A importância da lei do desfibrilador

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares foram as principais causas de morte no mundo em 2011, tanto entre homens (26,8%) quanto entre mulheres (31,5%), das mais diversas idades. A principal causa de morte, na grande maioria dos casos, é o infarto agudo do miocárdio. As arritmias cardíacas (taquicardia e fibrilação ventricular) são algumas das causas de morte súbita.

No Brasil, dados do ano passado da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e do Conselho Nacional de Ressuscitação mostram que 800 brasileiros morrem do coração todos os dias, com cerca de 290 mil pessoas vitimadas por ano. A legislação brasileira determina que locais com circulação superior a mil pessoas por dia tenham no mínimo um Desfibrilador Externo Automático (DEA), aparelho que diagnostica as arritmias cardíacas de fibrilação ventricular e taquicardia ventricular.

Este aparelho também é capaz de tratá-las por meio da desfibrilação, uma aplicação de corrente elétrica que faz com que o coração retorne ao ciclo cardíaco normal. A Lei do Desfibrilador, no entanto, não é cumprida pela maioria desses locais. De acordo com estas mesmas estatísticas, cerca de 100 mil brasileiros poderiam ser salvos por ano caso um DEA estivesse disponível em todos os locais que a lei determina.

Com a proximidade de grandes eventos que acontecerão no país nos próximos anos, é fundamental que esta lei seja incentivada e cumprida, para evitar que as estatísticas aumentem. Esperamos que a sociedade se movimente em apoio a esta lei para que muitas notícias de vidas preservadas cheguem para todos nós.

 

Marco Aurélio Fêlix é presidente da empresa mineira Cmos Drake

 

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