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Calendário de eventos

ago
30
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2019
4º FILIS – Fórum Internacional de Lideranças de Saúde @Instituto Tomie Ohtake
ago 30@8:30 – 17:30

A inovação é uma temática imprescindível a um setor como o de saúde, que está todos os dias em busca de melhorias, tanto para garantir a total segurança dos pacientes quanto para prover uma gestão mais eficiente e sua sustentabilidade.

É nesse segmento que os avanços tecnológicos acontecem cada vez mais rapidamente. Na edição de 2018 um dos painéis do Fórum Internacional de Lideranças em Saúde (FILIS), evento promovido pela ABRAMED (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), mostrou diversas inovações em medicina diagnóstica e seus benefícios, tanto para os pacientes quanto para os profissionais da saúde.

Essas tecnologias já são realidade e instigam, cada vez mais, a mudança no perfil de atuação dos profissionais. Mas será que essas inovações chegam na maior velocidade possível – e necessária – ou ainda esbarram em barreiras regulatórias? Como as empresas do setor estão lidando com esse viés?

É isso que o painel “Órgãos regulatórios: como lidar com as inovações setoriais” abordará na quarta edição do evento, que acontece em São Paulo, no dia 30 de agosto. “A ideia é colocar em pauta quanto os critérios regulatórios – que são absolutamente necessários para proteger a saúde – podem inibir o desenvolvimento das inovações, e como as instituições de saúde do Brasil lidam com as questões inerentes a esse tema”, explica a CEO da Abramed, Priscilla Franklin Martins.

“Regulações envelhecem e, se não atualizadas, podem ser amarras que nos prendem ao passado”, afirma o CEO do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner, moderador do painel, que já tem confirmados nomes como Lídia Abdala, CEO do Sabin; Leandro Fonseca, diretor presidente da ANS; e Giovanni Guido Cerri, vice-presidente do Conselho de Administração do Icos.

“É necessário racionalizar a regulação, simplificar e agilizar os processos e permitir que aqueles que atuam no setor possam cumprir suas vocações de cuidar bem da saúde das pessoas”, frisa Cerri.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a nova Agenda Regulatória para o triênio 2019-2021, estabelecendo os temas prioritários que serão analisados no período. A proposta final contempla 16 temas regulatórios distribuídos nos quatro eixos do Mapa Estratégico. A maior concentração dos temas está nos eixos Equilíbrio da Saúde Suplementar e Aperfeiçoamento do Ambiente Regulatório.

“Com a colaboração dos vários atores que integram a saúde suplementar e da sociedade de maneira geral, é possível melhorar a qualidade da regulação. A Agenda Regulatória é um instrumento eficaz para o amadurecimento de ações que podem resultar em novas regras para o setor e contribuir para ampliar os avanços na gestão regulatória”, afirmou o diretor-presidente da ANS, Leandro Fonseca.

Ele relembra que a Agência recebeu contribuições de toda a sociedade para a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e que as propostas serão analisadas levando em consideração os avanços tecnológicos e o equilíbrio entre as necessidades em saúde e o custo proveniente das incorporações. “No meu ponto de vista demos um salto qualitativo muito importante na forma como a ANS analisa as novas tecnologias”, diz.

“Nosso setor passa por um ciclo virtuoso, e não podemos deixar a inovação tecnológica de fora desse movimento”, sentencia Lídia Abdala, do Sabin, ratificando a importância do tema.

O Painel “Órgãos regulatórios: como lidar com as inovações setoriais?” do FILIS acontece a partir das 9h30, logo após a solenidade de abertura. Na sequência serão abordadas as mudanças a LGPD trará para o setor da saúde, healthtechs, o papel da Medicina Diagnóstica e a sua participação no ciclo de cuidados e o futuro da saúde.

set
16
seg
2019
Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança @Centro Infantil Boldrini
set 16@8:00 – 18:00

No dia 16 de setembro, pesquisadores do Brasil, Austrália e Dinamarca se reúnem no Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança, que acontecerá em Campinas (SP), para falar sobre os impactos das exposições ambientais associadas ao câncer pediátrico. Na pauta das discussões, serão abordados resultados das pesquisas mais recentes, sobre a influência de fatores externos ainda durante a vida intrauterina; relação entre o alto peso ao nascer e neoplasias infantis; impacto da exposição pré-natal ou após o nascimento, aos pesticidas e agrotóxicos para a saúde das crianças e adolescentes; exposição a produtos químicos no trabalho dos pais, associados ao câncer da criança; globalização e saúde pública e os desafios da nanotecnologia.

“Talvez a mensagem mais importante deste Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança, seja mostrar que os cientistas internacionais e nacionais estão preocupados com o aumento mundial da incidência do câncer pediátrico,  tentando construir a história epidemiológica dos tumores pediátricos, por meio de investigações prospectivas  e sistematizadas, realizadas em centros de referência mundial no tratamento de tumores pediátricos, buscando entender quais são os fatores de risco associados a tais cânceres”, comenta a organizadora do evento, Dra. Silvia Brandalise, que integra o Consórcio Internacional do Câncer da Criança, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer).

Referência internacional no assunto, o médico e pesquisador australiano Terence Dwyer – Coordenador do Consórcio do Coorte Internacional do Câncer da Criança (ICCCC ou I4C) – estará no evento para mostrar os resultados obtidos pelas pesquisas deste Consórcio, que se traduz como um esforço global para compreender os fatores de risco associados ao câncer da Criança. “Apesar da incidência global de câncer em crianças e adolescentes ter aumentado de forma constante no mundo, os avanços sobre a compreensão das causas envolvidas ainda são limitados, daí a necessidade de estudarmos os mecanismos moleculares que levam a essas neoplasias malignas”, explica Dwyer.

Em sua apresentação no fórum, o pesquisador abordará as descobertas recentes que evidenciam como as exposições ambientais ainda no útero podem influenciar no surgimento e desenvolvimento de doenças na infância. Dados consistentes, obtidos via pesquisa prospectiva, sugerem a relação entre exposição dos pais a agentes infecciosos, químicos e pesticidas ao surgimento de diferentes tipos de câncer, principalmente leucemia e tumores cerebrais.

Da Dinamarca, o médico e pesquisador Kjeld Schmiegelow comentará os resultados de duas pesquisas: a primeira, sobre a relação entre o trabalho dos pais em indústrias químicas e o câncer dos filhos; a segunda, sobre e a relação entre alto peso ao nascer e câncer infantil.

Estará em pauta também ao longo do evento a influência de poluentes ambientais à e sua relação com o surgimento de malformações e neoplasias, como o câncer  da criança. Pesquisadores brasileiros da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), USP (Universidade de São Paulo), UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz), INCA (Instituto Nacional do Câncer/MS) e Ministério Público Federal e Ministério da Ciência e Tecnologia farão apresentações ao longo de todo o dia.

“Por uma questão cada vez mais atrelada a nossa própria sobrevivência, a vida no século XXI nos impõe um conhecimento e um pensamento crítico que vão muito além daqueles clássicos (mas necessários) sobre aspectos gerais da poluição do ar, do solo e das águas. Nesse sentido, torna-se cada vez mais relevante o acesso a informações sobre formulações químicas nocivas à saúde humana relacionadas a produtos, materiais e bens de uso comum, presentes em nosso dia a dia como inseticidas, repelentes, cosméticos, tecidos sintéticos, tubos PVC, dentre muitos outros que, por absoluto desconhecimento, tem seus riscos totalmente ignorados por nós”, comenta a pesquisadora Sônia Hess, da UFSC, uma das palestrantes.

“Muito mais do que cumprir o propósito de informar, as pesquisas mais recentes e a disseminação desse tema cumprem também o papel de despertar em cada um de nós o desejo de rever velhos hábitos de consumo, inclusive no plano alimentar”, complementa a pesquisadora.

Nesse sentido, as discussões do Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança irão destacar as descobertas da ciência, sobre como os fatores de risco associados ao modo de vida e ao ambiente, podem estar associados com o potencial de adoecimento dos indivíduos, e mais especificamente com  o grupo mais vulnerável, as crianças. Entre eles: poluição hídrica, exposição a produtos químicos no trabalho, uso indiscriminado de agrotóxicos, pesticidas domésticos e consumo de aditivos alimentares, entre outros.

Globalização, crescimento econômico e saúde pública também terão espaço nas apresentações. “Para entender um pouco esse assunto como um todo, é preciso ainda pensarmos nos problemas ambientais e de suas repercussões sobre a saúde humana e os ecossistemas, contemplando também críticas ao modelo de desenvolvimento vigente, à legislação e à sua aplicação no país”, avalia o professor Luiz C. M. Filho, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, também participante do encontro.

A expectativa é que o evento reúna 500 pessoas, entre pesquisadores, vindos de todo o país.

Confira abaixo a programação completa do Fórum Meio Ambiente e Câncer da Criança:

8h30 – Consórcio Internacional do Câncer da Criança: um esforço mundial. Terence Dwyer (ICCC)

9h – Os agrotóxicos e seus prejuízos à saúde humana: incertezas mensuráveis ou certezas imensuráveis? Larissa M. Bombardi (USP/SP)

9h30 – Possíveis causas ambientais das neoplasias e outros agravos à saúde das crianças. Sonia C. Hess (UFSC)

10h – Oncologia pediátrica e Investigações científicas em população vulnerável. Maria S. Pombo de Oliveira (INCA)

10h30 – Coffee break

11h – Exposição no ambiente de trabalho dos pais e o câncer das crianças. Kjeld Schmiegelow, MD Copenhagen (Dinamarca)

11h30 – Projeto Infância e poluentes ambientais. Projeto Pipa UFRJ. Carmen I.R. Fróes Asmus (FIOCRUZ)

12h – Uso sustentável dos agrotóxicos: visão da União Europeia e do Brasil. Marcia S. Gonçalves. (M.C.T.)

12h30 – Associação entre agrotóxicos e mal formações congênitas. Lidiane S. Dutra (FIOCRUZ, RJ)

13h – Almoço

14h – Genotoxicidade e Teratogênese: o preço a ser pago.  Wanderley A. Pignati (FIOCRUZ, ABRASCO)

14h30 – O Mundo em descontrole: o que a globalização está fazendo por nós? Gastão Wagner de S. Campos (UNICAMP/ABRASCO)

15h – Fornecimento e difusão da informação sobre exposição ambiental e acompanhamento. Jackson R. Barbosa (UFMT)

15h30 – Dimensões éticas, culturais, políticas e legais do capitalismo e colapso ambiental. Luiz C. M. Filho (IFCH da UNICAMP)

16h – Coffee break

16h30 – Mesa redonda: a civilização de risco – catástrofes tecnológicas e responsabilidade social. Coord.: Cristina Serra  • O mito do uso seguro dos agrotóxicos. Leomar Daroncho (M.P.F.) • As ambiguidades do aceitável: percepção dos riscos e controvérsias sobre a tecnologia. Fernando Gallembeck (Inst. Química da UNICAMP)

17h30 – Leitura da carta Campinas

18h – Encerramento

set
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2019
V Fórum Planisa – Saúde 4.0: desafios e benefícios @Maksoud Plaza Hotel
set 17@8:30 – 18:00

O conceito de Saúde 4.0, que envolve as inovações tecnológicas no setor da Saúde, será o foco do V Fórum Planisa, que acontece no dia 17 de setembro em São Paulo (SP). O evento, realizado pela Planisa, especialista em gestão de resultado para organizações de saúde, é destinado a profissionais do segmento e as vagas são limitadas.

O V Fórum Planisa contará com palestras que abordarão soluções inovadoras para a melhoria da gestão dos serviços de saúde. Entre os palestrantes confirmados estão o Diretor do DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), Dr. Jacson Barros; o Chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade da USP (Universidade de São Paulo), Dr. Chao Lung Wen; o Diretor de Operações no Grupo Santa Joana, Vinicius Tadeu de Oliveira; o Superintendente Gestão de Rede – São Paulo Bradesco Saúde S/A, Flavio de Carvalho Mendes e o Secretário Estadual de Saúde de Goiás, Dr. Ismael Alexandrino.

O Diretor Técnico da Planisa, Marcelo Tadeu Carnielo, ministrará a palestra “Gestão de Custos do século XXI”. Outros temas discutidos serão “Telemedicina e a Saúde”, “Saúde 4.0”, “Reflexões sobre economicidade no setor de saúde público por meio da tecnologia” e “Experiências em projetos inovadores com redução de custos e ganhos de eficiência no setor saúde”.

O conceito

A Saúde 4.0 integra mecanismos automatizados, como softwares de gestão, computação em nuvem, internet das coisas, entre outros aspectos que são disponibilizados em dispositivos móveis e em sistemas internos dos estabelecimentos de saúde.

Com a implantação do conceito, a integração de informações e o uso de ferramentas agilizam processos internos e aumentam a qualidade de todas as etapas do atendimento, transformando o relacionamento entre médicos e pacientes.

out
13
dom
2019
5° Forum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde/ Planetree – Workshop de Cuidado Centrado na Pessoa @Unidade Ensino Einstein Paulista (22º andar)
out 13 – out 14 dia inteiro

A humanização e a experiência do paciente serão os principais temas abordados durante o Workshop de Cuidado Centrado na Pessoa – Modelo Planetree, promovido pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, sede do Escritório Planetree Brasil e que contará com instrutores internacionais da certificadora. O evento, criado com o objetivo de proporcionar aos participantes a compreensão do Programa de Cuidado Centrado na Pessoa, acontece em outubro, em São Paulo (SP). As inscrições estão abertas no site do 5° Forum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde.

Com 12 horas de duração, a iniciativa é indicada para líderes e profissionais de instituições de Saúde, com interesse em aprimorar ainda mais a experiência do paciente e dos profissionais que atuam em suas organizações. Todos os participantes receberão um certificado de conclusão ao final das atividades.

O Planetree internacional é uma organização sem fins lucrativos que tem o compromisso de melhorar o atendimento de saúde a partir da perspectiva do paciente. São mais de 700 organizações de saúde parceiras em 25 países. A organização reconhece, por meio de uma certificação, a qualidade das interações humanas que ocorrem dentro dos ambientes de saúde, enfatizando a importância de buscar estratégias para envolver profissionais, pacientes e familiares como parceiros no cuidado visando o melhor resultado.

A programação do workshop inclui a compreensão do conceito e dos direcionadores do Modelo Centrado na Pessoa, além de desafios e experiências dos hospitais certificados pelo Planetree no Brasil.

O evento faz parte da agenda que antecede o 5º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde, idealizado pelo Einstein em parceria com o Institute for Healthcare Improvement.

Duração: 12 horas

Público: Líderes e Profissionais de instituições de Saúde, Pacientes e Familiares e outros interessados em conhecer o modelo

As inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de outubro.