Salas humanizadas beneficiam crianças em hospitais públicos

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Levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) apresentou redução de quase metade dos casos de uso de sedativos para a realização de exames de tomografia em crianças, após a implantação do projeto “Humanização em Hospitais”, nas unidades Darcy Vargas e Cândido Fontoura. A FIDI monitora constantemente o uso de sedativos em seus pacientes e identificou redução de 15,6% para 8% no uso de sedativos para a realização de exames de tomografia.

Além disso, a FIDI realizou uma pesquisa de satisfação de pacientes. Ainda nestas unidades, 100% avaliam as salas de exames como ótimas ou boas. Cerca de 60% dos pacientes que responderam ao questionário afirmaram se sentirem tranquilos e 21% sentem-se alegres na realização dos procedimentos, minimizando traumas e estresses para os usuários.

Outro dado importante que mostra a preocupação da FIDI com seus pacientes é a resposta para a pergunta “O que mais gostou?”, onde 54% das pessoas disseram gostar do atendimento que receberam; 20% lembraram-se do espaço físico; 13% do equipamento em sala (que também recebe o adesivo); e o restante para as orientações dos exames, que recebeu 10% das respostas.

Cristiane Claro Monzani, coordenadora de projetos sociais da FIDI, explica que o projeto visa propiciar um ambiente mais acolhedor e humanizado, tornando o exame menos desconfortável e acalmando o paciente. “A humanização aproxima o especialista dos pacientes e seus familiares durante a realização  do exame. Um profissional que recebe o treinamento sobre o atendimento humanizado sabe que deve orientar seus pacientes sobre todos os procedimentos para que todos se sintam seguros”, explica.

Treinamento

Pensando em melhorar cada vez mais o atendimento nas salas humanizadas, em 2017, a FIDI formou uma Comissão de Atendimento Humanizado do Núcleo de Segurança do Paciente, que oferece  capacitação aos funcionários responsáveis pelo atendimento direto aos pacientes.

A integração acontece quando um novo colaborador ingressa na FIDI e/ou sempre que uma sala de exame é humanizada. Um grupo de teatro apresenta a peça “Como o paciente deve ser atendido?”, que mostra de forma lúdica dois modelos de atendimento, o primeiro considerado ruim, com repetidos erros; e o segundo, já com os problemas corrigidos, de maneira cordial. Após isso, os colaboradores discutem as diferenças com o objetivo de responder a pergunta que dá nome à apresentação.

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