I Simpósio de Oncologia Torácica – GBOT Sul

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    Quando:
    16/08/2019 – 17/08/2019 dia inteiro
    2019-08-16T00:00:00-03:00
    2019-08-18T00:00:00-03:00
    Onde:
    Porto Alegre
    RS
    Brasil
    Custo
    Grátis

    A individualização do tratamento do câncer de pulmão diante do avanço científico e tecnológico será um dos principais focos do I Simpósio GBOT Sul, que acontecerá, em Porto Alegre (RS), em 16 e 17 de agosto. “Houve uma evolução nas oportunidades e opções de tratamento, entre os quais o sequenciamento genético e a imunoterapia”, adianta a vice-presidente do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT) e uma das organizadoras do evento, a médica oncologista e pesquisadora Dra. Ana Gelatti.

    Integrante do Grupo Oncoclínicas Porto Alegre, a especialista exemplifica que a expectativa de sobrevida em cinco anos pode aumentar para próximo de 25% com uso da imunoterapia em pacientes com estágio mais avançado da doença. No entanto, para definir-se a estratégia de tratamento adequada é importante que o diagnóstico seja o mais preciso possível. Dra. Ana destaca que quando o diagnóstico do câncer de pulmão é realizado precocemente a sobrevida de cinco anos é superior a 50%. A precisão do diagnóstico envolve diversos fatores, entre os quais a qualidade do material retirado para biópsia e a avaliação molecular que analisa em torno de 300 genes, possibilitando a classificação dos tumores.

    A tomografia com baixa dose de radiação também é usada no rastreamento da doença em pacientes de alto risco, como indivíduos entre 55 a 75 anos que fumaram uma carteira de cigarro por dia, durante 30 anos. Porém, os pacientes demoram a procurar um médico – 60 a 70% de todos os tumores malignos são diagnosticados quando a doença já está em estágio avançado.

    Porto Alegre é a capital brasileira com maior número de fumantes. Embora o tabagismo seja a principal causa do câncer de pulmão, a especialista do Grupo Oncoclíncias Porto Alegre destaca que entre 15 a 20% dos casos não têm essa vinculação, sendo provocados por mutações genéticas ou outros tipos de exposição, como ao gás metano e substâncias químicas. “Por isto, é importante ficar alerta a sintomas como tosse crônica, perda de peso, dor no tórax e tosse com sangramento”.

    Simpósio

    O Simpósio terá em torno de 160 participantes, 40 convidados da Região Sul do país, além de renomados especialistas em oncologia torácica do Brasil. Além da Dra. Ana Gelatti, a inciativa contará com a participação de outros oncologistas integrantes do Grupo Oncoclínicas, como Dr. Alexei Peter dos Santos e Dr. Juliano Cé Coelho. Com vagas limitadas, a programação é dirigida a oncologistas clínicos, cirurgiões torácicos e oncológicos, radioterapeutas, pneumologistas, patologistas e outros profissionais com atuação na área.

    Na abertura da programação, haverá o painel “O que esperar do futuro da imunoterapia no Câncer de Pulmão”, um debate com a participação dos especialistas Dr. Gilberto Castro Jr., médico titular do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, SP; Dr. Carlos Barrios, Diretor do LACOG (Latin American Oncology Group) e Dr. Mauro Zukin, Diretor Técnico da Américas Oncologia (RJ). No sábado, ocorrerá a Aula Magna “Onde estamos para onde vamos: Como transpor para nossa realidade o rápido avanço tecnológico e científico no câncer de pulmão”, com a Dra. Clarissa Baldotto, oncologista da Rede D’Or e Diretora Executiva do GBOT (RJ). Além de painéis e palestras, ainda haverá três workshops: “Diagnóstico”; “Avaliação multidisciplinar na determinação terapêutica”; e “Discussão de casos clínicos”.

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