Encontro virtual divulga dados sobre a sífilis congênita e discute o enfrentamento da doença

No dia 1º de outubro, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promoveu o evento online (com transmissão ao vivo pela plataforma Google Meet) Encontro Virtual com o Especialista – Campanha de Combate à Sífilis Congênita – Outubro Verde. Organizado pela Diretoria de Cursos e Eventos e Grupo de Trabalho “Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita” da SPSP, o evento teve por objetivo divulgar os dados epidemiológicos sobre a sífilis em gestante e a sífilis congênita no Estado de São Paulo, além de discutir o enfrentamento da doença.

A coordenadora do Encontro e da campanha Outubro Verde, Lilian Rodrigues Sadeck, que é também coordenadora do GT “Prevenção e Tratamento da Sífilis Congênita” da SPSP, ressaltou que quando a campanha foi criada em 2016, observava-se um aumento nos casos de sífilis na gestante e sífilis congênita no Brasil e no Estado de SP. “Porém, em 2017 e 2018, começamos a ficar mais animados, porque verificamos uma estabilização da doença”, ressaltou a neonatologista. Ela disse que, apesar de ter tido um aumento na gestação, pelo menos na sífilis congênita verificou-se uma estabilização nos casos no Estado de SP. “Mesmo assim, havia uma taxa em 2017 de 6,7 por mil nascidos vivos e em 2018 de 6,6 por mil nascidos vivos”, comentou Lilian.

Na sequência, a médica Carmen Silvia Domingues, coordenadora das Ações para Eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis do Programa Estadual de DST/Aids/CRT, abordou o enfrentamento da sífilis congênita, no qual enfatizou que eliminar a doença requer um trabalho conjunto. Para ela, este enfrentamento passa pela necessidade de qualificação e atualização constante de profissionais da rede de cuidados materno-infantil, implementação das linhas de cuidado com integração de Programas de DST/Aids, atenção básica e maternidades, além da participação das Sociedades e Conselhos de Classe, rede pública, privada e saúde suplementar. “Acima de tudo, tem que haver vontade política, com envolvimento de gestores na priorização de políticas públicas que possam levar a grandes mudanças no cenário atual. Sem esse envolvimento, não conseguiremos ter esse resultado positivo de eliminação da sífilis congênita que tanto queremos”, concluiu.

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