Idosos necessitam de cuidados especiais na alimentação

632

O envelhecimento da população brasileira, que representa mais de 30 milhões de pessoas, segundo o IBGE, é motivo de atenção especial da sociedade, principalmente quando se tratam de hospitais, uma vez que ele está acompanhado de alterações profundas na composição corporal do paciente, entre elas a redução da massa corporal e força do corpo e consequentemente dos músculos na região da deglutição. Com esse cenário, a preocupação da equipe assistencial e multidisciplinar está em prevenir o risco aumentado de desnutrição e de broncoaspiração, isto é, quando o paciente inspira vômito ou corpo estranho bloqueando as vias aéreas, ou seja, a respiração.

Pensando em capacitar a equipe assistencial e multidisciplinar para situações como esta, foi realizada na Unidade Jaçanã do IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, em São Paulo (SP), uma Oficina de Espessantes Alimentares, um produto hidrossolúvel feito à base de polissacarídeos (amidos, gomas vegetais e pectina, por exemplo) que alteram a composição de líquidos e alimentos ralos sem provocar alteração de odor e sabor. Os profissionais tiveram a oportunidade de degustar os líquidos nas diferentes consistências e se aprofundar ainda mais nos cuidados e prevenção dos riscos assistenciais. A fonoaudióloga do IBCC Jaçanã, Beatriz Garcia, aproveitou para reforçar os riscos de broncoaspiração e como cada profissional deve atuar cumprindo o protocolo de bronco.

Dentre os 120 leitos, mais de 80% dos pacientes internados na Unidade são idosos. “Muitos pesquisadores relataram que a força dos músculos da deglutição reduz com o envelhecimento e essa redução da pressão dos músculos desencadeia a disfagia –  dificuldade e problemas no processo de deglutição. A disfagia é muito comum no nosso perfil de pacientes, uma vez que na Unidade Jaçanã há um número considerável de pacientes com doenças neurológicas. Com nossos profissionais treinados  sobre os espessantes, entendemos que terão o conhecimento para prevenir os riscos assistenciais, como a broncoaspiração e diminuição dos sintomas de disfagia”, afirma Beatriz Garcia.

A Oficina foi oferecida pela Nestlé, e contou com a presença da representante, Larissa Minassian.

Deixe seu comentário