Capital paulista tem primeiro caso autóctone de febre amarela

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Nota à imprensa:

Com relação ao primeiro caso de febre amarela autóctone confirmado na sexta-feira (9) na capital paulista, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo esclarece que se trata de um homem de 29 anos, morador do distrito do Tremembé, na zona Norte, que frequentava semanalmente local contíguo ao Parque Estadual da Cantareira (local da infecção), bem próximo à divisa com Mairiporã.

Cabe ressaltar que se trata de um caso autóctone de febre amarela silvestre, já que o morador foi infectado em região de mata. Embora a vacina contra febre amarela tenha sido disponibilizada na região a partir da primeira epizootia confirmada no Horto Florestal em 21 de outubro, o paciente não buscou a dose nos postos de saúde da região no período de campanha.

Vacinação na zona Norte

A zona Norte foi a primeira região do município a receber a campanha, em setembro do ano passado, por conta da proximidade com os chamados corredores ecológicos. Em outubro, com a confirmação de epizootia no Horto Florestal, a vacinação foi ampliada para todos os postos da região (90). Até 24 de janeiro, quando se encerrou a primeira fase da ação preventiva, foram vacinadas 1.366.592 pessoas apenas na zona Norte.

A região observou nos primeiros meses de campanha, uma busca alta pela vacina, chegando a imunizar 450 mil pessoas em uma semana (de 26 de outubro a 1 de novembro de 2017). No final de novembro, porém, em uma semana (de 30/11 a 7/12), a busca pela vacina nas unidades não ultrapassou 45 mil pessoas.

Durante os três primeiros meses de campanha, as ações também foram intensificadas com diversos postos volantes, seja em estabelecimentos comerciais, seja em ações de rua, como em hipermercados e shoppings da região, centros esportivos, igrejas, batalhão de polícia, entre outros. Foram mais de 30 postos volantes a fim de garantir o acesso à população da região.

Ampliação de postos na zona Norte

Para ampliar a cobertura vacinal na região Norte, a SMS vem adotando desde dezembro estratégias para localização dos moradores que ainda não foram imunizados. Agentes de saúde têm percorrido os bairros para o trabalho de rescaldo, e os munícipes que se enquadram neste perfil recebem senha para atendimento em postos específicos.

No início da semana passada, 10 unidades básicas de saúde (UBS) foram destinadas para atendimento desta demanda, mas esse número foi ampliado para 35 na sexta-feira (9). A orientação aos moradores que ainda não receberam a visita dos agentes de saúde e precisam ser vacinados é procurar a unidade mais próxima de sua residência para retirar a senha de atendimento.

A lista com os postos da zona Norte e as unidades das outras regiões que integram a segunda fase da campanha de vacinação estão neste link: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/vigilancia_em_saude/Unidades%20para%20acao%20de%20vacinacao%20FASE%2002_09_02.pdf

A SMS lembra que, além das unidades com foco na prestação de serviço aos moradores da zona Norte, a região conta ainda com dois postos de referência para viajantes que vão se deslocar para áreas com recomendação da vacina em território nacional: UBS Vila Palmeiras e AE Tucuruvi.

Histórico de vacinação na capital

Além da zona Norte, a primeira fase da campanha de vacinação no município de São Paulo incluiu alguns distritos da zona Sul e o distrito de Raposo Tavares, na zona Oeste, por conta da proximidade com o município de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, onde houve confirmação de epizootias.

Estas regiões somaram mais de 1,9 milhão de doses aplicadas até 24 de janeiro. Já a segunda fase, iniciada em 25 de janeiro em 20 distritos das regiões Leste, Sul e Sudeste, totalizaram 1.341.107 pessoas vacinadas até a sexta-feira (9), sendo 1,3 milhão de doses fracionadas e 41,2 mil doses padrão.

Até o momento, foram confirmadas 113 mortes de macaco por febre amarela no município de São Paulo. Sobre os registros em moradores da capital paulista, foram 26 casos importados em 2017, dos quais 13 evoluíram para óbito. Em 2018, são 43 casos, apenas um autóctone e os demais todos importados de outros estados ou municípios. Desse total, seis evoluíram para óbito.

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