Formação em Fasciaterapia começa em junho

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Uma terapia manual que, por meio de toques suaves e precisos, pode tratar desde problemas musculares e articulares a quadros de distúrbios do sono ou depressão. Pouco conhecida no Brasil, a fasciaterapia traz resultados consistentes tratando todos os tecidos do corpo por meio das fáscias, ou tecidos conjuntivos. “As fáscias são tecidos fibrosos que servem de junção entre as diversas partes do corpo. Elas envolvem os músculos, ossos, artérias, vísceras e órgãos e ligam todos estes elementos”, explica Lucy Aihara, fisioterapeuta e educadora física que atua há oito anos como fasciaterapeuta.

Criada pelo fisioterapeuta e osteopata francês Danis Bois, a fasciaterapia libera tensões e bloqueios miofaciais, articulares e viscerais, restaurando o equilíbrio do corpo. Por meio da movimentação das fáscias, estimula-se a auto regulação do movimento interno do paciente, um processo que envolve a parte física e psíquica, sendo indicada para uma gama enorme de problemas e patologias.

“Com a fasciaterapia, liberamos registros armazenados nas fáscias e trabalhamos para que o paciente aumente a percepção e consciência do seu próprio corpo. Ele torna-se, então, protagonista em seu processo de cura”, conta Lucy. Além de problemas musculares e articulares, o método apresenta resultados positivos no tratamento de perda de vitalidade, cansaço crônico, problemas de sono, estados depressivos, estresse, ATM, patologia de envelhecimento e problemas de circulação.

Profissionais de saúde do Brasil poderão estudar e se especializar em fasciaterapia em um curso de um ano de duração que começa nos dias 16 e 17 de junho. Ao todo serão oito módulos, de dois dias cada, que abordam não só a fasciaterapia, como também a Educação Perceptiva do Movimento. “A Educação Perceptiva do Movimento complementa a fasciaterapia por meio da Ginástica Sensorial, método para análise, educação ou reabilitação do gesto, aplicado a diferentes áreas”, explica Armand Angibaud, fisioterapeuta francês e mestre em Psicopedagogia da Percepção (UFP- Porto, Portugal).

Angibaud é o responsável pelas formações de Fasciaterapia e Educação Perceptiva MDB no Brasil e, no curso que começa em junho, vai ter o apoio de Lucy Aihara. Os dois vão apresentar a técnica, suas ferramentas, benefícios e resultados, além de aplicar fasciaterapia nos participantes.

O curso é aberto à fisioterapeutas, psicólogos, professores de Educação Física, massoterapeutas, terapeutas ocupacionais, pais ou cuidadores de crianças ou adultos com problemas neurológicos. O programa completo, valores e ficha de inscrição para o curso podem ser solicitados por e-mail fasciaterapiaepm@gmail.com. As inscrições são limitadas.

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