J&J e BP mostram estratégias de combate à infecção hospitalar (PARTE 2)

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Leia a primeira parte desta matéria em: portalhospitaisbrasil.com.br/jj-e-bp-mostram-estrategias-de-combate-a-infeccao-hospitalar-parte-1

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Uma das áreas do hospital sensíveis à infecção hospitalar é o pronto-socorro, pois vírus e bactérias, como influenza e tuberculose, acabam chegando com o cliente. A prevenção é feita com etiqueta da tosse, higienização das mãos, uso de luvas, máscaras e óculos. “Cerca de 30% dos pacientes transferidos de outros hospitais e home care já chegam colonizados, por isso os colocamos em situação de precaução e trabalhamos com a prevenção”, explica Maria Lúcia.

Outra área que recebe atenção é a UTI, onde o risco é interno: uso de dispositivos (cateter, sonda, monitores, respiradores, etc.), falha no procedimento de higienização das mãos e uso abusivo de antibióticos. Além da higienização das mãos e do uso de luvas, máscaras e óculos, a prevenção é feita também com a desinvasão do cliente e o uso criterioso de antibióticos.

No caso do Centro Cirúrgico e da Central de Material e Esterilização, o risco está nas falhas nos processos de esterilização, que podem comprometer todos os outros, especialmente os cirúrgicos. A prevenção se dá com o acesso restrito ao CC e ao CME; áreas suja e limpa em andares diferentes, com funcionários dedicados; proximidade da área limpa com o CC; além da utilização de métodos e tecnologias adequadas para desinfecção e esterilização. “Fiscalizamos o processo de limpeza dos materiais, monitoramos todas as etapas da esterilização e restringimos o acesso à CME. Material estéril não transita dentro da instituição”, explica a médica. Por mês são esterilizados cerca de 26.000 instrumentais cirúrgicos e 18.000 itens de assistência ventilatória.

O processo de esterilização dos materiais na BP acontece nas seguintes etapas: primeiramente é feita a lavagem dos itens com produtos específicos para retirar sujidades visíveis, depois há uma inspeção visual. A partir daí, os materiais respiratórios e de assistência ventilatória passam por uma desinfecção de auto nível, já os mais delicados, que não podem ser expostos a alta temperatura, passam pela esterilização a vapor ou com peróxido de hidrogênio.

Tecnologia

Não há dúvidas de que o avanço da tecnologia tem contribuído com os hospitais no combate à infecção. Um dos exemplos é o Sterrad, da Johnson & Johnson Medical Devices, esterilizador a baixa temperatura que utiliza peróxido de hidrogênio. Por oferecer menor tempo de esterilização, a tecnologia é mais custo-efetiva, já que torna possível manter uma quantidade menor de material em inventário, aumentando a produtividade das CMEs e garantindo o atendimento à demanda dos Centros Cirúrgicos.

Um dos destaques da tecnologia é a segurança, já que após a esterilização, o peróxido de hidrogênio é convertido em água e oxigênio, não existindo subprodutos tóxicos no final do processo – diferentemente de outras tecnologias de baixa temperatura, como óxido de etileno e formaldeído. O produto possui ainda um dispositivo que não permite que o ciclo seja concluído no caso de possíveis desvios do processo, evitando que materiais contaminados sejam utilizados. Além disso, não utiliza água e consome 51 vezes menos energia que uma autoclave.

“A tecnologia está presente no mercado brasileiro há mais de 20 anos, trazendo segurança para pacientes e profissionais e otimização de recursos para as instituições de saúde. Possuímos a maior base instalada de esterilizadores a baixa temperatura do país, com mais de 500 equipamentos espalhados por todas as regiões. Só na BP estão dois deles”, conta Thiago Vicenzi, responsável pelo Marketing da ASP/Johnson & Johnson Medical Devices.

Esterilização por vapor saturado sob pressão (autoclave): Equipamento constituído de uma câmara em aço inox, com uma ou duas portas, válvula de segurança, manômetros de pressão e indicador de temperatura. Nas autoclaves pré-vácuo, o ar é removido pela formação de vácuo, antes da entrada do vapor, assim, quando este é admitido, penetra instantaneamente nos pacotes. O efeito letal decorre da ação conjugada da temperatura e umidade. O vapor, em contato com uma superfície mais fria, umedece, libera calor, penetra nos materiais porosos e possibilita a coagulação das proteínas dos microrganismos.

Fonte: APECIH, 1998

Esterilização a baixa temperatura por peróxido de hidrogênio: Processo que utiliza uma combinação de vapor de peróxido de hidrogênio e plasma de gás à baixa temperatura para esterilizar de forma rápida praticamente todos os instrumentos e materiais médicos, sem deixar resíduos tóxicos. A tecnologia pode ser utilizada para esterilizar uma ampla gama de produtos para a saúde atualmente esterilizados a vapor, óxido de etileno ou formaldeído.

Fonte: White Paper Sterrad 100S

Matéria originalmente publicada na Revista Hospitais Brasil edição 86, de julho/agosto de 2017. Para vê-la no original, acesse: portalhospitaisbrasil.com.br/edicao-86-revista-hospitais-brasil

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