como doença localizada terão uma recidiva bioquímica (elevação do PSA) ou clínica (surgimento de metástases à distância).


 

8 em cada 10 cirurgias de próstata já são feitas por meio do robô

Campanhas são fundamentais para prevenção de doenças, mas homem precisa olhar para sua saúde como um todo, afirma urologista

É sabido por todos que o homem vai menos ao médico do que as mulheres. O que faz com que alguns dos pacientes só cheguem aos serviços de saúde com a doença já avançada, quando há um conjunto de sinais e sintomas. Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde diz que anualmente no Brasil são realizadas três milhões de consultas com urologista, enquanto com ginecologistas esse número chega a 20 milhões.

Esses levantamentos mostram ainda a pouca preocupação que o homem tem com a própria saúde. Para o Dr. Murilo de Almeida Luz, coordenador do Programa de Cirurgia Robótica do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo (SP), as campanhas de conscientização como o Novembro Azul são aliadas fundamentais da prevenção, mas que é de suma importância que o homem também pense em sua saúde como um todo. “Não adianta estar com os exames de próstata em dia e manter uma vida sedentária, não saber como anda a situação do seu coração e dos outros indicadores do corpo”, observa.

O câncer de próstata ocorre quando as glândulas das células da próstata sofrem mutação e começam a se multiplicar sem controle. Os sintomas mais comuns do tumor são dificuldade para urinar, frequência urinária alterada, ou diminuição da força do jato da urina, além de outros sintomas.

Nos últimos dez anos, a cirurgia de próstata evoluiu muito e têm proporcionado maiores chances de cura da doença. O sistema robótico tem possibilitado aos pacientes alternativas positivas para o tratamento, de maior eficiência quando comparada com os métodos tradicionais, cortes menores, menos dor e desconforto no pós-operatório, diminuição da perda de sangue e hemorragias durante a cirurgia. Hoje em dia, a técnica robótica já é utilizada em 8 a cada 10 cirurgias de próstatas.

A doença pode ser diagnosticada através do exame de sangue, chamado PSA, juntamente com o de toque retal. Homens com histórico de pais ou parentes com câncer devem ficar mais atentos aos cuidados e avisar os médicos para serem acompanhados com maior regularidade.

Novembro Azul

‘Novembro azul’ é um mês de campanha mundial para alertar contra o câncer de próstata. Diversas instituições ao redor do mundo promovem ações para reforçar a prevenção contra a doença. No Brasil, o câncer de próstata é o câncer mais comum nos homens com alto índice de óbito, depois do câncer de pulmão.


 

Novos casos de câncer de próstata passam dos 61 mil até o final de 2017

Especialista fala sobre cuidados e prevenção da doença que tem assombrado o mundo nos últimos anos

Em 17 de novembro é lembrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer da Próstata, por isso mês de novembro, é também conhecido como “Novembro Azul”. É o mês destinado à conscientização mundial sobre esse tipo de câncer. A doença é a segunda maior causa de morte por câncer no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Dados do Instituto Nacional do Câncer de 2016, estimam que os números de diagnóstico desse tipo de câncer devem ultrapassar os 61 mil este ano. Em 2013, por exemplo, foram registradas mais de 13 mil mortes pela doença.

Segundo o Instituto Oncoguia, cerca de 1 a cada 7 homens será diagnosticado com a doença durante a vida, ou seja 1 homem a cada 39 morrerá devido ao câncer de próstata. Por isso o diagnóstico precoce da doença é tão importante. Segundo o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway, o diagnóstico rápido da doença faz com que o tratamento seja eficaz em 9 entre 10 casos. “Quanto mais consciência os homens tiverem da doença e de como diagnosticá-la e preveni-la, maiores são as chances de cura e sucesso no tratamento, por isso campanhas como essa são tão importantes”, comenta.

A doença em estágio inicial normalmente não causa algum tipo de sintoma, mas em casos avançados, a pessoa pode apresentar fluxo urinário fraco ou interrompido, impotência, sangue no líquido seminal, franqueza ou dormência nas pernas e pés, dor ou ardor durante o xixi e até perda do controle da bexiga. Ainda segundo o especialista, justamente por não apresentar sintomas relevantes em estágio inicial é que existe essa importância da realização de exames periódicos.

Quanto à prevenção, deve-se ficar atento não só aos fatores de risco como a idade e o histórico familiar, a incidência de casos da doença é reduzida quando o homem adota medidas simples em seu dia a dia. Uma dieta saudável e a prática de exercícios são fundamentais para quem quer manter-se longe das doenças. “Quando me refiro a hábitos saudáveis, não estou dizendo que o homem precise virar um atleta, se ele praticar exercícios de intensidade moderada por 150 minutos durante a semana, aliando isso a uma dieta mais equilibrada que inclua antioxidantes, dentre eles o selênio, vitamina E e o licopeno. Já terá grandes resultado”, finaliza.


 

Cirurgiões plásticos fazem mutirão de consultas gratuitas em apoio ao Novembro Azul

Em apoio aos colegas da área de urologia, os médicos que atuam no Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, criado pelo professor Pitanguy e atualmente chefiado pelo doutor Francesco Mazzarone, farão atendimento gratuito em todas as modalidades de cirurgia plásticas para homens. O foco é público masculino com objetivo de incentivar a prevenção ao câncer de próstata. Contudo, a parceira ou parceiro que estiver acompanhando o paciente também poderá se consultar gratuitamente.

O mutirão de consultas acontecerá dia 27 de novembro, a partir das 8h, na Rua Santa Luzia, 206 – Centro do Rio. Os médicos do serviço são pós-graduandos no curso também idealizado por Pitanguy.

A iniciativa dos médicos visa ajudar na conscientização sobre a necessidade de exames periódicos com o especialista da área, para prevenir o câncer de próstata, que no Brasil é a terceira principal causa de morte por câncer em homens e atinge em maior grau a faixa etária dos 50 anos.

O serviço de cirurgia plástica da Santa Casa de Misericórdia atende pacientes carentes, que necessitam de operações reparadoras (problemas decorrentes de acidentes, causas genéticas ou doenças) e que são subsidiadas pelos procedimentos estéticos de todas as modalidades também realizadas pelo serviço. O custo final de uma intervenção estética realizada por eles chega é bem inferior ao que é praticado no mercado. O serviço de cirurgia plástica da Santa Casa de Misericórdia ajuda a escrever histórias emocionantes de gente que recuperou a autoestima, de acidentados que puderam ter uma qualidade de vida melhor.


 

Câncer de próstata: cuidados preventivos de rotina devem começar por volta dos 45 anos

90% dos casos diagnosticados no início têm alta chance de cura

Cerca de 10% dos homens com 50 anos, 30% com 70 anos e 100% dos que chegarem aos 100 anos de idade terão câncer de próstata. Glândula responsável por nutrir os espermatozoides, a próstata passa a ser o centro das atenções após os 45 anos de idade, fase em que os cuidados com o órgão precisam ser redobrados.

No entanto, esse é um assunto que ainda configura certo tabu entre o público masculino. O exame de toque, que dura apenas alguns segundos e pode ser o grande divisor de águas entre um diagnóstico precoce com altas chances de cura e a detecção de um tumor já em fase avançada, apesar de ser cercado de mitos e preconceitos, felizmente tem sido procurado cada vez mais. Além do toque, outros recursos também são utilizados, como os exames de sangue e de imagem.

As chances de cura são de 80% a 90%; para tumores detectados precocemente. Quando o câncer é detectado em estágio avançado, essas chances diminuem para 10% a 20%.

Robótica a favor da cura

Nos casos em que o tumor já está instalado e nos quais a cirurgia já possui indicação, a prostatectomia robótica é uma das grandes aliadas na remoção do câncer. Dados mais recentes, presentes em dois estudos a respeito do assunto publicados em 2010 pelo Dr. Michael Zelefsky, do Memorial Sloan Cancer Center de Nova York e pelo Dr. Matthew Cooperberg, da Universidade da Califórnia, demonstraram que o risco de morte por câncer foi de 2,2 a 3 vezes menor em pacientes tratados com cirurgia.

A prostatectomia robótica, que utiliza a precisão e a característica minimamente invasiva dos procedimentos executados com o auxílio do robô, é uma das grandes ferramentas disponíveis hoje para a remoção dos tumores. Por meio da prostatectomia – executada no Hospital Moriah, em São Paulo (SP), com o robô Da Vinci Xi, o mais moderno da América Latina e único exemplar do Brasil – o paciente enfrenta menor desconforto pós-operatório e conta com uma recuperação mais rápida.

A utilização da técnica robótica proporciona ao cirurgião melhor visão dos órgãos abdominais e movimentação mais suave dos instrumentos cirúrgicos, o que possibilita uma retirada mais segura do tumor com um risco bastante reduzido de lesão dos nervos e músculos adjacentes à glândula.

A prevenção ainda é a melhor opção em direção à cura. A recomendação é clara: homens com mais de 40 anos e que tenham casos de câncer prostático na família e com mais de 45 anos que não possuam histórico familiar devem procurar o urologista para consulta de rotina.


 

Alteração na próstata não é sinônimo de câncer

O resultado positivo de alteração na próstata não é o veredito de um câncer. A glândula, encontrada somente nos homens, apresenta duas importantes complicações que merecem ser diferenciadas. Segundo o urologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo (SP), Fernando Almeida, o órgão pode desenvolver a hiperplasia benigna, que não tem relação com o tumor maligno.

Os principais fatores que diferem estas duas doenças são os sintomas e a ausência deles. Almeida explica que, no caso da hiperplasia, que se caracteriza pelo aumento da glândula de forma benigna, indícios claros são constatados, como jatos de urina fracos, dificuldade ao urinar e idas constantes ao banheiro. Já em quadros de câncer na próstata, o cenário é diferente.

“O câncer de próstata é um tumor que surge geralmente pequeno e, por isso, não apresenta sintomas. Para conseguir detectar esse problema, ainda em sua fase inicial, é indicado que homens com histórico familiar procurem um médico após 45 anos e, aos 50 anos, para quem não tem casos na família”, adverte o especialista.

Para um diagnóstico mais preciso, dois tipos de exames são aconselhados ao paciente. O primeiro é o de sangue, denominado Antígeno Prostático Específico (PSA), e o de toque retal, que detecta apenas o tumor já palpável. Com esses dois resultados, o médico consegue dimensionar o risco da doença e pedir, caso necessário, uma biopsia.

O urologista ressalta ainda que atualmente existe uma preocupação maior com o tipo de tumor e o tratamento adequado. Por apresentar características, como alta prevalência e evolução lenta, são feitas avaliações da necessidade de realizar a cirurgia para a remoção da próstata.

“Estima-se hoje que entre 10% a 15% dos homens terão o tumor. A grande discussão é que, em função da evolução lenta, demora a ter metástase e aparecimento da doença após os 50 anos, existe uma chance muito grande de a pessoa morrer de outras causas e não do câncer”, reforça.

Apesar desse novo olhar para a doença, o alerta para o diagnóstico precoce mantém-se. Como frisa o médico, as chances de cura aumentam quando o tumor é descoberto cedo. “Quando conseguimos diagnosticar um pequeno nódulo e ainda no início, as chances de cura são de acima de 90%, chegando a 95%, de acordo com o tipo de câncer de próstata”.


 

Principais doenças que afetam a saúde do homem

A expectativa de vida de vida masculina é sete anos menor que a feminina

A campanha Novembro Azul, inspirada no Outubro Rosa, promove diversas ações pelo país e busca motivar a população masculina a entender as várias etapas da vida. A partir de 2016, a iniciativa passou a abranger a saúde integral do homem, deixando de focar apenas no câncer de próstata. Um dos motivos para essa mudança é o descaso dos homens com a saúde, aponta Suehiro Takashima, urologista do Hospital Angelina Caron, de Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba (PR).

Segundo estudos do Ministério da Saúde, 31% dos homens brasileiros não possuem o costume de frequentar serviços médicos, apoiando a afirmação de que os homens cuidam menos da saúde do que as mulheres. “Os homens não se atentam a sua saúde, muitos procuram o hospital apenas em casos extremos. Casos em que a medicina ainda não consegue resolver”, diz Takashima.

Dados do IBGE mostram que a expectativa de vida do homem é de 71 anos e a da mulher é de 78 anos. O urologista afirma que é muito melhor e mais fácil evitar uma doença ou um mal-estar do que tratá-la. “Muitas vezes, um simples exame resolve”.

Saiba quais são as quatro principais doenças que afetam os homens:

Câncer de próstata

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o sexto tipo mais comum da doença, com estimativa de 70 mil novos casos por ano, sendo a quarta maior causa de morte por câncer Brasil.

A realização de exames a partir dos 50 anos é fundamental no diagnóstico da doença, pois a doença não apresenta sintomas frequentes e os exames devem ser repetidos periodicamente. Porém, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indica que 51% dos homens nunca consultaram um urologista. Se for diagnosticada no estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 90%.

Disfunção erétil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fala que 30% dos homens acima dos 16 anos no Brasil, sofrem com a dificuldade de ter a ereção ou de manter pelo tempo necessário para ter uma relação sexual satisfatória.

As causas podem ser:

Orgânicas: doenças ligadas à diabetes e obesidade podem ser prevenidas através de medicamentos via oral ou, em casos extremos, próteses penianas.

Psicológicas: normalmente estão ligadas a depressão e ansiedade. O tratamento e a prevenção são feitos com consultas terapêuticas ou medicamentos indicados por psicólogo.

Obesidade

É o acúmulo exagerado de gordura corporal. Ela contribui para o aumento das chances de problemas cardiovasculares, diabetes e do aumento da pressão arterial. O Ministério da Saúde calcula que 17% dos homens no Brasil são obesos. A prevenção e o tratamento incluem uma dieta balanceada e a inclusão de exercícios físicos. Em casos extremos, cirurgias podem ser indicadas por especialistas.

Doença Cardiovascular

É o endurecimento das artérias causado por placas de colesterol que bloqueiam o fluxo de sangue no coração e no cérebro, podendo um acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque cardíaco. Dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) mostram que 340 mil brasileiros morrem pela doença, destes 60% são do sexo masculino.


 

Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata: tecnologias não invasivas melhoram saúde da próstata

Todos os anos, em novembro, empresas, entidades, governo e sociedade reforçam a atenção e os cuidados com a saúde dos homens, com foco, principalmente na detecção e tratamento do câncer de próstata – com a Campanha Novembro Azul. Segundo dados do IBGE, homens brasileiros vivem em média sete anos a menos que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes e colesterol, além de – historicamente – serem menos cuidadosos com a saúde.

O urologista do Hospital Sírio-Libanês, de São paulo (SP), Flavio Trigo, explica abaixo as doenças na próstata que mais afligem os homens e o que a medicina tem feito para a melhorar a saúde masculina.

A doença mais comum da próstata não é o câncer

A hiperplasia benigna é a doença mais comum da próstata e atinge cerca de 80% dos homens com mais de 50 anos, aproximadamente 14 milhões de brasileiros. “A HBP está relacionada ao crescimento anormal da próstata, que comprime a bexiga e obstrui parcial ou totalmente a uretra, prejudicando o fluxo da urina. É uma doença silenciosa, que causa vontade constante de urinar e pode provocar, em casos mais raros, infecção urinária e insuficiência renal”, explica o urologista do Hospital Sírio Libanês, Flavio Trigo.

Atualmente, é possível tratar a doença de forma minimamente invasiva, utilizando terapia com laser verde para diminuir o tamanho da próstata. O procedimento é mais efetivo e apresenta menos sangramento e riscos ao paciente, reduzindo o tempo de recuperação e internação quando comparado à cirurgia tradicional.

E o pós câncer de próstata?

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Seu tratamento –a prostatectomia radical – é bastante conhecida no país, mas a solução dos efeitos colaterais da retirada da próstata – como a incontinência urinária – ainda causa dúvidas.

Estima-se que 4% dos homens que retiraram a próstata vão apresentar incontinência urinária de forma crônica, quando os músculos esfincterianos perdem sua capacidade de reter a urina. Para casos moderados e graves, é indicado a colocação de um esfíncter urinário artificial – uma prótese que substitui o mecanismo natural de continência. “O esfíncter urinário artificial é o padrão ouro para o tratamento da incontinência urinária masculina pós-prostatectomia. No Brasil, o tratamento efetivo já tem ajudado milhares de homens a voltar a rotina”, explica o especialista.


 

Doenças pós-câncer de próstata: Disfunção erétil e Incontinência urinária

Os problemas estão relacionados a “sequelas” depois do tratamento do câncer

Um dos temores dos homens em relação ao câncer de próstata são as consequências que podem surgir depois do tratamento da doença. É que após a cirurgia de prostatectomia ou radioterapia, os pacientes podem passar a sofrer com disfunção erétil, incontinência urinária, encurtamento do pênis e diminuição da libido.

Segundo o andrologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife e do IMIP, a disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, pode ocorrer antes ou depois do tratamento. “Antes acontece porque só o fato de descobrir a doença já o deixa abalado psicologicamente, ansioso e preocupado, o que influencia na ereção”, afirma. Após o tratamento, normalmente acontece depois da cirurgia de prostatectomia radical. “Durante o procedimento quando o médico retira a próstata, ele pode retirar os nervos da ereção que ficam muito próximos ao órgão. Com a cirurgia robótica as chances de isso acontecer são bem menores, pois com o robô é possível preservar os nervos”, explica Tenório. A radioterapia também pode causar disfunção erétil a longo prazo. “É que ela mata as células nervosas, as células da artéria e pode matar células do próprio pênis, levando à impotência depois de alguns anos”, diz.

Quem faz tratamento com algum tipo de hormônio também pode desenvolver o problema. “Eles bloqueiam a ação e às vezes inibem a produção da testosterona, que é essencial para a ereção”, completa. Esse bloqueio também pode causar a diminuição da libido, pois sem testosterona não é possível ter libido.

Já a incontinência urinária surge em cerca de 5% dos pacientes após a prostatectomia. “Durante a cirurgia, o médico mexe no mecanismo de continência da próstata. E quando se retira a próstata por completo, o risco pode ser ainda maior. Além disso, quando ela é retirada por completo, causa uma lesão no músculo esfíncter urinário e assim o paciente não consegue mais prender a urina”, esclarece Filipe Tenório ressaltando que com a cirurgia robótica hoje é raro que o quadro aconteça.

Outro problema que está relacionado ao pós-câncer de próstata é o encurtamento do pênis. “Não sabemos exatamente por que alguns pacientes depois da cirurgia, e às vezes radioterapia, percebem a diminuição de 1 ou 2 cm no tamanho do órgão. Talvez algumas células do pênis morram, ou a tração que a cirurgia causa nele possa influenciar a condição”, revela o andrologista.

Filipe Tenório alerta que todos esses efeitos colaterais podem ser tratados e praticamente todos os casos são curáveis. “Durante o período pós-operatório o paciente se recupera gradualmente com o passar do tempo. Nos casos onde não haja recuperação normal, é possível realizar tratamentos específicos com medicação e até cirurgias”, finaliza o médico.


 

Especialistas esclarecem principais dúvidas sobre a biópsia de próstata

A biópsia de próstata é o exame mais indicado na suspeita do câncer de próstata. É um procedimento no qual o urologista consegue amostras do tecido prostático com o objetivo de identificar células cancerígenas. A técnica é feita via transretal, onde se insere uma sonda pelo ânus com uma agulha de biópsia acoplada. Por ser bem invasivo, ainda há muito receio dos homens em fazer o procedimento. Pensando nisso, a radiologista do Lucilo Maranhão Diagnósticos, Dra. Beatriz Maranhão, e o médico urologista Dr. Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife (PE), esclarecem as principais dúvidas sobre a biópsia, desmistificando alguns mitos e explicando como é feita, quais indicações e possíveis complicações do procedimento.

Biópsia de próstata pode causar câncer?

Não causa câncer. “A biópsia serve para coletar uma amostragem do tecido prostático. Fundamental para analisar por microscopia alterações não detectáveis ao toque retal ou esclarecimento de alterações ao toque retal, bem como esclarecimentos com relação ao aumento do PSA”, afirma Dra. Beatriz.

Causa disfunção sexual?

Não. “A biópsia de próstata é feita através do reto, e pega uma amostragem do tecido prostático, não influenciando na função sexual. Por consequência, não dá impotência”, esclarece Dra. Beatriz.

O procedimento de biópsia de próstata pode sangrar?

“A biopsia é feita retirando fragmentos da próstata. Desta forma, podem ocorrer pequenos sangramentos que encerram por si só em até 15 dias. No entanto, a maioria dos sangramentos acontece apenas no dia do procedimento, podendo se prolongar para no máximo dois dias após”, comenta Dra. Beatriz.

Biópsia de próstata pode causar infecção?

Sim. De acordo com o urologista Guilherme Maia, a biópsia de próstata pode causar prostatite, que é a infecção na próstata. Para realizar o procedimento, utilizado no diagnóstico do câncer de próstata, o médico insere uma agulha e retira vários fragmentos para análise. Algumas vezes, a ação leva bactérias para dentro da próstata. “Esses casos devem ser tratados imediatamente, pois são mais graves, já que as bactérias foram levadas diretamente da região perineal para dentro do tecido prostático. Muitas vezes elas são bactérias mais resistentes a antibióticos orais e o paciente precisa ficar internado para tomar medicação intravenosa”, alerta o médico.

Biópsia de próstata causa hemorroidas?

Não. “A principal causa da hemorroida é a constipação intestinal e o aumento da pressão abdominal. Dessa forma, a biópsia não tem influência nem interferência nenhuma”, diz Dra. Beatriz.

A biópsia de próstata pode agravar o câncer?

Não. “A biopsia de próstata não dissemina o câncer. Não existe disseminação angiolinfática e nem causa metástases”, afirma Dra. Beatriz.

É possível dar um falso negativo na biópsia de próstata?

Sim. “É possível dar um falso negativo, principalmente se a biópsia for feita de forma aleatória. Quando o paciente não apresenta nódulos delimitados macroscopicamente, existe a possibilidade de ele ter cânceres pequenos, em estágios bem iniciais, mas que não formaram nódulos, e desta forma, dar o falso negativo”, finaliza Dra. Beatriz.


 

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes realiza palestra em prol do Novembro Azul

O combate ao câncer de próstata e a conscientização da importância de exames regulares e diagnóstico precoce é o lema da campanha mundial Novembro Azul, que teve início na Austrália, em 1999, e atualmente conta com ações em todo mundo. No dia 27 de novembro, foi vez da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), de Goiânia (GO), promover uma palestra em prol da causa com o objetivo de esclarecer sobre o assunto aos seus colaboradores. O radialista e publicitário Donizete Santos, que enfrentou a doença e passou por uma cirurgia para a retirada da glândula em 2009, foi o responsável por abordar o assunto.

“Temos a tendência de falar sobre o câncer na terceira pessoa, contamos histórias de pessoas que passaram por isso, mas nunca pensamos que pode acontecer com nós mesmos. Acreditem, acontece. Por isso, é preciso se prevenir, e isso pode ser feito se conhecendo, para perceber quando algo errado está acontecendo, e realizando exames de PSA e de toque”, orientou Donizete. O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais mortal entre os homens, registrando um óbito a cada 40 minutos mas, segundo o palestrante, se for dado a ele a devida importância, não é uma sentença de morte. “No meu caso, descobri antes mesmo de ter qualquer sintoma, aos 52 anos, por meio de um exame, e resolvi surpreender o câncer com uma cirurgia antes que ele me surpreendesse. Se houver tratamento a chance dele ser revertido é muito grande”, conta.

Os sintomas mais comuns deste tipo de câncer são vontades urgentes e repentinas de urinar, dificuldade para urinar, diminuição no jato de urina, aumento da frequência urinária, dores corporais e ósseas, insuficiência renal e fortes dores. Porém, esses sinais costumam se manifestar apenas em uma fase mais avançada da doença, motivo pelo qual é tão importante que sejam feitos exames de prevenção rotineiramente. E no caso do diagnóstico, segundo o publicitário, “é essencial procurar por assistência especializada de qualidade rapidamente, ter fé e contar o apoio da família, que te dão força para seguir em frente”, afirma.

Doença – O câncer de próstata atinge principalmente homens acima dos 50 anos de idade e por isso homens nessa faixa etária devem realizar os exames anualmente. Além disso, homens com história de câncer na família correm mais risco, exigindo o início dos exames anuais aos 45 anos de idade.


 

Rio de Janeiro terá Central Unificada de Regulação

O anúncio foi feito durante evento de inauguração do Centro de Diagnóstico de Câncer de Próstata do Inca II com a presença do secretário de Estado de Saúde

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou em 28 de novembro a criação da Central Unificada de Regulação no estado do Rio de Janeiro. O anúncio foi realizado durante a inauguração do Centro de Diagnóstico de Câncer de Próstata do Inca II, no Centro do Rio, com a presença do secretário de Estado de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Junior, e do secretário municipal de Saúde, Marco Antônio de Mattos.

“Em todos os estados temos um comando para que a Central de Regulação organize as demandas do SUS, porque os usuários são do SUS, e não do estado ou município. Para isso, quando ele necessitar de um serviço, deve usar uma fila única. Dessa forma ele saberá o seu lugar na fila e como evolui esse andamento. Quero agradecer aos secretários pelo entendimento para a inauguração”, declarou o ministro.

Para o secretário estadual de Saúde, a unificação da central de regulação garantirá ao cidadão mais agilidade no atendimento, tendo em vista que a regulação passará a ter acesso a todos os leitos de todas as unidades do estado.

“A Central Unificada de Regulação vai trazer mais celeridade aos atendimentos, porque vamos passar a ter os leitos das unidades federais regulados por essa mesma central. Poderemos garantir o acesso de forma igual a quem mora na capital às pessoas que vêm de regiões populosas e que não possuem uma maior estrutura de atendimento especializado, como a Baixada Fluminense e São Gonçalo”, afirmou o secretário.

A unificação dos serviços está prevista para a primeira quinzena de dezembro, e deve ocorrer de forma progressiva. O atendimento passará a ser realizado no Centro Integrado de Comando e Controle do Governo do Estado (CICC), onde já funciona parte da regulação estadual. O serviço municipal também será transferido para o prédio do CICC, no Centro do Rio.

“O mais difícil já conseguimos: que era determinar as competências, quem ia regular o que e a responsabilidade por cada serviço. Isso já está bem definido. A partir de agora acreditamos que essa organização só vai facilitar a vida das pessoas”, conclui Luiz Antônio.

Centro de Diagnóstico do Câncer de Próstata – O Centro é uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estadual e municipal de saúde. A unidade é o primeiro centro da rede pública do Rio de Janeiro e vai oferecer 3.600 biopsias de câncer de próstata por ano. O objetivo é facilitar o acesso à biopsia, zerando a fila de espera e oferecer procedimento sem dor. A unidade contará com um moderno aparelho de ultrassom capaz de identificar as mais diferentes lesões com mais precisão.

“Essa iniciativa traz para o estado do Rio de Janeiro ampliação de serviços. Já temos no Rio Imagem a oferta de mais de 100 biopsias de próstata e num projeto com a UERJ oferecemos mais 100, mas sabemos que precisamos ampliar muito isso. Essa iniciativa vai salvar inúmeras vidas no Estado. Durante a semana da saúde 2.245 homens foram quebrando o paradigma de que o homem não busca tratamento. O que ele precisa é de acesso. E esse centro vai ofertar em conjunto com a SES o acesso aos homens, ao tratamento e ao diagnóstico”, destacou o secretário de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.


 

Método para detectar câncer de próstata oferece mais precisão no diagnóstico

Exame PHI entra para a gama de exames do laboratório Sérgio Franco e pode diminuir necessidade de biópsia em 30%

Se antes o câncer de próstata era uma patologia que sentenciava o paciente à uma vida mais curta, hoje, graças aos avanços tecnológicos da medicina e ao diagnóstico precoce, essa doença tem se mostrado cada vez mais controlável e, na maioria dos casos, com cura completa – e o Novembro Azul, mês dedicado à conscientização da população sobre a doença, vem alertar para a necessidade do homem fazer exames preventivos da próstata. Para colaborar com o diagnóstico do câncer de próstata, o laboratório Sérgio Franco incluiu em sua gama de análises clínicas o exame PHi, uma ferramenta que proporciona ganho em especificidade no diagnóstico e reduz as biópsias prostáticas em até 30%.

Realizado como um exame de sangue comum, o exame Phi (cuja sigla, Prostate Health Index, significa “índice de saúde prostático”) combina a dosagem de três elementos – o PSA total, o PSA livre e o p2PSA – em uma fórmula matemática que fornece informações mais precisas quanto a possibilidade de câncer de próstata. O PSA, também é uma sigla em inglês, Prostate Specific Antigen, que significa antígeno prostático específico, que é uma proteína produzida pelas células da próstata e que eleva-se no sangue quando há um problema na próstata, seja câncer ou um processo benigno. Com a utilização do PHi, os pacientes com suspeita dessa doença se beneficiariam por ser mais uma peça no quebra cabeça que envolve o diagnóstico do câncer de próstata em sua fase inicial.

“O grande benefício do exame PHi é que ele melhora a acurácia do diagnóstico do câncer de próstata principalmente em pacientes com níveis de PSA total entre 2 e 10 ng/ml. Um resultado de PHi baixo indica risco potencialmente baixo de câncer de próstata, enquanto que um resultado elevado sugere a necessidade de prosseguimento da investigação diagnóstica, com recomendação de biópsia prostática, já que as chances do paciente ser portador do câncer é maior”, explica a Dra. Natasha Slhessarenko, integrante do corpo clínico do laboratório Sérgio Franco.

Para a médica, este exame representa, como já referido, mais uma etapa na busca de exames que permitam o diagnóstico mais seguro, preciso e confiável do câncer de próstata em sua fase inicial, sendo mais indicado, por exemplo, do que o exame de PSA.

“O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no mundo, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, e é a segunda maior causa de morte por câncer entre os homens brasileiros. Diante deste quadro, é essencial que o público masculino faça os exames indicados pelo seu médico de forma regular para rastreio e possível detecção do câncer, principalmente aqueles que já tiveram casos na família”, diz a Dra. Natasha. Os exames são indicados para homens a partir dos 45 anos – e a partir dos 40 caso já tenha ocorrido câncer de próstata entre os familiares.


 

Novembro Azul: tecnologias não invasivas melhoram saúde da próstata

Todos os anos, em novembro, empresas, entidades, governo e sociedade reforçam a atenção e os cuidados com a saúde dos homens, com foco, principalmente na detecção e tratamento do câncer de próstata – com a Campanha Novembro Azul. Segundo dados do IBGE, homens brasileiros vivem em média sete anos a menos que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes e colesterol, além de – historicamente – serem menos cuidadosos com a saúde.

O urologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo (SP), – Flavio Trigo – explica abaixo as doenças na próstata que mais afligem os homens e o que a medicina tem feito para a melhorar a saúde masculina.

A doença mais comum da próstata não é o câncer

A hiperplasia benigna é a doença mais comum da próstata e atinge cerca de 80% dos homens com mais de 50 anos, aproximadamente 14 milhões de brasileiros. “A HBP está relacionada ao crescimento anormal da próstata, que comprime a bexiga e obstrui parcial ou totalmente a uretra, prejudicando o fluxo da urina. É uma doença silenciosa, que causa vontade constante de urinar e pode provocar, em casos mais raros, infecção urinária e insuficiência renal”, explica o urologista do Hospital Sírio Libanês, Flavio Trigo.

Atualmente, é possível tratar a doença de forma minimamente invasiva, utilizando terapia com laser verde para diminuir o tamanho da próstata. O procedimento é mais efetivo e apresenta menos sangramento e riscos ao paciente, reduzindo o tempo de recuperação e internação quando comparado à cirurgia tradicional.

E o pós câncer de próstata?

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Seu tratamento – a prostatectomia radical – é bastante conhecida no país, mas a solução dos efeitos colaterais da retirada da próstata – como a incontinência urinária – ainda causa dúvidas.

Estima-se que 4% dos homens que retiraram a próstata vão apresentar incontinência urinária de forma crônica, quando os músculos esfincterianos perdem sua capacidade de reter a urina. Para casos moderados e graves, é indicado a colocação de um esfíncter urinário artificial – uma prótese que substitui o mecanismo natural de continência. “O esfíncter urinário artificial é o padrão ouro para o tratamento da incontinência urinária masculina pós-prostatectomia. No Brasil, o tratamento efetivo já tem ajudado milhares de homens a voltar a rotina”, explica o especialista.


 

AME Bauru promove ações de conscientização voltadas à saúde do homem

Palestras sobre câncer de próstata, orientações sobre hábitos alimentares e mesa de café da manhã saudável estiveram na programação

Em alusão à campanha Novembro Azul, no dia 25 de novembro, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Bauru (SP), unidade estadual sob gestão da Famesp, realizou ações direcionadas à promoção da saúde do homem nas salas de espera do Ambulatório. Alunas de enfermagem da Universidade Sagrado Coração de Bauru (USC) ministraram palestras sobre tabagismo, alimentação saudável e câncer de próstata. Além disso, mesa de café da manhã saudável e entrega de fôlderes com orientações de saúde estiveram na programação. As atividades foram oferecidas exclusivamente aos cerca de 320 pacientes que agendaram algum tipo de atendimento no dia 25/11 e a seus acompanhantes.

Mais de 4 mil atendimentos

Implantado em março de 2014 no AME Bauru, o programa permanente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP) “Filho que AMA leva o pai ao AME” já realizou mais de 4 mil atendimentos de casos novos na unidade. Consultas nas áreas de cardiologia e urologia e exames de check-up são oferecidos gratuitamente aos sábados para homens com idade a partir dos 50 anos, sem necessidade de encaminhamento. A campanha de prevenção e promoção de saúde incentiva os filhos dos pacientes a levarem seus pais ao médico. Para fazer o agendamento, basta ligar para o telefone 0800 779 0000 e fornecer os dados pessoais.

No dia 25/11, 84 homens foram atendidos no Programa no AME.


 

Quatiguá tem ação em prol do Hospital Amaral Carvalho

Parte da arrecadação com as vendas da empresa do ramo alimentício deste mês será destinada ao hospital de referência em tratamento oncológico

Quem comprar feijão Quatiguá em novembro contribui com o Hospital Amaral Carvalho (HAC), de Jaú (SP), e a disseminação de informações sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. A iniciativa é da empresa alimentícia de Jaú que há 45 anos oferece produtos de qualidade para as famílias de toda a região.

Até o final de novembro, parte da arrecadação com a venda de todos os tipos de feijão da marca será destinada ao hospital que é referência nacional em tratamento de câncer.

“Nosso objetivo não é lucrar com a ação, mas viabilizar uma forma das pessoas também contribuírem com esse importante serviço, e aproveitar a oportunidade para conscientizar sobre o câncer de próstata, o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil”, explica o idealizador Mateus Garcia Lopes.

Para incentivar a adesão da comunidade, com apoio de parceiros, a empresa está distribuindo folders em pontos estratégicos, como supermercados da cidade. “Os proprietários têm sido incríveis, abrindo as portas e dando a maior força para a campanha”, destaca.

Inovação

Investidora do HAC há anos, a Quatiguá faz contribuições mensais pelo telemarketing, além de oferecer boas condições de negociação como fornecedora de alimentos à instituição. “Mas, pela primeira vez, pensamos em fazer algo diferente. É uma honra poder utilizar nossos produtos como meio de arrecadação para que o hospital continue oferecendo atendimento de qualidade”, disse Mateus.

O empresário afirma que a campanha está apenas no começo e pede o engajamento dos consumidores. “As pessoas nos abordam dizendo que acharam o projeto interessante, que estão participando, e ficamos muito felizes com isso. Estamos contando com o apoio de todos”.


 

Artigo – Saiba mais sobre o câncer de próstata e conheça os exames

O movimento conhecido como Novembro Azul é comemorado mundialmente. No Brasil, o nome se refere à cor do laço que simboliza a luta contra o câncer de próstata. No mundo, o símbolo é um bigode, já que além da campanha de prevenção ao câncer de próstata, há reuniões para debater câncer testicular, depressão e o cultivo da saúde masculina em geral, estimulando o engajamento da população, empresas e entidades em um movimento pró vida. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença é a segunda maior causa de morte de homens, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. No último ano, estima-se que ocorreram mais de 13 mil óbitos no Brasil em decorrência da patologia.

Em meio a esse cenário ruim, há uma boa notícia. O Instituto informa que o diagnóstico em fase inicial possibilita que o tratamento tenha êxito em nove entre dez casos. Por esse motivo, a conscientização da importância do exame de próstata sem preconceitos é primordial.

Exames clínicos

Os exames para o controle preventivo do Adenocarcinoma de próstata são apenas dois: o toque retal, para verificar se existem nódulos duros suspeitos e o PSA, que por meio de uma amostra de sangue pode indicar a alta presença do antígeno prostático específico, levantando suspeita sobre a doença. Ambos devem ser feitos anualmente após os 45 anos e, se necessário, o urologista deve realizar a biópsia de próstata.

Em casos de biópsia suspeita de câncer, mesmo quando negativa, o paciente deve ser avaliado a cada seis meses por pelo menos um ano para descartar a presença de células cancerígenas, uma vez que, em alguns casos, uma prostatite crônica (infecção na próstata) pode gerar desconfiança e atrapalhar o diagnóstico.

Previna-se

Conforme dito anteriormente, os exames devem ser realizados por homens a partir dos 45 anos, porém, em caso de histórico familiar da doença, a prevenção deve ser antecipada para os 40 anos. Como a patologia não apresenta sintomas característicos, os homens não devem descuidar do diagnóstico preventivo. E principalmente, devem esquecer o tabu envolto sobre o toque retal e lembrar que a saúde está em primeiro lugar.

Dr. Edison Flávio Martins é médico urologista (CRM 19519) cadastrado na rede de profissionais da saúde do Doutor123


 

FMB/Unesp, HCFMB e Unimed promovem campanha informativa “Homem, cuide-se”

Ação ocorreu no dia 25 de novembro na praça do Bosque, no centro de Botucatu (SP)

No dia 25 de novembro, a Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), por meio de seu Departamento de Urologia, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) e a Unimed realizaram uma campanha informativa sobre o Novembro Azul. A ação denominada “Homem, cuide-se” visou conscientizar sobre a prevenção do câncer de próstata. Na ocasião, médicos ofereceram uma série de esclarecimentos à população sobre diferentes aspectos da doença.

A campanha Novembro Azul faz parte do calendário nacional de prevenção e tem a missão de orientar a população masculina a cuidar melhor da saúde e fazer os exames preventivos do câncer de próstata, que é o segundo tipo de câncer mais comum e que mais mata nos homens. A campanha anual do Novembro Azul existe desde 2012.


 

Cirurgia robótica é uma boa alternativa para o tratamento do câncer de próstata

Comparada a outros métodos, ajuda a preservar os nervos responsáveis pela ereção e da uretra, evitando a incontinência urinária

Para conscientizar os homens que não vão ao médico para exames de rotina, a Campanha Novembro Azul, criada pelo Ministério da Saúde, alerta para o câncer de próstata com o objetivo de aumentar o número de diagnósticos precoces e reduzir o número de mortes pela doença. O câncer de próstata ocorre quando as glândulas das células da próstata sofrem mutação e começam a se multiplicar sem controle.

O Dr. Marcos Tobias Machado, urologista do Hospital e Maternidade Brasil, de Santo André (SP), explica que o câncer de próstata só apresenta sintomas em fases muito avançadas, por isso a importância dos exames anuais de rotina. “Em até 80% dos casos, o diagnóstico precoce permite que câncer não atinja outros órgãos e tecidos. A doença, quando já se disseminou para locais distantes, como ossos, fígado e pulmão, é praticamente incurável”, orienta.

O tratamento varia de acordo com cada paciente e o acometimento da doença. Além disso, a cirurgia para o tratamento do câncer da próstata (prostatectomia radical) evoluiu substancialmente nos últimos 10 anos e passou a ser realizada também por via robótica.

O Hospital e Maternidade Brasil é o único hospital do Grande ABC a contar com o sistema robótica Da Vinci S, como hospital integrante do Programa de Cirurgia Robótica da Rede D’Or São Luiz, e a cirurgia de próstata é o procedimento mais frequente usando a técnica.

Na cirurgia robótica, o maior nível de precisão das imagens e de movimentos dos instrumentos permitem uma melhor visualização dos nervos responsáveis pela ereção e da musculatura da uretra – que faz o controle urinário -, o que ajuda a preservar suas funções. “O paciente tem ainda melhor recuperação da lesão no tecido, menos dor após a cirurgia, passa menos tempo internado no hospital, com a mesma qualidade cirúrgica”, observa.

Para o Dr. Marcos Tobias Machado, a chave de tudo está no diagnostico mais precoce possível. “Os exames de rotina e prevenção devem começar a partir dos 50 anos para pacientes sem fatores de risco e 45 anos para os pacientes com fatores de risco (negros ou antecedente familiar de câncer de próstata)”, explica.


 

Doenças pós-câncer de próstata: Disfunção erétil e Incontinência urinária

Os problemas estão relacionados a “sequelas” depois do tratamento do câncer

Um dos temores dos homens em relação ao câncer de próstata são as consequências que podem surgir depois do tratamento da doença. É que após a cirurgia de prostatectomia ou radioterapia, os pacientes podem passar a sofrer com disfunção erétil, incontinência urinária, encurtamento do pênis e diminuição da libido.

Segundo o andrologista Filipe Tenório, da Clínica Andros Recife e do IMIP, a disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual, pode ocorrer antes ou depois do tratamento. “Antes acontece porque só o fato de descobrir a doença já o deixa abalado psicologicamente, ansioso e preocupado, o que influencia na ereção”, afirma. Após o tratamento, normalmente acontece depois da cirurgia de prostatectomia radical. “Durante o procedimento quando o médico retira a próstata, ele pode retirar os nervos da ereção que ficam muito próximos ao órgão. Com a cirurgia robótica as chances de isso acontecer são bem menores, pois com o robô é possível preservar os nervos”, explica Tenório. A radioterapia também pode causar disfunção erétil a longo prazo. “É que ela mata as células nervosas, as células da artéria e pode matar células do próprio pênis, levando à impotência depois de alguns anos”, diz.

Quem faz tratamento com algum tipo de hormônio também pode desenvolver o problema. “Eles bloqueiam a ação e às vezes inibem a produção da testosterona, que é essencial para a ereção”, completa. Esse bloqueio também pode causar a diminuição da libido, pois sem testosterona não é possível ter libido.

Já a incontinência urinária surge em cerca de 5% dos pacientes após a prostatectomia. “Durante a cirurgia, o médico mexe no mecanismo de continência da próstata. E quando se retira a próstata por completo, o risco pode ser ainda maior. Além disso, quando ela é retirada por completo, causa uma lesão no músculo esfíncter urinário e assim o paciente não consegue mais prender a urina”, esclarece Filipe Tenório ressaltando que com a cirurgia robótica hoje é raro que o quadro aconteça.

Outro problema que está relacionado ao pós-câncer de próstata é o encurtamento do pênis. “Não sabemos exatamente por que alguns pacientes depois da cirurgia, e às vezes radioterapia, percebem a diminuição de 1 ou 2 cm no tamanho do órgão. Talvez algumas células do pênis morram, ou a tração que a cirurgia causa nele possa influenciar a condição”, revela o andrologista.

Filipe Tenório alerta que todos esses efeitos colaterais podem ser tratados e praticamente todos os casos são curáveis. “Durante o período pós-operatório o paciente se recupera gradualmente com o passar do tempo. Nos casos onde não haja recuperação normal, é possível realizar tratamentos específicos com medicação e até cirurgias”, finaliza o médico.


 

Huapa promove campanha de conscientização em prol do Novembro Azul

O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) do Huapa – Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (GO) promoveu entre os dias 21 e 23 de novembro ação para conscientizar sobre o Novembro Azul, campanha que alerta sobre o câncer de próstata, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce. Com exibição de vídeos e distribuição de materiais explicativos, a equipe vai abordou os colaboradores da unidade com o intuito de falar sobre a doença que mata um homem a cada 38 minutos no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).


 

Novembro azul: campanha de conscientização para a saúde do homem

Rede Mater Dei oferece avanços tecnológicos para diagnóstico precoce e tratamento do câncer de próstata

O câncer de próstata, atualmente, representa a segunda causa de morte por câncer entre homens no Brasil, sendo cerca de 61 mil novos casos em 2017. O número significativo demonstra a necessidade de abordar, cada vez mais, o assunto entre os homens. Internacionalmente conhecida, a Campanha Novembro Azul é um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce na prevenção da doença.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelam que um em cada seis homens desenvolvem esse tipo de câncer, sendo que 51% dos homens nunca consultaram um urologista.

Por isso, o principal objetivo da Campanha é informar a população sobre a importância da realização do exame de toque e da dosagem sanguínea do PSA (Antígeno Prostático Específico) a fim de reduzir as taxas de mortalidade e morbidade dos homens. A Rede Mater Dei de Saúde, de Belo Horizonte (MG), apoia essa iniciativa e oferece aos seus pacientes toda a estrutura para diagnóstico, tratamento e cirurgias.

PET/PSMA aumenta as chances de identificação do câncer

O constante avanço científico e tecnológico da medicina traz mais um forte aliado no combate à doença. O PET/PSMA auxilia os médicos na identificação de células de câncer de próstata em outras partes do corpo (metástases) ou, em alguns casos, em meio ao tecido normal da próstata. “O PSMA-68Ga é um radiotraçador composto de uma substância radioativa chamada Gálio-68 (68Ga) ligada à molécula do PSMA (Antígeno Prostático Específico de Membrana). Ao utilizá-lo no exame, é possível identificar o tumor com mais nitidez. Além de diagnosticar esses outros focos da doença, a tecnologia ajuda os especialistas acompanharem a evolução do tratamento do câncer de próstata”, explica o médico coordenador da medicina nuclear da Rede, Leonardo Lamego.

A Rede Mater Dei de Saúde é pioneira no estado por utilizar a inovação na identificação e tratamento de câncer de próstata. É realizado no PET–CT, uma técnica de diagnóstico por imagem que, por meio de um equipamento híbrido, permite avaliar alterações metabólicas do organismo. Para agendar o exame, entre em contato com a Central de Marcação e Consulta, pelo telefone (31) 3339-9800 ou por WhastApp, pelo celular (31) 99821-8232 (É necessário enviar o pedido médico).

Núcleo Integrado da Próstata

Pacientes com suspeita ou já diagnosticados com câncer de próstata contam, agora, com atendimento multidisciplinar e integrado em Belo Horizonte específico para esse tratamento. O Mais Saúde Mater Dei possui o Núcleo Integrado da Próstata (NIP), serviço que disponibiliza, em um único atendimento, equipes de Urologia, Radioterapia e Oncologia Clínica da Rede. As consultas acontecem às segundas-feiras, entre 13h30 às 15h30. O agendamento pode ser feito por telefone: (31) 3339-9595.

Cirurgia robótica: tecnologia avançada para retirada de tumores

Mantendo sua tradição de pioneirismo, a Rede Mater Dei de Saúde traz para Belo Horizonte o primeiro robô Da Vinci Xi do estado e o segundo do Brasil. O equipamento, que é o mais tecnológico do segmento, permite que cirurgias complexas sejam realizadas de maneira menos invasiva e mais precisa. O novo sistema cirúrgico robótico permite que sejam realizadas cirurgias minimamente invasivas em diversas especialidades, como cirurgia geral, urologia, ginecologia, torácica, entre outras. A versão mais moderna do robô possibilita que os cirurgiões realizem incisões com maior comodidade, precisão e mobilidade.

Os movimentos do robô são controlados, de maneira remota, durante todo o procedimento por médicos cirurgiões treinados e capacitados para utilizar o equipamento. O cirurgião maneja os quatro braços mecânicos do Da Vinci Xi, que podem conter câmeras, pinças e outros instrumentos cirúrgicos. A partir da mesa operatória, o cirurgião consegue, se julgar necessário, mudar o posicionamento do paciente durante a cirurgia sem que haja interrupção do procedimento cirúrgico, já que os braços do robô acompanham a alteração de posição da mesa.

Além do uso da tecnologia oferece mais segurança ao paciente, já que consegue zerar o tremor do médico e alcançar locais nos quais as mãos humanas não conseguem chegar, outro grande benefício do Da Vinci Xi é oferecer maior conforto ao para o médico na cirurgia. O robô permite que o cirurgião tenha visão privilegiada, a partir de imagens 3D, enquanto mantem o médico sentado confortavelmente durante todo ato cirúrgico.


 

Vídeo compartilha experiências para conscientização sobre o câncer de próstata

Hospital Mãe de Deus aposta em depoimentos reais como ferramenta contra o preconceito e estigmas dos exames preventivos

Em alusão à passagem do Novembro Azul, o Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre (RS), chama a atenção da comunidade sobre a prevenção do câncer de próstata. Para mobilizar o público, aposta no compartilhamento de experiências como diferencial deste ano. Um vídeo lançado nas redes sociais traz o relato de dois pacientes que passaram pelo tratamento contra a doença, destacando a relevância do diagnóstico precoce. No Brasil, a doença é o segundo tipo de câncer que mais atinge os homens. Se identificada com antecedência, as chances de cura ultrapassam a margem de 95%.

Você já parou para pensar em como a coragem é importante em nossas vidas? Com esta frase, a produção inicia expondo os testemunhos de familiares sobre a determinação dos pacientes Ademir Pozza, aposentado de 69 anos, e Márcio Ruppenthal, empresário de 55 anos. Na sequência, ambos destacam o valor da coragem para quebrar preconceitos e vencer medos a fim de encarar a doença. “O câncer de próstata para o homem é muito comum. Então, tem que encarar de maneira natural”, destaca Márcio. Por sua vez, Ademir ressalta a necessidade de adotar ações preventivas. “Acho que uma coisa que o pessoal deve se preocupar é fazer a coisa certa, que é procurar fazer seu checkup todos anos”.

Ambos os pacientes também destacam o apoio da família como ferramenta fundamental no combate ao câncer de próstata. Márcio resgata a participação de suas filhas durante o processo de tratamento. “Elas acompanharam tudo, todas as explicações, a cirurgia. Foram ao hospital me ver”. Segundo Márcio, esta presença familiar estimula a valorização da vida, mesma opinião de Ademir. “Eu sempre disse: não vou morrer por causa do câncer”.

No final da produção, os pacientes comentam a resistência dos homens à realização dos diagnósticos preventivos, como os exames de próstata. “Quantas vidas se perdem por não terem ido ao médico, por não fazerem o seu checkup? Homens, não precisam ter medo de ir ao médico. Façam seus exames periódicos”, recomenda Ademir. “É muito simples, é rápido. Não dói. Está muito mais ligado à questão do preconceito do que à dor. Tu não sente nada”, complementa Márcio.

Ao compartilhar experiências reais de pacientes, o vídeo estimula com que outros homens sintam-se identificados à causa. Desta forma, o Hospital Mãe de Deus busca quebrar preconceitos e estimular o atendimento preventivo, o que pode ser determinante para o sucesso do tratamento. Além do vídeo compartilhado em diferentes plataformas digitais, como Facebook e WhatsApp, a instituição ainda ativou peças internas como cartazes e materiais gráficos para conscientização do público que trafega pelo complexo do hospital.

Acesse o vídeo:

Informações sobre o câncer de próstata:

– A doença é o segundo tipo de câncer com maior incidência entre homens brasileiros;

– Se diagnosticado precocemente, as chances de cura ultrapassam os 95%;

– Em seu início, o câncer de próstata cresce lentamente e costuma não transmitir sintomas, o que reforça a importância dos exames preventivos;

– O Instituto Nacional do Câncer (INCA) recomenda a realização dos exames preventivos a partir dos 50 anos de idade.


 

Novembro Azul: fisioterapia auxilia na recuperação de pacientes com câncer de próstata

Tratamento de reabilitação realizado na clinica da Anhanguera de São Bernardo promove qualidade de vida e ajuda na melhora da incontinência urinária

A conscientização do brasileiro sobre os riscos do câncer de próstata tem evoluído, assim como os tratamentos para prevenir e tratar a doença. Na Clínica Escola de Fisioterapia da Anhanguera de São Bernardo do Campo (SP), o atendimento tem ajudado a recuperar a autoestima dos homens que foram submetidos à cirurgia e que apresentam algum grau de incontinência. As sessões são gratuitas e realizadas duas vezes por semana no centro clinico localizado no bairro do Rudge Ramos. Para participar basta apresentar o encaminhamento médico e passar por uma triagem.

A próstata está localizada na região da bexiga e do esfíncter. A maior parte dos casos de incontinência em pacientes com câncer ocorre por causa de lesão no esfíncter durante a cirurgia. “O tratamento fisioterapêutico nesses casos é para a reabilitação dos músculos do assoalho pélvico. O treinamento dessa musculatura visa melhorar a força e a resistência muscular da região, promovendo assim a melhora da perda urinária. O tratamento pode ser realizado por meio de exercícios dos músculos do assoalho pélvico, biofeedback, eletroestimulação com eletrodo anal, ou a combinação desses métodos”, explica a supervisora de fisioterapia pélvica da Anhanguera de São Bernardo, Ana Paula Bispo.

Segundo ela, o tratamento realizado na clínica tem despertado o interesse dos pacientes. “A incontinência urinária afeta o homem substancialmente, levando-o a desânimo, depressão e exclusão social, e tem sido colocada como mais impactante que a disfunção erétil na qualidade de vida do paciente”, revela a fisioterapeuta, que também é especialista e doutoranda em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

O câncer de próstata é o segundo que mais faz vítimas entre os homens brasileiros. Se detectado em estágio inicial, as chances de cura chegam a 90%. Por isso, quem tem 45 anos ou mais deve se prevenir. E uma das maneiras é fazer uma consulta com o urologista, todos os anos.

O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem, e foi escolhido devido ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, celebrado em 17 de novembro. Considerado o sexto tipo mais comum da doença no mundo, o câncer de próstata também é o de maior incidência nos homens. As taxas da manifestação da doença são cerca de seis vezes maiores nos países desenvolvidos.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia todos os homens com 45 anos de idade, ou mais, devem fazer o exame de próstata anualmente, o que compreende a realização dos exames de toque retal e de sangue PSA (Antígeno Prostático Específico), na sigla em inglês.

 

Informações e inscrições: (11) 4362-9036 / 4362-9037


 

Novembro Azul: A+ Medicina Diagnóstica realiza exames gratuitos para prevenção de câncer de próstata

Em parceria com a Secretaria de Saúde do Jaboatão (PE), a+ de Conselheiro Aguiar oferece exames de ultrassonografia e de sangue

A a+ Medicina Diagnóstica, marca do Grupo Fleury, firmou uma parceria com a Secretaria de Saúde da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes (PE) para o combate ao câncer de próstata. Em 19 de novembro foram disponibilizados gratuitamente 60 exames de ultrassonografia e 60 exames de análises clínicas na unidade a+ Conselheiro Aguiar, no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife (PE), exclusivamente para pacientes que estão na fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) e encaminhados pelo serviço municipal de Jaboatão dos Guararapes.

Em 12 de novembro, 43 pacientes foram encaminhados para a realização de 60 exames. Além disso, a ação contou com 22 voluntários que se solidarizaram com a campanha do Novembro Azul. Entre eles, médicos, enfermeiros, profissionais das áreas de atendimento e administrativo, além da equipe de segurança, limpeza e logística. A previsão é que neste domingo a ação conte com a ajuda de 18 voluntários.

O câncer de próstata afeta uma glândula localizada abaixo da bexiga e adiante do reto, cuja função é produzir sêmen, o material biológico que contém os espermatozoides. Como qualquer outro tipo de doença maligna, esse câncer também se origina da divisão e da multiplicação desordenada das células, que efetivamente formam a lesão e podem se espalhar pela corrente sanguínea, atingindo outros órgãos e tecidos do corpo.

Em decorrência do diagnóstico tardio, o câncer de próstata continua sendo o segundo tumor maligno que mais faz vítimas entre os homens, só perdendo para o câncer de pulmão. O número de casos vem crescendo mundialmente a cada ano, um pouco pela maior capacidade diagnóstica.


 

17/11 – Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata: exame de Medicina Nuclear identifica precocemente possíveis metástases

PET/CT com PSMA é um exame de imagem de alta resolução que localiza os focos de câncer antes das alterações anatômicas

Dia 17 é o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata, data em que se reforça a Campanha Novembro Azul e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para a doença. A tecnologia tem sido a grande aliada para a detecção precoce do câncer de próstata, com exames que identificam possíveis metástases antes mesmo de elas provocarem alterações anatômicas.

“A Medicina Nuclear conta com um exame que “vê” a extensão do câncer e localiza possíveis metástases, antes mesmo dele provocar alterações anatômicas ou grande alterações nos níveis de PSA”, comenta o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho – responsável clínico da Dimen SP (www.dimen.com.br).

Chamado PET/CT com PSMA, o exame reúne o PET/CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons e Tomografia Computadorizada) com o PSMA – um traçador ativado que é captado pelas células cancerígenas.

“Este exame tem sido uma ferramenta indispensável para avaliar o avanço inicial da doença, a resposta ao tratamento, investigar reincidências e validar o uso de algumas terapias”, afirma o especialista.

Medicina Nuclear

Ainda pouco conhecida pelos brasileiros, a especialidade analisa a anatomia dos órgãos e também seu funcionamento em tempo real, permitindo diagnósticos e tratamentos mais precoces e precisos. A prática atua na detecção de alterações das funções do organismo acometidos por cânceres, doenças do coração e problemas neurológicos, entre outros.

A medicina nuclear conta com exames de alta tecnologia, como o PET/CT – capaz de realizar um mapeamento metabólico do corpo e captar imagens anatômicas de altíssima resolução, com reconstrução tridimensional, localizando com exatidão nódulos, lesões tumorais e inúmeras outras condições clínicas – e o SPECT/CT – tecnologia de diagnóstico mais rápida, precisa e com menos radiação, que permite melhor localização anatômica dos achados de cintilografia, permitindo um procedimento mais preciso e menos invasivo.


 

Principais doenças que afetam a saúde do homem

A expectativa de vida de vida masculina é sete anos menor que a feminina. Campanha Novembro azul reforça os cuidados dos homens com a saúde

A campanha Novembro Azul, inspirada no Outubro Rosa, promove diversas ações pelo país e busca motivar a população masculina a entender as várias etapas da vida. A partir de 2016, a iniciativa passou a abranger a saúde integral do homem, deixando de focar apenas no câncer de próstata. Um dos motivos para essa mudança é o descaso dos homens com a saúde, aponta Suehiro Takashima, urologista do Hospital Angelina Caron, de Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba (PR).

Segundo estudos do Ministério da Saúde, 31% dos homens brasileiros não possuem o costume de frequentar serviços médicos, apoiando a afirmação de que os homens cuidam menos da saúde do que as mulheres. “Os homens não se atentam a sua saúde, muitos procuram o hospital apenas em casos extremos. Casos em que a medicina ainda não consegue resolver”, diz Takashima.

Dados do IBGE mostram que a expectativa de vida do homem é de 71 anos e a da mulher é de 78 anos. O urologista afirma que é muito melhor e mais fácil evitar uma doença ou um mal-estar do que tratá-la. “Muitas vezes, um simples exame resolve”.

Saiba quais são as quatro principais doenças que afetam os homens:

Câncer de próstata

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é o sexto tipo mais comum da doença, com estimativa de 70 mil novos casos por ano, sendo a quarta maior causa de morte por câncer Brasil.

A realização de exames a partir dos 50 anos é fundamental no diagnóstico da doença, pois a doença não apresenta sintomas frequentes e os exames devem ser repetidos periodicamente. Porém, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) indica que 51% dos homens nunca consultaram um urologista. Se for diagnosticada no estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 90%.

Disfunção erétil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fala que 30% dos homens acima dos 16 anos no Brasil, sofrem com a dificuldade de ter a ereção ou de manter pelo tempo necessário para ter uma relação sexual satisfatória.

As causas podem ser:

Orgânicas – Doenças ligadas à diabetes e obesidade podem ser prevenidas através de medicamentos via oral ou, em casos extremos, próteses penianas.
Psicológicas – Normalmente estão ligadas a depressão e ansiedade. O tratamento e a prevenção são feitos com consultas terapêuticas ou medicamentos indicados por psicólogo.

Obesidade

É o acúmulo exagerado de gordura corporal. Ela contribui para o aumento das chances de problemas cardiovasculares, diabetes e do aumento da pressão arterial. O Ministério da Saúde calcula que 17% dos homens no Brasil são obesos. A prevenção e o tratamento incluem uma dieta balanceada e a inclusão de exercícios físicos. Em casos extremos, cirurgias podem ser indicadas por especialistas.

Doença Cardiovascular

É o endurecimento das artérias causado por placas de colesterol que bloqueiam o fluxo de sangue no coração e no cérebro, podendo um acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque cardíaco. Dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) mostram que 340 mil brasileiros morrem pela doença, destes 60% são do sexo masculino.


 

Hospital São Vicente promove palestras abertas à população

Homens com histórico de câncer de próstata na família têm um risco aumentado em 50% de ter a doença

O câncer de próstata é o tumor maligno mais incidente nos homens brasileiros. São cerca de 60 mil novos casos por ano em nosso país. Segundo o Ministério da Saúde, em 2016, 26.963 casos de neoplasias foram diagnosticados em homens no Paraná. Em terceiro lugar está o câncer de próstata, totalizando 8% dos casos – equivalente a cinco pacientes novos por dia. Felizmente, a maioria deles (80%) são detectados no início da doença, quando o tumor ainda está apenas dentro da próstata, o que leva a uma alta chance de cura.

Para debater o tema e conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce, o Hospital São Vicente – Funef, de Curitiba (PR), promoveu no dia 17 de novembro duas palestras gratuitas e abertas à população. Às 15h, a nutricionista Paola Oliveira falou sobre “O Poder da Alimentação na Prevenção do Câncer de Próstata”. Isso porque o licopeno do tomate e da melancia, por exemplo, são fatores de inibição do crescimento de câncer de próstata. Já as gorduras animais são totalmente contraindicadas.

No mesmo dia, às 16h30, Dr. André Matos de Oliveira, Coordenador do serviço de Urologia Oncológica do Hospital São Vicente falou sobre “Prevenção do Câncer de Próstata – Riscos Evitáveis”. Segundo ele, duas condições aumentam o risco do surgimento do câncer de próstata: raça e histórico familiar. “Sabemos que os homens negros possuem o dobro de chance de desenvolver o tumor. Curiosamente, os orientais têm um risco 70% menor da doença. Quanto ao histórico familiar, homens que tiveram um caso de câncer de próstata na família, têm seu risco aumentado em 50%”, afirma.

Em fase inicial, a doença não desenvolve sintomas, e esse é o principal motivo para os exames de detecção precoce: exame de sangue (PSA) e o toque retal. “Todos os homens devem iniciar ambos os exames, anualmente, a partir dos 50 anos. Naqueles com os fatores de risco citados acima, com 45 anos. Importante ressaltar que o PSA não substitui o toque da próstata, já que é o somatório dos exames que faz aumentar a chance de detecção”, alerta.

Quando detectado em fase inicial, pode-se tratar os homens com cirurgia ou radioterapia. “Com altas taxas de sucesso, esses tratamentos podem trazer alguns efeitos colaterais aos pacientes, em especial na questão urinária ou sexual”, explica.

Atualmente, tem ganhado espaço na comunidade médica urológica a conduta chamada vigilância ativa, em casos de tumores classificados como indolentes ou de baixo risco. Nesses casos, os pacientes são acompanhados periodicamente com exames, e não realizam o tratamento de imediato. “Isso é possível pois esses tumores crescem muito lentamente, conferindo aos homens um pequeno risco de morte pela doença. Nos Estados Unidos, cerca de 40% dos pacientes de baixo risco estão em vigilância ativa”, complementa. “Por fim, ressaltamos que o câncer de próstata é uma doença heterogênea, e após o diagnóstico, as decisões devem ser tomadas com diálogo amplo e honesto entre o paciente e seu médico urologista”, finaliza o especialista.


 

SBPC/ML alerta que exames são decisivos para diagnóstico precoce do câncer de próstata

Em apoio à campanha do Novembro Azul, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) alerta sobre a importância dos exames na prevenção do câncer de próstata.

De acordo com o médico patologista clínico, professor da Escola Paulista de Medicina e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, Adagmar Andriolo, já está disponível no Brasil um novo tipo de exame sanguíneo chamado PHI, sigla de Prostate Health Index (Índice da Saúde da Próstata), para diagnóstico do câncer. Trata-se de uma combinação da determinação da concentração de três substâncias, o Antígeno Prostático Específico total – PSA, a sua fração livre – PSA Livre e sua fração modificada – p2PSA. “O PHI oferece ao médico informações mais precisas sobre a existência de câncer e sobre seu grau de agressividade. Com esta informação, é possível reduzir, em até 30%, a realização de biopsias. O diagnóstico precoce aumenta as chances de controle da doença e mesmo de cura”, afirma o patologista clínico.

O exame digital da próstata (toque retal) periódico continua sendo procedimento fundamental, uma vez que a doença praticamente não manifesta sintomas em estágios iniciais. “Existem estudos que comprovam que o tratamento de pacientes com câncer diagnosticado precocemente é de duas a quatro vezes mais barato e eficiente quando comparados aos tratamentos dados aos pacientes que tiveram o diagnóstico em fases avançada, o que reforça a necessidade da realização do toque retal combinado com a determinação dos níveis de PHI em casos assintomáticos, principalmente nos homens enquadrados nos chamados grupos de risco, que incluem aqueles que possuem parentes de primeiro grau que tiveram câncer de próstata e os que tem PSA total entre 2,5 e 10ng/ml”. Os dados são da Organização Pan-Americana da Saúde, escritório regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Resistência

A recomendação é de que todos os homens com mais de 50 anos de idade façam o exame digital da próstata. “Há uma grande resistência dos pacientes na realização do exame de toque, mas somente com ele, pequenos tumores podem ser percebidos. Com a realização do exame digital e do PHI, cerca de 90% dos casos de câncer podem ser diagnosticados precocemente”, alerta. No caso de homens com histórico familiar de câncer de próstata antes dos 60 anos, os exames devem ter início mais cedo, aos 40 anos de idade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a cada 10 homens diagnosticados com a doença, 9 têm mais de 55 anos. Além disso, estudos recentes mostram a relação de maior risco em homens com peso corporal elevado.

O patologista clínico Adagmar Andriolo alerta que algumas modificações no organismo, ainda que não específicas, pode ser indícios da presença de câncer prostático. Entre elas, destacam-se:

– Dificuldade de urinar, exigindo esforço;

– Demora para começar e terminar de urinar;

– Sangue na urina;

– Diminuição do jato;

– Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite;

– Sensação de presença de urina na bexiga, após urinar.


 

Ressonância Magnética é decisiva para o diagnóstico preciso do câncer de próstata

Procedimento possibilita o rastreamento total da glândula e garante uma análise mais eficaz

Dr. Lucilo Maranhão Neto. Foto: Thiago Carvalho

Atualmente o câncer de próstata é a segunda principal causa de morte por câncer em homens e em relação à incidência, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre eles. Já quando se trata de valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o quarto tipo mais comum. Porém, quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. Por isso, a importância da prevenção.

Como todos os tipos de câncer o segredo está na conscientização de que o diagnóstico precoce é a chave para um tratamento menos agressivo e a redução dos riscos de mortalidade. Sendo assim, é necessário manter uma regularidade na realização de exames. “O universo masculino ainda alimenta muitos preconceitos em relação à consulta urológica, mais propriamente ao toque retal. Mas, com os exames de imagem cada vez mais tecnológicos, é propiciado aos urologistas maior segurança na condução de seus pacientes e em certos casos (dependendo de um toque retal tranquilizador e níveis de PSA baixos) diminuírem à frequência de tais toques”, afirma Lucilo Maranhão Neto, radiologista com especialização em ressonância magnética.

Mas, ele alerta que, em primeiro lugar, está o exame clínico propriamente dito no consultório do urologista, incluindo o toque retal. Nenhum exame de imagem poderá substituir esta etapa, de fundamental importância para o início da investigação clínica das patologias prostáticas, visto que pode-se ter um pequeno tumor que seja palpado no toque retal sem que haja alteração ainda nos níveis do PSA. Porém, o toque retal também apresenta suas limitações. “Somente a porção posterior e lateral da próstata pode ser palpada. Com o toque, o urologista tem a impressão pessoal da consistência da glândula do seu paciente e se o tumor estiver nas áreas acessíveis ao método. Assim, os exames de imagem tornam-se extremamente importantes na prática clínica urológica e sem os quais o urologista ficaria limitado na avaliação global da próstata”, complementa. Entre os exames de imagem estariam ultrassonografia e ressonância magnética.

O primeiro, como estudo inicial e indiscutivelmente o mais disponível, mais realizado rotineiramente e mais solicitado pelos urologistas, em geral para homens a partir dos 50 anos. Porém, também com suas limitações técnicas por ser um método operador dependente e por não apresentar a sensibilidade desejada na detecção de tumores muito pequenos ou nas áreas cancerosas que ainda não se tornaram uma nodulação bem definida. Tais alterações precoces são muito bem caracterizadas a depender do estágio em que se encontrem pela ressonância magnética, que atualmente tornou-se o grande método diagnóstico de imagem das neoplasias da próstata. Como pontos negativos estão sua acessibilidade ainda restrita para a população em geral e seu relativo alto custo.

Ainda segundo Lucilo Maranhão Neto, atualmente, os urologistas estão solicitando a ‘avaliação multiparamétrica da próstata’ através da ressonância magnética para a detecção precoce do câncer em estágio inicial possibilitando, assim, maior sobrevida e melhor planejamento cirúrgico ao paciente. “Um dos importantes papéis da ressonância é que ela pode ser solicitada antes da biópsia no intuito de sensibilizar e direcionar mais a coleta de material, diminuindo as chances de biópsias falso-negativas”, conclui o radiologista.


Sintomas do câncer de próstata só aparecem em fases muito avançadas

Diagnóstico precoce e check-up anual são essenciais para o tratamento mais efetivo

No Brasil, o câncer de próstata é o tipo mais comum nos homens, ficando atrás apenas de pele não melanoma que é o mais comum entre homens e mulheres. A campanha ‘Novembro azul’ foi criada para alertar a doença e diminuir o preconceito com relação ao exame. Durante todo o mês, instituições ao redor do mundo promovem ações para reforçar a prevenção contra a doença.

O Dr. Luiz Renato Guidoni, urologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, de São Paulo (SP), explica que as campanhas são responsáveis pela quebra de preconceito, uma vez que todos estão expostos à doença, sem distinção, principalmente depois dos 50 anos. “O mais importante é que o homem saiba que não há sintomas para o câncer de próstata em fase inicial, por ir ao médico periodicamente para ser avaliado é essencial para um tratamento precoce e efetivo”, orienta.

O câncer de próstata só apresenta sintomas em fases muito avançadas, quando provavelmente não há mais tratamento, pois na maioria das vezes já acometeu outros órgãos e tecidos, o que os especialistas chamam de metástase.

A doença ocorre quando as glândulas das células da próstata sofrem mutação e começam a se multiplicar sem controle. Os sintomas mais comuns do tumor são dificuldade para urinar, frequência urinária alterada, ou diminuição da força do jato da urina, além de outros sintomas.

O diagnóstico pode feito por meio do exame de sangue, chamado PSA, juntamente com o de toque retal. Homens com histórico de pais ou parentes de primeiro ou segundo grau com câncer devem ficar mais atentos aos cuidados e avisar os médicos para serem acompanhados com maior regularidade.

Nos últimos dez anos, a cirurgia de próstata evoluiu muito e têm proporcionado maiores chances de cura da doença. O sistema robótico, por exemplo, tem possibilitado aos pacientes alternativas positivas para o tratamento, com mais eficiência quando comparada com os métodos tradicionais. Cortes menores, menos dor e desconforto no pós-operatório, diminuição da perda de sangue e hemorragias durante a cirurgia.

Hoje em dia, nos Hospitais São Luiz Itaim e Morumbi, unidades contempladas pelo sistema robótico, a técnica já é utilizada em 8 a cada 10 cirurgias de próstatas.


 

Tintas MC promove ações para conscientização sobre câncer de próstata

A Tintas MC, rede varejista de tintas, em parceria com a Coral, promove durante esse mês, a Campanha Novembro Azul, que pretende elevar a conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata. Todas as atividades buscam motivar funcionários e pintores com o tema “A cor da nossa tendência é o azul da prevenção!”.

Como parte dessa conscientização, a Tintas MC realizou no dia 11 de novembro uma visita à fábrica da Coral. Na ocasião, 60 pintores participaram de uma palestra médica com o Grupo Saber é Saúde sobre a prevenção do câncer de próstata e saúde geral do homem. Após a palestra, o grupo conheceu as dependências da fábrica, seguido de um almoço de confraternização.

“Assim como a campanha de Outubro Rosa, é muito importante informarmos aos homens como os exames de rotina são essenciais para um diagnóstico precoce da doença. Aproveitar nossos encontros nos treinamentos em grupo é uma ótima oportunidade para mobilizarmos um número maior de pessoas sobre a Campanha Novembro Azul, informando-os sobre o câncer de próstata e incentivando-os e a cuidar da saúde como um todo”, explica Renato Sá, Diretor de Estratégia e Marketing das Tintas MC.

Além disso, durante todo o mês de novembro, os colaboradores das Tintas MC irão receber boletins informativos para ampliar a compreensão sobre o tema e, no dia 28, toda a equipe vestiu uma camiseta produzida especialmente para a conscientização da campanha.

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