I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina do ano de 2018

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    Quando:
    12/09/2018 – 14/09/2018 dia inteiro
    2018-09-12T00:00:00-03:00
    2018-09-15T00:00:00-03:00
    Onde:
    Conselho Federal de Medicina
    SGAS 915
    915 - Lote 72 - Asa Sul, Brasília - DF, 70390-150
    Brasil

    O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Claudio Salgado, fala, às 15h do dia 13 de setembro, sobre o tema “A hanseníase no Brasil”, no I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina do ano de 2018, que acontece em Brasília (DF), de 12 a 14 de setembro.

    O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase, atrás da Índia. A hanseníase no Brasil é um problema de saúde pública – por ano, são notificados mais de 30 mil casos novos – número semelhante aos registros anuais oficiais de HIV/AIDS. “Mas o Brasil certamente tem de três a cinco vezes mais casos de hanseníase”, alerta Claudio Salgado. Segundo ele, a doença ainda é diagnosticada tardiamente. São comuns os casos de pacientes que já passaram por vários atendimentos e nunca tiveram o diagnóstico correto. “Também é comum o paciente que recebeu diagnósticos diversos, fez vários tratamentos para outras doenças de pele ou para doenças que se manifestam com algum tipo de dor”, ressalta.

    Tratamento

    Doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. O doente tem a pele, nervos periféricos, olhos e outras áreas afetadas. Por muito tempo foi uma doença incurável. Hoje há tratamentos a base de antibióticos, totalmente gratuitos oferecidos pelo SUS.

    Há formas mais contagiosas (multibacilar – muitos bacilos) e menos contagiosas (paucibacilar – poucos bacilos). O tratamento pode levar de seis meses, para os pacientes paucibacilares, a dois anos, para pacientes multibacilares e é feito à base de um coquetel de antibióticos chamado poliquimioterapia, constituído de dapsona, clofazimina e rifampicina.

    Existem exames para o diagnóstico da hanseníase como baciloscopia do raspado dérmico das orelhas, cotovelos, joelhos e lesões de pele; exame histopatológico a partir da biópsia da pele, dentre outros mais sofisticados. No entanto, esses exames são geralmente positivos apenas nas formas multibacilares. O grande problema são os pacientes ditos paucibacilares (aproximadamente 40%) que não são diagnosticados nesses exames. Por isso, é grande a importância do exame clínico bem feito e, por consequência, é essencial que o Brasil tenha políticas fortes e contínuas de capacitação e treinamento a profissionais de saúde.

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