Dia Mundial do Coração: cuide do seu e do das pessoas que você ama

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O Dia Mundial do Coração é comemorado no próximo domingo, dia 30 de setembro. A campanha deste ano, promovida pela Federação Mundial do Coração em parceria com a Organização Mundial da Saúde, tomou como lema “Um Mundo, Uma Casa, Um Coração”.

É importante destacar que essa campanha vem para enfatizar a importância dos cuidados para toda a família. As doenças e os ataques cardíacos atingem todas as idades, ao contrário do senso comum homens e mulheres são afetados, portanto medidas e atitudes devem ser tomadas para mudar esse quadro e diminuir os riscos.

Segundo Dr. Ayrton Bertini, cirurgião cardíaco do Hospital San Paolo – centro hospitalar de média complexidade localizado na zona norte de São Paulo, a morte devido a doenças cardíacas para pessoas na faixa entre 44 e 65 anos, ainda é maior nos homens 39%, do que em mulheres. Entretanto, depois dos 65 anos, a taxa de mortalidade em mulheres ultrapassa a dos homens em 22%. “Este aumento está relacionado à entrada da mulher na menopausa, caracterizado pela diminuição na produção hormonal, demonstrando o efeito cardioprotetor do estrogênio”, explica o médico.

Os sintomas das doenças cardíacas estão relacionados aos fatores de risco cardiovasculares que são: hipertensão arterial, diabetes, aumento nos níveis de colesterol, tabagismo, sedentarismo e antecedentes familiares. “Na grande maioria dos casos (90%) o paciente apresenta dor no peito de forte intensidade e esse aperto pode irradiar para o ombro ou mandíbula, geralmente desencadeado por esforço físico,” completa o doutor. Outros sintomas menos comuns são a falta de ar e palpitação. Vale ressaltar que qualquer dor ou sintoma deve ser avaliado pelo médico e associado a exames.

A prevenção é essencial, assim como ter um acompanhamento médico periódico para controle da pressão arterial, dos níveis de glicose e colesterol. Além disso, a pessoa deve fazer sua parte nesta prevenção, abandonando o hábito de fumar, e o mais importante, praticar exercícios aeróbicos e ter uma alimentação saudável, sem frituras e gorduras. “O exercício físico mostrou ser de vital importância, eliminando o sedentarismo e obesidade que também são parte de toda esta rede de riscos cardiovasculares”, explica o Dr. Ayrton.

As pessoas que já sofreram algum problema cardíaco ou possuem algumas das características de risco, a mudança no estilo de vida é obrigatória. “Isso engloba a reeducação alimentar, exercícios físicos regulares, parar de fumar, eliminar o máximo possível do estresse do dia a dia, ou seja, cuidar de seu coração com hábitos saudáveis e um novo estilo de vida”, aconselha o médico.

 

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