Novembro Roxo e a importância do suporte às mães de prematuros

Quando um bebê nasce antes do tempo e tem de ir para uma incubadora, não é somente ele quem fica internado: a mãe dedica a sua vida durante um longo período para voltar todo o tempo e esforço ao recém-nascido que inspira cuidados e muita atenção. Para celebrar a garra dessas mães, a Maternidade Pro Matre Paulista, de São Paulo (SP), coloca em pauta a importância do Novembro Roxo, mês internacional de sensibilização da prematuridade, uma das causas que está em consonância com sua expertise – a Instituição é reconhecida pela excelência no atendimento à gestante e nos casos de nascimentos pré-termo. Do total de nascidos na Pro Matre, 1,13% dos nascidos vivos são considerados de muito baixo peso, com menos de 1.500g.

Além da Unidade de Terapia Semi-Intensiva para gestação de alto risco, com foco no tratamento das patologias mais frequentes, como a doença hipertensiva específica da gestação (DHEG), o trabalho de parto prematuro, a diabetes gestacional e a ruptura prematura de membranas, a Pro Matre possui uma série de protocolos para o atendimento às puérperas que tiveram bebês nascidos pré-termo, como acompanhamento psicológico e suporte para o estímulo ao aleitamento. A Maternidade promove, ainda, reuniões quinzenais para as mães que estão com seus filhos internados nas UTIs neonatais, estimulando a troca de informações e o estreitamento com aquelas que compartilham das mesmas dificuldades, iniciativa que visa acolher e auxiliar neste momento de superação pelo qual passam.

Dos prematuros que nascem no Brasil todos os anos, 64% necessitam de tratamento em uma UTI neonatal. Essa estrutura na Maternidade Pro Matre Paulista é referência no Brasil e atende o recém-nascido clinicamente doente, prematuros de baixo peso e casos de gestações múltiplas, além de ter suporte completo para cirurgia neonatal. Enquanto as complicações da prematuridade são a maior causa de morte entre crianças de até cinco anos de idade, responsáveis por um milhão de óbitos em 2015 – conforme levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) –, três quartos dessas vidas podem ser salvas com cuidados essenciais durante o parto e no período pós-natal. Portanto, uma equipe médica especializada em gestação de alto risco pode fazer toda a diferença na gravidez.

“Nossa preocupação é oferecer ao bebê a melhor estrutura hospitalar e equipe médica para que os pais sintam segurança de que seu filho está em boas mãos, assim como consigam lidar com essa fase do pós-natal e se sintam acolhidos”, afirma Dra. Edinéia Lima, neonatologista e chefe da UTI Neonatal da Pro Matre Paulista.

Prevenção do parto prematuro

Nesse contexto, o Novembro Roxo é uma oportunidade para enfatizar essa importância do cuidado preventivo. As causas mais comuns de prematuridade incluem fatores genéticos, anomalias uterinas, gravidez tardia, múltiplas gravidezes e infecções e condições crônicas. A idade também pode ser um fator importante: dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que 36% dos partos prematuros de 2015 ocorreram em grávidas menores de 19 anos e com mais de 35. No entanto, muitas vezes nenhuma causa é identificada.

Prematuridade no Brasil e no mundo

Segundo a OMS, 15 milhões de crianças por ano nascem antes do tempo, com menos de 37 semanas de gestação completadas, e esse número global está aumentando. O Brasil é o 10° país com maior índice de prematuridade no mundo: a cada hora nascem 40 bebês prematuros, um total de 931 por dia, e são mais de 340.000 por ano, de acordo com dados do Sinasc, do SUS, e do Ministério da Saúde. Quando o bebê nasce entre 34 e 36 semanas e seis dias, ele é considerado prematuro tardio e não está com alguns órgãos amadurecidos, como o pulmão. O prematuro moderado chega ao mundo com 29 a 33 semanas e seis dias e pode apresentar sinais importantes de prematuridade, como problemas respiratórios, neurológicos e cardíacos. Estas complicações são intensificadas quando o bebê tem menos de 28 semanas e/ou peso menor que 1.000g e é prematuro extremo, ou seja, ele é imaturo como um todo. Seus principais órgãos, como coração, pulmão e rins, ainda não estão desenvolvidos e ele precisa de ajuda para respirar.

Cuidados no pós-natal

Um dos fatores-chave para garantir a sobrevida do bebê prematuro, segundo recomendação da OMS, é o método canguru. A ideia é os pais ajudarem na recuperação dos bebês por meio do contato direto entre a mãe e o pai com o filho. Além de estabelecer afeto e segurança na relação parental, o recurso favorece o desenvolvimento neuropsicomotor e o ganho de peso. Com essas e outras práticas de cuidado pós-parto, a prematuridade e seus fatores de risco podem ser superados, e o bebê tem a chance de se desenvolver normalmente.

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