Jornada de Processamento de Produtos para Saúde reforça papel do CME na segurança do paciente

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Foto: Mateus Frizzo

A segurança do paciente foi o tema central da 5ª Jornada de Processamento de Produtos para Saúde, evento promovido pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (SINDIHOSPA) nesta terça-feira (15). Na programação, especialistas da área debateram diferentes aspectos ligados ao dia a dia, à estrutura e à legislação sanitária dos Centros de Materiais e Esterilização (CME) das instituições hospitalares.

O primeiro painel tratou do perfil do profissional do CME. Giovana Abrahão de Araújo Moriya, presidente do presidente da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (Sobecc), compartilhou com o público sua experiência como enfermeira coordenadora na central do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

“A gestão de pessoas dentro do CME não é diferente daquela que é realizada em outras áreas do hospital. É preciso alinhar as estratégias dos negócios com as da valorização de capital humano”, disse. Giovana também ressaltou a importância do compromisso ético e da responsabilidade social das equipes para a obtenção dos melhores resultados. “A pessoa que possui uma formação básica humanista terá muito mais capacidade para desempenhar bem o seu papel nesse meio”, avaliou.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 14% dos pacientes internados no Brasil contraem algum tipo de infecção a cada ano. No mundo, essa é a quarta maior causa de mortes, ficando atrás apenas de problemas cardiovasculares, câncer e violência. Para um dos palestrantes, Fernando Bustamante, da multinacional Steris, a redução desse índice passa por uma maior integração das equipes do CME desde a concepção dos espaços de esterilização.

“As empresas contratadas muitas vezes cometem erros básicos ao construir um CME por não conhecerem seu dia a dia. Tudo tem de ser previsto, o acondicionamento, a posição das tomadas, e sempre levando em consideração aspectos logísticos. Temos de pensar por onde entram e saem os materiais. E isso dificilmente um arquiteto ou um engenheiro vai saber sozinho”, analisou, defendendo uma maior integração entre os profissionais na hora de fazer o projeto.

Uma das organizadoras do evento, a coordenadora do Comitê de Processamento de Produtos de Saúde do Sindihospa, Daniela dos Santos Schneider, comemorou a presença do público no auditório do Hotel Plaza São Rafael. “Mais uma vez, cumprimos com nosso objetivo de reunir o setor, trazendo novidades e referências da área. Os CME são unidades-chave na prevenção das infecções hospitalares e a atualização dos profissionais que atuam na área, uma necessidade constante”, disse.

Confira outros detalhes da programação em sindihospa.com.br/jornadaprocessamento2017

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