Especial NOVEMBRO AZUL 2018

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A Campanha Novembro Azul intensifica neste mês a prevenção e o tratamento da saúde do homem, em especial contra o câncer de próstata. Em 17 de novembro é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, segundo que mais mata homens no Brasil. No geral, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens.

A ação, que atualmente é comemorada em todo o mundo, teve início na Austrália, onde leva o nome de Movember – junção das palavras moustache (bigode, em inglês) e november (novembro).

As instituições brasileiras estão engajadas na causa! Confira notícias abaixo:

Ressonância magnética é fundamental para o diagnóstico preciso do câncer de próstata

Procedimento possibilita o rastreamento total da glândula e garante uma análise mais eficaz

Após um mês voltado para a conscientização da importância da prevenção do câncer de mama, o Outubro Rosa, agora chega a vez do Novembro Azul. O mês é internacionalmente conhecido por ser dedicado às ações de mobilização relacionadas ao câncer de próstata. Atualmente, essa é a segunda principal causa de morte por câncer em homens e em relação à incidência, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre eles. Já quando se trata de valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum. Porém, quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. Por isso, a importância da prevenção.

Como todos os tipos de câncer o segredo está na conscientização de que o diagnóstico precoce é a chave para um tratamento menos agressivo e a redução dos riscos de mortalidade. Sendo assim, é necessário manter uma regularidade na realização de exames. “O universo masculino ainda alimenta muitos preconceitos em relação à consulta urológica, mais propriamente ao toque retal. Mas, com os exames de imagem cada vez mais tecnológicos, é propiciado aos urologistas maior segurança na condução de seus pacientes e em certos casos (dependendo de um toque retal tranquilizador e níveis de PSA baixos) diminuírem à frequência de tais toques”, afirma Lucilo Maranhão Neto, radiologista com especialização em ressonância magnética.

Mas, ele alerta que, em primeiro lugar, está o exame clínico propriamente dito no consultório do urologista, incluindo o toque retal. Nenhum exame de imagem poderá substituir esta etapa, de fundamental importância para o início da investigação clínica das patologias prostáticas, visto que pode-se ter um pequeno tumor que seja palpado no toque retal sem que haja alteração ainda nos níveis do PSA. Porém, o toque retal também apresenta suas limitações. “Somente a porção posterior e lateral da próstata pode ser palpada. Com o toque, o urologista tem a impressão pessoal da consistência da glândula do seu paciente e se o tumor estiver nas áreas acessíveis ao método. Assim, os exames de imagem tornam-se extremamente importantes na prática clínica urológica e sem os quais o urologista ficaria limitado na avaliação global da próstata”, complementa. Entre os exames de imagem estariam ultrassonografia e ressonância magnética.

O primeiro, como estudo inicial e indiscutivelmente o mais disponível, mais realizado rotineiramente e mais solicitado pelos urologistas, em geral para homens a partir dos 50 anos. Porém, também com suas limitações técnicas por ser um método operador dependente e por não apresentar a sensibilidade desejada na detecção de tumores muito pequenos ou nas áreas cancerosas que ainda não se tornaram uma nodulação bem definida. Tais alterações precoces são muito bem caracterizadas a depender do estágio em que se encontrem pela ressonância magnética, que atualmente tornou-se o grande método diagnóstico de imagem das neoplasias da próstata. Como pontos negativos estão sua acessibilidade ainda restrita para a população em geral e seu relativo alto custo.

Ainda segundo Lucilo Maranhão Neto, atualmente, os urologistas estão solicitando a  ‘avaliação multiparamétrica da próstata’ através da ressonância magnética para a detecção precoce do câncer em estágio inicial possibilitando, assim, maior sobrevida e melhor planejamento cirúrgico ao paciente. “Um dos importantes papéis da ressonância é que ela pode ser solicitada antes da biópsia no intuito de sensibilizar e direcionar mais a coleta de material, diminuindo as chances de biópsias falso-negativas”, conclui o radiologista.


 

Novembro Diabetes Azul – Sudeste recebe ações de conscientização sobre a doença

Campanha mundial aborda papel da família na prevenção e tratamento

O azul de novembro também lembra a necessidade de conscientizar a população a sobre o diabetes, doença que acomete mais de 1 milhão pessoas na região Sudeste do Brasil, de acordo com último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde (2013). A campanha mundial organizada pela International Diabetes Federation (IDF) tem como mote para este ano “Família e Diabetes”, a fim de evidenciar o papel do núcleo familiar para prevenção e controle da doença.

No país, a ação é promovida pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), instituição responsável pela reinserção do Novembro Diabetes Azul no Calendário de Eventos do Ministério da Saúde. “Foi um avanço importante da Advocacy da Sociedade com a ADJ Brasil e a FENAD, além de mais um grande passo para a integração com o staff técnico-político do Ministério da Saúde”, comenta Hermelinda Pedrosa, médica endocrinologista e presidente da SBD.

Os cariocas receberão, por meio da regional do Rio de Janeiro da SBD, um aulão de ginástica e atividades para crianças e iluminação do Cisto Redentor. Em Minas Gerais, a regional promove campanha de osteoporose com alunos da Liga de Endocrinologia da UNI-BH e UFMG e de diabetes na praça JK. A ação conjunta com a regional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) consiste em uma reunião com pessoas com diabetes tipo 1 e familiares.

Veja a agenda completa das atividades no Novembro Diabetes Azul clicando aqui.

SAVE THE DATE – 1º de Novembro

O lançamento da campanha está agendado para 1º de novembro, durante uma Sessão Solene na Câmara de Deputados, presidida pela deputada Carmen Zanotto, que coordena a Frente Parlamentar Mista pela Causa do Diabetes.

Estimativa da IDF aponta que, em todo o globo, 425 milhões de pessoas convivem com o diabetes, das quais mais de um milhão são crianças e adolescentes com o tipo 1. No Brasil, o número aproxima-se dos 13 milhões. Regionalmente, os dados brasileiros serão atualizados também em 1º de novembro, quando o Ministério da Saúde divulgará o boletim epidemiológico.

Apoio familiar impacta diretamente o manejo do diabetes

De acordo com a especialista, o tema da campanha chama atenção para influências comportamentais e clínicas da família, que representa o grupo primário de relacionamentos e é capaz de impactar a saúde de seus integrantes. “O diabetes é uma doença crônica e exige mudanças efetivas nos hábitos cotidianos do paciente e da família, inclusive na relação com alimentos e exercícios físicos. É um processo educacional contínuo”, afirma.

Tal questão é ainda mais presente quando o diabetes acomete crianças e adolescentes. Isso porque as atitudes familiares repercutem na aceitação ou não dos mecanismos de enfrentamento da doença. Assim, Pedrosa destaca que todo o núcleo familiar deve estar envolvido, já que no diabetes tipo 1 é dos pais a responsabilidade dos cuidados.

“O manejo da doença é complexo e demanda integração com todas as atividades diárias. O ambiente no qual a pessoa está inserida tem papel fundamental na forma como ela lida com o diabetes, e isso impacta o sucesso ou a falha do tratamento”, avalia a presidente da SBD.

Cuidado específico para cada tipo de diabetes

O diagnóstico do diabetes tipo 1 acontece geralmente na infância e adolescência, o que aumenta a responsabilidade familiar. Aqui, englobam-se alimentação saudável, controle da glicemia, condução da insulinoterapia, identificação e ação perante episódios de hipoglicemia. “A atenção especial da família ao processo de transição, conforme a criança cresce e chega à adolescência, é fundamental para que a conscientização e o autocuidado se ampliem naturalmente”, reforça Pedrosa.

Já o diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, dentre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento são os principais fatores de risco. O tratamento demanda mudanças no estilo de vida – ao receber o diagnóstico do diabetes, as adaptações da rotina devem ser intensificadas, sobretudo na eliminação de alimentos inadequados e do sedentarismo.  Principalmente nesse caso, a família também pode ter impacto tanto positivo quando negativo na qualidade de vida.

“O envolvimento proativo da família aumenta o comprometimento de quem recebeu o diagnóstico, seja criança, adolescente, adulto ou uma pessoa idosa, e motiva um seguimento com mais chance de êxito resultando em melhor controle, mais qualidade de vida e menor frequência de complicações. Além disso, favorece o engajamento a associações de pessoas com diabetes, para buscar melhorias para o tratamento nas esferas governamentais e, claro, em campanhas de alerta para prevenção”, afirma a presidente da SBD.


 

Vigilância ativa pode ser uma alternativa para casos de câncer de próstata

O tratamento mais invasivo, que envolve cirurgia e radioterapia, pode não ser a única opção para os homens que são diagnosticados com câncer de próstata. Casos de tumores menos graves ganham a possibilidade da vigilância ativa que, segundo o urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Fernando Almeida, evita as sequelas comuns do método convencional de tratamento.

Como o próprio nome sugere, o método consiste na vigilância constante do tumor – isso envolve a realização de exames rotineiros de sangue, denominado Antígeno Prostáticos Específico (PSA), e biópsias anuais. Conforme o especialista, não há idade indicada para seguir com esse tratamento, porém, o paciente deve preencher requisitos, a fim de tornar a opção segura.

“A vigilância ativa pode ser feita em qualquer idade, desde que o tumor seja pequeno e pouco agressivo. Nestas condições, o tratamento torna-se viável e seguro, e evita as consequências mais comuns do tratamento invasivo, que são o surgimento de problemas urinários, como a incontinência urinária, o esvaziamento da bexiga e também a disfunção erétil”, explica.

Essa opção só é possível pelo fato de o câncer de próstata ter, em muitos casos, evolução lenta. Almeida ressalta que a vigilância ativa permite acompanhar a progressão do tumor, e somente indicar tratamento invasivo ao paciente quando necessário.

“O acompanhamento da doença faz com que o médico analise se o tumor está estabilizado ou progredindo. Quando está estabilizado, a vigilância é continuada, e assim evitando as sequelas de forma desnecessária. Caso progrida, entramos com a cirurgia ou radioterapia, de acordo com a necessidade”.

O urologista alerta para o diagnóstico precoce da doença, que aumenta as chances de cura. “Para conseguir detectar esse problema ainda em sua fase inicial, é indicado que homens com histórico familiar procurem um médico após 45 anos e, aos 50 anos, para quem não tem casos na família”, adverte o especialista.


 

Novembro Azul com palestras gratuitas no Hospital São Vicente

O Hospital São Vicente, de Curitiba (PR), promoverá duas palestras gratuitas e abertas à população durante o mês de conscientização sobre o câncer de próstata. Serão no dia 20 de novembro, no Centro de Eventos do Hospital (Vicente Machado, 401 – Centro). Às 15h30, o tema é “Câncer de próstata: o que eu preciso saber!?”, com o urologista Dr. Andre Luiz Camargo Labegalini. Em seguida, às 16h, serão abordados os “Tratamentos disponíveis para câncer de próstata e consequências da cirurgia”, com o urologista Dr. Antonio Brunetto Neto.

Segundo dados do INCA, o câncer de próstata ocupa a primeira posição entre os mais prevalentes na população masculina, excluindo-se os cânceres de pele não melanoma, e é o segundo em número de mortes logo após o câncer de pulmão. Para o Brasil, estimam-se 68.220 novos casos de câncer de próstata para cada ano do biênio 2018-2019.

Apesar dos números expressivos da doença, muitos pacientes deixam de submeter-se ao check-up urológico anual por desconhecimento ou preconceito. “O check-up é simples e consiste em história clínica detalhada do paciente, exame físico incluindo toque retal e exame de sangue (PSA), sendo recomendado a todos os homens entre os 55 e 70 anos. Medidas simples, porém de grande valia no diagnóstico precoce da doença. O câncer de próstata tem cura, desde que detectado em estágios iniciais e respeitando-se as etapas do tratamento. Em se tratando do câncer de próstata, a avaliação urológica e exames regulares salvam vidas”, explica o urologista Dr. Antonio Brunetto Neto.

O hospital também está arrecadando doações de lenços, turbantes, bonés e gorros tanto para mulheres como para homens em tratamento do câncer. Além disso, está sendo vendida na Tesouraria uma camiseta em prol da causa, por R$ 35,00, com os dizeres: “Coragem (s.f.): 1. De procurar o médico; 2. De diagnosticar; 3. De enfrentar o tratamento; 4. De encontrar a beleza nas mudanças; 5. De voltar a sorrir”.


 

Novembro Azul foi lançado em 31 de outubro, com atividades na Fiesp

Em 2018, o movimento criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida há oito anos apropria-se da temática do futebol e cria o cartão azul, um alerta para a importância dos exames preventivos

Novembro Azul é o mês para reforçar a lembrança de que o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima que, em 2018, serão registrados mais de 68 mil novos casos da doença e cerca de 13 mil mortes devem ocorrer em decorrência do câncer de próstata.

Este ano, mantendo o movimento de conscientização da população sobre a importância de detectar o câncer de próstata precocemente, aumentando assim as chances de cura, o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) dá o pontapé inicial da campanha Novembro Azul em 31 de outubro, na Avenida Paulista, em São Paulo com ação inspirada no tema “A vida não é um jogo”.

A campanha de 2018, criada pela agência paulistana 4/12, incorpora a temática dos campos de futebol e cria o cartão azul, que assume a função de alertar os homens para a necessidade de realizar os exames de PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal para diagnosticar a doença o mais cedo possível. O cartão será o ícone das ações que acontecerão em todo o país, em diversos eventos e também em partidas de futebol.

Na quarta-feira, no lançamento oficial da Campanha, homens vestidos de jogadores e juizes de futebol estiveram na frente ao prédio da Fiesp (Av. Paulista n° 1313) e no vão livre do MASP – Museu de Arte de São Paulo (Av. Paulista, 1578) interagindo com os pedestres, distribuindo material informativo sobre a doença e, de forma lúdica, mostraram o cartão azul que faz o alerta sobre a importância do homem se cuidar. “Nosso objetivo é desmistificar o diagnóstico desta doença, já que milhares de homens deixam de fazer o exame de toque retal devido ao tabu que ainda persiste”, afirma Marlene Oliveira, presidente do LAL.

Durante as ações, o Instituto Lado a Lado pela Vida ofereceu também aferição de pressão, peso, medida da circunferência e informações aos cidadãos. “Em tempos de fake news, nosso papel de oferecer informações confiáveis ganha ainda mais relevância para a sociedade”, explica Marlene.

Vale lembrar que o tratamento para quem identifica precocemente o câncer de próstata possui índice de cura de até 90%. Os exames devem ser solicitados por um médico e, na eventualidade de um diagnóstico positivo, é recomendável que o homem procure um oncologista, para que possam decidir juntos pelo melhor tratamento.


 

BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo faz campanha de conscientização sobre câncer de próstata 

Iniciativa estimula a mobilização contra a doença 

O cuidado com a saúde masculina ainda é um desafio no Brasil. Mas o rompimento do preconceito e a mudança cultural podem tirar o câncer de próstata do segundo lugar do ranking dos tumores mais comuns em homens. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), essa doença só fica atrás do câncer de pele não-melanoma.

Para alertar e conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata, a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, referência em Oncologia, criou a campanha Atitude de Homem É Se Cuidar Para Estar Perto de Quem Realmente Importa, que reforça a necessidade do acompanhamento médico para evitar a doença.

Durante o mês novembro, no Hospital BP, principal hospital da instituição, duas torres serão iluminadas na cor azul e uma terceira torre ganhará projeção em formato de videomapping da campanha com a hashtag #NovembroAzulBP, que também será usada nas publicações sobre o tema nas mídias sociais da BP. Já a fachada do BP Mirante, hospital premium da instituição, também ganhará iluminação especial azul.


 

Monumentos públicos da capital ganharão iluminação especial para o ‘Novembro Azul’

A iniciativa visa chamar a atenção do homem para o cuidado com a saúde e a importância do check-up regular para prevenção de doenças

Com o objetivo de alertar os homens sobre a importância de cuidar da saúde, sobretudo para prevenir o aparecimento do câncer de próstata – já que é a doença mais incidente no sexo masculino em todas as regiões do país, exceto o câncer de pele não melanoma -, a Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBUSP) dará início à campanha de conscientização “Homem moderno se cuida – procure o urologista”, em todo o Estado e por ocasião do Novembro Azul.

A partir do dia 1º de novembro, com o apoio do Departamento de Iluminação Pública – ILUME da Prefeitura de SP, seis monumentos públicos da capital paulista serão iluminados como a Ponte Octávio Frias de Oliveira – chamada popularmente de Estaiada, Viaduto do Chá, Edifício Matarazzo (Sede da Prefeitura), Biblioteca Mario de Andrade, Monumento às Bandeiras e o Monumento da Independência no Parque da Independência.

Poucos sabem, mas o movimento teve início na Austrália em 2003, liderado por um grupo de homens que combinaram de deixar o bigode – símbolo maior da masculinidade, para, assim, atrair a atenção do maior número de pessoas. Ganhou o nome de “Movember Foundation”, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. Atualmente, é realizada em mais de 20 países, conquistando muitos adeptos, inclusive no Brasil.

Balanço divulgado pelo INCA – Instituto Nacional do Câncer, revela que são estimados 68.220 novos casos de câncer de próstata até o fim de 2018 no Brasil. Atualmente, cerca de 20% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados, embora tenha ocorrido um declínio importante nas últimas décadas, em decorrência de políticas de rastreamento da doença e maior conscientização da população, de acordo com a SBU.

“A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Homens a partir dos 45 anos e com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem procurar o urologista para que sejam informados sobre os benefícios do rastreamento, e se defina uma estratégia personalizada de avaliação e acompanhamento”, alerta Dr. Flavio Trigo, presidente da SBU – seccional São Paulo, professor Livre-Docente de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Na fase inicial da doença, os pacientes não apresenta sintomas e, quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. A ausência de sintomas não significa que não há problemas. Por isso, é necessário estar com os exames preventivos em dia. Os sinais da doença na fase avançada são: dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Já entre os fatores de risco mais comuns são o fator genético, ou seja, casos de pessoas na família com histórico de câncer de próstata: pai, irmão e tio, obesidade, idade e pessoas da raça negra. A Sociedade Brasileira de Urologia mantém sua recomendação de que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado e o rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios.

Estão previstas, ainda, caminhada de conscientização no Parque do Povo, ação de conscientização nos pedágios das rodovias estaduais administradas pela CCR AutoBan, inclusão da campanha em todos os visuais no GRU Airport que recebe, diariamente, cerca de 300 mil pessoas por dia, ações em parceria com o Sport Club Corinthians, entre outras.


 

Novos casos de câncer de próstata devem passar de 68 mil até o final de 2018

Especialista fala sobre cuidados e prevenção da doença que tem assombrado o mundo nos últimos anos

Dia 17 de novembro é o Dia Mundial de Combate ao Câncer da Próstata. Por esse motivo, o mês de novembro é também conhecido como “Novembro Azul”, destinado à conscientização mundial sobre esse tipo de câncer. A doença é a segunda maior causa de morte por câncer no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que os números de diagnóstico desse tipo de câncer devem ultrapassar os 68 mil este ano, 7 mil casos a mais do que no ano passado.

Segundo o Instituto Oncoguia, 1 a cada 9 homens será diagnosticado com a doença durante a vida. E o mais assustador é que 1 a cada 41 homens morrerá devido ao câncer de próstata. Por isso, o diagnóstico precoce da doença é tão importante. Segundo o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway, o diagnóstico rápido da doença faz com que o tratamento seja eficaz em 9 entre 10 casos. “Quanto mais consciência os homens tiverem da doença e de como diagnosticá-la e preveni-la, maiores são as chances de cura e sucesso no tratamento, por isso campanhas como essa são tão importantes”, comenta.

A doença em estágio inicial normalmente não causa algum tipo de sintoma, mas em casos avançados, a pessoa pode apresentar fluxo urinário fraco ou interrompido, impotência, sangue no líquido seminal, franqueza ou dormência nas pernas e pés, dor ou ardor durante o xixi e até perda do controle da bexiga. Ainda segundo o especialista, justamente por não apresentar sintomas relevantes em estágio inicial é que existe essa importância da realização de exames periódicos.

Quanto à prevenção, deve-se ficar atento não só aos fatores de risco como a idade e o histórico familiar, a incidência de casos da doença é reduzida quando o homem adota medidas simples em seu dia a dia. Uma dieta saudável e a prática de exercícios são fundamentais para quem quer manter-se longe das doenças. “Quando me refiro a hábitos saudáveis, não estou dizendo que o homem precise virar um atleta, se ele praticar exercícios de intensidade moderada por 150 minutos durante a semana, aliando isso a uma dieta mais equilibrada que inclua antioxidantes, dentre eles o selênio, vitamina E e o licopeno. Já terá grandes resultado”, completa o especialista.


 

Câncer de próstata é o mais incidente entre os homens brasileiros

“Novembro Azul” chega para fazer um alerta: só em 2018 serão 68 mil novos casos deste tipo de câncer

Novembro é o mês da conscientização do câncer de próstata. A campanha “Novembro Azul” chega para trazer um alerta: o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens brasileiros. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que só no ano de 2018 serão 68 mil novos casos deste tipo de câncer. Além da incidência, é o segundo que mais mata os homens, ficando atrás somente do câncer de pulmão. E a alta taxa de mortalidade está associada ao diagnóstico tardio.

Esta é a doença mais comum entre os homens com mais de 50 anos. Ela pode ser diagnosticada precocemente a partir das consultas periódicas com o urologista, através da realização anual do toque retal, exame ainda muito cercado de preconceito. “A partir dos 50 anos a consulta periódica ao urologista deve fazer parte da rotina do paciente. Já para quem tem familiar de primeiro grau que teve câncer de próstata ou homens negros, a visita ao médico deve acontecer a partir dos 45 anos, já que eles fazem parte do grupo de risco”, explica o Dr. Leonardo D’Agnoluzzo, urologista e diretor clínico da Uroclínica Curitiba.

Nas fases iniciais, a doença não apresenta sintomas e, por isso, muitos demoram a buscar ajuda. Com o tempo, o tumor cresce, podendo provocar sangramento, obstrução do jato urinário e dor pélvica. Além do toque retal, ele pode ser diagnosticado através do PSA (Antígeno Prostático Específico), um exame que ajuda a diagnosticar alterações na próstata. “Porém, o PSA não anula a realização do toque retal. Este é uma exame importante para detecção de qualquer alteração na próstata”, reforça D’Agnoluzzo.

Região Sul

Ainda, de acordo com dados do INCA, sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as regiões do país. A região Sul é a com maior incidência: são 96,85 casos para cada 100 mil habitantes. Enquanto nas outras regiões, os números são: 69,83 para cada 100 mil no Sudeste, 66,75 no Centro-Oeste, 56,17 no Nordeste e 29,41 no Norte.

“Os números em todo o país são alarmantes. Por isso, é importante abraçar a campanha ‘Novembro Azul’ e disseminar a informação. Deixar o preconceito de lado, pode ajudar na detecção precoce e obter chances maiores de cura”, completa o o Dr. Leonardo D’Agnoluzzo.


 

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata

IBCC intensifica alerta para importância do diagnóstico precoce ao tipo de câncer que representa quase 30% dos casos oncológicos no homem

O câncer de próstata é o tipo mais frequente no homem, representando quase 30% dos casos de câncer no sexo masculino quando se exclui os cânceres de pele não melanoma. Segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata.

De acordo com o Dr. Carlos Eduardo Bolognani, o médico do departamento de Urologia do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer), em São Paulo (SP), e membro da European Association of Urology, 1 em cada 7 homens terão a doença, por isso, a grande importância dos exames diagnósticos do câncer de próstata, já que a prevenção nem sempre é uma possibilidade.

“Não é possível prevenir o câncer de próstata, entretanto, novos estudos indicam que a prática de atividade física e a prevenção da obesidade podem diminuir o risco do desenvolvimento do câncer de próstata. Mas é fato que o diagnóstico precoce ajuda a reduzir os casos de morte pelo câncer, pois as taxas de cura chegam a 90% dos casos quando diagnosticada na fase inicial”, explica o Dr. Carlos Eduardo.

Históricos familiares devem ser motivos de atenção. “A presença de um familiar de primeiro grau com o diagnóstico de câncer de próstata aumenta em duas vezes a chance em ter o câncer de próstata; e se forem dois familiares aumenta essa chance em cinco vezes”, complementa o urologista do IBCC.

Em relação aos principais sintomas, o médico relaciona que nos estágios iniciais a doença é assintomática. Os sintomas de dificuldade para urinar, como jato urinário fraco, esvaziamento incompleto são decorrentes do aumento benigno da próstata, condição frequente na população acima de 50 anos.

Como rastrear?

O rastreamento da doença deve começar a partir dos 50 anos de idade na população em geral e a partir dos 45 anos se apresentar familiares com diagnóstico de câncer de próstata, ou se for da raça negra. Os exames de pesquisa do câncer de próstata devem ser realizados todo ano, que seriam o exame do toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico). O toque retal permite avaliar se há a presença de nódulos (caroços) na próstata, o que são bastante sugestivos de câncer, chegando a 90% de chance de ser câncer. O PSA é realizado através da coleta de sangue do paciente e quando aumentado suspeita-se de câncer em aproximadamente 35% dos casos, em determinada faixa de valores.

O diagnóstico é realizado exclusivamente através da biópsia da próstata, indicada pelo médico após analisar os exames de rastreamento. Nela, é possível analisar se nos fragmentos extraídos possui células tumorais. O tratamento vai depender do estágio da doença, das doenças associadas e da idade do paciente. Em fases iniciais são tratadas basicamente com cirurgia ou radioterapia associada a hormonioterapia. Nas fases avançadas com hormonioterapia e quimioterapia.

Mudanças na vida sexual

A alteração na vida sexual dos pacientes submetidos ao tratamento vai depender da modalidade de tratamento, tipo de cirurgia, doenças prévias como diabetes mellitus, a presença de disfunção erétil previamente ao tratamento. Importante é visitar o urologista regularmente e realizar os exames de toque retal e PSA periodicamente, pois somente o diagnóstico precoce permite altas taxas de cura do câncer de próstata.

Relato de Experiência

O sr. Osmar Dias Jr. é autônomo, casado e tem 4 filhos. Quando descobriu o câncer há exatamente 1 ano, com 65 anos em estádio IV com metástase nos ossos e linfonodal, fazia mais de 5 anos que não visitava o urologista. Passou por duas cirurgias, seis sessões de quimioterapia em tratamento via protocolo de pesquisa clínica no IBCC. Hoje faz acompanhamento trimestral para controle.

“Eu sentia várias vezes por dia vontade de urinar, mas pensava que era efeito do remédio para controle de pressão que é diurético. Quando cheguei a ir de 5 em 5 minutos no banheiro e não conseguia urinar de forma satisfatória procurei o médico, fiz o exame de toque e ultrassom que detectou. Infelizmente nós não paramos pra pensar que pode acontecer com a gente. A briga é com a nossa mente, tenho bastante autocontrole e me questionava o tempo todo sobre o porquê não ter procurado o médico antes”, desabafa Osmar.

Segundo ele, entre os homens é um tabu muito grande falar da prevenção. “Temos que fazer consultas todo ano porque pode acontecer com qualquer homem. E quem já descobriu lute, a medicina tem muitos recursos, estou muito satisfeito com a assistência no IBCC. Tirei muitas lições com o câncer, parei para me cuidar mais e recebi total apoio da minha família”, finaliza.


 

Câncer de próstata: sintomas que merecem uma consulta médica

Detecção precoce aumenta as chances de cura do câncer de próstata em até 90%. Por isso a importância do rastreamento periódico para todo homem a partir dos 50 anos

Em decorrência do diagnóstico tardio, o câncer de próstata continua sendo o segundo tumor maligno que mais faz vítimas entre os homens, só perdendo para o câncer de pulmão. A estimativa é que em 2018, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, sejam diagnosticados 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil, sendo estimadas mais de 13 mil mortes por ano. Apesar da alta incidência e da elevada mortalidade associada, a detecção precoce aumenta as chances de cura e controle da doença em até 90%. Daí a importância do rastreamento periódico para todo homem a partir da quinta década de vida, já que a doença costuma ser silenciosa no estágio inicial.

Como ocorre em outros tipos de câncer, os mecanismos que determinam a multiplicação desordenada das células da próstata não são completamente conhecidos, embora se saiba que há o envolvimento genético e questiona-se a participação dos hormônios masculinos para o crescimento do tumor. De qualquer forma, o avanço da idade está comprovadamente associado ao aumento da probabilidade de desenvolver câncer de próstata, assim como o histórico familiar, um dos principais fatores.

Quem possui parentes diretos que tiveram essa doença, como pai e irmãos, apresenta um risco de adquiri-la de três a dez vezes maior do que o restante da população masculina. É oportuno lembrar, também, que os afrodescendentes são mais suscetíveis ao tumor maligno da próstata. A incidência da doença entre os negros é de 37%.

O Dr. Leonardo Otero Pertusier, urologista sênior e coordenador da Urologia do Check-up do Fleury Medicina e Saúde, afirma que o câncer de próstata possui chances de cura de até 90% quando diagnosticado precocemente. Dessa forma, conhecer os fatores de risco é fundamental para a prevenção, sendo eles a hereditariedade, a idade (a incidência aumenta exponencialmente após os 50 anos), a má alimentação, a obesidade e hábitos não saudáveis, como o consumo excessivo de álcool e o tabagismo.

Para o Dr. Pertusier, iniciativas como o Novembro Azul são fundamentais para informar e sensibilizar a população. Sobre os exames preventivos, explica: “recomenda-se que homens a partir dos 50 anos de idade (45 anos, se tiverem fator de risco familiar) façam o exame de próstata anualmente, que inclui o toque retal e o exame de sangue, para checar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico)”. Vale lembrar que um exame não substitui o outro, ambos são necessários.

Principais sintomas que merecem uma consulta médica:

No estágio inicial, o câncer de próstata costuma cursar de forma lenta e quase sempre sem sintomas e silencioso – o que aumenta a importância do rastreamento periódico para permitir o diagnóstico precoce. Os sinais clínicos, em geral, que podem se confundir com o crescimento normal e benigno da próstata, surgem numa fase mais avançada da doença onde o crescimento do tumor pode provocar complicações locais e também fora da próstata, e incluem:

• Dificuldade de iniciar a passagem da urina
• Dificuldade de interromper o ato de urinar
• Urinar em gotas ou jatos sucessivos
• Necessidade de fazer força para manter o jato de urina
• Necessidade premente de urinar imediatamente
• Sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos)
• Sangue na urina ou no esperma
• Dor durante a passagem da urina
• Dor quando ejacula
• Dor nos testículos
• Dor lombar, na bacia ou nos joelhos
• Sangramento pela uretra.

Genética

Estima-se que entre 5% a 10% dos casos de câncer de próstata são de origem hereditária. A Diagnoson a+ disponibiliza, por meio do Fleury Genômica, um teste chamado Painel Câncer de Próstata Hereditário que sequencia genes relacionados ao risco de desenvolvimento do câncer de próstata. A partir do conhecimento do perfil genético do indivíduo é possível ter um plano de acompanhamento personalizado onde o pilar de abordagem segue em conjunto com o rastreamento regular. Saiba mais em: www.fleurygenomica.com.br.


 

Novembro azul alerta para o controle do câncer de próstata

Sociedade Brasileira de Cancerologia defende prevenção e detecção precoce para garantia de sobrevida

O Câncer de próstata continua como o tumor mais frequente no sexo masculino com mais de 62 mil novos casos estimados para 2018 pelo Instituto Nacional do Câncer/ Ministério da Saúde. Esse número corresponde a cerca de 30% de todos os tumores que ocorrem em homens. E ocupa o 2º lugar em mortalidade, perdendo apenas para o câncer de pulmão.

Segundo Ricardo Antunes, cirurgião oncológico e presidente da SBC- Sociedade Brasileira de Cancerologia, as causas do câncer da próstata permanecem desconhecidas e os fatores de risco não são passíveis de mudanças: idade, história familiar e a etnia. “A idade é um marcador de risco importante, à medida que tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam exponencialmente após os 50 anos. Já pai ou irmão com antecedente de câncer antes dos 60 anos, aumenta o risco de 3 a 10 vezes”, alerta Antunes.

Importante é a detecção precoce da doença e o tratamento adequado como única opção de cura.

Outros fatores de risco estudados como a alimentação, excesso de álcool e tabagismo, embora com inúmeras publicações, mas ainda com estudos epidemiológicos inconsistentes.

De acordo com o presidente da SBC, há evidências científicas em relação a ingestão de carnes vermelhas e gorduras no aumento do risco para câncer de próstata. Por outro lado, o consumo de frutas, vegetais riscos em caroteno como tomate e cenoura e leguminosas como feijões, ervilha e soja possuem um efeito protetor.

A detecção precoce da doença é fundamental para aumentar as chances de cura, além de permitir um tratamento menos menos agressivo e mutilante. Ricardo Antunes alerta para o fato de que “a detecção precoce do câncer de próstata poderia reduzir os altos custos decorrentes do tratamento do câncer em estágios avançados ou da doença em estado avançado (metastática)”.

Porém, um dos maiores desafios para a detecção precoce deste câncer é a falta de conhecimento sobre sua história natural. “Até o momento não há evidências ou conhecimento suficiente que permita prever quais desses tumores pequenos evolirão para um câncer invasivo, de maior agressividade, que permite determinar seu prognóstico. “Para isso, aguardamos a efetividade de novos testes genéticos para a estratificação do risco”, revela o médico.

Toque retal e PSA

Diretrizes adotadas pela Sociedade Brasileira de Cancerologia e do American Cancer Society indicam a realização dos exames do toque retal e o exame de PSA para todos os homens a partir dos 50 anos anualmente. E a partir dos 45 anos quando há histórico familiar. Estes simples procedimentos, associados, podem garantir o diagnóstico precoce e afastar dois grandes fantasmas que aterrorizam os homens: a disfunção erétil e a incontinência urinária.

“O diagnóstico tardio com toda sua consequência física, emocional, familiar, social e econômica persiste como um desafio e grande número de casos ainda, infelizmente, chegam ao consultório em estágios avançados da doença”, alerta o presidente da SBC.


 

Artigo – Novembro Azul é uma boa oportunidade para o homem saber mais sobre o câncer da próstata

No mês de novembro, discutimos o Câncer da Próstata. Mas antes, vamos localizar a próstata e sua função. A próstata é uma glândula de aproximadamente 25 gramas, no adulto jovem, que fica abaixo da bexiga e na frente do reto (parte terminal do intestino).  A sua função está relacionada à reprodução (produção do líquido ejaculado) e ao prazer sexual (orgasmo), além de atuar como “barreira” às infecções e manter a continência urinária.

O câncer de próstata permanece como a neoplasia sólida mais comum e a segunda maior causa de óbito oncológico no sexo masculino. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estão estimados 68.220 novos casos em 2018 no Brasil, constituindo o tipo de câncer mais incidente nos homens (excetuando-se o câncer de pele não melanoma) em todas as regiões do país.

Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. É considerado um câncer da terceira idade, isto é, em três quartos dos casos no mundo ocorre a partir dos 65 anos. O aumento da incidência no Brasil pode ser justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e, também, pelo aumento na expectativa de vida.

O INCA (Instituto Nacional do Câncer) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) destacam a alta incidência do câncer de próstata e assim ressaltam a importância da consulta médica, que tem como objetivo o diagnóstico precoce. Lembramos que nos estágios iniciais a doença não manifesta qualquer sinal ou sintoma, justificando assim uma visita ao consultório do Urologista, que fará um histórico clínico, além do toque da próstata e solicitação de exames necessários, entre esses o famoso PSA (antígeno prostático específico), que podem sugerir a suspeita de um câncer. A confirmação do diagnóstico faz-se por uma biópsia de próstata.

Os fatores de risco para Câncer de Próstata são: idade, homens de raça negra, obesidade, hábitos alimentares ricos em gorduras, sedentarismo e fator familiar (quando se tem um parente de primeiro grau com câncer de próstata, a probabilidade é de até duas vezes maior; e para aqueles que têm dois parentes de primeiro grau, essa probabilidade é de até seis vezes maior).

Desse modo, a SBU recomenda que homens a partir de 50 anos devem procurar um Urologista, para avaliação individualizada. Homens da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios, em decisão compartilhada com o paciente. Ressaltamos que hoje faz-se um diagnóstico de câncer de próstata a cada 7 minutos, um óbito pela doença a cada 40 minutos, 25% dos portadores de câncer de próstata morrem devido a doença e 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados em estágios avançados. Quando os sintomas começam a aparecer, 95% dos casos já estão em fase adiantada. Não é possível evitar a doença, mas é possível diagnosticá-la precocemente e, desse modo, ter uma chance de cura ao redor de 90%.

Em minha opinião, todos os homens devem ser esclarecidos sobre o Câncer da Próstata e suas implicações. Jamais podemos deixar de diagnosticá-lo em homens saudáveis e, assim, discutir a melhor opção terapêutica. Deixar o câncer se manifestar espontaneamente é um grande risco e sofrimento para o paciente e sua família, considerando a evolução e agressividade desse tumor.

Marco Aurélio Lipay é doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP, titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro Correspondente da Associação Americana de Urologia e autor do Livro Genética Oncológica Aplicada a Urologia


 

Conheça 4 direitos do INSS para portadores de câncer de próstata

Pouco mais de 6 mil benefícios foram concedidos em 2017 para segurados em tratamento, de acordo com dados da Previdência Social

O mês de novembro é marcado pelas campanhas de conscientização sobre o câncer de próstata, segunda maior causa de morte por câncer entre homens no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que mais de 68 mil novos casos foram diagnosticados no país em 2018.

Além dos alertas direcionados para prevenção e diagnóstico, é preciso também informar pacientes diagnosticados com o tumor sobre direitos e benefícios. De 2008 a 2015 a Previdência Social pagou mais de R$ 58 milhões para pacientes em tratamento, o que totaliza cerca de 48 mil benefícios concedidos.

Porém, muitos pacientes desconhecem os benefícios aos quais têm direito. O advogado especialista da plataforma Previdenciarista, Átila Abela, listou os principais. Confira:

Auxílio-doença  

Para os homens diagnosticados e impossibilitados de trabalhar temporariamente, o auxílio-doença é garantido mensalmente ao segurado com câncer, desde que comprovada a impossibilidade de atuação na atividade profissional habitual. “Para contribuintes individuais, como profissionais liberais e empresários, a Previdência Social também manterá o benefício por todo o período de incapacidade laborativa, desde que o mesmo requeira o benefício e realize os pedidos de prorrogação enquanto perdurar a incapacidade temporária”, explica o advogado.

Aposentadoria por invalidez  

Já para os segurados que passam por graves cirurgias ou que ficam impossibilitados de trabalhar por outras consequências, de forma total e permanente, é possível a concessão de aposentadoria por invalidez. “Para ter direito ao benefício, o segurado precisa ter iniciado as contribuições antes da incapacidade laborativa ocorrer, tendo direito a aposentadoria por invalidez independentemente de ter realizado as 12 contribuições estabelecidas como regra geral, pois o câncer está dentre as doenças graves que dispensam o cumprimento da carência”, afirma o especialista.

Auxílio acompanhante (adicional de 25%)  

Além dos benefícios acima, o segurado aposentado por invalidez que necessitar de um cuidador pode solicitar também o adicional de 25% previsto na Lei nº 8.213/91, mesmo quando o valor da aposentadoria for de um salário mínimo ou até mesmo teto previdenciário.

Requerimento do benefício  

Para requerer benefício por incapacidade, o segurado precisará passar por um exame médico pericial no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por ser um processo burocrático e delicado, levando em consideração todas as situações emocionais que cercam a pessoa diagnosticada com câncer de próstata, é sempre indicado contar com a ajuda de um profissional especializado.


 

Urologista destaca importância do diálogo com o paciente no tratamento do câncer de próstata

Neal Shore, diretor do Centro Nacional de Pesquisa em Urologia do Século 21 na Carolina do Sul (EUA) veio ao Brasil para discutir estudo que aborda o uso de enzalutamida para o tratamento de câncer de próstata não metastático resistente à castração

O urologista Neal Shore tem uma das mais difíceis missões de um médico – comunicar ao paciente que ele sofre de câncer de próstata e direcioná-lo ao melhor tratamento possível no momento do diagnóstico. Com mais de trinta anos de experiência como uro-oncologista, ele assegura que “não há diferença cultural quando se fala da reação do paciente ao anúncio da doença. “É como se a pessoa ganhasse um passaporte onde está escrito ´tenho câncer´ e a reação imediata é invariavelmente de tristeza”, ressalta o especialista e um dos autores do PROSPER1 – estudo de fase 3, que mostrou que o medicamento enzalutamida reduziu significativamente, em 71%, o risco de metástase ou óbito em homens com câncer de próstata não metastático resistente à castração (CPRCnm).

Shore esteve em São Paulo no início de outubro para participar do Astellas Oncology Forum 2018, evento promovido pela farmacêutica japonesa Astellas Farma Brasil com o objetivo de discutir casos clínicos com médicos e representantes de planos de saúde. O evento antecipou um dos temas que serão abordados na campanha de conscientização sobre câncer de próstata Novembro Azul deste ano: o medo de ser diagnosticado com a doença.

Para o diretor-executivo, líder de Patient Experience, da Astellas nos Estados Unidos, Doug Noland, o evento foi mais uma oportunidade de médicos e pesquisadores trocarem experiências enriquecedoras para melhorar o tratamento aos pacientes. “O bem-estar do paciente é sempre o foco do que fazemos, e esses exemplos permitem aprimorar nosso trabalho em busca de melhores tratamentos”, reforçou o executivo.

O Astellas Oncology Forum 2018 reuniu diversos especialistas da área de todo o mundo, entre eles o Daniel Herchenhorn, coordenador científico da Oncologia da Rede D´Or; André Sasse, oncologista do Grupo Sasse Oncologia e Hematologia; Igor Morbeck, oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês de Brasília; Ubirajara Ferreira, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Walter Costa, titular do Núcleo de Urologia do A.C. Camargo Cancer Center; e Glyn Elwyn, professor do Dartmouth Institutte, que pertence ao Instituto Dartmouth para Política de Saúde e Prática Clínica, nos Estados Unidos.

Para o médico Ubirajara Ferreira, da Unicamp, e um dos principais pesquisadores do estudo PROSPER no Brasil, foi um momento raro para o encontro de especialistas na área em torno de um estudo que aponta caminhos para a melhora na qualidade de vida do paciente. “É sempre importante essa troca de experiências para avançarmos no tratamento do câncer de próstata”, ressaltou.

Por meio de entrevista, o uro-oconlogista, Neal Shore, com passagens também pelo Cornell Medical Center/The New York Hospital e integrante da Sociedade Norte-americana de Oncologia Clínica e da Associação Norte-americana de Urologia, destacou a importância da relação entre médico e paciente.

O Sr. já esteve várias vezes no Brasil. Há alguma diferença na forma como o paciente de câncer reage à notícia de que está com câncer de próstata aqui no Brasil, em relação aos seus pacientes nos Estados Unidos?

Dr. Neal Shore (NS): Não, é sempre perturbador, independentemente do histórico e cultura do paciente. O importante é que o médico explique com máxima clareza, ao paciente, a agressividade biológica do seu câncer de próstata; quais tratamentos estão disponíveis para ele e como eles pode afetar sua sobrevivência, qualidade de vida, e o perfil de risco terapêutico.

O Sr. está dizendo então que é muito importante dialogar com o paciente para encaminhá-lo ao tratamento?

NS: É fundamental explicar claramente todas as opções para o paciente e a sua família. No caso de câncer de próstata, por exemplo, pode ter um grande componente genético, então é preciso ter um histórico familiar detalhado de câncer. Alguns pacientes nem sempre se sentem confortáveis em revelar seus sintomas ou medos do tratamento, daí, a importância da família comparecer as consultas.

Há diferença na aceitação do diagnóstico em função da idade do paciente?

NS: Sim, as gerações mais jovens as vezes se sentem mais confortáveis para fazer perguntas mais detalhadas. Além disso, os parâmetros globais, étnicos, socioeconômicos e de idade influenciam a interação médico-paciente.

O estilo de vida moderno, sobretudo nas grandes cidades, é um convite ao sedentarismo. O Sr. vê alguma relação entre esse modo de vida e o aumento de casos de câncer de próstata?

NS: De maneira geral, não diria que há uma relação direta entre esse cenário e o aumento dos casos. O que temos comprovado no dia a dia é que pacientes com câncer de próstata que tiveram uma vida saudável até ficarem doentes, respondem melhor aos tratamentos. Eles podem melhorar a imunidade e de maneira geral são mais tolerantes à terapias quando seu estado geral de saúde é mantido por exercícios regulares, alimentação saudável, uma boa qualidade de sono e prevenção de stress. De fato, ter um estilo de vida saudável é bom para as pessoas que não estão doentes bem como para aqueles que podem enfrentar algum tipo de tratamento contra o câncer.

Por que o Sr. escolheu ser médico e atuar em uma área tão sensível com a pesquisa em Oncologia?

NS: Meus pais foram meus verdadeiros mentores. Minha mãe era professora primária e depois se tornou diretora de uma escola infantil. Dela, herdei a paixão por educação e pela pesquisa. Meu pai, que era médico de família, cuja consultório fazia parte da minha casa, foi minha referência de profissional. Quando eu fui para a faculdade de Medicina e para a residência, eu trabalhei com muitos cientistas, e isso fez muita diferença pra mim.

O estudo PROSPER

O estudo fase 3 PROSPER envolveu 1.401 pacientes com câncer de próstata resistente à castração (CPRC) não metastático. Os pacientes foram randomizados 2:1 e receberam enzalutamida associada à terapia de privação androgênica (do inglês, ADT) ou placebo associado à ADT (somente ADT). O uso de enzalutamida associada à ADT reduziu significativamente o risco de desenvolvimento de metástases ou morte em comparação com somente ADT. A mediana para o desfecho primário, sobrevida livre de metástase, foi de 36,6 meses para os homens que receberam enzalutamida em comparação com 14,7 meses para os tratados com somente ADT (HR = 0,29 [95% CI: 0,24-0,35]; p <0,001).

O desfecho primário de eficácia foi apoiado por um atraso estatisticamente significativo no tempo para o primeiro uso de nova terapia antineoplásica para pacientes que receberam enzalutamida associada à ADT em comparação com aqueles que receberam somente ADT (mediana: 39,6 meses vs 17,7 meses; HR = 0,21 [ IC 95%: 0,17-0,26], p < 0,001)

O perfil de segurança e tolerabilidade de enzalutamida no estudo PROSPER foi compatível com o perfil encontrado nos estudos anteriores com a população de pacientes com CPRC metastático.

Câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens em todo o mundo. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que em 2018 o número de novos casos de câncer de próstata no Brasil é de 68.220, com uma taxa de incidência ajustada de 66,82 por 100.000 homens.

O CPRC refere-se ao subgrupo de homens no qual a doença progride apesar dos níveis de testosterona de castração (isto é, menos de 50 ng/dL). O CPRC não metastático refere-se à ausência de evidência clinicamente detectável de disseminação do câncer para outras partes do corpo (metástases), quando há um nível crescente do antígeno prostático específico (PSA). Muitos homens com CPRC não metastático e um nível de PSA rapidamente crescente desenvolvem CPRC metastático.


 

Rio de Janeiro oferece tratamento no Centro de Atenção à Saúde do Homem

Monumentos serão iluminados com a cor azul durante todo o mês

O câncer de próstata atinge cerca de 70 mil novas pessoas a cada ano no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença mata de 12 a 15 mil pessoas por ano e é o segundo tipo de tumor que mais atinge homens. Para incentivar o diagnóstico e o tratamento das doenças tipicamente masculinas, como o câncer de próstata, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) disponibiliza em parceria com o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), o Centro de Atenção à Saúde de Homem.

“Em outubro anunciamos um aporte de mais R$ 59 milhões para tratamento de câncer, incluindo o de próstata, e vamos também ampliar ainda mais a oferta de atendimento no Centro de Saúde do Homem. Sabemos que o diagnóstico precoce salva vidas e estamos trabalhando nisso, mas também estamos atuando no tratamento”, disse o secretário de estado de Saúde, Sérgio Gama.

Para chamar atenção para o câncer de próstata e o Novembro Azul, a Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com a Rioluz, ilumina na cor azul monumentos espalhados pela cidade do Rio. A ação teve início na noite de 1º de novembro e os pontos selecionados são a Alerj, a Câmara dos Vereadores, os Arcos da Lapa e o Aterro do Flamengo.

O Centro de Atenção à Saúde de Homem, que funciona na Policlínica Piquet Carneiro, na Tijuca, disponibiliza vários serviços como oferta de cirurgia de vasectomia para pacientes com perfil, distribuição de preservativos, atendimento com psicólogo, assistência de vários profissionais às questões de infertilidade, tratamento para disfunção sexual, realização de cirurgias ambulatoriais, além de encaminhamento a outras áreas de saúde quando necessário.

Só em 2017, o Centro realizou 16.759 atendimentos e 1.091 cirurgias. Neste ano, de janeiro a agosto foram feitos 11.136 atendimentos e 747 cirurgias, um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Os serviços mais comuns são consultas com urologista e procedimentos como vasectomia e cirurgias da próstata.

“Ainda há uma cultura de homens irem menos ao médico do que mulheres, infelizmente. No caso de câncer de próstata, a única medida eficaz é a realização dos exames de toque e sangue, de forma complementar. É preciso deixar o preconceito de lado e se cuidar”, explica Ronaldo Damião, professor titular de urologia da UERJ e coordenador do Projeto Saúde do Homem da SES.

O Centro de Atenção à Saúde de Homem fica na Policlínica Piquet Carneiro, na Av. Marechal Rondon, 381, no bairro São Francisco Xavier e funciona interligado ao Hospital Universitário Pedro Ernesto. Os pacientes são encaminhados ao Centro pela Central Estadual de Regulação, através de encaminhamento de Clínicas da Família, Centros Municipais e Postos de Saúde.

Câncer de próstata

Sintomas – Mesmo que não apresente nenhum sintoma, todo homem deve procurar um médico para realizar um check-up após os 50 anos. Caso apresente sintomas como urinar com maior frequência, levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldade de ereção, urinar sangue ou dor nos testículos, é preciso procurar um urologista imediatamente.

Tratamento – Para doença localizada, há, em geral, indicação de cirurgia ou radioterapia. Para doença localmente avançada, utiliza-se a radioterapia e hormonioterapia. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal. Cabe ressaltar que o melhor a se fazer é o indicado pelo médico que faz o acompanhamento do paciente.

Prevenção – Se houver algum caso de câncer de próstata na família, a consulta deve acontecer aos 45 anos, mesmo sem apresentar sintomas.


 

Seconci-SP alerta para os cuidados com a saúde do homem

Entidade reforça a importância da mudança de hábito dos homens, para a ida ao médico e realização exames preventivos anualmente

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata se tornou o segundo mais incidente entre os homens e ao considerar ambos os sexos é o quarto mais comum. Neste mês, o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) reforça a importância da campanha Novembro Azul, destinada à conscientização da população para uma doença considerada silenciosa e assintomática.

O INCA estima em 68.200 os novos casos no Brasil em 2018, por isso o urologista do Seconci-SP, Paulo Fischer, reforça a relevância do diagnóstico precoce que aumenta as chances de cura do paciente. “O homem costuma apresentar um perfil mais ‘desligado’, por este motivo procuramos promover uma mudança de comportamento para que incorpore o hábito de consultar um médico e realizar os exames preventivos. Todo homem acima de 45 anos deve visitar o urologista anualmente. Quando existe histórico familiar de câncer de próstata, recomendamos a antecipação dos cuidados para os 40 anos”, explica.

O controle de prevenção da doença acontece por meio da realização de três análises: ultrassom de rins, bexiga e próstata; exame de PSA (coleta de sangue) e exame de toque, que investiga a região para constatar nódulos, mesmo que pequenos. “Em geral, a próstata tende a alterar após os 45 anos de idade. Desta forma, vale ressaltar que estes exames podem ajudar a identificar outras patologias associadas à saúde do sexo masculino. Estar atento ao preparo de cada exame é extremante importante para que o resultado seja o mais exato possível”, explica o especialista.

A partir do diagnóstico com indícios da doença, será necessária a realização de uma biópsia com o ultrassom transretal, que poderá retirar amostras do local. Nos casos iniciais, recomenda-se a cirurgia para remoção de toda a próstata e de alguns tecidos à sua volta, como a vesícula seminal, ou a radioterapia que utiliza radiações para destruir o tumor e impedir que as células se multipliquem. Já nos níveis avançados é indicado o uso do bloqueador hormonal, responsável pela redução de hormônios masculinos.

“Quanto mais inicial o estado, maiores as chances de cura. O urologista está presente em todas as etapas, ou seja, desde a investigação até o fim do tratamento. Nos quadros mais graves em que a enfermidade evolui ou se encontre em nível metastático, o oncologista definirá a melhor terapia”, reforça dr. Fischer.

Após a finalização do tratamento, o indivíduo deve retornar a cada quatro meses no primeiro ano e depois a cada seis meses. Passados cinco anos, o retorno deve ocorrer uma vez por ano. Com o avanço da tecnologia, a cirurgia se tornou um procedimento menos invasivo e de rápida recuperação. “É necessário fazer o controle de prevenção todos os anos e até o fim da vida”, adverte o dr. Fischer.

O Seconci-SP conta com uma equipe médica que poderá orientar os trabalhadores e seus familiares sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento apropriado do câncer de próstata.


 

8 mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Médico especialista em uro-oncologia esclarece dúvidas sobre a doença e dá dicas de como preveni-la

O mês de novembro é marcado pela campanha mundial da luta contra o câncer de próstata, que busca conscientizar os homens sobre a importância de realizar os exames anualmente, a fim de combater o tumor logo no primeiro estágio.

Com tantas dúvidas desde o diagnóstico ao tratamento, o professor do setor de uro-oncologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e responsável pelo setor de cirurgia robótica urológica no Hospital Brasil e rede D’Or, Dr. Marcos Tobias Machado, esclarece o que é mito ou verdade sobre o câncer de próstata.

Veja a seguir:

1) Câncer de próstata não tem cura?

Mito. A maioria dos pacientes com este tipo de tumor pode ser curado ou ter uma sobrevida bastante longa. De acordo com o Dr. Marcos Tobias, existem três fatores importantes que definem o prognóstico do paciente:

– O estágio da doença, ou seja, se ela está localizada no órgão ou se já se espalhou pelo corpo.

– O escore de Gleason, uma nota dada ao tumor pelo médico que examina microscopicamente a amostra da biópsia.

– Valor do PSA, que são moléculas produzidas pelas células da glândula prostática. O médico deve medir a concentração dessa partícula no sangue, para detectar câncer de próstata e até mesmo outras doenças.

Quando a doença está localizada no órgão e tem outros fatores de bom prognostico, a chance de cura se aproxima de 90%, enquanto que uma doença que já se apresenta nos ossos, por ocasião do diagnóstico, tem menos de 5% de cura.

2) O câncer de próstata inicial não apresenta sintomas?

Verdade. O câncer de próstata não apresenta nenhum sintoma no início, o que torna a doença muito perigosa. O paciente deve sempre realizar a avaliação preventiva com exame de sangue PSA e exame de toque retal. Apenas em um estágio mais avançado pode causar sintomas de compressão da uretra, sangramento na urina e dor nos ossos.

3) O câncer de próstata não atinge homens mais jovens?

Mito. O tumor pode atingir homens de todas as idades, embora, os que têm idade acima de 50 anos, são os mais propensos. No entanto, homens acima de 40 anos já podem iniciar a prevenção com a medição do PSA no sangue.

“Em homens mais jovens saudáveis ou com boa expectativa de vida tendemos a oferecer terapia com intenção de cura, como a cirurgia e a radioterapia. Por outro lado, idosos acima de 70 anos com múltiplas comorbidades nós tendemos a tratamentos que prolongam a vida, melhoram a qualidade de vida, mas podem não curar a doença”, explica o Dr. Marcos Tobias.

4) Exame de sangue não identifica se há tumor na próstata?

Verdade. O único exame capaz de identificar o tumor é a biopsia da próstata, por isso, a importância de conscientizar os homens da importância de realizar os exames.  Dr. Marcos Tobias conta que é necessário fazer a ressonância magnética, tomografia e cintilografia dos ossos, para entender a extensão da doença, caso o tumor seja identificado.

“A partir destes dados, associados ao treinamento dos profissionais envolvidos, da tecnologia disponível, da avaliação do estado global de saúde e da preferência do cirurgião, o paciente é informado sobre as opções e ajuda na tomada de decisão final sobre o tratamento elegido”, detalha.

5) Não tenho histórico familiar, não preciso fazer os exames.

Mito. Todo homem pode sofrer com o câncer de próstata. Evidentemente, homens que têm histórico na família precisam ficar sempre em alerta, mas todos, sem nenhuma exceção, devem fazer o exame uma vez por ano, principalmente a partir dos 45 anos para homens com histórico familiar ou negros, pois eles tendem a desenvolver o câncer precocemente.

Para os demais, o exame é recomendado a partir do 50 anos. Em casos especiais, o urologista pode solicitar que o paciente retorne em menos tempo para fazer o acompanhamento.

6) Se diagnosticado terei de retirar a próstata por completo?

Mito. Antes de qualquer conduta médica, saiba que existem basicamente 5 modalidades de tratamento, sendo elas:

1 – Cirurgia radical: No Brasil esse é o principal tratamento utilizado. De todos é o que oferece melhor resultado em longo prazo;

2 – Radioterapia: Pode ser externa ou com imitante cirúrgico de sementes radioativas;

3 – Observação: Indicada para pacientes com tumor de baixa agressividade ou em pacientes muito idosos com comorbidades;

4 – Ablação com fontes de energia (HIFU ou crioterapia): São opções com intenção de reduzir a invasividade dos outros tratamentos. A desvantagem é que são opções relativamente novas e não temos ainda os resultados em longo prazo com essas modalidades.

5 – Tratamento medicamentoso: pode ser realizado com drogas que causam bloqueio hormonal ou com quimioterápicos. O uso das diferentes drogas e o tempo de administração dependem de cada caso.

7) O câncer de próstata é tabu entre os homens?

Verdade. Este assunto ainda é um tabu pra homem, que normalmente se ocupa com o trabalho e não vai ao médico para prevenção. Outro fator negativo é o receio do exame de toque retal, o que com o passar dos anos e com uma boa explicação normalmente não tem sido um obstáculo à prevenção. Todo o esforço deve ser concentrado em trazer o homem para o consultório.

8) Os tratamentos para o câncer de próstata evoluíram muito nos últimos anos.

Verdade. Do ponto de vista da cirurgia, a plataforma Robótica é a maior inovação, permitindo redução da morbidade do tratamento com excelentes resultados na cura do câncer. Os aparelhos de radioterapia também evoluíram muito, sendo o tratamento planejado por tomografia, em que é possível aplicar maior energia no local da doença e da redução da dose em pontos críticos que causariam morbidade.

O arsenal de medicações utilizadas também melhorou muito nos últimos anos, tanto em drogas injetáveis como em medicações orais de alta eficiência. Todos esses fatos favoreceram um significativo aumento na sobrevida com melhora na qualidade de vida dos pacientes com CaP.


 

Ministério esclarece direitos dos trabalhadores com câncer de próstata

Em 2017, 6.149 trabalhadores foram afastados do trabalho em decorrência do desenvolvimento da doença, o segundo tipo de câncer mais frequente entre os homens

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em 2017, 6.149 trabalhadores foram afastados do trabalho em decorrência do desenvolvimento da doença. Estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta para o registro de 68.220 novos casos em 2018.

Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, esse tipo de câncer é o quarto tipo mais comum. O Ministério do Trabalho adere à campanha Novembro Azul, dedicado à prevenção e tratamento do câncer de próstata, e esclarece sobre os direitos dos trabalhadores diagnosticados.

Durante o tratamento, o trabalhador celetista poderá fazer o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como previsto na Lei 8.036/90 (Artigo 20). O PIS/Pasep também poderá ser sacado (Resolução 01/96 do Conselho Diretor do Fundo de Participação do PIS/Pasep) no valor do saldo da conta, respectivamente, em agências da Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil.

O trabalhador também tem direito ao auxílio-doença, quando o médico indicar o afastamento do trabalho, e, em episódios mais avançados, pode requerer a aposentadoria por invalidez. Nos casos em que o trabalhador necessite de cuidados permanentes de outra pessoa, além da aposentadoria por invalidez ele também tem o direito a um acréscimo de 25% no valor do benefício, conhecido por Auxílio Acompanhante, conforme previsto na Lei nº 8.213/91. O valor adicional é pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de forma vitalícia.

Para ter acesso a esses tipos de benefícios é necessário estar na condição de segurado da Previdência Social e passar pela perícia médica do INSS, para comprovação da incapacidade de trabalho. Nesta cartilha é possível ter acesso aos demais benefícios concedidos, como os referentes ao Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

Segundo o Inca, o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

O diagnóstico precoce é o grande aliado para o tratamento da doença. Mesmo na ausência de sintomas, é recomendado que homens a partir dos 45 anos visitem o médico urologista para uma avaliação clínica.


 

Precisamos falar de saúde masculina!  

Empresas investem em programas de saúde para incentivar rotina saudável, melhorar qualidade de vida da população masculina e reduzir índices de doenças graves

Novembro é considerado o mês de conscientização do câncer de próstata, considerado o segundo tipo de câncer mais prevalente entre os brasileiros. Estimativas do INCA – Instituto Nacional do Câncer – apontam 68.220 novos casos da doença neste ano. Mas, não é apenas os casos de câncer de próstata que precisam de atenção. Em geral, a saúde ainda muito negligenciada quando se fala em prevenção.

Dados da Sharecare Brasil apontam que a alimentação inadequada (80%), seguida de atividade física em excesso (34%) e eventos estressantes (21%) são os principais vilões dos homens quando o assunto são hábitos de risco. Outro dado preocupante, somente 35% dos usuários da Plataforma Sharecare buscaram realizar o exame de câncer colorretal, já quando apresentavam algum risco.

Por isso, muitas empresas passaram a investir em informação e em programas de saúde para melhorar a qualidade de vida da sua população e reduzir índice de doenças.  Um dos programas oferecidos pela Sharecare neste sentido, é o de coaching preventivo, que provê por meio do acompanhamento telefônico, dicas de saúde por e-mail, SMS e plataforma Sharecare, orientação aos usuários, estimulando a mudança de comportamento, manutenção dos resultados e o esclarecimento de dúvidas sobre saúde e bem-estar. Desta forma, os participantes podem ter apoio constante para reconhecer e atuar sobre os fatores de risco por meio de ferramentas e alertas personalizados.

“Um dos principais desafios das empresas é engajar verdadeiramente as pessoas a criarem hábitos mais saudáveis. Normalmente uma atitude real de mudança só acontece quando há uma situação limite que o leve a novas escolhas. E o que as empresas precisam fazer para mudar este cenário é criar um ambiente favorável para essa mudança. E é isso, o que nós da Sharecare nos propomos,  ajudar empresas e pessoas a criar uma rotina saudável todos os dias, usando conhecimento e tecnologia para isso”, explica Dra. Ana Cláudia Pinto, médica endocrinologista e diretora de Produtos e Soluções Digitais da Sharecare Brasil.

Prevenção sempre!

A plataforma Sharecare disponibiliza diariamente uma série de informações científicas com alertas para cuidados sobre a saúde e dicas para o bem-estar. Listamos abaixo alguns sinais e sintomas aparentemente inofensivos que podem indicar risco de câncer. Fique atento para eles:

Perda de peso não intencional

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia, um dos sinais de câncer pode ser um emagrecimento sem motivo aparente. Parte desta perda de peso pode derivar de redução muscular e fraqueza do corpo que está tentando combater a doença. Isso tende a ser mais indicativo de cânceres pancreáticos e do esôfago.

Mudanças nas fezes

Diarreia, constipação, mudanças no tamanho e estreitamento das fezes. Todos são sintomas que devem ser investigados. Outro sinal é a presença de sangue. Embora esses sinais possam indicar outros problemas intestinais, eles também podem apontar para o início de um câncer de cólon.

Febre

Um episódio de febre é muitas vezes a resposta natural do corpo a uma infecção ou enfermidade. Embora raramente um episódio isolado indique câncer, a recorrência da febre é muito comum em pacientes com a doença, especialmente se for um câncer que ataca o sistema imunológico.

Os médicos não sabem ao certo por que alguns cânceres causam febre e outros não. Acredita-se que ela seja causada pelas toxinas que existem no tumor. A febre pode surgir todos os dias ou você pode passar semanas sem ela. Além disso, ela também pode aparecer com suoresnoturnos.

Quando relacionada ao câncer, pode ser um sinal inicial de cânceres hematológicos, como leucemia ou linfomas.

Tosse persistente

Durante a temporada de gripes e resfriados, uma tosse persistente pode parecer normal, mas se você não apresentar nenhum outro sintoma, é preciso investigar.

Outro sinal preocupante pode ser a utilização de medicamentos e nenhum efeito, ou ainda uma tosse acompanhada de sangue. Uma tosse de longa duração ou inflamação da garganta pode ser, por exemplo, um indicador de câncer de pulmão.

Dor ou incômodo sem explicação

Dor geralmente é um sinal de que algo está errado com o corpo, e isso pode significar várias coisas. Mas uma dor que não passa, mesmo sendo tratada com medicamentos, pode também ser um sinal de câncer. Por exemplo, dores de cabeça contínuas podem ser causadas por um tumor cerebral, enquanto dores consistentes nas costas podem ser um sinal de câncer de cólon, reto ou ovário.

Fadiga

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia fadiga também pode ser um indicador clínico do câncer, porém não isoladamente. Uma fadiga ou exaustão extrema que não melhora com descanso é um dos sintomas de câncer mais comuns. Nos cânceres de cólon ou estômago, essa exaustão pode derivar da perda de sangue que não é notada. Outros sinais de fadiga relacionada à doença incluem cansaço extremo para realizar as atividades do dia a dia, dificuldade de concentração e sensação de fraqueza, irritação e tristeza.


 

A importância da Medicina Nuclear na detecção e tratamento do câncer de próstata

Os números são alarmantes: para cada ano do biênio 2018-2019, o INCA estima 68.220 novos casos de câncer de próstata, o segundo mais incidente entre os homens brasileiros. O rastreamento e a detecção precoce deste tipo de câncer são peças-chave para um tratamento mais assertivo e com mais chances de cura – nesse sentido, a Medicina Nuclear tem um papel fundamental.

A Medicina Nuclear ainda é um ramo pouco conhecido por uma parcela significativa da população, mas é uma especialidade que oferece exames e tratamentos inovadores por meio de substâncias radioativas, conhecidas por radiofármacos. “As tecnologias utilizadas por médicos nucleares são consideradas muito revolucionárias em relação a diagnóstico e tratamento. Além de nos oferecerem mais precisão na detecção desse tipo de câncer, com potencial de garantir mais tempo e qualidade de vida aos pacientes”,  afirma o Dr. Juliano Cerci, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN).

Uma das principais ferramentas nucleares para combater o câncer de próstata tem um nome complicado, mas uma finalidade bastante certeira: o exame PET/CT com PSMA é capaz de localizar células cancerígenas de tumores provenientes da próstata já se espalharam para outras partes do corpo. “O procedimento utiliza uma substância radioativa que se liga ma proteína da superfície encontrada em células metastáticas e permite identificar com extrema precisão se as células de um câncer de próstata avançaram para outras partes do corpo. O exame é revolucionário e permite abordagens individualizadas da doença”, explica Juliano.

O termo radioativo pode, em um primeiro contato movido pelo senso comum, parecer assustador, mas trata-se de substâncias completamente seguras. “Os isótopos radioativos utilizados no exame estão em concentrações que não oferecem malefícios ao paciente. No exame, a radiação é detectada por um equipamento conhecido como PET/CT, um dos principais avanços da medicina nuclear. O elemento radioativo faz com que os focos de câncer brilhem e facilita o diagnóstico de metástases que, por outros métodos, não seriam identificadas”.

Outra ferramenta importante e eficaz é o tratamento com Rádio-223, voltado para o câncer de próstata metastático, o estágio mais avançado da doença. O tratamento consiste em imitar o cálcio presente nos ossos, já que uma das metástases mais comuns desse tipo de câncer é a óssea. “O radiofármaco é absorvido pela estrutura óssea e, ao se aproximar das células metastáticas, emite uma dose direcionada de radiação, matando as células do câncer”, comenta o presidente da SBMN.

A modernidade dos exames e tratamentos nucleares trazem avanços terapêuticos importantes e auxiliam na jornada do paciente que luta contra o câncer de próstata, porém os tratamentos ainda não são disponibilizados pelo SUS. “As técnicas utilizadas nesse ramo da medicina dão mais confiabilidade aos tratamentos propostos, muitas vezes evitando procedimentos invasivos desnecessários e dolorosos, mas ainda assim, muitos pacientes morrem por conta de diagnóstico tardio. Por isso, a conscientização e esclarecimentos sobre a doença são essenciais”, conclui Juliano.


 

Mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata devem ser registrados no Brasil em 2018

UBS’s da Zona Sul realizam ações de prevenção e até um panelaço de apoio ao Novembro Azul

Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) revelam que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do de pele não-melanoma.

Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e levando à morte. Segundo o INCA a estimativa para 2018 é de 68 mil novos casos de câncer de próstata no país.

A prevenção e o diagnóstico precoce são as formas mais eficazes de combater o crescimento do número de casos. Por isso, a partir de 1º de novembro, as Unidades Básicas de Saúde gerenciadas pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), localizadas na Zona Sul de São Paulo, irão realizar uma série de ações focadas na campanha Novembro Azul.

A UBS Alto da Riviera, por exemplo, irá realizar consultas médicas com homens companheiros de gestantes que derem entrada no pré-natal entre 1º e 30 de novembro. Já a equipe médica da UBS Paranapanema irá solicitar exame de próstata (PSA) a todos os homens com mais de 40 anos que comparecerem à unidade de 05 a 30 de novembro. Um grande panelaço de apoio ao Novembro Azul, com participação da comunidade local, está marcado nessa unidade no dia 06 de novembro.

O câncer de próstata afeta principalmente homens com mais de 60 anos, por isso, a UBS Jardim São Bento irá promover no dia 30 uma palestra sobre os cuidados específicos com a saúde na terceira idade.

*UBS Alto da Riviera

Endereço: Av. Professor Mario Mazagão, 194 – Alto da Riviera

Ação 1: Consulta médica para companheiros de gestantes em pré-natal

Data: 01/11 a 30/11

Hora: 7h às 17h

Ação 2: Oferta de teste rápido HIV, sífilis e hepatite B e C, aferição de pressão arterial

Data: 06 e 13/11

Hora: 14h às 16h

*UBS Paranapanema

Endereço: R. Pietro da Milano, 100 – Parque Independência

Ação 1: Solicitação de exame de próstata (PSA) a homens com mais de 40 anos que comparecerem à unidade.

Data: 05 a 30/11

Hora: 7h às 17h

Ação 2: Panelaço em apoio ao Novembro Azul

Data: 06/11

Hora: 10h às 12h

*UBS Jardim São Bento

Endereço: R. João Robalo, 64 – Jardim São Bento Novo

Ação: Palestra “Saúde do homem na terceira idade”

Data: 30/11

Hora: 7h


 

Conheça os grandes aliados no combate ao câncer de próstata

Médico da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico fala sobre sintomas e prevenção do segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no país

O cuidado com a saúde masculina, sobretudo no Novembro Azul – mês de alerta à conscientização, prevenção e ao diagnóstico do câncer de próstata –, merece sempre muita atenção. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número de novos casos de câncer de próstata em 2018 está acima de 68,2 mil – surpreendentemente acima do câncer de mama, 59,7 mil – em todo o país, com óbitos superiores a 13,7 mil. A boa notícia é que, de acordo com o instituto, o avanço notado nas taxas de incidência no Brasil pode ter como causa parcial a evolução dos métodos diagnósticos (exames), do aumento da qualidade dos sistemas de informações nacionais e da elevação da expectativa de vida.

O câncer de próstata, tal como o de mama em mulheres, é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), como também apontam dados do Inca. Assim, para o oncologista e diretor da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico (www.grupooncoclinicas.com/cto/)- unidade do Grupo Oncoclínicas no Rio de Janeiro –, Dr. Carlos de Andrade, tão importante quanto estar atento aos sintomas é manter uma agenda regular de visitas ao médico, a fim de identificar precocemente um diagnóstico, caso haja suspeita da doença.

“Se o tumor for descoberto no estágio inicial, há tratamento e elevadas chances de cura. Caso ele se espalhe pelo corpo, essas chances desaparecem. Muitos homens desconhecem que somente o exame do PSA – Antígeno Prostático Específico, que pode indicar o aparecimento de problemas na próstata, caso apresente alterações – não é suficiente para diagnóstico de todos os tumores. Por isso, é fundamental que homens a partir dos 40 anos (caso tenham histórico familiar, pois a recomendação é para os que não têm fatores genéticos é a partir dos 50 anos) procurem um urologista para a realização do toque retal. A avaliação pode ajudar muito no diagnóstico precoce, salvando vidas”, orienta o médico.

O oncologista destaca, ainda, que tornar universal a toda a população sintomas, formas de prevenção e fatores de risco pode fazer a diferença na redução do número de novos casos: “Sinais como sangue na urina, sensação de bexiga não completamente vazia e dificuldade de urinar são os mais comuns e apontam para a presença de tumores na próstata. Por isso, todos os homens, principalmente os acima de 40 anos, devem conhecer esses sintomas. Também é essencial saber que a qualidade de vida é um poderosa arma de prevenção. A combinação de exercícios regulares com um cardápio saudável, repleto de frutas, legumes, cereais, grãos integrais e pouca gordura, sobretudo as de origem animal, é um forte aliado na prevenção do câncer de próstata”, garante Dr. Carlos de Andrade, diretor da Oncoclínica Centro de Tratamento Oncológico.


 

Diagnóstico precoce aumenta em mais de 90% as chances de cura dos casos de câncer de próstata

Tratar tumores em estágio inicial pode reduzir as ocorrências de impotência e incontinência urinária

O câncer de próstata é a neoplasia mais comum e a segunda maior causa de morte entre os homens brasileiros. Só neste ano, são estimados, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), cerca de 68 mil casos novos. Apesar das importantes conquistas terapêuticas dos últimos anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia aproximadamente 25% dos pacientes com câncer de próstata ainda morrem devido à doença.

Diante deste cenário o diagnóstico, acompanhamento e o tratamento adequado são as medidas de prevenção mais assertivas. De acordo com o Dr. Carlo Passerotti, Coordenador do Centro de Cirurgia Robótica e do Centro Especializado em Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, tais condutas podem proporcionar mais de 90% de cura da doença e que homens diagnosticados com câncer de próstata em estágios iniciais possam terminar o tratamento mantendo a potência e a continência urinária.

“O diagnóstico precoce associado aos avanços tecnológicos, que permitem cirurgias menos invasivas, como os procedimentos robóticos, auxiliam com altas chances de cura e proporcionam mais qualidade de vida aos pacientes após os procedimentos” diz o Dr. Passerotti.

A partir dos 50 anos os homens, devem procurar seu médico de confiança e realizar o rastreamento do câncer de próstata por meio dos exames de toque retal associado ao exame da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no sangue. Nos casos suspeitos, é indicada a realização da ressonância magnética e da biópsia prostática. Estudos mostram que homens da raça negra têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a mortalidade nesta população é três vezes maior que em homens brancos e amarelos.

A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata. Homens cujos parentes de primeiro grau (pai ou irmãos) diagnosticados com câncer de próstata têm o dobro de chances de desenvolverem a doença. Portanto, homens negros e aqueles com histórico familiar devem começar o rastreamento aos 40 anos.

O especialista também ressalta que apenas 20% dos tumores de próstata são casos avançados da doença e que apresentam metástases, quando o câncer atinge outras regiões do organismo, diferentes do órgão que originou a doença.

Opções terapêuticas

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz conta com equipamentos de última geração para o diagnóstico cada vez mais precoce dos tumores prostáticos, como a ressonância magnética de 3 Tesla, aparelho que realiza os exames até 25% mais rápido, além de contar com uma melhor resolução de imagens.

A importância do diagnóstico precoce tem relação direta com a eficácia da terapêutica e depende principalmente do tamanho e da localização do tumor. As cirurgias da próstata podem ser realizadas de diversas maneiras, inclusive por meio de procedimentos robóticos, que permitem ao cirurgião ter uma visão ampliada e em três dimensões da próstata e consequentemente do tumor. A incisão realizada também é menor quando comparada a cirurgia convencional, proporcionando posteriormente mais qualidade de vida para o paciente.

Entre os tratamentos mais recentes está também o hipofracionamento da próstata. Trata-se de uma tecnologia de radioterapia – a de intensidade modulada ou IMRT – para redução do tempo total de tratamento irradiante. Com isso, o que antes era feito em 40 dias pode ser realizado em 28 ou mesmo em somente 20 dias úteis. Para tratar os casos avançados de câncer de próstata são utilizados hormonioterapia, quimioterapia e radiofármacos de terapia alvo.


 

Drible o preconceito

Na fase inicial câncer de próstata não apresenta sintomas, por isso homens a partir de 50 anos devem ir anualmente ao urologista para fazer o exame retal

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens – ficando atrás apenas do câncer de pele e a estimativa segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que até o final de 2018 mais de 60 mil novos casos sejam detectados.

Segundo o médico urologista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Dr. Fernando Meyer, os homens ainda possuem dificuldade em procurar um urologista. “As vezes são as próprias mulheres que os incentivam, e é importante os homens irem ao médico para realizar os exames de prevenção, pois se diagnosticada precocemente a doença, as chances de cura chegam a 90%”, destaca Dr. Fernando.

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas, por isso, mesmo sem queixas, os homens devem a partir dos 50 anos, realizar consultas anualmente. “Se tiver algum caso na família, o paciente já deve fazer os exames aos 45 anos”, explica o urologista.

O exame de toque retal e de sangue, são os indicados pelo médico. “Muitos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal”, relata o urologista. O exame permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, além de solicitar o exame de sangue PSA ( antígeno prostático específico).

Quando a doença está em fase mais avançada, é comum os pacientes relatarem sintomas, como dor óssea e ao urinar, e vontade de urinar com frequência. “Quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura”, diz o médico.

Sobre a doença

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa em média 20 gramas, e se assemelha a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma. O surgimento da doença acontece quando as células deste órgão começam a se multiplicar de forma desordenada. Os fatores de risco estão relacionados com idade avançada – acima de 50 anos, histórico familiar da doença, fatores hormonais e ambientais e hábitos alimentares – dieta rica em gorduras e pobre em verduras, vegetais e frutas, sedentarismo e excesso de peso.

Tratamento

O tratamento depende do tamanho e da classificação do tumor, assim como da idade do paciente e pode incluir prostatectomia radical – remoção cirúrgica da próstata, radioterapia, hormonoterapia e uso de medicamentos. Para os pacientes idosos com tumor de evolução lenta o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que deve ser considerada.

O Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba (PR), foi o primeiro hospital a realizar o procedimento HIFU, sigla em inglês para ultrassonografia de alta frequência e intensidade (HIFU). A tecnologia permite a aplicação de energia acústica em áreas específicas da próstata, e assim, auxilia no tratamento do câncer de próstata.


 

Novembro Azul completa oito anos de mobilizações voltadas para a prevenção do câncer de próstata

Maior movimento em prol da saúde do homem do Brasil foi criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida e, em 2018, terá campanha na TV, rádio, mobiliário urbano, mídia impressa e online

Para levar informação à população, o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realiza, desde sua fundação, em 2008, iniciativas para promover a mudança de comportamento dos homens, para que incorporem o hábito de consultar um médico e realizar os exames preventivos. “Nossa primeira campanha relacionada ao câncer de próstata foi batizada de Um Toque, Um Drible, em 2008”, afirma Marlene Oliveira, presidente do LAL, que em 2011, lançou o Novembro Azul no país, tendo como inspiração o movimento australiano Movember (Moustache/November, em livre tradução Bigode/Novembro) e a campanha internacional Outubro Rosa, para o câncer de mama.

Mesmo com as constantes campanhas de prevenção e alerta para a realização dos exames que podem detectar o câncer de próstata em estágio inicial, muitos homens com idade a partir de 45 anos ainda relutam em seguir as recomendações do rastreamento. O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens brasileiros, atrás apenas do câncer de pele. Anualmente, o país registra cerca de 68 mil novos casos e 13 mil mortes causadas pelo tumor.  Falta de informação, preconceito e vergonha são algumas das razões que levam o público masculino a deixar de lado procedimentos simples, rápidos, indolores e fundamentais para identificar a doença em estágio inicial. O tratamento para quem identifica precocemente o câncer de próstata chega a índice de cura de até 90%.

A presidente do LAL lembra que milhares de homens ainda deixam de realizar os exames preventivos por preconceito, por falta de informação ou pela correria do dia a dia. Segundo ela, a participação e o apoio da mulher são muito relevantes porque é ela quem incentiva seu companheiro, seu pai, seu familiar ou seu amigo a fazerem seus exames preventivos. “Por este motivo, o Novembro Azul é um movimento que visa atingir a população de modo geral, mostrando como é importante cuidar da saúde”.

Ao longo dos anos, o Novembro Azul tornou-se uma ação de domínio público e passou a ser incorporada por outras ONGs, empresas privadas e pelo público, engajando milhões de pessoas. Atualmente, é a maior campanha de combate ao câncer de próstata do Brasil.  Neste ano, o Novembro Azul terá ainda mais visibilidade, pois será veiculada um campanha em diversos canais de TV aberta e por assinatura; emissoras de rádio; mídia impressa e mobiliário urbano. O tema da campanha, criada pela agencia paulista 4/12, é “A vida não e um jogo”, associando a ele várias mensagens de incentivo para que os homens cuidem da saúde e façam os exames preventivos.

Ação já alcançou 100 milhões de pessoas

Para se ter uma ideia de sua grandiosidade, as ações promovidas pelo Instituto Lado a Lado pela Vida em 2017 atingiram cerca de 100 milhões de pessoas em todo o Brasil. Foram mais de 460 ações como iluminações de prédios e monumentos, palestras, ações em locais de grande circulação de pessoas como estádios, autódromos, shoppings centers e apoios de instituições e personalidades alertando para a importância da realização de exames preventivos. A campanha chegou até mesmo na Times Square, em Nova Iorque, com exibição de um banner em um de seus principais e mais famosos painéis iluminados.

“Números assim refletem o crescimento da campanha e tornaram o Novembro Azul uma referência na missão de orientar a população masculina a cuidar melhor da saúde, impulsionando o movimento a entrar para o calendário nacional de prevenção”, comemora a presidente do LAL.

Câncer de próstata

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), estima-se que em 2018 surjam 68.220 novos casos da doença.

O câncer de próstata é normalmente detectado inicialmente pelos exames de nível de PSA no sangue e pelo toque retal. Em alguns casos, pode também ser recomendável realizar ressonância magnética e a biópsia, que confirma a presença do câncer.

As chances de cura estão diretamente relacionadas ao estágio em que a doença for diagnosticada. Nos estágios iniciais da doença, quando está localizada e não apresenta metástase, é possível remover a próstata e as células do cancerígenas, com grandes chances de cura. Estima-se que 90% dos casos podem ser curados se diagnosticados precocemente.

Após o diagnóstico positivo, o homem deve conversar com seu médico e também procurar um oncologista de confiança, para que possam decidir juntos pelo melhor tratamento.


 

Exposição “Novembro Azul” incentiva prevenção do câncer de próstata

Quadros são retratos de homens que enfrentaram a doença e estarão expostos no Espaço Cultura do Edifício Maringá, da CAA/PR, a partir do dia 13 de novembro

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens e de acordo com estimativas do INCA – Instituto Nacional do Câncer, em 2018, serão registrados 68 mil novos casos da doença no Brasil e, aproximadamente, 14 mil mortes. Para alertar o público masculino sobre a importância do autocuidado, novembro foi escolhido como o mês da conscientização sobre a neoplasia. Simbolizado pela cor azul, o movimento é mundial e prioriza ações visando à realização de exames para diagnóstico precoce e redução da mortalidade.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda o rastreamento do câncer de próstata (PSA e toque retal), anualmente, para todos os homens dos 50 aos 75 anos. A instituição também informa que negros ou com história familiar, pai ou irmão com câncer de próstata, apresentam maior risco de desenvolver a doença, e devem iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos. Alguns desses tumores podem se desenvolver de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva até 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Arte incentiva a prevenção

Durante o Novembro Azul, Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná promove uma série de ações em defesa da saúde do homem e contra o câncer de próstata. Uma delas é a exposição “Novembro Azul”, da artista visual Lilian Cunha, que será aberta em 13 de novembro, às 18h30, no Espaço Cultura do Edifício Maringá, no centro de Curitiba. Com cinco quadros, criados pela técnica acrílica sobre tela com dimensões 90cm X 70cm, a mostra apresenta retratos de homens da família da artista que enfrentaram a doença.

Lilian Cunha assinala que pretende com a exposição enfatizar a importância do diagnóstico precoce da doença. “Quatro dos cinco retratados foram vítimas fatais do câncer de próstata devido à descoberta tardia”, observa. Para ela, os trabalhos têm a intenção de evocar um sentido mais afetivo, “pois é uma oportunidade de homenagear esses homens que, apesar de anônimos ao grande público, fazem ou fizeram parte da história da minha vida”, sublinha a artista.

Formada em artes visuais com especialização em metodologia do ensino de arte e em arte, terapia e ensino, Lilian é professora de arte na rede pública estadual do Paraná, e optou pelo gênero do retrato e de temas religiosos para desenvolver os trabalho, e denomina seu estilo como “Realismo Místico ou Transcendente”. O portfólio da artista traz a série de autorretratos “Cores Litúrgicas”. As pinturas de temas religiosos permeiam todo o percurso poético da artista. Retratos de santos, da Virgem e de Jesus Cristo, além de fazerem parte de suas vivências desde “Com os rostos de santos e santas, compartilho também meus próprios anseios e indagações acerca da vida humana inserida no mistério da cristificação”, explica.

Informações: liliancunhaartista.wix.com/pintura-realista


 

Novembro Azul terá ação em 8 de novembro na Linha 5-Lilás, em São Paulo (SP)

Ação da campanha idealizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida ocorrerá nas estações Adolfo Pinheiro e Largo Treze, com objetivo de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata

A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linhas 5-Lilás de metrô de São Paulo e Linha 17-Ouro de monotrilho, em apoio ao Instituto Lado a Lado pela Vida, idealizador do Novembro Azul, recebe em 8 de novembro, das 10h às 15h, ação para conscientização do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Este ano, a ação será inspirada no tema “A vida não é um jogo”.

Na ocasião, homens vestidos de jogadores e juízes de futebol circularão nas estações Largo Treze (das 10h às 12h) e Adolfo Pinheiro (das 13h às 15h) e irão interagir com os passageiros e, de forma lúdica, mostrarão o cartão azul que faz o alerta sobre a importância do homem se cuidar. “Nosso objetivo é desmistificar o diagnóstico desta doença, já que milhares de homens deixam de fazer o exame de toque retal devido ao tabu que ainda persiste”, afirma Marlene Oliveira, presidente do LAL.

A iniciativa também oferecerá aos passageiros da linha o serviço de aferição da pressão arterial, além de distribuir materiais de divulgação com informações sobre o câncer de próstata, as formas de prevenção e as consequências da doença.


 

Novembro Azul: câncer não é único inimigo da próstata; especialistas alertam para outras doenças

Além da prevenção ao câncer de próstata, campanha quer incentivar os cuidados com a saúde e a prevenção de doenças com a incontinência urinária que atinge 10 milhões de brasileiros

A Campanha Novembro Azul foi criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, com o objetivo de incentivar o cuidado masculino com a saúde, levando-se em consideração as doenças mais comuns nos homens, que acometem a próstata: hiperplasia benigna prostática (HBP), câncer de próstata e a prostatite.

Mas não são só essas doenças que devem preocupar os homens e por isso, a campanha reforça a importância das consultas periódicas ao urologista e dos exames preventivos.

Incontinência urinária: atenção ao funcionamento da bexiga

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incontinência urinária atinge 10 milhões de brasileiros de todas as idades, mas principalmente a população idosa. A incontinência urinária acomete cerca de 50% dos homens que passam por uma cirurgia de câncer de próstata, pois o procedimento pode afetar o esfíncter – músculo que controla o fluxo da urina.

A incontinência é considerada o “câncer social”,  por dificultar a vida social e sexual do paciente.  Além do medo de deixar a urina escapar no parceiro ou de expor o uso de fraldas, o odor da urina torna algumas pessoas constrangidas em manter uma vida sexual ativa.

“A avaliação de um urologista é fundamental para a prevenção da incontinência urinária. Com uma boa avaliação do sistema urinário é possível escolher um tratamento acertado e prematuro, que pode prevenir danos maiores ao paciente no futuro e evitar doenças de bexiga como cistite ou câncer de bexiga”, afirma o urologista Clayton Bellei, da rede Unimed Volta Redonda.

O urologista explica que existem tratamentos específicos para cada tipo de incontinência – desde fisioterapia de reabilitação do assoalho pélvico, tratamentos medicamentosos, ou tratamentos cirúrgicos. No Brasil, existem duas cirurgias disponíveis: implantação de Sling, que funciona como uma tipóia, que sustenta o canal da urina ou implantação de um esfíncter artificial, que é um pequeno anel em volta da uretra, totalmente contido no corpo e imperceptível, que passa a ser o responsável pelo controle da urina.


 

Inovações no diagnóstico e tratamento do câncer de próstata

O câncer de próstata é a segunda causa de mortes entre os homens no Brasil e no mundo. Novos diagnósticos e tratamentos estão surgindo, mas o mais importante é que os homens vençam as resistências e façam os exames preventivos

Novos e importantes avanços no diagnóstico e tratamento do câncer de próstata foram apresentados na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínicas (ASCO), este ano em Chicado, EUA, reunindo mais de 32 mil profissionais da saúde de todos os continentes.

Segundo o oncologista Bruno Conte, do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, maior centro privado ambulatorial no atendimento privado do câncer no país, pesquisadores de instituições de Dublin, na Irlanda, e do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, nos EUA, incorporaram à tradicional medição de PSA, o uso de sondas e técnicas de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética e tomografias ósseas. Foi realizada uma revisão de todos os pacientes encaminhados pela instituição norte-americana, que passaram por exames de PET-CT e PSMA. O PET-CT é a fusão de dois exames conhecidos: o PET-scan (tomografia por emissão de pósitrons) com uma tomografia computadorizada.

Os exames de imagem foram realizados com o uso de uma substância farmacológica semelhante a um contraste, que é absorvida somente por células cancerosas, concentrando-se nos tumores. Dessa forma, é possível rastrear todo o corpo do paciente para identificar a existência de um câncer.

Os resultados permitiram um monitoramento mais eficaz e um tratamento efetivo, que mudou o tratamento dos pacientes e permitiu sua sobrevida.

No entanto, Bruno Conte explica que tais exames só devem aplicados em pacientes que, nos exames de controle , apresentam taxas elevadas de PSA.

Estima-se que dentro dos 10 primeiros anos desde o tratamento inicial do câncer de próstata, até 40% dos pacientes que realizaram protesctomia radical e 50% dos submetidos à radioterapia irão desenvolver recorrência da doença. Embora o monitoramento dos níveis de PSA, os antígenos específicos da próstata que indicam se há câncer informe sobre as chances de recorrência, ela não diz exatamente onde a doença pode voltar, o que é um verdadeiro dilema médico.

Com a nova técnica diagnóstica, revela Conte, consegue-se detectar a localização de eventuais metástases do câncer de próstata. “Isso porque quando o PSA começa a subir, o médico se pergunta, por exemplo, se a recidiva está localizada na região da próstata, nos ossos, em linfonodos etc. O PET-CT de PSMA consegue discriminar onde está a doença, quando mostra uma alteração em alguma área do corpo, uma biopsia localizada pode comprovar que aquele é o local da recidiva, permitindo ao médico decidir se irradia localmente o tumor”, explica o oncologista do Hemomed.

Diretrizes adotadas pela Sociedade Brasileira de Cancerologia e do American Cancer Society indicam a realização dos exames do toque retal e o exame de PSA para todos os homens a partir dos 50 anos anualmente. E a partir dos 45 anos quando há histórico familiar. Segundo Ricardo Antunes, cirurgião oncológico e presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia,estes simples procedimentos, associados, podem garantir o diagnóstico precoce e afastar dois grandes fantasmas que aterrorizam os homens: a disfunção erétil e a incontinência urinária.

Avanços no tratamento

A estimativa do Inca- Instituto Nacional do Câncer – é que o Brasil tenha 61 mil novos casos de câncer de próstata por ano. São 13 mil mortes por ano e no mundo são registrados 1,1 milhão de novos casos por ano com 300 mil mortes anualmente.

Foi aprovado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a indicação terapêutica do Xtandi (enzalutamida), medicamento para o tratamento do câncer de próstata não metastático, resistente à castração. O remédio será comercializado na concentração de 40 miligramas (mg) em cápsulas gelatinosas.

A Anvisa informou que os estudos realizados pelo fabricante apontam que o Xtandi conseguiu a melhora na sobrevida do paciente livre de metástases. Os testes realizados indicaram que o Xtandi reduziu em 70,8 % o risco de agravamento da doença, comparado ao placebo. O efeito da enzalutamida aumentou a mediana de sobrevida livre de metástases em 36,6 meses, comparado àquela do grupo placebo, de 14,7 meses, uma diferença de 21,9 meses.

O produto foi registrado na Anvisa desde dezembro de 2014, tendo a indicação sido aprovada como antineoplásico, para o tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração, em adultos que são assintomáticos ou pouco sintomáticos, depois de falha na terapia de privação androgênica. Seu uso também foi aprovado para tratamento de câncer de próstata metastático, resistente à castração, em homens que já receberam terapia com docetaxel.

No Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, são atendidos cerca de 10 mil casos de câncer de todos os tipos por mês, sendo que a incidência do câncer de próstata alcança 25 a 30% do total de pacientes.

Bruno Conte explica que o novo medicamento está sendo aplicado com sucesso nos paciente do Hemomed com alta resolubilidade e aumento da sobrevida e da qualidade de vida.

Novembro azul jogando contra o câncer

Trata-se de um evento promovido pelo Hemomed para chamar a atenção da opinião pública para a prevenção e o combate do câncer de próstata.

Pacientes oncológicos e seus familiares participarão da ação, que inclui uma palestra do oncologista Hélio Pincwosky sobre câncer de próstata e novos avanços no tratamento e apresentação do acústico da  banda de rock Wadenstroms , formada por três médicos oncohematologistas do Hemomed.


 

Câncer de próstata tem 90% de chances de cura quando descoberto no início

Neste mês, marcado pela campanha ‘Novembro Azul’, o oncologista do COT, Dr. Fernando Maciel, faz um alerta sobre a importância de os homens estarem mais atentos à saúde preventiva

Não falar sobre o assunto. De uma forma geral, essa ainda é a escolha feita por milhares de homens no Brasil quando o tema é o exame de toque retal, principal fator de prevenção ao câncer de próstata. O preconceito e o descuido com a saúde é o que impede o diagnóstico precoce da doença, que tem 90% de chances de cura quando descoberta no início. Neste mês, marcado pela campanha ‘Novembro Azul’, que busca ampliar esta conscientização, o oncologista do Centro Oncológico do Triângulo, Dr. Fernando Maciel, destaca a importância de os homens estarem mais atentos à saúde preventiva.

Com estimativa de surgimento de 68.220 novos casos até o fim de 2018, o câncer de próstata é considerado o segundo tipo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA), que aponta ainda que 95% dos homens ainda tem preconceito com o exame de toque retal. Associado à dosagem de PSA no sangue, o exame preventivo pode identificar a doença em fase inicial, aumentando as chances de cura.

Para o oncologista do COT, Dr. Fernando Maciel, é preciso desmistificar o preconceito e ampliar a conscientização dos homens no cuidado com a saúde preventiva. “De forma geral, os homens se cuidam menos e, na maioria dos casos, só procuram o atendimento médico quando apresentam problemas mais graves. A maior parte dos diagnósticos de câncer de próstata são descobertos já em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura. Por isso, é importante que a família participe desta conscientização para que o homem tenha o hábito de realizar exames preventivos e cuide melhor da saúde”, destaca o oncologista.

Sintomas e diagnóstico

O câncer de próstata não apresenta sintomas na fase inicial, o que faz com que 95% dos casos sejam descobertos já em estágio avançado. Nesse estágio, o tumor pode apresentar sintomas como dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen. De acordo com o Dr. Fernando Maciel, antes mesmo de identificar qualquer sintoma, homens com idade a partir dos 50 anos devem realizar a prevenção por meio do exame de toque retal e PSA. Homens que possuem fatores de risco, como histórico familiar de câncer de próstata em parentes de primeiro grau, obesidade ou pele negra, devem iniciar a prevenção mais cedo, a partir dos 45 anos.

O oncologista também alerta para a importância da adoção de hábitos saudáveis, que também contribuem para a prevenção não apenas do tumor de próstata, mas também do câncer de uma forma geral. “Além dos exames preventivos, a adoção de hábitos mais saudáveis contribui para a prevenção de diversos tipos de tumor. A indicação é ter uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal, fazer no mínimo 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar”, afirma o Dr. Fernando Maciel.


 

Detecção precoce do câncer de próstata aumenta em 90% a chance de cura

Especialistas da Central Nacional Unimed alertam que a partir dos 50 anos os homens devem iniciar monitoramento e exames

Especialistas da Central Nacional Unimed – maior operadora de planos de saúde do Sistema Unimed – reforçam que, quando descoberto no início, o câncer de próstata tem 90% de chances de cura. Principal tipo de câncer entre os homens, no Brasil, 68 mil novos casos são registrados por ano.

Dieta equilibrada, controle do peso corporal e prática de exercícios físicos são fundamentais na prevenção. “É preciso considerar que de nada adianta realizar excesso de exames e continuar com hábitos de risco. Pesquisas já mostraram que aproximadamente 30% dos diversos tipos câncer estão relacionados a hereditariedade. Cerca de 50% estão atrelados aos hábitos de vida, sendo que os demais se relacionam a causas diversas, como o rápido envelhecimento populacional”, afirma Dra. Gláucia Berreta Ruggeri, diretora médica da Central Nacional Unimed.

A médica orienta o autocuidado com reeducação alimentar equilibrada, sem restrições exageradas. Portanto, não fumar, evitar o consumo nocivo do álcool e praticar exercícios físicos são atitudes com impactos confirmados pela ciência. As orientações também incluem gerenciar o peso corporal com uma alimentação saudável, evitar o consumo excessivo de carne animal, preferindo verduras, legumes e frutas.

Diagnóstico precoce salva vidas

O câncer de próstata tem 90% de chances de cura quando é diagnosticado precocemente. Por isso, além dos cuidados com a prevenção, é preciso haver monitoramento. Homens com idade entre 45 e 50 anos devem frequentar regularmente o urologista para realizar exames de detecção precoce.

Homens negros, descendentes ou que tiverem parentes de primeiro grau (avô, tio, irmão) diagnosticados, devem iniciar monitoramento desde os 45 anos. “Os exames podem salvar vidas e são realizados de forma rápida e indolor por meio do PSA (exame sangue) e toque retal”, reforça Dra. Gláucia.

“Chama atenção que, mesmo sendo uma doença com tratamento e cura, o câncer de próstata ainda é responsável pela segunda maior causa de mortalidade entre os homens. Em geral 60% dos casos já chegam com a doença em estágio avançado, com sintomas importantes”, explica.

Dentre os principais sintomas mais aparentes estão dor ou ardor ao urinar ou ejacular, sensação de bexiga cheia mesmo depois de ter ido ao banheiro, diminuição da força do jato ou aumento da frequência para fazer xixi. Os sintomas incluem também dores na lombar, abaixo do umbigo ou na região entre testículos e ânus.


 

Hospital do Homem completa dez anos e comemora Novembro Azul com mutirão

Força tarefa faz parte da campanha anual para conscientização sobre o câncer de próstata

O Centro de Referência em Saúde do Homem está completando dez anos de serviços prestados à população em 2018. Localizado no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde gerenciada em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, o “Hospital do Homem” realizará, em comemoração à data, um mutirão de atendimento para pacientes diagnosticados com câncer de próstata no dia 10 de novembro.

No total, a unidade pretende atender 300 homens, que aguardam por atendimento em unidades básicas de saúde e serão encaminhados para inserção na linha de tratamento da unidade pelo sistema CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde). Esta é uma das ações que fazem parte da campanha anual Novembro Azul, que tem como objetivo a conscientização do homem quanto à saúde e prevenção ao câncer prostático.

“Esse tipo de campanha é importantíssimo. Além disso, fazer os exames preventivos propicia o diagnóstico precoce, com maior chance de cura e tratamentos menos invasivos”, explica Cláudio Murta, urologista e coordenador do Centro de Referência. De acordo com o especialista, ainda há um grande número de pessoas que precisam de informações sobre o assunto. “É necessário que se quebre a barreira do preconceito que ainda existe sobre os exames e cuidados com o câncer de próstata. Muitos homens chegam ao ambulatório tardiamente, alguns já com câncer em estágio avançado, o que poderia ser evitado se houvesse acompanhamento preventivo”, completa.

Além do mutirão, o hospital conta com decoração especial para chamar a atenção para a campanha e funcionários, pacientes e acompanhantes receberão orientações durante todo o mês de novembro por meio de panfletos e conversas com a equipe de enfermagem. No dia 23, um ciclo de palestras com médicos, nutricionistas e fisioterapeuta abordará temas como a importância da prevenção, alimentação saudável e a prática de exercícios (confira a programação completa abaixo).

Os médicos ressaltam, ainda, alguns hábitos que podem contribuir com a prevenção do câncer, como: cuidar do peso com alimentação saudável, rica em frutas e fibras; não fumar; fazer check-up anualmente com urologista; praticar 30 minutos de atividade física diariamente; não abusar de bebidas alcoólicas e diminuir o consumo de carne vermelha.

Centro de Referência em Saúde do Homem

A unidade já soma 33.810 cirurgias para retirada de câncer de próstata e 142.152 consultas desde 2009. Recebeu em 2017 o mais moderno equipamento para tratamento do câncer prostático do país – o High Frequency Ultrassound (Hifu) Focal One, único no SUS, adquirido por R$ 3,1 milhões, e que já atendeu 175 homens, em procedimentos rápidos que podem durar até uma hora. Complicações como incontinência urinária, impotência ou infecções, comuns em cirurgias convencionais, são praticamente nulas.

O Centro de Referência em Saúde do Homem, localizado no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, fica na avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2651, Cerqueira César, na capital paulista.

Agenda – Novembro Azul

10/11 – Mutirão de atendimento – das 8h às 13h

23/11 – Ciclo de Palestras com especialistas do “Hospital do Homem” – das 13h às 15h50

·         13h – Abertura: Dr. Otávio Monteiro Becker Jr., diretor do hospital

·         13h30 – “Meditação e saúde”: Dr. Richard Rigolino, psiquiatra e coordenador do programa Mindfulness

·         14h – “A importância dos cuidados do homem com a saúde e prevenção ao câncer de próstata” – Dr. Vinicius Meneguette, urologista

·         14h30 –  “Importância da fisioterapia na educação em saúde do homem” – Jocimir Alves de Araújo, fisioterapeuta da equipe de Reabilitação

·         15h – Coffee

·         15h20 – “Câncer de pele e proteção solar” – Dra. Anaisa Raddo Venâncio de Souza, dermatologista e especialista em cirurgia dermatológica

·         15h50 – “A alimentação como coadjuvante na prevenção do câncer de próstata” – Cinthia Barbosa de oliveira, nutricionista clínica da Urologia


 

Ponte Preta e Grupo SOnHe se unem em ação contra o câncer de próstata

No jogo de 13 de novembro contra o Curitiba, pacientes que tratam a doença vão participar da entrada dos jogadores no campo; a ação, de cunho social, visa a conscientizar torcedores da importância de realizar os exames preventivos

Serão 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil entre 2018 e 2019. Dos 68 mil pais de família, tios, irmãos, avôs, colegas de trabalho que serão diagnosticados pela doença, 13.772 vão falecer em decorrência da doença, de acordo com as estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Para reduzir esses números, a Ponte Preta se uniu ao Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia e no jogo das 21h30 de 13 de novembro, contra o Curitiba no Majestoso, participa de uma das ações da campanha “Papo de Homem: saúde também faz parte”, liderada por médicos oncologistas para conscientizar a população da importância de realizar os exames preventivos e de não deixar de procurar um médico.

Para chamar a atenção dos torcedores, os jogadores vão entrar em campo com o tradicional lacinho do Novembro Azul na camisa e serão acompanhados de pacientes que lutam contra o tumor – que é o primeiro mais comum entre os homens, excluindo o de pele. “A Ponte Preta sempre se empenha em ações sociais importantes para a sociedade e, assim como sempre fazemos no Outubro Rosa, contra o câncer de mama, não poderíamos deixar de ajudar agora na luta contra um tipo de câncer que atinge diretamente a população masculina. Assim como esporte é saúde, o futebol pode ser também uma ferramenta de conscientização”, diz Eric Silveira, diretor de marketing da Macaca.

De acordo com o CEO do Grupo SOnHe, o oncologista André Sasse, a prevenção e diagnóstico precoce sempre será a melhor solução para a população do sexo masculino. “Os homens não podem ter preconceito com os exames, a chance para a cura da doença é o diagnóstico precoce; quanto mais cedo descobrir, maior a probabilidade de ser totalmente curado”, afirma o médico.


 

Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia alerta sobre importância da conscientização do câncer de próstata

O Huapa – Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia (GO) Cairo Louzada, da SES – Governo de Goiás, por meio do seu Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt), realiza no dia 12 de novembro, no auditório da unidade, palestra em alusão à campanha “Novembro Azul” ministrada pelo médico do trabalho do hospital, Alibert de Freitas Chaves. O objetivo do evento, que é voltado para os colaboradores, é desmistificar sobre os exames preventivos de câncer de próstata e alertar os presentes, principalmente homens, sobre a importância do diagnóstico precoce da doença. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é de que de janeiro de 2018 até o fim do ano, Goiás terá cerca de 2.210 casos de câncer de próstata.


 

A importância da prevenção do câncer de próstata

Novembro azul reforça a atenção à saúde do homem

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), o Brasil deve ter mais de 68 mil casos novos de câncer de próstata para cada ano do biênio 2018-2019. Em escala global, as projeções mostram um aumento de 80% dos casos da doença nos próximos 10 anos. “Ter o novembro azul como referência para falar da doença é extremamente válido, mas precisamos destacar que o homem precisa cuidar da sua saúde como a mulher já o faz por meio dos exames de rotina, todos os anos”, afirma o Dr. Paulo Maron, urologista do Leforte Oncologia.

De acordo com o médico, o avanço da idade é um fator de risco para a doença. Por isso, a prevenção deve começar aos 50 anos. Mas, no caso de histórico familiar, é indicada 5 anos antes, ou seja aos 45.

Em estágio inicial o câncer de próstata não possui sintomas, o que aumenta a necessidade de dois exames: toque retal (palpação da superfície da próstata para detectar nódulos suspeitos) e o exame de sangue dosando o PSA (antígeno prostático-específico), substância produzida normalmente pela próstata, mas com concentrações maiores quando o câncer está presente. “A recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia é fazer os dois, pois o diagnóstico de um não elimina o outro”, afirma.

Estudos comprovam que atividade física, peso adequado à altura, redução de consumo de álcool e cigarro, somados a uma alimentação balanceada rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais contribuem para a redução do risco da doença.

“Buscar ser saudável é bom para a saúde como um todo e não seria diferente neste caso. No entanto, como aqui temos a questão do avanço da idade como um fator de risco, é preciso atuar fortemente na prevenção, pois as chances de cura estão diretamente relacionadas ao estágio em que a doença foi diagnosticada”, finaliza o urologista.


 

Futebol solidário em prol do HCP aconteceu neste sábado

Amistoso beneficente aconteceu em 10 de novembro no Hotel Sheraton Paiva. Todo o valor arrecadado com os produtos e serviços comercializados no dia será destinado para o Hospital de Câncer de Pernambuco

Para marcar o Novembro Azul, mês de conscientização na prevenção do câncer de próstata, a Lucilo Maranhão Diagnósticos promoveu uma ação beneficente em prol do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). No sábado (10), aconteceu uma amistosa partida de futebol no campo do Hotel Sheraton Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho. A entrada foi gratuita e aberta ao público.

Além de vestir a camisa da prevenção, os times prestigiaram um bate-papo sobre saúde masculina com os médicos urologistas Dimas Antunes e Renan Eboli. O evento também contou com a parceria da cervejaria DeBron Bier, Harley-Davidson, Pontual Turismo, Ecohus, A3 Design, Noha Shoes, Trois Barbearia, Studio Mobli, Clínica Pele e Sigla. O buffet, que foi doado para o evento, levou assinatura do chef português Fernando Fonseca, responsável pelo menu dos restaurantes do Hotel Sheraton Reserva do Paiva.

Na ocasião, ainda houve um leilão de capacetes exclusivos da Harley-Davidson, confeccionados especialmente para a ação. Todo o valor arrecadado com os produtos e serviços comercializados durante o evento será destinado para o HCP.


 

Hospital Estadual de Bauru abre suas portas para orientações sobre saúde do homem

Urologista Ricardo Eidi Itao fará palestra em 13 de novembro. Evento é aberto à comunidade

Em alusão ao novembro azul, mês de conscientização sobre o câncer de próstata, o Hospital Estadual de Bauru (SP), unidade estadual sob gestão da Famesp, abre suas portas à população para orientações sobre saúde do homem. A palestra está marcada para a terça-feira (13), às 14h, no auditório Sírius do HEB. Quem dará as orientações é o médico urologista Ricardo Eidi Itao, especialista do Hospital. Interessados em participar não precisam se inscrever. O Hospital Estadual de Bauru fica na avenida Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, 1-100, Geisel, Bauru.

O câncer e a campanha

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). O aumento observado nas taxas de incidência no país pode ser em partes justificado pela evolução dos métodos de diagnósticos, pela melhoria na qualidade das informações e pelo aumento na expectativa de vida. Ainda de acordo com o órgão, em 2018, a estimativa é de 68.220 novos casos registrados. De acordo com o Ministério da Saúde, a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, é recomendado que homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, procurem o urologista para avaliação clínica e exames. O exame de toque retal permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos. Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal.

No mês de novembro diversas entidades realizam ações cujo objetivo é conscientizar a sociedade, em especial os homens, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata.


 

Hospital São Camilo celebra Novembro Azul com iluminação e ações especiais

Palestras para funcionários, iluminação das Unidades e ativação nas redes sociais fazem parte da campanha

Para celebrar o Novembro Azul, mês mundial de combate ao câncer de próstata, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo realiza ações internas e externas para reforçar a conscientização da doença. O público geral pode conferir as quatro Unidades – Pompeia, Santana, Granja Viana e Ipiranga – iluminadas de azul e nas redes sociais, como Facebook, Instagram, Linkedin e Twitter, o post de vídeo para conscientização e atenção à saúde do homem.

Já nos hospitais, serão promovidas palestras sobre câncer de próstata e publicações em veículos de comunicação interna para os funcionários, além de distribuição de informativos para pacientes.

O objetivo da campanha é reforçar a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença para a sociedade. De acordo com o INCA, Instituto Nacional de Câncer, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens – atrás apenas do câncer de pele não-melanoma.


 

Urologista do HCor alerta: não espere sintomas para fazer exames de próstata

Pessoas com antecedentes familiares de neoplasia prostática e raça negra tem maior predisposição e devem iniciar o checkup prostático já aos 40 anos

A incidência do câncer de próstata estimada pelo INCA em 2017 está ao redor de 60 mil casos novos. Trata-se do segundo tumor mais frequente entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. Habitualmente, o câncer de próstata é assintomático. Em fases muito avançadas, o paciente pode apresentar dificuldade para urinar, sangramento na urina e sintomas decorrentes da neoplasia avançada, como insuficiência renal e dores ósseas. Estima-se que quando os sintomas começam a aparecer, 95% dos casos já estão em fase adiantada. Com o avançar da idade, a incidência da doença aumenta, atingindo 80% dos homens com mais de 80 anos. Quando o tumor é diagnosticado precocemente, ou seja em estágios iniciais e restrito à próstata, a probabilidade de cura atinge 90% dos casos.

“Pessoas com antecedentes familiares de neoplasia prostática e raça negra tem maior predisposição e devem iniciar o check-up prostático já aos 40 anos. Para o restante dos homens, pode-se começar a investigação entre 45 e 50 anos”, afirma o urologista do HCor, Dr. Antonio Correa Lopes Neto.  Este check-up consta da dosagem do PSA (antígeno prostático específico) no sangue e exame de toque prostático visando avaliar consistência e presença de nódulos na glândula. “Normalmente, solicita-se também ultrassonografia das vias urinárias e próstata”, esclarece.

Novembro Azul

A Campanha Novembro Azul, que incentiva o público masculino a realizar um check-up preventivo para investigar os riscos do câncer de próstata, vêm ganhando cada vez mais relevância no calendário nacional de saúde. Apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos tumores de maior incidência entre os homens no Brasil e no mundo, o câncer de próstata acomete um em cada seis homens acima dos 40 anos. Em cerca de 60% dos diagnósticos o paciente apresenta lesões mais agressivas.

Isso porque em quase todos os casos, a doença demora a se manifestar. “Não há sinais e nem alterações clínicas significativas que podem levantar alguma suspeita. A ausência de sintomas camufla o surgimento e o crescimento do tumor. Como não sentem nada, muitos homens não procuram o urologista, fazendo com que o diagnóstico seja realizado tardiamente”, revela. “É importante reforçar que a consulta preventiva deve ocorrer a partir dos 40 anos, principalmente em homens com antecedentes familiares, pele negra e obesos, que são os principais fatores de risco relacionados a este tipo de tumor”, alerta o Dr. Antonio Correa Lopes Neto, do HCor.

Diagnóstico precoce

Flagrar a doença em fase inicial possibilita que o tratamento tenha êxito em 9 entre 10 casos. Com o avanço da medicina, os exames e o tratamento vêm se tornando cada vez menos invasivos e mais precisos. Como resultado, as taxas de cura em pacientes com doença precoce podem chegar até a 90% e com melhores índices de sobrevida. “Os dois grandes aliados na detecção precoce do câncer são o exame de toque e a dosagem de PSA – substância produzida pela próstata e cujo aumento no sangue denuncia problemas na glândula. Em alguns casos, são indicados exames de ressonância magnética multiparamétrica e biópsia prostática para o diagnóstico”, destaca Dr. Neto.

Próstata em números

  • É o segundo tipo de câncer mais frequente em homens
  • Cerca de 10% dos homens, após os 50 anos, desenvolvem a doença
  • 60 mil novos casos de câncer de próstata são diagnosticados por ano no Brasil
  • Em fase inicial, as chances de cura chegam a 90%
  • Quando alguns sintomas começam a aparecer, 95% dos tumores já estão em fase avançada
  • São registrados quase 14 mil óbitos anualmente.

 

Faculdade de Medicina do ABC participa do VI Congresso Internacional de Oncologia

No mês do Novembro Azul, tumores de próstata, rim e bexiga foram temas da conferência realizada no Rio de Janeiro

Realizado nos dias 9 e 10 de novembro no Rio de Janeiro, o Congresso Internacional de Oncologia da Rede D’or é o maior evento de oncologia de hospital privado do país, que reuniu diversas áreas médicas. No mês que se realiza a Campanha Novembro Azul, o câncer de próstata, bexiga e rins foi um dos destaques do debate.

Além da programação de urologia, o evento contou com a participação de diversas especialidades médicas que participam no tratamento de paciente com câncer como, oncologia, mastologia, ginecologia, patologia, radiologia, genética, entre outras. Os dois dias de programação científica trataram temas relevantes e atuais de todos os tumores do corpo humano.

A sessão de carcinoma urotelial teve como coordenador o Prof. Dr. Marcos Tobias Machado, especialista na área de uro-oncologia com publicações importantes sobre BCG e cistectomia laparoscópica, e participação do Dr. Oseas de Castro Neves, assistente do setor de uro-oncologia da FMAC – ambos professores da Faculdade de Medicina do ABC.

O programa discutiu temas importantes como o tratamento do câncer de bexiga refratário ao BCG, quimioterapia neoadjuvante a cirurgia, terapia multimodal de preservação da bexiga e aspectos técnicos da cistectomia.

Sobre as diversas modalidades de tratamento apresentadas, Dr. Marcos Tobias explica que a maior novidade de impacto foi o emprego da imunoterapia no tratamento da doença metastática. “Os resultados iniciais são impressionantes, trazendo uma nova esperança no tratamento destes tumores”, afirma.


 

Câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens e evolui silenciosamente

Ausência de sintomas no estágio inicial da doença alerta para a importância de exames e diagnóstico precoce. Grupos de maior risco são indivíduos da raça negra ou com histórico familiar de câncer de próstata

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, responsável pela secreção de substâncias que constituem o sêmen. Além de doenças benignas, ela pode ser acometida por câncer. De acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens – atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Em valores absolutos e considerando ambos os sexos, é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens. Além disso, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 3/4 acontecem a partir dos 65 anos.

Segundo o Dr. Caio Cintra, urologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, por se tratar de uma doença normalmente sem sintomas nos estágios iniciais – justamente quando a chance de cura é alta – o rastreamento e o diagnóstico precoce são fundamentais para um tratamento bem-sucedido. “Ao invés de outras condições benignas que acometem a próstata e que normalmente se manifestam por meio de alterações urinárias, o câncer costuma ter evolução silenciosa e, se descoberto em estágio elevado, dificulta o sucesso no tratamento”, conta.

Desta forma, a Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens, a partir dos 45 anos de idade, façam os exames de rastreamento uma vez por ano. “Com exceção de indivíduos da raça negra ou com parentes de primeiro grau que tiveram a doença, pois constituem grupos de risco para a ocorrência e desenvolvimento. A recomendação nestes casos é que inicie um pouco antes, aos 40 anos”, ressalta o urologista. Os principais fatores de risco para o câncer de próstata são obesidade, níveis elevados de gorduras no sangue – como colesterol e triglicérides, consumo exagerado de alimentos gordurosos e predisposição genética.

Para detectar a doença, as avaliações mais comuns são o exame físico (toque retal) e de sangue (antígeno específico da próstata, conhecido como PSA). Só após esses resultados é avaliada a necessidade ou não de prosseguir com a investigação, que vai afastar ou comprovar a existência do câncer. “É importante reforçar que o diagnóstico preciso só é possível por meio do exame digital, uma vez que cerca de 20% dos tumores podem não ser detectados pela amostra de sangue (PSA)”, explica o médico.

A boa notícia é que novas tecnologias têm sido incorporadas no rastreamento e tratamento do câncer de próstata. “Hoje em dia, contamos com o exame de ressonância nuclear magnética multiparamétrica de próstata e biópsias por fusão de imagem, que têm ajudado a selecionar candidatos reais à investigação invasiva e a indicar o melhor tratamento com diagnóstico preciso. Além disso, novas modalidades de quimioterapia e hormonioterapia oral têm sido utilizadas para tratar a doença, melhorando os índices de resposta e sobrevida”, finaliza o especialista.


 

17 de novembro: Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, o mais frequente entre os homens da cidade de São Paulo

São estimados cerca de 68,2 mil novos casos no Brasil em 2018, 4,2 mil só no município de São Paulo

O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata é lembrado em 17 de novembro, com o objetivo de conscientizar os homens sobre a importância do diagnóstico precoce para o segundo câncer mais comum entre os homens no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). A estimativa do instituto é de 68.220 novos casos em 2018.

Na cidade de São Paulo, o câncer de próstata é o mais frequente, seguido do intestinal. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, as estimativas de novos casos para 2018 em homens da capital são de 4.230 de câncer de próstata e 2.040 de câncer de intestino. A taxa de incidência da doença na capital é de 61,71 casos por 100 mil habitantes, e mortalidade de 12,3 por 100 mil habitantes em 2018.

Segundo Tiago Kenji, oncologista do Hospital Santa Paula, de São Paulo (SP), todos os homens acima de 40 anos devem procurar um médico urologista e fazer o exame preventivo anualmente. De maneira geral, os principais sintomas são presença de sangue na urina, necessidade frequente de urinar – principalmente à noite, e dor associada à queimação ao urinar.

“A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos. O aumento da expectativa de vida está completamente relacionado ao crescimento do número de casos ao longo dos anos. Por essa razão, recomenda-se uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal. Além disso, é importante cultivar hábitos saudáveis como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, diminuir o consumo de álcool e não fumar”.

O diagnóstico é por meio do exame clínico (toque retal) combinados com o resultado da dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) no sangue. Para confirmação, é indicada a ultrassonografia pélvica (ou prostática transretal, se disponível). Quando necessário, é feita a biópsia prostática transretal.

Humanização e acolhimento no tratamento 

Existe hoje uma gama muito variada de tratamentos, de acordo com o estágio do tumor. Os mais frequentes são a hormonioterapia, quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

O corpo clínico do Hospital Santa Paula é formado por oncologistas clínicos, onco-hematologistas, radioterapeutas, especialistas em saúde bucal e cirurgiões oncológicos – todos dedicados ao planejamento do tratamento aos diversos tipos de câncer. Os pacientes contam ainda com enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e esteticistas durante todo o período de tratamento.

Em 2013, o hospital passou a contar com um edifício exclusivo para esta especialidade. Em parceria com o Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, inaugurou o Instituto de Oncologia Santa Paula (IOSP), espaço dedicado ao tratamento de pacientes oncológicos. A parceria já realizou aproximadamente 20 mil tratamentos de quimioterapia e 75 mil consultas.

Com o objetivo de oferecer um serviço de interação entre pacientes oncológicos como uma extensão ao tratamento feito no hospital, a gerente de marketing Paula Gallo, do Hospital Santa Paula, participou de muitas reuniões com médicos e pacientes para entender suas necessidades.

“Notei que os pacientes têm uma interação muito forte. Os que estão em tratamento há mais tempo sempre procuram dar força para os recém-diagnosticados. Trata-se de uma característica comum entre eles, esta troca constante e os laços de amizade que se formam na espera do consultório, na quimioterapia e na radioterapia. Isso também é muito comum entre os familiares e acompanhantes”, explica Paula.

Pensando nisso, o Hospital Santa Paula implementou alguns programas de apoio ao paciente. São eles:

Coneccte (www.coneccte.com.br): rede social para pacientes com câncer e seus familiares. Lançada em 2014, tem como objetivo promover a troca de experiências entre pacientes oncológicos e familiares – independente de serem pacientes do hospital. O Coneccte conta ainda com um suporte de informações sobre câncer como o Blog dos Médicos e o Blog do IOSP com conteúdo especializado para informar e esclarecer as dúvidas dos participantes. Em agosto de 2018, o número de usuários é de 4.040 pessoas. 

Cuidados Paliativos: o Santa Paula conta com uma Equipe de Controle de Sintomas e Cuidados Paliativos (ECSCP) que tem como objetivo aumentar a qualidade de vida da paciente por meio do alívio do sofrimento imposto pela doença, manejo de dor e acolhimento da paciente. O programa teve início em fevereiro deste ano e já atendeu cerca de 200 pessoas, 60% oncológicos e 40% de múltiplas comorbidades.   

Sino: para marcar o fim do tratamento oncológico, o hospital disponibiliza em suas instalações um sino dourado onde cada paciente que conclui o tratamento é convidado a batê-lo por três vezes para fazer o som ecoar pelo prédio. A ação foi inspirada no hospital MD Anderson Câncer Center, da Universidade do Texas, nos EUA, e reforça a proposta de atendimento humanizado aos pacientes e acompanhantes.


 

Novembro Azul: mês dedicado à saúde do homem

Especialistas do Hospital Anchieta alertam para os cuidados e formas de prevenir o câncer de próstata 

Novembro é o mês de conscientização em relação à saúde do homem, em especial para a prevenção ao câncer de próstata. De acordo com um levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de 68 mil novos casos da doença em 2018. No Distrito Federal, a estimativa é de 78,14 casos para cada 100 mil homens.

Para o oncologista do Hospital do Câncer Anchieta, em Brasília (DF), Dr. Marcos França, ainda existe muito preconceito por parte dos homens quanto à realização do exame de toque retal. “Este exame é uma das maiores armas que temos para descobrir precocemente o câncer de próstata, além de ser rápido, confiável e de baixo custo”.

O que é?

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra masculina. “O câncer acontece quando há uma multiplicação anormal de células da próstata. Se não for descoberto na fase inicial, essas células podem se espalhar para outros locais como ossos, os gânglios do abdômen, fígado e pulmão. Por isso a importância do diagnóstico precoce”, alerta o urologista do Hospital Anchieta, Dr. Rafael Maurmo.

Na fase inicial da doença, muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata: dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase avançada, o câncer pode provocar sangramento urinário, dores ósseas, inchaço no abdômen e nas pernas, podendo prejudicar o funcionamento de alguns órgãos como a bexiga, os rins e a parte final do intestino. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinja um tamanho considerável. Por isso a importância de se buscar o urologista rotineiramente.

Diagnóstico

“O diagnóstico do câncer de próstata pode ser feito a partir de dois exames básicos: o toque retal, para avaliar o volume da glândula e a presença de nódulos suspeitos e o exame de sangue da próstata (PSA). Dependendo do resultado desses exames, pode ser necessária a realização de uma biópsia da próstata para a confirmação diagnóstica”, explica o urologista.

Tratamento

De acordo com o especialista Dr. Rafael Maurmo, a escolha da modalidade de tratamento depende do estágio da doença e do perfil do paciente, devendo ser discutidas particularmente.

– Cirurgia: utilizada para pacientes que tem câncer contido na próstata, ou seja, que ainda não se espalhou pelo organismo. O procedimento retira toda a próstata e estruturas próximas como as vesículas seminais.

– Radioterapia: Radiação ionizante (fótons) é utilizada para matar as células cancerosas da próstata.

– Terapia hormonal: a testosterona (hormônio masculino) está relacionada ao crescimento do câncer de próstata, sendo que o bloqueio da testosterona ajuda no controle da doença. Tal bloqueio pode se dar através da retirada dos testículos ou por meio de medicações injetáveis que bloqueiam a produção da testosterona no organismo.

– Quimioterapia: consiste no emprego de medicações antineoplásicas (agentes quimioterápicos) que agem destruindo as células do câncer. Geralmente indicada em casos avançados da doença.

Para o oncologista Dr. Marcos França, nos últimos anos, os novos tratamentos têm apresentado eficácia contra o câncer de próstata. “Novos medicamentos mostram outras maneiras para controlar a doença, bem como foi evidenciado que medicamentos já presentes para tratamento do câncer de próstata no país pode atuar em diversas outras situações da doença. Novos tratamentos com o uso da Medicina Nuclear também têm se mostrado eficaz para o controle da doença. Alem isso, avanços na técnica cirúrgica, como a cirurgia robótica, mostra que os tratamentos podem ser mais eficazes e com menor chance de efeitos colaterais”.

Cuidados

Para diminuir os riscos do câncer, os médicos aconselham que os pacientes mantenham uma dieta balanceada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal. Além de ter uma alimentação equilibrada, é indicado fazer pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

“A recomendação é a realização do toque retal e a dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos”, informa França.


 

Novembro Azul não é só câncer de próstata

Conheça a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), doença que compromete a qualidade de vida dos homens a partir dos 50 anos de idade

A Abbott, em parceria com a Men´s Health Network, elaboraram uma pesquisa que constatou que a maioria dos homens tem uma atitude displicente com a saúde. Na verdade, 61% do público masculino afirmam ser “semi proativos com a saúde”, uma vez que procuram ajuda somente quando necessário, mas não fazem consultas médicas preventivas ou check-ups anuais. Outros dados apontam que quase a metade (46%) dos homens entrevistados disseram que as visitas ao médico os deixam nervosos, ansiosos ou temerosos (50% admitiram que o maior medo é descobrir que têm um problema sério de saúde).

O Novembro Azul, movimento internacional para a conscientização da prevenção ao câncer de próstata, objetiva sensibilizar os homens sobre a importância da prática de exames de rotina para um diagnóstico precoce.  Embora a grande preocupação seja o câncer, existem outras doenças que acometem os homens acima dos 50 anos. A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é um desses casos, enfermidade comum nos homens que é facilmente diagnosticada e tratada. Por esta razão, vale ressaltar que a prevenção é o caminho.

Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, a Hiperplasia Prostática Benigna deve ter sua incidência e prevalência bastante aumentada nos próximos anos. Dados recentes sugerem que a HPB ocorra em ¼ dos homens com 50 anos de idade, em 1/3 com 60 anos e em metade com 80 anos ou mais. “Essa é uma doença que acomete 50% dos homens”, afirma o Prof.  Dr. Francisco Cesar Carnevale – médico do CRIEP – Carnevale Radiologia Intervencionista Ensino e Pesquisa.

Uma grande alternativa para o tratamento da HPB é a técnica de embolização que, por ser minimamente invasiva e não alterar a função sexual (causa perda da ejaculação), o paciente não fica impotente e nem corre o risco de ter incontinência urinária. “Com esse procedimento o paciente é tratado de uma forma ambulatorial (day hosp), sem necessidade de internação”, assegura o Dr. Carnevale.

É extremamente importante que todos os homens façam um acompanhamento anual com um urologista a partir dos 50 anos. “Os pacientes devem realizar regularmente exames, como por exemplo, o Prostate-Specific Antigens (PSA), além do toque retal e, ainda, uma ultrassonografia para obter informações específicas sobre possíveis doenças da próstata,” finaliza o médico.

Cabe sempre ao médico avaliar qual a melhor terapia a ser empregada em determinadas doenças da próstata. Em alguns casos, inclusive com a confirmação por meio de biópsia, a HPB é assintomática, mas pode interferir na hora de urinar. Entre os sintomas mais frequentes estão:

·         Dificuldade de urinar;

·         Jato urinário fraco;

·         Gotejamento no final;

·         Micção em dois tempos;

·         Sensação de que a bexiga ainda precisa ser esvaziada;

·         Idas frequentes ao banheiro durante a noite;

·         Vontade incontrolável de urinar.

Em casos mais avançados, a HBP também pode provocar:

·         Sangue na urina;

·         Infecção urinária de repetição;

·         Cálculos na bexiga;

·         Retenção urinária;

·         Insuficiência renal.


 

Artigo – Novembro Azul: prevenção contra o câncer de próstata

Celebrado no dia 17 de novembro, o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata deu origem ao movimento, Novembro Azul, criado em 2003, na Austrália, com o intuito de conscientizar a respeito das doenças masculinas, e principalmente na prevenção e diagnóstico do câncer de próstata. De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 68.220 novos casos de Câncer de próstata no Brasil, o que corresponde a um risco de 66 novos casos a cada 100 mil homens.

No Brasil, o câncer de próstata é a segunda maior causa de mortes de homens, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Quase da metade dos homens (47%) que têm a doença em estágio avançado, não sabem, o que pode interferir e dificultar o tratamento da doença. Porém, quando diagnosticado em fase inicial, as chances de cura são de 90%. Por isso, é importante estar atento se existe, por exemplo, uma demora em começar e terminar de urinar, vestígios de sangue na urina, diminuição do jato e necessidade de urinar mais vezes ao longo do dia ou à noite. Ao menor indício desses sinais, é preciso sim procurar um especialista para avaliar o caso.

Para a detecção da doença são realizados dois exames: o de toque retal, onde o médico avalia o tamanho, forma e textura da próstata, por meio do toque, e o PSA, um exame de sangue que mede a quantidade de Antígeno Prostático Específico, que se estiver com níveis altos podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata. Para confirmar é preciso sempre realizar uma biópsia e se necessário, outros exames complementares solicitados pelo médico.

Os principais fatores de risco para a doença são idade acima dos 50 anos, histórico familiar com casos de câncer de próstata, homens com sobrepeso ou obesos, que abusam de álcool e tabaco. Além disso, a doença é mais comum em homens negros.

A melhor maneira de prevenção é manter sempre o peso saudável, ter uma alimentação repleta de frutas e vegetais, de preferência que estejam presentes em todas as refeições diárias e praticar exercício físicos. Mas o principal deles é não deixar que o preconceito que se tem com os exames de detecção da doença, acabe falando mais alto do que cuidar sua saúde. Previna-se!

Dr. Paulo Pizão é oncologista do GPOI – Grupo Paulista de Oncologia Integrada| Hospital IGESP


 

Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia promove palestra sobre câncer de próstata

O Huapa – Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia (GO) Cairo Louzada, da SES – Governo de Goiás, por meio do seu Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt), realizou em 12 de novembro, no auditório da unidade, palestra com o médico do trabalho do hospital, Alibert de Freitas Chaves, sobre câncer de próstata em alusão à campanha Novembro Azul. O evento, que contou com a presença de colaboradores do hospital, teve como objetivo alertar sobre a importância da prevenção a este tipo de câncer que acomete a homens.

Durante a palestra, Alibert de Freitas falou sobre as doenças ligadas à próstata, os mitos e verdades sobre os exames e explicou como pode ser feita a prevenção do câncer. Para o assistente de Recursos Humanos do Huapa, Nilson Dias, a ministração foi esclarecedora. “Eu não tinha conhecimento de alguns detalhes que foram passados. Apesar de eu não estar na idade de fazer os exames periodicamente, consegui tirar dúvidas sobre os procedimentos. Foi bem informativo e didático”, afirmou.


 

Novembro Azul da Fundação do Câncer promove conscientização sobre a saúde do homem

“Para ser homem é preciso estar vivo”, a campanha incentiva o público masculino a falar abertamente sobre câncer de próstata, medicina preventiva e exames periódicos

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Essa alta incidência é devida a fatores genéticos e ao aumento de idade da população, mas a displicência com a saúde masculina e, consequentemente, o diagnóstico tardio, é um fator que agrava o impacto da doença. Essa resistência gera desinformação e medo, que contribuem para manter o homem privado dos avanços da medicina. Para quebrar esse tabu que ameaça vidas, a Fundação do Câncer, do Rio de Janeiro (RJ), promove seu Novembro Azul reforçando que “para ser homem é preciso estar vivo”. A campanha, que tem como objetivo conscientizar esse público sobre a importância da promoção da saúde do homem e do diagnóstico precoce do câncer de próstata, conta com postagens informativas em suas redes socais, ao longo de todo o mês, além de parcerias especiais para gerar ainda mais engajamento com a causa.

Ainda em 2018, são previstos mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata no país, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A estimativa se repete para 2019. Por causa da falta de informação, do medo e do preconceito sobre como lidar com a saúde, grande parte desses casos são diagnosticados tardiamente, o que causa mais complicações ao paciente. A realização de um simples exame de sangue, do exame de toque e visitas regulares ao urologista são determinantes para o diagnóstico precoce não só do câncer de próstata, mas de outras doenças, como por exemplo, diabetes, hipertensão arterial e dislipidemias.

O movimento Novembro Azul, criado a partir do Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata, 17 de novembro, foi pensado para mostrar a importância da detecção precoce do câncer de próstata. “Como esse câncer é silencioso na sua fase inicial, a única forma de diagnosticá-lo antes de haver metástase é indo ao médico e repetindo essa avaliação periodicamente. Quem aguarda algum sinal ou sintoma estará sempre atrasado, principalmente aqueles que têm parentes de primeiro grau com câncer de próstata ou de mama. Embora a maior parte das pessoas ainda não saiba, a ocorrência de câncer de mama em parentes de primeiro grau do sexo feminino também parece representar mais chances de desenvolvimento de câncer de próstata no homem”, esclarece o Dr. Valter Javaroni, urologista do Hospital Fundação do Câncer. O especialista reforça ainda que “o exame do toque retal é a única forma de avaliar a textura da glândula e identificar anormalidades como nódulos ou áreas endurecidas. É importante ressaltar que ele não pode ser substituído por outros exames de imagem, nem mesmo pela ressonância”.

A disfunção erétil, um dos sintomas que mais impacta na qualidade de vida do homem, também pode estar relacionada a problemas cardiovasculares e ao colesterol elevado, por exemplo. Dificuldade ou urgência repentina para urinar, incapacidade de controlar o fluxo urinário ou a sensação de que a bexiga não foi completamente esvaziada também podem ser indicadores de doenças da próstata, inclusive de câncer. Por isso, a recomendação é que homens a partir dos 50 anos procurem anualmente o urologista para realizar o exame de toque e o PSA. Aqueles que têm histórico de câncer de próstata na família devem realizar consultas anuais já a partir dos 40 anos de idade.

O Novembro Azul é mais uma ação de conscientização promovida pela Fundação do Câncer, que apoia as atividades do Programa Nacional de Controle do Câncer. O Programa estabelece e mantém uma política de prevenção, diagnóstico precoce e assistência homogênea para o país, já que o câncer é considerado um problema de saúde pública e sua incidência cresceu 20% na última década.

Parceiros unidos pela conscientização

As redes de lojas Armadillo e Granado se juntam à Fundação para incentivar a conscientização sobre o câncer de próstata e a saúde do homem entre o público masculino. As marcas terão produtos com parte das suas vendas revertidas em doações. Na Armadillo, o item selecionado estará marcado na etiqueta. Já na Granado, o kit Essenciais do Atleta, composto por sabonete em barra, desodorante roll-on, desodorante aerossol para os pés e gel relaxante anticansaço, foi escolhido para participar da ação.

Repetindo a parceria iniciada no Outubro +que Rosa, a concessionária Ecoponte fará parte do Novembro Azul da Fundação do Câncer veiculando o material de conscientização nos painéis de informação da ponte Rio-Niterói ao longo de todo o mês. A ideia é despertar a atenção das 13,5 milhões de pessoas que passam pela via mensalmente, de acordo com a Ecoponte.

Completando as ações, o Rotary Club de São Cristóvão receberá o Dr. Valter Javaroni, urologista do Hospital Fundação do Câncer, para uma palestra sobre prevenção e tratamento do câncer de próstata.


 

Hospital Israelita Albert Einstein ganha nova opção de tratamento para o câncer de próstata

Aquisição do equipamento Focal One® permite tratar o câncer e manter uma boa qualidade de vida para até 40% dos pacientes diagnosticados

Considerado o segundo câncer que mais mata homens no Brasil, o câncer de próstata tem registrado um aumento entre a população brasileira. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2018, mais de 68 mil novos casos estão previstos para serem diagnosticados. O Hospital Israelita Albert Einstein investe continuamente no combate à doença e a mais recente novidade agrega um procedimento de ponta aos tratamentos disponíveis: o Focal One®, dispositivo médico robotizado destinado ao tratamento minimamente invasivo do câncer localizado.

“Nos últimos anos temos vivenciado uma grande revolução tecnológica na medicina associada a uma sofisticação do paciente que, cada vez mais, busca mais informações e conhecer opções e alternativas de tratamento. Os procedimentos estão cada vez menos invasivos e a tendência é de que com o avanço da tecnologia, terapias cada vez mais conservadoras sejam adotadas para minimizar o impacto na qualidade de vida dos pacientes.  O tratamento focal do câncer de próstata faz desse cenário e tem como objetivo tratar a área com câncer e preservar os tecidos sadios”, explica Ariê Carneiro, médico urologista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

De 30 a 40% dos homens que são diagnosticados com câncer de próstata podem se beneficiar desta nova tecnologia. O novo equipamento do hospital utiliza ondas sonoras de alta intensidade ou, em inglês, “High Intensity Focused Ultrasound“- (HIFU), como fonte de energia para destruir as células do câncer. As ondas de ultrassom são focalizadas e direcionadas através de uma plataforma robótica, queimando apenas as células cancerosas e preservando as que estão ao redor de possíveis sequelas, como a impotência sexual, uma das principais preocupações dos homens diagnosticados com este tipo de câncer.

O programa de tratamento focal do Einstein, além de completar o arsenal de tratamento do câncer de próstata localizado, irá sediar um centro de treinamento e capacitação para médicos da América Latina. O Einstein já inicia o programa com um projeto de pesquisa pioneiro que utiliza o PET SCAN com PSMA (equipamento de ultima geração para identificação e estadiamento do câncer de próstata) para direcionar e planejar a área de tratamento, conferindo maior precisão ao procedimento.

“O câncer de próstata possui uma apresentação muito heterogênea e com isso tumores mais agressivos demandam tratamentos mais radicais. No entanto, tumores menores em estágios muito iniciais são possíveis de serem tratados sem grandes impactos na qualidade de vida do paciente. O tratamento personalizado de acordo com as características do câncer e do paciente certamente é o segredo do sucesso”, explica Ariê.

Junto a outras técnicas já disponíveis no Einstein, como cirurgia robótica, radioterapia, braquiterapia (tipo de radioterapia interna), quimioterapia e terapia hormonal, a chegada do Focal One® torna o hospital o mais completo centro de tratamento do câncer de próstata, com todas as opções tecnológicas disponíveis para tratar de forma mais apropriada e segura cada tipo desta doença.

Pacientes com doença localizada e iniciais são potenciais candidatos à utilização do equipamento, principalmente aqueles que possuem alguma contra indicação aos tratamentos convencionais. “Este procedimento tem a vantagem de permitir que o paciente volte para casa no mesmo dia da cirurgia, além de apresentar menos complicações e menores taxas de impotência e incontinência; no entanto para o sucesso do tratamento é de fundamental importância avaliar cuidadosamente cada paciente e a real indicação e possibilidade de utilização desta tecnologia”, pontua o médico.

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