Mesmo com Copa e crise de abastecimento, Junho Vermelho garantiu doações de sangue em São Paulo

Mesmo sendo um mês de junho atípico, com jogos da Copa do Mundo e os efeitos da Crise de Abastecimento, a Campanha Junho Vermelho, organizada pelo Movimento Eu Dou Sangue, conseguiu incentivar as doações de sangue no Estado de São Paulo, alcançado, inclusive, um aumento de 3% nas coletas paulistas, segundo a Fundação Pró-Sangue. Esses bons números se repetiram em diversos Estados, como no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí – HEMOPI (20%); Centro de Hemoterapia e Hematologia de Mato Grosso do Sul – HEMOSUL (12%); e no Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina – HEMOSC (8,58%). O levantamento considera as doações de sangue realizadas no mês de junho de 2018, em comparação com o mesmo mês de 2017.

Para Debi Aronis, idealizadora do Movimento Eu Dou Sangue, junho é o marco da campanha, justamente por ser o mês em que os estoques mais caem, mas as pessoas precisam se conscientizar de que essa é uma ação para o ano todo. “Doar sangue precisa se tornar um hábito do brasileiro. E continuar falando sobre isso, seja nos círculos familiares ou entre os amigos, estimula a doação nos demais meses, não só em junho, pois, mesmo com todo nosso esforço, nem sempre conseguimos alcançar a todos”, explica.

Exemplo disso ocorreu no Espírito Santo e Paraná, que mesmo tendo aderido a Campanha do Junho Vermelho, não conseguiram aumentar seus estoques. Segundo o Hemocentro do Estado do Espírito Santo – Hemoes, a queda nas doações foi de 17,87%; já o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná – Hemopar relatou uma queda de 1,46% respectivamente. Diana Berezin, também idealizadora do Movimento Eu Dou Sangue, comenta que as doações feitas durante a campanha não garantem o nivelamento de estoque dos hemocentros. “Sangue é normalmente associado à guerra. Mas nós queremos mostrar que a doação de sangue é uma forma de promover a paz na medida que nos aproxima como seres humanos ressaltando o que nos iguala e sublimando o que nos diferencia”, destaca. “Doar precisa ser, sempre, um ato de cidadania, de preferência o ano todo”.

Embora o Junho Vermelho tenha terminado, outras ações estão previstas ainda para 2018. Uma delas é o Eu Dou Sangue Pela Paz no dia 21 de setembro – Dia Mundial da Paz – que vincula a doação de sangue à cultura Paz. “Sangue é normalmente associado à guerra. Mas nós queremos mostrar que a doação de sangue é uma forma de promover a paz na medida que nos aproxima como seres humanos ressaltando o que nos iguala e sublimando o que nos diferencia”, diz Diana.

O principal objetivo do Movimento Eu Dou Sangue é chamar a atenção da sociedade para que as doações continuem ao longo do ano. Uma pesquisa realizada em 2017, encomendada pelo Movimento, em parceria com o Instituto Datafolha, indicou que o brasileiro não costuma doar sangue: cerca de 92% dos entrevistados declararam que não participaram de doações nos últimos 12 meses.

Em 2018, o Movimento incluiu no seu calendário inúmeras atividades, como a tradicional iluminação dos monumentos na cor vermelha, a coordenação de exames gratuitos de tipagem sanguínea e de glicemia sangue em diversas estações do Metrô, além de atividades lúdicas para as crianças, principais influenciadores dentro de casa, na Chácara Turma da Mônica. Para o público adulto, durante o Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06), o Movimento Eu Dou Sangue realizou parcerias com o Cabify e com o Espaço Itaú de Cinema.

Para saber onde há bancos de sangue, acesse o site do Movimento Eu Dou Sangue, na aba de “Onde doar”, pelo www.eudousangue.com.br/onde-doar.

Junho Vermelho

A campanha Junho Vermelho que já foi alçada à categoria de lei em vários Estados e cidades do Brasil, busca chamar a atenção para a importância da doação regular de sangue. A ideia surgiu em 2011, quando as irmãs Debi Aronis e Diana Berezin lançaram o Movimento Eu Dou Sangue no estado de São Paulo, motivadas por um episódio familiar. No ano passado, a iniciativa foi promovida a Lei Estadual em São Paulo.

Redação

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