Hospitais filantrópicos são importante suporte no enfrentamento à Covid-19

As Santas Casas e hospitais filantrópicos têm dado importante suporte no atendimento aos pacientes da Covid-19. De 29 de setembro a 6 de outubro, segundo levantamento da Secretaria estadual de Saúde, a pedido da Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), em todo o Estado, 41,5% das internações em UTI ocorreram em instituições sem fins lucrativos e 40,5% foram realizadas em leitos de enfermaria. Com relação a casos suspeitos, as entidades filantrópicas atenderam, em seus leitos de enfermaria, 32,01% dos registros.

O presidente da Fehosp, Edson Rogatti, ressalta a relevância da filantropia – que tem data nacional celebrada no próximo dia 20 – no setor da saúde. “As Santas Casas e hospitais filantrópicos respondem por mais de 50% do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e têm papel muito importante nessa batalha contra a pandemia que estamos enfrentando”, salienta Rogatti. “Por isso, desde o início, apesar das dificuldades financeiras que a área filantrópica enfrenta, por conta de 17 anos da defasagem de reajuste da tabela de procedimentos do SUS, nos mobilizamos e fizemos todos os esforços para disponibilizar nossos leitos e ampliar a oferta para o enfrentamento da doença”, completou.

Em razão do papel fundamental que desempenha na saúde e, sobretudo neste momento da pior crise da história, Rogatti ressalta que “as instituições filantrópicas carecem de atenção do poder público, para que possam continuar com sua missão, de atender dignamente as pessoas e salvar vidas”. “Os recursos repassados pelo governo para pagar procedimentos hospitalares de média e alta complexidade, além da atenção básica de saúde, são insuficientes para cobrir os custos. O desfinanciamento, culminando com o déficit médio entre o custo na assistência SUS e a receita dele proveniente, superior a 65%, já determinou o fechamento de hospitais, além de restrição acentuada de ofertas de serviços em diversas regiões, situação que não pode ocorrer na área da Saúde”, pontua o presidente da Fehosp.

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