Equipe de cuidados paliativos do Hospital do Idoso Zilda Arns aposta na interdisciplinaridade

Equipe da Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital do Idoso Zilda Arns

Em um dos hospitais públicos mais procurados de Curitiba (PR), uma equipe de cuidados paliativos se esforça para levar a seus pacientes e familiares as práticas comuns ao tema, sustentando-se nos alicerces da multidisciplinaridade e interdisciplinaridade. A Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital do Idoso Zilda Arns (HMIZA) foi efetivamente reconhecida pela Direção do Hospital e da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) em setembro de 2017.

Durante os meses seguintes, foram realizadas reuniões entre os membros participantes da Comissão com o objetivo de escrever e revisar o protocolo, realizar a implantação no sistema de informática do HMIZA, desenvolver o fluxo de atendimento e definir sua atuação, entre outras ações. Em janeiro de 2018, a Comissão efetivamente passou a atuar de forma prática e com atendimento direto dos pacientes e seus familiares.

Hoje, a equipe ainda é particularmente pequena, o que não impede que o trabalho seja desenvolvido com afinco: em média, 20 pacientes são atendidos todos os meses no hospital. A médica e coordenadora da Comissão de Cuidados Paliativos do HMIZA, Elisangela Bruske Cordeiro Shiroma, acredita que o trabalho especializado e competente é um grande ganho não apenas à instituição, mas ao sistema público de saúde. “Somos uma Comissão bem atuante dentro de nossas limitações e capacidades, e sabemos que serviços de cuidados paliativos ainda são uma realidade longínqua em muitos serviços de saúde pública do Brasil. As pessoas teriam melhor satisfação pessoal com seus sintomas bem controlados, menor gasto de recursos desnecessários e melhor qualidade de vida”, explica Elisangela.

Participação vertical e horizontal de todos

O trabalho em equipe é essencial em qualquer ramo ou atividade profissional, e nos Cuidados Paliativos isso não é diferente. Elisangela conta que o contato constante com diversas áreas e profissionais colabora para a realização de um trabalho de maior qualidade. “Nossa equipe do HMIZA atua tanto realizando interconsultas – com orientações às outras equipes na condução de pacientes em cuidados paliativos –, como acompanhando os pacientes de manejo mais difícil e delicado. Conseguimos direcionar aqueles com sintomas de mais difícil manejo e demandas familiares complexas para os cuidados de médicos com atuação em cuidados paliativos”, pontuou.

O grande diferencial da Comissão do HMIZA, segundo a coordenadora, é a multidisciplinariedade e interdisciplinaridade. “Desde a alta gestão participa das reuniões e atividades da Comissão, incluindo todas as profissões que prestam atendimento e cuidado ao paciente nas diferentes esferas. Este quesito garante um atendimento amplo de grande parte das necessidades dos pacientes e familiares por profissionais capacitados em suas áreas de atuação. Como somos uma Comissão, não há hierarquia na distribuição das tarefas e competências”, detalha Elisangela.

Recentemente, o HMIZA criou seu protocolo de avaliação da dor. Elaborado pela Comissão de Cuidados Paliativos, com a implantação, a dor será o quinto sinal vital avaliado pela enfermagem.

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