I Curso Internacional Avançado de Cuidados Paliativos

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    Quando:
    21/04/2017@9:00 – 22/04/2017@18:00
    2017-04-21T09:00:00-03:00
    2017-04-22T18:00:00-03:00
    Onde:
    Hotel Pestana
    R. Tutóia
    77 - Paraíso, São Paulo - SP
    Brasil
    Contato:
    (11) 5051-0555

    O que tem sido feito no Brasil e no exterior para garantir qualidade de vida e alívio do sofrimento após o diagnóstico de uma doença incurável? Para responder a essa pergunta, o Instituto Paliar – referência no ensino de Cuidados Paliativos – promove em São Paulo (SP), nos dias 21 e 22 de abril, o I Curso Internacional Avançado de Cuidados Paliativos. Profissionais com atuação nos principais centros de medicina paliativa do mundo – como Estados Unidos, Canadá e Europa – vão compartilhar experiências acerca de tratamentos e práticas inovadoras que têm gerado impactos positivos em pacientes com doenças crônicas que ameaçam a vida.

    Os 16 painéis que integram o curso vão trazer atualizações, pesquisas e estudos de caso desenvolvidos em países como Estados Unidos, Portugal, Canadá e Argentina, além do Brasil. Serão apresentados métodos paliativos atuais que buscam amparar e compreender o paciente por meio de um sistema de tratamento humanizado e individualizado.

    Com programação abrangente e conteúdo avançado, o curso contemplará temas como bioética, implicações jurídicas da assistência no final da vida, pediatria, cuidados em domicílio, espiritualidade, medicina paliativa no sistema público, entre outros. As vagas para o curso internacional já estão esgotadas. Para mais informações sobre a programação do evento, acesse www.paliar.com.br.

    As aulas e debates do curso internacional serão conduzidos por grandes nomes da Medicina Paliativa, considerados referências mundiais na área (conheça abaixo cada um dos professores). É uma oportunidade para médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais e outros profissionais que atuam em cuidados paliativos complementarem sua formação, tendo em vista que são poucas as universidades brasileiras que oferecem disciplinas com foco na área.

    Pesquisa de 2015 realizada pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit revela que o Brasil ocupa apenas o 42º lugar no “Índice de Qualidade de Morte” (Death Quality Index), que avaliou a prática de cuidados paliativos em 80 países. Infraestrutura deficiente, obstáculos na distribuição de medicamentos e dificuldade no esclarecimento de preconceitos em relação à morte são alguns dos problemas enfrentados pelos profissionais da saúde e população brasileira.

    Cuidados paliativos: uma mudança de paradigmas

    Cuidar para que o paciente tenha o mínimo de sofrimento físico e emocional, para que receba uma assistência humanizada e enxergue o processo de morte de uma forma mais natural, promovendo uma mudança de paradigmas no tratamento de doenças graves e sem cura. Esses são os preceitos dos Cuidados Paliativos, área da medicina reconhecida em 2002 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo dados da entidade, a cada ano cerca de 40 milhões de pessoas no mundo precisam desse tipo de assistência, mas apenas 14% têm acesso ao recurso.

    A OMS orienta que as ações paliativas sejam desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, psicólogo, assistente social e profissionais da área de reabilitação, de acordo com a necessidade de cada paciente. O modelo de intervenção definido pela organização é indicado no início do diagnóstico e deve acompanhar o paciente até a fase final de sua vida. As práticas paliativas também envolvem a família, oferecendo orientações, apoio social e espiritual, além de intervenções psicoterapêuticas do diagnóstico à fase do luto.

    No Brasil, os Cuidados Paliativos têm avançado, mas ainda são incipientes; inciativas isoladas e discussões sobre métodos paliativos foram iniciados em 1970, mas somente em 1990 foram registrados serviços organizados na área, ainda que de forma experimental. Em 2009, a prática dos Cuidados Paliativos foi incluída no Código de Ética Médica, do Conselho Federal de Medicina, como princípio fundamental. No ano seguinte, a Medicina Paliativa foi reconhecida como área de atuação médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB).

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