2º Fórum de Segurança do Paciente do Hospital Santa Isabel reúne profissionais de saúde de várias áreas

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O 2º Fórum de Segurança do Paciente do Hospital Santa Isabel (HSI) debateu temas e procedimentos essenciais no dia a dia de um hospital, que podem interferir na alta e até na recuperação do paciente em casa. Assuntos aparentemente simples, mas que são importantes e devem respeitar códigos e protocolos pré-estabelecidos como iniciar um plano de alta hospitalar, passando informações importantes à pessoa internada e aos seus familiares, mesmo antes da data definida pelo médico responsável. Ou ainda, envolver vários profissionais que acompanham o paciente para que a alta seja feita da forma segura e com o máximo de esclarecimentos possíveis.

Segundo a enfermeira Maria Alice Poppe Pereira, coordenadora de risco hospitalar do HSI, a alta hospitalar é uma atividade multidisciplinar, que envolve fisioterapeutas, fonoaudiólogos entre outros, e que tem início durante a internação. “As informações devem ser dadas enquanto o paciente ainda está internado e não no dia da alta”, conta Maria Alice.

Durante o evento, foi abordada a importância de se plantar a cultura da previsão de alta, que deve ser informada pela equipe médica na agenda diária – “é uma previsão e não uma data definida”, conta a coordenadora.

O Hospital Santa Isabel já possui um impresso chamado de “orientação de alta hospitalar” para que todas as equipes possam colocar as informações necessárias. O documento, que deve ser entregue pela enfermeira ao paciente ou ao acompanhante, tem que conter orientações fornecidas por todas as equipes, como dietas, dosagem dos remédios, uso de meias elásticas e aplicação de insulina para diabéticos, por exemplo. O responsável pelo paciente deverá ler e assinar, confirmando o recebimento e que teve a oportunidade de fazer todas as perguntas e tirar as dúvidas.

Durante o evento também foram apresentados os Protocolos clínicos e de segurança já iniciados como o Código Amarelo – de segurança para pacientes graves que se encontrão em unidades não críticas – que visa diminuir a mortalidade intra-hospitalar. O Código Amarelo já está em operação pelo GAR (Grupo de Atendimento Rápido), composto pelo médico hospitalista e um enfermeiro da unidade.

A enfermeira Juliana Roberta Vianna, coordenadora dos Centros Cirúrgicos do HSI, apresentou os itens fundamentais para garantir que procedimentos básicos antes, durante e depois de uma cirurgia, sejam sempre realizados, como por exemplo, itens de verificação no pré-operatório (termos de consentimento, verificação da pulseira, impressos do prontuário).

Momentos como o time out na sala cirúrgica, onde é apresentado, entre outras coisas, o nome de todos os recursos de imagem e equipamentos disponíveis na sala além da apresentação de toda a equipe também foram esclarecidos. O check out, com a conferência das compressas, identificação de peças para encaminhamento ao anatomopatológico são alguns dos itens na finalização do procedimento, esclarecidos pela enfermeira. “Caso algum dado não esteja contemplado, o paciente deve ficar na sala cirúrgica até que o problema seja resolvido”, conclui Juliana.

O Dr. Roberto Crispi, vice-diretor clínico do HSI, encerrou o evento explicando os protocolos institucionais da entidade. O Protocolo de Pneumonia, que está em andamento junto com equipes de vários departamentos, vai atingir todas as unidades desde o pronto-socorro até a unidade de internação e terapia intensiva. O Protocolo de Dor Torácica, que está em conformidade com os consensos da Sociedade Brasileira de Cardiologia, possui os fluxos de atendimento ao paciente e, o mais importante: os tempos para atendimento desde a entrada até o início dos procedimentos – do eletrocardiograma até a indicação da angioplastia, por exemplo. “É um aprendizado trabalhar com protocolos e avaliar os indicadores”, conta Dr. Roberto.

Segundo a enfermeira Bruna Cepollini, coordenadora das Unidades de Internação do HSI, os dados resultantes dos Protocolos deverão ser tabulados e divulgados para gerar comprovação da sua eficácia. “Não basta termos apenas a elaboração de um Protocolo. Ele só existe realmente quando é usado e recebemos os retornos dos resultados” concluiu Bruna.

 

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