Equipamento auxilia na redução do uso de medicamentos sedativos em pacientes graves com Covid-19

Pacientes com quadros graves de Covid-19, normalmente, passam por longos períodos de internação, e a maioria deles necessita do uso prolongado de medicamentos sedativos, analgésicos e, algumas vezes, relaxantes musculares para o tratamento, como explica a Dra. Simone Vinhas, gerente médica do Centro de Terapia Intensiva Adulto do CHN – Complexo Hospitalar de Niterói (RJ), da Dasa. E para otimizar a administração desse item do kit intubação, o hospital vem utilizando nos CTIs um equipamento que mede o relaxamento muscular dos doentes, ou seja, qual o nível de relaxamento da musculatura, resguardando-os, assim, da aplicação de mais remédios desnecessariamente.

Segundo a médica, usar o aparelho – chamado TOFscan®️ – para monitorar pacientes com Covid-19 tem duplo ganho. Antes, o equipamento, que é muito comum entre os anestesiologistas, era útil apenas em cirurgias. Atualmente, a ferramenta é usada em todos os pacientes que estão em uso de bloqueadores neuromusculares (relaxantes musculares) nas terapias intensivas.

“Ao medirmos o grau de bloqueio muscular dos pacientes, conseguimos aplicar a menor dose necessária de relaxante, o que é muito benéfico, já que o uso prolongado desses remédios traz problemas futuros, como fraqueza muscular e dificuldades na reabilitação pós-Covid-19. Alguns doentes, quando voltam da sedação, mal conseguem levantar a cabeça por causa do longo período deitados e anestesiados, o que torna a recuperação depois da infecção mais lenta”, explica a especialista dra. Simone Vinhas.

Além disso, outra vantagem é melhorar a administração dos estoques da medicação, o que previne o desabastecimento da droga num momento de escassez. Recentemente, diversas unidades públicas de saúde do país sofreram com a falta de medicamentos do kit intubação, fundamentais para o tratamento dos doentes com Covid-19. Simone explica que os remédios são necessários para a adaptação do paciente ao respirador mecânico e à realização de manobras fundamentais para a melhora da oxigenação, entre ela a pronação – quando o paciente é colocado de barriga para baixo.

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