Ocupação de centro cirúrgico é desafio em hospitais

Levantamento constatou baixa utilização do centro cirúrgico em 83 hospitais analisados

Publicação da Planisa, empresa de soluções em gestão de saúde, com indicadores do 1º Semestre de 2021, envolvendo 122 hospitais privados e públicos, traz informações importantes, como a baixa utilização do centro cirúrgico em 83 hospitais analisados – 75% deles realizaram menos de três cirurgias por sala, por dia. Na publicação de 2019, que contou com a participação de 110 hospitais, esse número não foi muito diferente, com 3 cirurgias por sala, por dia.

“Portanto, a ocupação do centro cirúrgico representa ainda um desafio na maioria dos hospitais brasileiros que, associado ao custo fixo alto destas Unidades, geram fortes impactos nos custos de todos os procedimentos cirúrgicos, enquanto a receita contínua variável, um descompasso entre custos e receita no setor”, fala o diretor de Serviços da Planisa, Marcelo Carnielo.

Com relação à pandemia, o painel mostra que a mediana do custo unitário dos pacientes da Covid-19, para um dia de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), foi de R$ 1.519 e de R$ 840 em unidades de internação não-crítica.

As Unidades de Terapia Intensiva Adulta – Covid-19 tiveram, no ano de 2020, nestes hospitais, ocupação média de 61%, enquanto no primeiro semestre de 2021 a ocupação subiu para 75%.

Além destas informações, a publicação da Planisa oferece um conjunto de indicadores que podem colaborar na mensuração do crescente passivo assistencial provocado pela covid-19.

“Se de um lado existem preocupações reais com a capacidade do setor saúde – público ou privado – de atendimento a toda essa demanda, por outro lado, entendo que a pandemia acelerou mudanças importantes, principalmente na revolução digital, com a geração de novas oportunidades de modelos de negócios. Nesta perspectiva, a gestão de custos também sofrerá importantes transformações, antes centrada no processo de apuração de custos de forma segmentada e descontinua da assistência”, fala Carnielo.

Marcelo, que também é especialista em gestão de custos hospitalares, ressalta que, muito embora esse formato tenha o seu valor, mas a luz da transformação digital e de todas as possibilidades que ela proporciona de classificação e organização dos dados, entende que a verdadeira gestão de custos do século XXI deverá estar mais próxima do paciente, acompanhando-o em cada passo e levando informação em tempo real, para que os profissionais da saúde possam tomar as melhores decisões, em uma busca paranoica de diminuição de desperdícios.

“Portanto, a pergunta que nós, profissionais da saúde, precisaremos responder, não é mais quanto custa um pacote cirúrgico ou uma diária hospitalar, mas quais ações efetivas precisarão ser realizadas para diminuir o custo assistencial de cada um de nós ao longo da vida, com as premissas inegociáveis de entregar qualidade e valor”, pontua Carnielo.

Os indicadores da Planisa são provenientes da ferramenta KPIH (Key Performance Indicators for Health), pertencente à empresa e que, atualmente, é a maior plataforma de custos hospitalares da América Latina, com mais de 200 instituições de saúde ativas. A metodologia utilizada na apuração é padronizada, os dados são avaliados rigorosamente pela Central de Análise da consultoria e somente os indicadores validados são elegíveis para o painel.

Além destas informações, a publicação da Planisa oferece um conjunto de indicadores que podem colaborar na mensuração do crescente passivo assistencial provocado pela covid-19.

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