Secretaria de Saúde do Distrito Federal digitaliza serviços de radiologia e radioterapia

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Todos os serviços da Secretaria de Saúde do Distrito Federal referentes à radiologia e radioterapia foram completamente digitalizados, envolvendo 64 aparelhos de raios X, 11 mamógrafos e dois equipamentos de radioterapia.

A transformação aconteceu a partir de dispositivos que garantem a aquisição das imagens digitalizadas. Por meio do Wi-Fi, elas são transferidas para uma máquina, onde os técnicos conseguem realizar modificações, como, por exemplo, brilho e contraste. Além disso, é possível exportá-las para outros locais ou armazenar no servidor.

De acordo com o coordenador de Radiologia, Marco Tsuno, os aparelhos já estão em pleno funcionamento desde novembro de 2016. A melhoria foi feita através de contrato regular, que assegura a garantia geral dos equipamentos por três anos e das baterias por cinco anos. “O pregão ainda gerou uma significativa economia, pois as propostas iniciais estavam estimadas em R$ 27 milhões, porém, o contrato foi assinado ao custo de R$ 9 milhões”, esclarece.

Tsuno destaca que, digitalizados, os exames não precisam mais ser revelados com químicos, reduzindo o impacto ambiental no descarte desses materiais. “A ação também traz melhores condições de trabalho para os técnicos de radiologia, porque não ficarão mais expostos a vapores químicos, diminuindo o absenteísmo.”

A digitalização permite, além da maior qualidade no exame para a avaliação médica, o tráfego digital das imagens pela rede por meio da internet, o aumento da produção por não precisar revelar, bem como mais economia com filmes radiológicos, pois uma única película pode receber vários exames.

O processo de implantação da digitalização deu-se por cronograma definido previamente com as empresas. Inicialmente, elas visitaram todos os sítios da SES onde seriam instalados os equipamentos e fizeram seus apontamentos e adequações estruturais, elétricas, lógicas e de climatização. Então, foi realizada a instalação em sítio único (Hospital Regional de Taguatinga), para que ele funcionasse como um projeto piloto e tornasse possível fazer as devidas adequações do processo e fluxo.

Após finalizado o piloto, iniciou-se a implantação simultânea de três unidades hospitalares por vez. Sempre após a instalação dos equipamentos, as equipes das unidades recebiam capacitação referente ao manuseio dos aparelhos. “O treinamento e a aplicação aconteceram de acordo com o cronograma, logo após a instalação, de modo que tentássemos incluir o maior número de técnicos para operação dos equipamentos e criássemos multiplicadores da capacitação”, explica Gleidson Viana, gerente da Gerência de Apoio Diagnóstico (GAD).

O profissional conta que o processo de digitalização, por envolver uma tecnologia muito específica e moderna, exigiu a avaliação minuciosa de todos os componentes e especificações técnicas para a decisão dos aparelhos que mais se adequassem ao cenário na SES/DF, de modo que fossem avançados tecnicamente e viáveis financeiramente. “Considerando que a aquisição foi em grande escala e contemplou todas as unidades hospitalares da SES/DF, a digitalização exigiu planejamento, logística, disponibilidade e fiscalização minuciosa de toda a equipe envolvida. Ocorreram pequenos problemas pontuais de estrutura em algumas unidades (pontos elétricos e de rede) que foram prontamente resolvidos tanto pela SES quanto pelas empresas”, expõe.

Como a implantação se efetivou em novembro de 2016, a unidade ainda está avaliando a economia e produtividade, mas considerando a tecnologia empregada, Viana aposta que os resultados positivos serão rapidamente notórios.

Matéria originalmente publicada na Revista Hospitais Brasil edição 83, de janeiro/fevereiro de 2017. Para vê-la no original, acesse: www.revistahospitaisbrasil.com.br/revista-digital/edicao-83-revista-hospitais-brasil

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