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abr
26
sex
2019
Princípios básicos da Artroscopia da ATM @Hospital Leforte Liberdade - Auditório
abr 26@8:30 – abr 27@17:30

Conviver com um problema de saúde contribui para a piora do quadro e não para a sua solução. Um bom exemplo disso é a chamada disfunção temporomandibular (DTM), que a cada ano afeta aproximadamente dois milhões de pessoas no Brasil. Causada principalmente pelo estresse e pela tensão da musculatura da mandíbula, também pode ocorrer em função do bruxismo, hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes.

Responsável por ligar a mandíbula ao crânio, a Articulação Temporal Mandibular (ATM) pode sofrer desgaste e provocar dores, dificuldade de mastigação, estalos e travamentos, entre outros transtornos. O tratamento é multidisciplinar, incluindo o clínico, as terapias complementares e a reabilitação oral, com restabelecimento, por exemplo, de dentes perdidos.

A cirurgia é necessária em torno de 35% dos casos e, nessas situações, uma técnica minimamente invasiva, desenvolvida por cirurgiões buco-maxilo-faciais brasileiros, conseguiu reduzir os efeitos colaterais e diminuiu o tempo necessário de internação dos pacientes. Diante do avanço obtido, os estudos sobre o procedimento foram publicados no British Journal of Oral and Maxilofacial Surgery, principal referência internacional na área.

O Hospital Leforte, nos próximos dias 26 e 27 de abril, em São Paulo (SP), proporcionará o curso “Princípios da Artroscopia da ATM do Hospital Leforte”. O procedimento consiste no uso de um vídeo-endoscópio, que faz o acesso direto à cavidade articular, para correção de disfunções na ATM. Ao mesmo tempo, é possível examinar a região e corrigir os danos do interior da articulação da mandíbula.

“Com uma pequena incisão, o profissional tem acesso direto à cavidade articular e já consegue fazer a correção de disfunções na ATM”, afirma Raphael Capelli Guerra, coordenador do curso e do Centro de Tratamento de Disfunção Temporomandibular (DTM) do Hospital Leforte. Ao lado de Carlos Alberto Novelli Assef e Pedro Henrique Azambuja Carvalho, o especialista é um dos responsáveis pelo desenvolvimento do novo procedimento.

Guerra explica que, ao identificar qualquer tipo de alteração na região da mandíbula, é recomendável que o paciente procure rapidamente um especialista para avaliar o diagnóstico ou não da DTM, evitando maiores danos.

“O tratamento pode ser simples e, mesmo no caso cirúrgico, é cada vez menos invasivo. Essa nova técnica reduz a taxa de morbidade, edemas e cicatriz através da utilização o endoscópio. Em vez dos dois dias de internação necessários anteriormente, 90% dos nossos pacientes tiveram alta hospitalar no mesmo dia”, completa.