Covid-19: nutricionista fala da importância da alimentação hospitalar para tratamento da doença

102

Com a incerteza de medicamentos para o tratamento do novo Coronavírus e a não existência de uma vacina para a cura da doença, apenas uma coisa é certa: a importância da alimentação não apenas na prevenção da Covid-19, na busca pelo fortalecimento da imunidade, mas também no tratamento dos pacientes positivos para o vírus.

Trabalhando na linha de frente para recuperar pacientes infectados pela Covid-19 o cirurgião cardíaco especialista em reeducação alimentar, Alexandre Schneider, esclarece que a gravidade do quadro está diretamente relacionada à resposta imunológica do paciente, sendo que a alimentação é responsável direta por essa resposta.

Ele, que foi infectado pelo vírus dentro do ambiente de trabalho, apresentou uma manifestação assintomática da doença, ao contrário de muitos pacientes que atendeu.“O processo inflamatório desencadeado pelo vírus traz complicações maiores nos ‘inflamados’, que são as pessoas com sobrepeso ou obesidade. Esse grupo representa em torno de 80% dos casos graves, com insuficiência respiratória e morte”, acrescenta Dr. Alexandre.

Um dos grandes responsáveis pelo sobrepeso é o padrão alimentar ocidental, com os fast foods e alimentos ultra processados que, de acordo com o médico, são uma bomba inflamatória que destrói a imunidade. Alimentos industrializados como pães, biscoitos e chocolates, por exemplo, são ricos em gorduras trans e ômega 6, elementos considerados potencialmente inflamatórios. O excesso de açúcares também gera inflamação, pelo acúmulo de gorduras no organismo. “É importante manter os níveis de insulina equilibrados também para uma correta absorção dos micronutrientes essenciais ao sistema imunológico”, completa o profissional da saúde.

Entre os nutrientes fundamentais estão as vitaminas A, C e D, o zinco, selênio, magnésio e iodo. Manter uma dieta rica em fibras, presentes nas frutas e verduras principalmente, também garante o bom funcionamento do intestino que, junto com o sistema respiratório, é nossa primeira linha de defesa.

É preciso comer “comida de verdade” para suprir todas as necessidades do corpo e garantir uma boa resposta imunológica, tão importante em tempos de pandemia. Porém, um organismo fortalecido envolve outros fatores. É o que alerta a nutricionista clínica da Risotolândia Saúde, empresa responsável pela alimentação dos pacientes, médicos e colaboradores do Hospital Sugisawa, em Curitiba (PR). “Quando pensamos em aumentar nossa imunidade, não devemos esperar que um único ‘super alimento’ proporcione uma solução. Para ter uma boa saúde deve haver um equilíbrio. O corpo deve estar descansado, bem alimentado e em movimento na medida certa”, diz Camila Padilha.

Determinante na reação do organismo no combate ao vírus, a boa alimentação é uma aliada na melhora do quadro clínico e restabelecimento da saúde, enquanto uma dieta pobre em nutrientes aumenta as chances de complicações. Não é à toa que a alimentação hospitalar adequada é chamada de “dietoterapia”.

É por isso que a Risotolândia Saúde oferece aos clientes um conceito diferenciado em refeições para hospitais da rede privada. Entre os clientes já atendidos pela marca paranaense está o Hospital Sugisawa e a Maternidade Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba, o Hospital Unimed em Ponta Grossa, o Hospital Nossa Senhora da Conceição e o primeiro Hospital de Campanha do País, em Fortaleza (CE).

Ao aliar a tradicional gastronomia à dieta prescrita pelo médico, o Grupo serve refeições saudáveis e ao mesmo tempo saborosas, para despertar o apetite do paciente contrariando a ideia de que “comida de hospital” não tem graça. As refeições servidas pela Risotolândia no ambiente hospitalar são preparadas com temperos naturais em abundância para que, além de saudáveis, sejam também muito saborosas.

 

“São comidas feitas para lembrar os temperos de família, as refeições feitas em casa. Nossa proposta é que esse momento de alimentação seja um dos mais agradáveis do dia, principalmente para quem está internado”, conta Daniele Basso, nutricionista e coordenadora operacional da Risotolândia Saúde.

Além de se preocupar com o sabor dos alimentos, a empresa trabalha atenta às demandas de cada paciente, de acordo com as suas necessidades nutricionais específicas e restrições ligadas à outras doenças, alergias e também a interação com a medicação que está sendo administrada.

“Como o paladar fica muito alterado, na maioria dos casos, é importante adequar a dieta saudável à aceitação do doente. Em alguns casos, por conta de muita dispneia, ajustamos a consistência da dieta para pastosa ou liquidificada para que o paciente não canse ao se alimentar. Otimizamos também a oferta de frutas e líquidos e a água de coco tem sido forte aliada. Quando as medidas dietéticas não são suficientes, a suplementação por meio de dietas industrializadas é associada”, finaliza a nutricionista Dra. Camila.