Estudo compara potencial terapêutico do óleo de semente de cânhamo com óleo de CBD

A Kaya Mind, primeira empresa brasileira especializada em dados e inteligência de mercado no segmento da cannabis, do cânhamo e de seus periféricos, realizou um estudo que traz um comparativo entre o potencial terapêutico do óleo de semente de cânhamo com o óleo de canabidiol (CBD).

O material está divulgado no último relatório trimestral da empresa, sobre cânhamo e seus possíveis impactos econômicos e sociais no Brasil, divulgado no fim de março.

O cânhamo é uma planta pertencente à espécie Cannabis sativa L, que apresenta diversas utilidades para uso industrial e também tem sido popular no exterior por seu uso medicinal. Assim como a cannabis, o cânhamo contém fitocanabinoides, terpenos e canaflavinas, componentes que têm a capacidade de interagir com o sistema endocanabinóide, presente no corpo humano, e, então, oferecer propriedades terapêuticas. Além disso, a substância é muito usada como um produto nutricional.

Segundo análise da Kaya Mind, a principal diferença entre o cânhamo e a cannabis é que o cânhamo é cultivado com uma quantidade menor de Tetrahidrocanabinol (THC), principal substância psicoativa encontrada nas plantas do gênero Cannabis, tendo uma concentração de 0,2% a 2%, a depender da regulamentação do país, sendo irrelevantes para gerar efeitos psicotrópicos quando a planta é consumida. Já os valores de THC na cannabis variam de acordo com a finalidade do produto, sendo baixíssimos para o uso medicinal, mas podendo chegar a até 30% no uso adulto.

Em relação aos óleos medicinais em específico, a principal diferença é que um é extraído da semente e o outro da flor, portanto possuem composições diferentes. O óleo de sementes do cânhamo tem, em sua maioria, CBD Ômega-3 e ômega-6; vitaminas e ácidos graxos essenciais. Já a composição do óleo de CBD possui, em sua maioria, o extrato do canabidiol.

Os benefícios terapêuticos dos produtos também variam. Enquanto o óleo de cânhamo é fonte de proteína vegetal e ácidos graxos, que ajudam a prevenir doenças cardíacas e inflamações, são antibacteriano, tratam acne e outras doenças da pele, o óleo de CBD controla a dor, relaxa, diminui ansiedade, ajuda no sono e trata dezenas de doenças, como parkinson, alzheimer, epilepsia, autismo, entre outras.

Os potenciais de aplicação dos insumos também são distintos. O óleo de cânhamo pode ser usado como suplementos, óleo para cozinhar, produtos industriais, cosméticos, alimentos. Já o CBD em comidas, bebidas, suplementos, produtos para animais, tópicos, medicamentos, entre outros.

Por fim, a forma de acesso no Brasil para ambos os produtos também enfrenta desafios bem diferentes. A produção nacional de semente de cânhamo, bem como sua importação, não é permitida, por mais que não contenha fitocanabinoides que causam efeitos entorpecentes. Já o óleo de CBD, derivado do cânhamo ou da cannabis, é permitido em importações via Anvisa, associações, farmácias, com prescrições médicas ou autocultivo autorizado por habeas corpus.

Confira na tabela abaixo todas as distinções entre os produtos:

 

Kaya Mind realizará pesquisa de mercado na Medical Cannabis Fair 2022

A Kaya Mind, primeira empresa brasileira especializada em dados e inteligência de mercado no segmento da cannabis, do cânhamo e de seus periféricos, acaba de anunciar que, além de expositora, também realizará uma pesquisa de mercado durante a Medical Cannabis Fair 2022 e o Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal, que serão realizados de 3 a 6 de maio de 2022, no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo.

O objetivo da empresa no evento é fazer um estudo para entender como atores do mercado da saúde enxergam a participação do setor na indústria de cannabis medicinal, e também fazer negócios com companhias que já atuam ou desejam ingressar nessa área e que podem ser beneficiadas pela contratação de produtos e serviços da startup — a Kaya Mind tem uma metodologia própria para a elaboração de análises quantitativas e qualitativas, relacionados à indústria da cannabis e seus derivados.

Segundo Maria Eugenia Riscala, cofundadora e CEO da Kaya Mind, a startup terá um totem interativo em seu estande para que os participantes possam navegar pelo Kaya Board e entender como funciona uma plataforma de Business Intelligence, que ajuda a empresários e executivos a tomarem decisões mais assertivas de negócios. Além disso, serão apresentados vídeos institucionais e distribuídos brindes (canetas, folders e adesivos) para aqueles que visitarem o espaço. Para os participantes que responderem a pesquisa da empresa, será oferecido um brinde especial.

Além das apresentações, a Kaya Mind também usará o estande para a realização de reuniões de negócios e divulgação de seus produtos e serviços para quem quiser conhecer mais sobre o empreendimento.

“Por meio de análises inéditas, a Kaya Mind tem o propósito de ajudar empresas e investidores a diminuírem a distância entre a informação e a ação para quem deseja trabalhar com a indústria de cannabis e de seus derivados no Brasil. Por meio de relatórios e de uma plataforma dedicada a serviços de inteligência, a nossa empresa busca apoiar a iniciativa pública, privada e a sociedade a compreenderem melhor o mercado da cannabis e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento do setor regulamentado da planta no Brasil. Esse é o nosso foco”, afirma Thiago Dessena Cardoso, cofundador e CIO da Kaya Mind.

Medical Cannabis Fair

A feira oferece ingressos gratuitos e contará com mais de 30 expositores de diversos países como Brasil, Estados Unidos, Israel, Uruguai, entre outros. Já o Congresso terá mais de 70 palestrantes e exigirá a compra de ingressos para participação. A palestra da Kaya Mind será realizada na sexta-feira, dia 6 de maio, às 14h30.

Segundo os organizadores do evento, a expectativa é de que mais de 15 mil profissionais da área médica e hospitalar passem pelos pavilhões durante o período.

2 COMENTÁRIOS

  1. Queria deixar um comentários acerca da matéria “Estudo compara potencial terapêutico do óleo de semente de cânhamo com óleo de CBD”.
    Conteúdo muito interessante, porém foi usado um termo erroneamente no sexto parágrafo, “são antibactericidas”. Ou é Bactericida (elimina, mata as bactérias) ou Antibacteriano (impede o crescimento e proliferação das bactérias). Esse termo precisa ser corrigido.

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