“Principal avanço no tratamento do câncer nos últimos anos é a imunoterapia”, diz especialista

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço a cada ano. Assim sendo, a campanha Julho Verde foi criada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço buscando conscientizar neste mês as pessoas sobre a doença, bem como cerca da prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação. Cerca de 60% dos casos são descobertos tardiamente, aumentando as possibilidades de sequelas no paciente e diminuindo as chances de cura.

Dra. Luzia Abraão, cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital Icaraí, em Niterói (RJ), explica que o câncer nessas regiões são tumores malignos que se manifestam na cavidade oral, nariz, seios da face, faringe, laringe, glândulas salivares, tireoide, vasos, músculos, nervos e linfonodos do pescoço, correspondendo a 3% de todos os tipos de câncer. Ela esclarece que o tipo mais frequente é o de boca, que representa 40% dos casos. Na faringe, corresponde a 15% e, na laringe, a 25 %. E o restante, nos demais sítios. “O tipo histológico mais frequente é o carcinoma epidermoide (espinocelular/escamoso), presente em mais de 90% dos casos”, relata.

De acordo com a especialista, o principal avanço no tratamento do câncer nos últimos anos é a imunoterapia, com novos imunoterápicos sendo lançados recentemente, e destaca que nem todos os casos de câncer de cabeça e pescoço são cirúrgicos, e o modelo de tratamento é definido pelo estadiamento, localização e tipo histológico da doença.

“As principais opções terapêuticas para pacientes com câncer de cabeça e pescoço incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia-alvo. Em muitas situações, ocorre a combinação deles. Na maioria dos casos da doença é empregada a cirurgia acompanhada ou não de radioterapia. O tratamento segue diretrizes mundiais e nacionais oncológicas”, salienta.

Medidas de prevenção

Dentre as medidas de prevenção, a médica recomenda não fumar, não consumir bebida alcoólica, a vacinação contra HPV, a utilização de protetor solar e cuidados com a exposição solar, além da manutenção de uma alimentação saudável.

“O consumo de álcool e o tabagismo são grandes fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço. O hábito de beber e fumar pode multiplicar em até 20 vezes a possibilidade de uma pessoa saudável desenvolver a doença. Contudo, a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) tem contribuído com o aumento na incidência desse tipo de tumor nos últimos anos”, elucida, acrescentando que diversos casos de carcinoma papilífero de tireoide são tratados semanalmente de forma cirúrgica no Hospital Icaraí.

“Além disso, pacientes com tumores malignos de parótida, língua e laringe são operados neste hospital e são curados de suas patologias”, conclui.

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