Abramge debate Telessaúde e seu impacto pós-pandemia em evento

A Telemedicina, regulamentada recentemente no país pela Resolução nº 2.314/2022 do Conselho Federal de Medicina, mostrou sua importância, principalmente durante o período da pandemia da Covid-19. A prática, que possibilitou mais acesso para a população e maior autonomia à classe médica, foi tema do evento “Telessaúde: A experiência da pandemia e o futuro do acesso à saúde”, promovido pela Abramge – Associação Brasileira dos Planos de Saúde, na seguda-feira (27).

A Deputada Federal, autora do Projeto de Lei para a telessaúde permanente no Brasil e Presidente da Frente Parlamentar Mista de Telessaúde, Adriana Ventura (Novo-SP), relembrou as principais discussões em torno da regulamentação, como a territorialidade, a remuneração dos profissionais e se a primeira consulta deveria ou não ser presencial, garantindo acesso a população mais vulnerável, que passa desde barreiras geográficas, dificuldades de deslocamentos.

“A prática e a experiência mostraram que a Telessaúde ampliou o acesso à saúde com qualidade e segurança jurídica, respeitando a autonomia do profissional de saúde e com consentimento do paciente”, explicou a Deputada Adriana. “A expectativa da Frente é avançar nas interações e discussões para efetivamente construir algo amplo e consensual e que beneficie toda a população”, acrescentou.

O Coordenador do Comitê de Telessaúde da Abramge, José Luciano Monteiro da Cunha, comentou que o nível de satisfação dos usuários cresceu sistematicamente após sua implementação no início da pandemia, alcançando índices de resolução entre 80% e 90% das consultas à distância, o que comprova o amadurecimento da utilização das plataformas, mesmo para a população 50 anos ou mais.

“A Telessaúde já é uma realidade e as pessoas estão se programando para utilizá-la mesmo fora dos picos da pandemia. Se analisarmos o número de consultas de urgência e efetivas nota-se que, atualmente, 54% das consultas são efetivas, enquanto em janeiro de 2021 eram apenas 30%”. Para finalizar, José Luciano reforçou que “a telessaúde é complementar e sinérgica, não concorrente às consultas presenciais, e o Brasil ainda precisa vencer barreiras estruturais como falta de internet, para ampliar ainda mais o acesso à população”.

O Presidente da Abramge, Renato Casarotti, enfatizou o quanto a Telessaúde se mostrou extremamente eficaz durante a pandemia e a alta adesão de todas as classes etárias, dentro de um processo de inovação a aprendizagem é fundamental e eventuais práticas nocivas, devem ser combatidas durante esse processo. Um levantamento da Abramge com operadoras associadas responsáveis pela cobertura de 9 milhões de beneficiários indica que foram realizadas, entre abril de 2020 e maio de 2022, o total de 6,5 milhões de teleatendimentos, indicando a adesão dos beneficiários.

“A Telessaúde facilita o acesso aos médicos, funciona como uma primeira avaliação e diminui a alta demanda em pronto-atendimentos. Agora, com segurança jurídica, é hora de avançar nessa agenda e cuidar para que a prática não seja precarizada. Buscar soluções, abrir fronteiras e fazer com que a tecnologia novamente jogue a favor da medicina, da saúde e do bem-estar do maior número de brasileiros possível”, comenta Renato Casarotti.

Redação

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