Mês Internacional da Pesquisa Clínica: pandemia acelera realização de estudos no Brasil

A pandemia trouxe muitos desafios à população mundial, e não foi diferente para a comunidade científica, que precisou se unir em busca de soluções rápidas e eficazes para combater a Covid-19. Além de reafirmar a resiliência dos cientistas e profissionais de saúde como um todo, este período pandêmico representou avanços em um dos setores mais importantes da medicina, celebrado no dia 20 de maio: as pesquisas clínicas.

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a participação brasileira em estudos clínicos cresceu durante a pandemia. Contando as pesquisas entre as fases I e III, em 2018 houve 163 estudos no país; em 2019, 202; e em 2020, 259. Em 2021, o número caiu em relação ao ano anterior, mas ainda permaneceu num patamar mais alto que os anos pré-pandêmicos: foram 231 estudos. O percentual de estudos em estágios iniciais evoluiu de 27% em 2018, e 25% em 2019, para 40% em 2020. Já em 2021, o percentual de ensaios nas fases iniciais permaneceu mais elevado, em 34%. Os números mostram uma tendência de aumento nos estudos em fases mais iniciais, corroborando a expansão da pesquisa clínica no país e o aumento do protagonismo nacional na produção científica.

Entre 2020 e 2021, a Roche promoveu 10 estudos em fase inicial no Brasil, e já está com 3 estudos em fase inicial em 2022, com a perspectiva de que possam vir mais até o final do ano. A companhia publicará resultados de 14 estudos clínicos no ano e espera fortalecer sua entrada em novas áreas terapêuticas, como Oftalmologia e Alzheimer.

“Os estudos clínicos são essenciais para o desenvolvimento de novas tecnologias, dispositivos e medicamentos para a área da saúde”, afirma Waleuska Spiess, líder de Pesquisa Clínica na Roche Farma Brasil. “Realizá-los no país gera uma série de benefícios: promove acesso às inovações, aporta conhecimento científico, traz oportunidades de intercâmbio internacional entre pesquisadores, fomenta o compartilhamento de protocolos e práticas globais e, ainda, culmina para que a população brasileira tenha mais representatividade no perfil em pesquisas de novas terapias”, completa.

Frente à criticidade enfrentada no período de pandemia, órgãos reguladores do país readaptaram processos garantindo a celeridade necessária para o combate à Covid-19 e, consequentemente, um legado ao país. A própria Anvisa emitiu uma série de instrumentos para adaptar o arcabouço regulatório ao cenário pandêmico e dar respostas céleres e oportunas durante a emergência mundial em saúde pública, e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), tem atuado em revisões e discussões com promotores de estudos para garantir os avanços. “A pandemia mostrou caminhos para que os processos de avaliação ética e regulatória sejam implementados de maneira mais assertiva”, diz a executiva da Roche. “Ter processos mais ágeis torna o Brasil mais competitivo e atrativo para a comunidade científica internacional”, finaliza.

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