Hospital recebe voluntários para doar carinho a bebês que nasceram viciados em drogas

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É do senso comum, para a maior parte das pessoas, que o uso de drogas na gravidez traz problemas graves. Porém, parece, infelizmente, não ser tão óbvio para uma fatia larga da população nos Estados Unidos. Ainda hoje muitos bebês nascem ‘viciados em drogas’ fruto dos maus hábitos das mães e das dificuldades que as mesmas enfrentam em lidarem com a abstinência.

Como sintomas, os bebês enfrentam diarreia, tremores, vômitos, choro incessante e dores intensas. Alguns deles, recebem, inclusive, doses decrescentes de mofina nos primeiros dias de vida. O objetivo é permitir que o seu pequeno organismo se habitue, gradualmente, à falta de substâncias, como heroína ou analgésicos.

Muitos deles ficam mais tranquilos ao receberem colo e afeto, segundo confirmam as enfermeiras da maternidade da rede de hospitais Jefferson University Hospitals, na Filadélfia (EUA). Depois de relatarem este fato, foram vários os hospitais que adotaram programas de voluntariado com o objetivo de ‘doar’ carinho aos pequenos.

A maioria dessas crianças passa muitos meses no hospital. Por um lado, porque precisam desse tempo para que as substâncias saiam na totalidade do seu organismo, por outro, porque perderam os pais, por perda do direito de guarda devido ao uso de drogas ou por estarem em tratamento para conseguirem abandonar o vício.

Por mais que as enfermeiras se dediquem, não conseguem tempo suficientes para doar carinho a todos estes bebês. E assim surgiu o programa de voluntariado.

Segundo relatam os médicos integrados no programa, depois destas ‘doações’ de carinho, os pequenos demonstraram precisar de doses menores de medicação para controlarem os sintomas de abstinência. Além disso, notou-se também diminuição no tempo médio de internação.

A conexão de um bebe com o cuidador (mãe, pai ou outro) é algo fundamental nos primeiros meses de vida.

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