Instituto Jô Clemente é reconhecido pela FAPESP como instituição-sede de pesquisa

Nesta terça-feira (12) o Instituto Jô Clemente (IJC) realiza cerimônia de assinatura de convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) por meio do qual passa a ser reconhecido como instituição-sede de pesquisa. Com isso, o IJC passa a ser uma organização que sedia projetos de pesquisa e a qual se vinculam os pesquisadores responsáveis e/ou beneficiários de alguma modalidade de fomento da FAPESP.

O convênio tem o objetivo de alavancar ainda mais o protagonismo do IJC no diagnóstico precoce das deficiências intelectuais e das doenças raras com base no fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico.

“Para nós do Instituto Jô Clemente (IJC) é uma grande conquista receber esse reconhecimento de uma instituição com a credibilidade da FAPESP. Em toda a sua história, o IJC sempre teve a ciência e a inovação como pilares para contribuir com a nossa principal missão, que é promover a inclusão de pessoas com deficiência intelectual na sociedade. Com essa parceria, esperamos fomentar cada vez mais o desenvolvimento de pesquisas que possam contribuir com a qualidade de vida dessas pessoas”, afirma Luciene Covolan, pesquisadora do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI) do Instituto Jô Clemente (IJC).

Durante o evento de assinatura do convênio, a FAPESP e o IJC também anunciarão o lançamento de uma nova chamada de propostas na modalidade Auxílio à Pesquisa Jovem Pesquisador, que financia por até 60 meses projetos liderados por jovens pesquisadores com trajetória de excelência em pesquisa e experiência bem-sucedida após o doutoramento em grupo de pesquisa fora do Brasil e internacionalmente competitivo, por pelo menos dois anos. A chamada estará disponível aqui.

A chamada selecionará até quatro projetos de pesquisa em duas áreas de pesquisa: a primeira refere-se ao desenvolvimento de produtos e/ou processos inovadores que possam subsidiar políticas públicas baseadas em evidências voltadas às pessoas com deficiência intelectual no estado de São Paulo. A segunda área envolve pesquisas em doenças lisossomais, incluindo levantamento epidemiológico e monitoramento de eficácia referentes às condições e custos de tratamento, com foco em gestores de saúde pública; estudo de investigação de patogenicidade de variantes genéticas em casos não elucidados; investigação para elucidação da expressividade variável em grupos específicos de doenças lisossomais, utilizando técnicas de sequenciamento de nova geração (NGS); e desenvolvimento de teste in-house para mucopolissacaridoses.

“A palavra sinergia tornou-se um jargão, mas o significado nem sempre é compreendido. A soma de trabalhos, de esforços e de competências é o que melhor caracteriza essa palavra. A presente cooperação entre o IJC e a FAPESP é, nesse sentido, altamente sinérgica. Com a presente chamada direcionamos os esforços e as propostas da comunidade científica e de inovação cujo potencial é de não apenas avançar a fronteira do conhecimento, mas também possui potencial de aplicação relevante. Ao visar a um conjunto da sociedade que enfrenta múltiplas dificuldades, em um país que em si já é tão desigual, contribuímos ainda para a mitigação dessas iniquidades”, afirma Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP.

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