Faculdade lança gráficos interativos para comparar dados e ajudar a compreender a evolução da Covid-19

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Basta ligar a TV ou o rádio, abrir o jornal ou acessar a internet e lá está a manchete com o total de mortes e novos casos de Covid-19. É uma quantidade enorme de conteúdos que, geralmente, comparam números e provocam análises superficiais da situação de cada cidade, estado ou país. Pensando numa forma de ajudar quem precisa dessas informações e, até mesmo, para que as pessoas tenham conhecimento do que realmente está acontecendo, a Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento criou gráficos interativos que permitem uma avaliação mais apurada desses dados.

A partir da ferramenta, que está disponível no hotsite, os usuários podem confrontar números de óbitos e infectados de diferentes estados e países, levando em conta o tamanho da população e ajustando para data de início da pandemia em cada região. “O que temos hoje são informações pontuais, utilizadas de forma inadequada. Se o país A possui 300 novos casos e o país B possui 200, no mesmo dia, não quer dizer que o primeiro está em situação pior. E se A tiver quatro vezes a população de B? Temos de usar os dados com inteligência, confrontar as estatísticas por grupos com o mesmo número de habitantes”, explica o superintendente de Educação, Pesquisa e Responsabilidade Social do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), Luciano Hammes.

São quatro opções de filtros que podem gerar até 16 diferentes gráficos interativos. Cada vez que o usuário selecionar um filtro, automaticamente surgirão explicações sobre esta opção para que ele compreenda os números. As comparações geradas consideram questões como o tamanho da população e informa estratégias de testagem e isolamento que foram adotadas em cada país ou estado, por exemplo. Também é possível ajustar um ponto inicial da infecção, a partir de um percentual de casos confirmados, por exemplo.

De acordo com superintendente Hammes, o objetivo é que as pessoas usem esse recurso para compreender as melhores maneiras de se interpretar os dados relacionados à pandemia. “São informações que, se forem utilizadas com inteligência, podem dar mais segurança na tomada de decisões, como, por exemplo, acertar o momento de liberar ou restringir atividades”, completa.

A ideia é disponibilizar o recurso para comparar dados também de municípios, função que deve ficar disponível nos próximos dias. Com esta opção, será possível abastecer a ferramenta com registros como número de óbitos e casos confirmados em uma cidade e compará-la com outras. Informações complementares são exibidas ao lado de cada opção, indicando se aquela é a melhor maneira de fazer comparações.

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