Programa de Redução de Mortalidade Materna se une ao Projeto Parto Adequado para ampliação de boas práticas pelo Brasil

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Em maio de 2018, chegou ao fim a primeira fase do Programa de Redução de Mortalidade Materna, promovido no hospital público Agamenon Magalhães (HAM), em Recife (PE). Agora, o projeto chega a uma nova etapa e será estendido a outros vinte e sete hospitais públicos por meio de uma parceria vinculada ao Projeto Parto Adequado, iniciativa conduzida pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein junto ao Institute for Healthcare Improvement (IHI) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com apoio do Ministério da Saúde. Ambas as iniciativas contam com financiamento por parte do programa global MSD para Mães.

Com resultados bastante expressivos, o Programa de Redução de Mortalidade Materna tinha como meta inicial 30% de redução de taxa de mortalidade materna no HAM e, superando as expectativas, chegou a uma diminuição da taxa em 54,23% – a estatística compreende as mortes de mulheres durante a gravidez ou até 42 dias após o parto. Antes do projeto, o intervalo entre os óbitos era de quase 18 dias e, de maio até o fim da fase de consolidação – dezembro de 2018, não houve um novo registro de morte; ou seja, de maneira sem precedente, um período de 229 dias não ocorreu um óbito materno no hospital.

Já o Parto Adequado está em sua segunda fase de implementação. São 114 hospitais públicos e privados em todo país, trabalhando juntos para reduzir o número de cesáreas desnecessárias. O projeto tem como objetivo identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento por meio de mudanças nas práticas de cuidado.

Durante a Sessão Presencial do Parto Adequado, realizada no final de novembro do ano passado em São Paulo, a novidade foi apresentada aos CEOs e equipes de projeto dos hospitais participantes e que passarão a contar também com o compartilhamento das boas práticas aplicadas no Agamenon Magalhães. Agora, em abril de 2019, os hospitais irão focar o aprendizado deles em teorias de mudanças relacionadas à redução de mortalidade materna.

“Até o momento, os resultados do Parto Adequado mostram uma redução de 20% de cesáreas desnecessárias no primeiro ano da segunda fase do programa. E houve também uma queda de 35% em média dos eventos adversos com mães e bebês. Nossa meta com essa união de projetos é diminuir ainda mais esses eventos adversos e as taxas de mortalidade materna”, afirma Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

“O Parto Adequado tem alcançado resultados muito positivos no que concerne à redução de cesáreas realizadas sem necessidade. Nosso intuito agora é evoluir em direção à melhoria do cuidado às gestantes, ampliando o foco do projeto com medidas específicas que ajudem a reduzir as altas taxas de mortalidade”, destaca Rodrigo Aguiar, diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS. “Sabemos que a maioria das complicações que resultam na morte de mulheres se desenvolve durante a gravidez e a maior parte delas pode ser evitada e tratada com cuidados pré-natais durante a gestação e o parto e com assistência qualificada nas semanas após o parto. São soluções viáveis e que salvam vidas, contribuindo para a saúde do conjunto da população”, ressalta o diretor.

“A junção dos dois projetos foi natural dada a sinergia existente entre eles e o impacto positivo que ambos vêm gerando na saúde das mães brasileiras. Acreditamos que parcerias como essas, envolvendo os sistemas privado e público, são fundamentais para aprimorar a qualidade do cuidado às gestantes e reduzir eventos desfavoráveis”, afirma Guilherme Leser, Diretor de Relações Governamentais e Comunicação da farmacêutica MSD no Brasil.

O início das atividades aconteceu durante a Sessão de Aprendizagem (SAP) do Parto Adequado. “Este momento reforça o compromisso com essa iniciativa e permite uma troca importante de aprendizados de como combater a mortalidade materna e eventos adversos a mães e bebês”, afirma Claudia Garcia, diretora de Prática Assistencial, Qualidade e Segurança do Einstein.

MSD para Mães

O projeto implementado em Pernambuco faz parte da iniciativa global “MSD para Mães”, que tem como objetivo investir 500 milhões de dólares em 10 anos para a criação de um mundo em que nenhuma mãe morra de complicações relacionadas à gravidez e ao parto. Com base no longo histórico da empresa no desenvolvimento de vacinas e medicamentos inovadores que salvam vidas, o MSD para Mães está aplicando a expertise de negócios e o conhecimento científico da empresa – bem como seus recursos financeiros e humanos – para reduzir a mortalidade materna em todo o mundo.

Entre os pilares do programa, estão: desenvolvimento de produtos e tecnologias para salvar vidas em cenários de baixos recursos; capacitação de profissionais de saúde e melhorias de unidades de atendimento para entrega de um melhor cuidado e assistência às gestantes; e empoderamento das mulheres na tomada de decisões mais bem informadas para que tenham acesso a um cuidado de qualidade e a um parto seguro.

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