Cirurgião do Grupo Leforte parte em jornada para atender comunidades ribeirinhas da região amazônica

Coordenador da equipe de Transplantes do Grupo Leforte, o cirurgião Marcelo Perosa parte no dia 5 de junho para um novo desafio. Junto com a esposa, embarca no Barco Hospital Papa Francisco, em Belém (PA), para uma jornada de oito dias de atendimento médico a comunidades ribeirinhas da região amazônica.

Perosa será um dos cirurgiões que vão compor a equipe médica da iniciativa, mantida desde 2013 pela Fraternidade São Francisco de Assis da Providência de Deus. Juntamente com um outro Barco Hospital, o João Paulo II, são atendidas mais de mil pequenas comunidades, com o objetivo de oferecer atenção básica em saúde, cirurgias de baixa e média complexidade, além de prevenção e diagnóstico precoce do câncer.

Os hospitais flutuantes possuem estrutura composta por consultórios médicos e odontológicos, centro cirúrgico, sala de oftalmologia, laboratório de análises clínicas e vacinação e leitos de enfermaria. Também contam com equipamentos para diagnósticos por imagem, como raios X, mamografia, ecocardiograma, ultrassom e eletrocardiograma.

“Desde antes da pandemia já vínhamos pensando em uma forma de retribuir tudo o que conquistamos ao longo da vida”, afirma o Dr. Marcelo Perosa. “Nós médicos somos profissionais dispostos a encarar desafios, tanto que nossa equipe que atua no hospital não parou um minuto, mesmo diante da possibilidade de infecção pelo Coronavírus. O convite para essa viagem fecha um ciclo de muita reflexão.”

Programas na área de transplantes

O trabalho executado pela equipe do Dr. Marcelo Perosa vem beneficiando pacientes que necessitam de transplantes de órgãos. Nos últimos três anos, o programa liderado por ele, na unidade Liberdade do Grupo Leforte, tem sido o mais ativo do mundo em transplantes pancreáticos. No início de 2021, atingiu a marca inédita na América Latina, com a realização de mil transplantes de pâncreas – 90% deles pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esse número de procedimentos que só foi alcançado até hoje por dois centros especializados ao redor do mundo. Somos hoje uma das instituições mais ativas nessa área”, afirma Perosa. De acordo com ele, esse desempenho decorre do posicionamento ativo da equipe, mesmo na fase de isolamento social, com a implantação de teleconsulta e manutenção dos atendimentos ambulatoriais. Além disso, a captação de órgãos, com a organização de uma logística complexa, abrangendo todo o País, foi fundamental para o crescimento.

Desde 2009, a mesma equipe mantém o programa ‘Transplantes Sem Fronteiras’, que tem o objetivo de capacitar equipes multidisciplinares de hospitais com interesse no desenvolvimento de cirurgias hepatobiliopancreáticas e transplantes de órgãos abdominais. A iniciativa já desenvolveu programas de transplantes de órgãos que realizam cirurgias de alta complexidade por todo o Brasil.

Além disso, com a doação dos próprios médicos, voluntários e sociedade civil, desde 2004 a equipe mantém a Casa de Apoio APAT, que abriga pacientes e familiares de outras regiões do Brasil que não teriam condições de se manter em São Paulo, para a realização do tratamento. O acolhimento inclui alimentação, assistência médica preventiva e assistência psicológica e nutricional, até o momento da internação para o ato cirúrgico. A assistência é mantida mesmo após a alta hospitalar, até que o paciente reúna condições de saúde para o seu retorno.

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