IBCC Oncologia reacende discussão sobre as 6 Metas Internacionais para Segurança do Paciente

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Estimativas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mostram que 134 milhões de eventos adversos ocorrem anualmente devido à atenção insegura em estabelecimentos de saúde nos países de baixa e média renda e que contribuem para 2,6 milhões de mortes ao ano no mundo. No Brasil, os eventos adversos em hospitais são a segunda causa de morte mais comum. Todo dia, 829 brasileiros vão à óbito em decorrência de condições adquiridas em hospitais, o que equivale a três mortos a cada cinco minutos, de acordo com números do Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil produzido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Por isso, neste o IBCC Oncologia realizou a II edição da Jornada de Qualidade e Segurança do Paciente com o objetivo de reforçar a cultura de segurança com práticas promovidas para diminuir ou eliminar os riscos de danos relacionados ao cuidado em saúde. A ação aconteceu durante toda a semana de 14 a 17 de setembro – data em que se comemora o Dia Mundial da Segurança do Paciente. Durante três dias, várias ações foram realizadas com menção às 6 Metas Internacionais para Segurança do Paciente preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que visam oferecer um ambiente cada vez mais seguro aos pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde do IBCC Oncologia.

Para a coordenadora da área de Qualidade do IBCC Oncologia, Telma de Bellis Kühn, a II Jornada de Qualidade e Segurança do Paciente teve um significado diferente neste ano. “Hoje a gente vê muito bem valorizada, como aliás deve ser, o ato de lavar as mãos com frequência. Essa prática estabelecida no quinto item, das 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente, é o que pode impedir a proliferação de infecções como por exemplo de Covid-19”, destaca. Ainda segundo a coordenadora, “a aplicação das metas deve ser algo rotineiro, acessível, praticado por todos os profissionais e deve ser estendida para adesão de pacientes e familiares, afinal, o cuidado seguro precisa ser compartilhado e tanto o paciente quanto os familiares dele, necessitam estar inseridos no processo de assistência”, conclui. Vale lembrar o que estabelece cada uma das metas:

Meta 1: Identificar os pacientes corretamente.

Meta 2: Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde.

Meta 3: Melhorar a segurança na prescrição, dispensação, uso e administração de medicamentos.

Meta 4: Garantir uma cirurgia segura.

Meta 5: Reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde.

Meta 6: Reduzir o risco de danos ao paciente resultantes de quedas e úlceras por pressão.

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