Hospital VITA adota ferramenta de cuidado ao paciente inédita na Região Sul

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O Hospital VITA, de Curitiba (PR), mais uma vez sai na frente e é a primeira instituição de saúde da região Sul a adotar o protocolo que avalia risco de lesões de pele por pressão causadas pelo posicionamento do paciente durante procedimentos. Trata-se da Escala de Avaliação de Risco para o Desenvolvimento de Lesões decorrentes do Posicionamento Cirúrgico do Paciente (ELPO), que teve sua elaboração iniciada em 2013, a partir da tese de Mestrado da enfermeira Camila Mendonça de Moraes Lopes. A metodologia tem a finalidade de orientar a prática clínica do enfermeiro durante o período intraoperatório.

A escala já é utilizada por renomados hospitais de São Paulo e agora o VITA a adotou também. “Nós conhecemos a metodologia no Hospital Israelita Albert Einstein e adaptamos para ser usada em nossos procedimentos cirúrgicos estratégicos, como nas artroplastias de quadril e de joelho, artrodese de coluna e nas cirurgias bariátricas”, conta a coordenadora do Centro Cirúrgico do Hospital VITA Batel, enfermeira Sabrina Koerner Pinheiro.

A superintendente do Hospital VITA, Neidamar Fugaça, explica que a metodologia vai contribuir para delimitar quais são os pacientes que têm mais riscos de desenvolver lesão de pele causada pelo posicionamento e permanência prolongada durante a cirurgia. “Com isso, poderemos determinar quais as ações que precisam ser tomadas tendo como base a escala, que mostrará o perfil do nosso paciente e sua aplicabilidade no processo assistencial, assim como definir quem tem maior risco para desenvolvimento de lesão e quais iniciativas podem ser colocadas em prática futuramente”, destaca. Segundo a superintendente, tudo será avaliado: tipo adequado de colchões que serão colocados na mesa de cirurgia – de espuma ou viscoelástico, ou outras superfícies de suporte, seguindo as necessidades de cada paciente, posicionamento, duração e tipo de procedimento etc.

O protocolo ELPO é composto por sete tópicos: tipo de posição cirúrgica, tempo de cirurgia, tipo de anestesia, superfície de suporte, posição dos membros, comorbidades e idade do paciente, e cada um desses itens apresentam cinco subdivisões, com pontuação de 1 a 5, para determinar menor e maior risco. A escala avalia o risco de lesões de pele por pressão, complicações tegumentares e de dor não relacionada à incisão cirúrgica.

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