Centro de Oncologia no Brasil começa tratamentos com sistema Calypso de rastreamento de tumores

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Foto: Jefferson Bernardes

Para monitorar os movimentos de tumores e aperfeiçoar a precisão em tratamentos com radioterapia guiada por imagem, o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), se tornou o primeiro centro de oncologia no Brasil a usar o sistema Calypso® da Varian Medical Systems (NYSE: VAR). Usado com o acelerador linear médico TrueBeam® da Varian, para tratar pacientes com câncer de próstata em 10 de janeiro, o sistema Calypso detecta até mesmo pequenos movimentos de um tumor, de forma que o feixe de tratamento pode ser direcionado com precisão.

O Sistema Beacon do Calypso funciona pelo implante de transponders de tamanho aproximado de um grão de arroz no tumor, de forma que a localização do tumor pode ser rastreada de fora do corpo do paciente. Os transponders emitem sinais eletromagnéticos não ionizantes que podem ser rastreados em tempo real e usados para manter um feixe de tratamento no alvo.

“Com o Calypso, os tratamentos são mais rápidos, os efeitos colaterais são menores e é possível aplicar uma dose mais concentrada de radioterapia”, disse o coordenador da Unidade de Radioterapia e Radiocirurgia do Centro de Oncologia, Wilson de Almeida Junior.

O especialista da Unidade de Urologia do Hospital Moinhos de Vento, Rafael da Luz Boeno, disse: “A radioterapia de alta precisão representa um grande avanço, especialmente em casos de câncer de próstata. Diversos estudos corroboram a eficiência do Sistema Calypso na localização precisa do tumor e na redução de efeitos colaterais da radioterapia, tais como incontinência urinária e disfunção erétil. O implante de transponders é feita com anestesia, sem dor, e como um procedimento ambulatorial”.

“O Calypso é uma evolução para tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais”, disse o diretor de Serviços Médicos do Centro de Oncologia, Sérgio Roithmann. “Cada vez que um avanço importante como esse acontece, podemos combinar tratamentos de forma mais segura e o paciente pode se beneficiar da radioterapia, quimioterapia, associações biológicas e cirúrgicas”.

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