Instituto Coalização Saúde apresenta proposta para transformar o sistema de saúde no Brasil

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Os desafios para melhorar a saúde em nosso país são velhos conhecidos dos brasileiros e tornam-se cada vez mais complexos com o passar dos anos. Ora pela multiplicidade de agentes envolvidos, ora por falta de projetos sustentados no cidadão como foco central das ações.

Com isso em mente, o Instituto Coalização Saúde (ICOS), com suporte da McKinsey, desenvolveu uma proposta visionária para a saúde brasileira, que tem por objetivo um sistema de qualidade, sustentável, com a participação dos cidadãos, respeitando os princípios do SUS e tendo boas práticas mundiais como referência.

A proposta do ICOS visa cinco iniciativas que, ainda nesse primeiro semestre, mostrarão alterações em alguns modelos de atendimento e gestão atual. Elas foram criadas a partir de uma análise das forças que pressionam o sistema de saúde (conforme figura 1, abaixo). Resumidamente, as iniciativas são:

1)                  Consolidação e Uso de Dados – a consolidação de dados de atendimento permitirá a análise e divulgação de informações de pacientes aos profissionais de saúde, tanto do setor público como do privado.

Essa ação visa, ainda, o diagnóstico precoce de doenças possibilitando uma maior assertividade nas ações nacionais de saúde.

2)                  Modelos de Pagamento – desenvolver modelos pluralizados de formas de pagamento nas quais o centro das discussões seja a efetividade do atendimento ao cidadão (desfecho). Havendo, inclusive, a necessidade de educar a população quanto ao uso racional do sistema, bem como a possível coparticipação de custos.

3)                  Fortalecimento da Atenção Primária – promovendo a prevenção, melhorando o acesso e a qualidade da assistência. Essa ação suscita, também, a valorização da medicina da família e o uso dos multiprofissionais, em especial no setor privado.

4)                  Modelos Inovadores de Atenção –  o resultado de modelos inovadores de atenção bem-sucedidos no Brasil e no mundo mostrou que há um impacto de qualidade, satisfação do paciente e a sustentabilidade do sistema de saúde. Por isso, as atenções primária, secundária e terciária necessitam de variações para melhoria do sistema atual. Além disso, o cuidado com o idoso, e, a agilidade na regulação de leis de pesquisa se fazem imprescindíveis.

5)                  Promoção da Saúde, por meio de educação do cidadão e dos empregadores – estimular os cidadãos a serem responsáveis por sua própria saúde, utilizando-se das escolas e das empresas como formadores de opinião propiciando uma mudança cultural. Igualmente importante é transformar a saúde em um valor estratégico para as empresas, com melhores resultados na produtividade, gestão de custos e qualidade de vida das pessoas.

A facilidade e o impacto foram as dimensões elegíveis para a definição dessas propostas que serão executadas, considerando-se o resultado esperado às seguintes questões:

– Ajuda a melhorar o estado de saúde da população?

– Ajuda a incrementar a satisfação dos cidadãos com o sistema de saúde?

– Ajuda a assegurar a sustentabilidade financeira do sistema de saúde?

– Exige mudança regulatória ou atuação direta do governo para implementação?

– Exige alto investimento em formação de pessoas em sistemas de informação ou recursos públicos?

– Exige mudança cultural da população?

As imediatas intervenções buscam, complementarmente, minimizar o impacto financeiro a que nosso país está fadado, caso nada seja feito. O que corresponde um investimento adicional em saúde de R$ 10 trilhões ou 25% PIB, em menos de duas décadas.

O investimento do PIB brasileiro em comparação a alguns países do mundo pode ser observado na Figura 2, abaixo.

ICOS – O Instituto Coalizão Saúde é formado por representantes da cadeia produtiva do setor de saúde e tem por objetivo contribuir, de forma propositiva e pluralista, sobre o debate e a busca de novos avanços em saúde, em resposta às demandas da população e às necessidades do país.

 

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