Sepse

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    Quando:
    15/09/2018 – 16/09/2018 dia inteiro
    2018-09-15T00:00:00-03:00
    2018-09-17T00:00:00-03:00
    Onde:
    São Paulo
    SP
    Brasil

    A sepse tem se tornado, ao longo dos últimos anos, o principal desafio no tratamento de pacientes gravemente enfermos. Conhecida como infecção generalizada, a síndrome mata mais do que câncer e infarto do miocárdio, tendo registrados mais de 600 mil casos ao ano só no Brasil.

    O dia 13 de setembro marca em mais de 60 países o Dia Mundial da Sepse, data que alerta profissionais de saúde e público em geral sobre os desafios e sintomas da infecção.

    Em seu compromisso de difundir informações de qualidade e formar intensivistas com as diretrizes atuais do tratamento da Sepse, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) desenvolve uma série de atividades relacionadas ao tema.

    Nos dias 15 e 16 de setembro, a Associação promove o curso de imersão Sepse, em parceria com o Instituto Latino-americano de Sepse (ILAS). O curso tem como objetivo fornecer aos profissionais que atuam em terapia intensiva, medicina de urgência ou setores com alta incidência de infecções graves, as diretrizes atuais do tratamento da Sepse por meio de aulas teóricas e simulações de casos clínicos.

    A sepse tem se tornado, ao longo dos últimos anos, o principal desafio no tratamento de pacientes gravemente enfermos. Para o coordenador do curso, Dr. Antonio Bafi, vários são os fatores que tornam a sepse uma prioridade, sendo o aumento da incidência um deles.

    “Em uma revisão sistemática, que incluiu somente estudos com base populacional advindos de países desenvolvidos, estimou-se quase 20 milhões de casos de sepse por ano*. No Brasil, estima-se que mais de 420 mil novos casos sejam diagnosticados anualmente somente nas unidades de terapia intensiva (UTI), e que 30% dos leitos de terapia intensiva sejam ocupados por estes pacientes*, tendo uma taxa de mortalidade de aproximadamente 50%, em casos tratados em UTI”, comenta o intensivista.

    Além do aumento de incidência, a sepse apresenta grande índice de letalidade e altos custos de tratamento. Para o intensivista uma grande dificuldade é definir, à beira leito, na avaliação de um paciente agudamente enfermo, uma disfunção orgânica. “Parece fácil, mas exige suspeição clínica e conhecimento. Este é um passo essencial na abordagem de pacientes sépticos, discriminar disfunções agudas decorrentes de uma infecção, estabelecendo o diagnóstico de sepse o mais precoce possível para desencadearmos as ações que sabidamente diminuem a morbimortalidade”, discorre Dr. Bafi.

    O curso promovido pela AMIB em parceria com o ILAS contempla temas importantes dessa discussão, tais como: conceitos, epidemiologia, fisiopatogenia, abordagem do agente infeccioso, abordagem da hipoperfusão e particularidades das terapias de suporte (controle glicêmico, corticoides, ventilação mecânica, hemoderivados).

    Além disso, a AMIB inicia o projeto AMIB no ar, uma série de webinars que trazem debates importantes para a terapia intensiva, como é o caso da sepse, que será tema do episódio de estreia do projeto. A AMIB conta também com trilhas sobre o assunto em seus cursos de educação à distância.

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