Estudo aponta que monitorar saúde de pacientes reduz em até 35% frequência em emergências

O monitoramento de pacientes cresceu na pandemia, mas já vinha sendo utilizado por empresas e operadoras de saúde como estratégia para evitar agravamento de doenças e reduzir o número de internações hospitalares. Para entender melhor o impacto desse controle no sistema de saúde, a AsQ monitorou um grupo de 5.000 pessoas ao longo de um ano. Durante este período, médicos e enfermeiros fizeram 41.120 ligações telefônicas de acompanhamento e 11.953 visitas para atendimento presencial dessas pessoas. O resultado do estudo comprovou que todos saem ganhando quando a saúde é monitorada de forma constante. Houve redução de 35% na frequência a emergências e queda de 52% nas admissões hospitalares entre os pacientes acompanhados.

“O gerenciamento propicia uma atenção diferenciada para tratar a especificidade de cada caso por uma equipe profissional qualificada com apoio de uma rede de atenção à saúde”, diz Daniela Parizotto, gerente de Atenção Integral à Saúde da Asq.

O monitoramento também estimula que os pacientes sigam os tratamentos indicados. A não adesão às prescrições médicas é um problema grave no país. Segundo estudo do Ministério da Saúde, o número de indivíduos com doenças crônicas que não seguem pelo menos 80% das recomendações médicas à risca varia bastante (entre 15% e 93%, a depender do tipo do problema enfrentado). Na média, os dados mostram que metade dos pacientes não faz o tratamento conforme o indicado.

Comum tanto no setor público quanto no privado, a não adesão aos tratamentos gera problemas de saúde para os pacientes e sobrecarrega o sistema.

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