Hospital São Rafael é primeiro do Nordeste a receber robô que alerta sobre possíveis infecções generalizadas

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O Hospital São Rafael (HSR), de Salvador (BA), recebe na quinta-feira (6) o idealizador do projeto “O Sonho de Laura: o robô que salva vidas”, Jacson Fressatto. O analista de sistemas, que desenvolveu um algoritmo de rede neural, capaz de detectar precocemente um possível caso de Sepse (conjunto de manifestações graves produzidas por uma infecção), participa do painel ‘Gerenciamento de Sepse com Apoio da Inteligência Artificial’, promovido pelo HSR, no auditório Luigi Faroldi, a partir das 14h.

O evento é aberto às demais unidades de saúde filantrópicas, públicas e privadas, além de órgãos de classe. O objetivo é difundir a inovação e propiciar que essas entidades tenham a oportunidade de conhecer a tecnologia e estudar a viabilidade de implantação em suas instituições. O HSR será o primeiro no Nordeste a receber o software, que já está em funcionamento no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba e em fase de estudos em instituições de Porto Alegre e Cuiabá. A implementação será discutida entre Fressatto e a diretoria do São Rafael, na ocasião.

O #robolaura surgiu após o idealizador do projeto perder sua filha, que leva o mesmo nome do projeto, com apenas 18 dias de vida, por causa da sepse. O intuito é reduzir as mortes provenientes de infecções generalizadas no Brasil em 5% até 2020. Inicialmente, o sistema estará sendo disponibilizado, sem custos, para os hospitais filantrópicos do país.

 

O projeto “Sonho de Laura” e o Robô Laura

Em 2010, o analista de sistemas Jacson Fressatto viu sua filha Laura falecer de sepse – infecção generalizada – no hospital, aos 18 dias de vida. Nos quatro anos seguintes, dedicou-se a entender como a sepse funciona e desenvolveu um software chamado Laura, um robô, que será usado principalmente nos hospitais filantrópicos para ajudar a prevenir outras mortes desse tipo.

Como funciona o #Laura

O software funciona cruzando os dados de cada paciente e as chances de desenvolverem algum tipo de infecção, auxiliando no monitoramento dos casos e alertando médicos e enfermeiros, caso algum paciente precise de atendimento.

Dados sobre a sepse

A sepse é muito mais frequente do que se imagina. O Brasil, assim como na Malásia, o lidera o ranking de mortes por infecções, com 250 mil pessoas afetadas todos os anos, de acordo com um estudo do Instituto Latino-Americano de Sepse (Ilas), índice mais alto do que doenças como o câncer. No mundo, uma pessoa morre a cada minuto vítima de algum tipo de infecção generalizada e, muitas vezes, a situação não recebe a atenção necessária de profissionais de saúde ou familiares – por isso se torna tão frequente. Com o robô, a ideia é reduzir o número de mortes no Brasil em até 5% até 2020 – parece pouco, mas são 12.500 pessoas que podem sobreviver graças ao uso da tecnologia.

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