Pandemia preocupa especialistas no combate ao Acidente Vascular Cerebral

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De acordo com o Ministério da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda maior causa de morte no Brasil. 100 mil pessoas morrem por ano vitimas da doença. Mesmo com a alta incidência de óbitos, durante a pandemia, houve um decréscimo no atendimento da patologia. Segundo estudo recente realizado pelo World Stroke Organization (WSO), houve queda de mais de 60% de números de atendimento.

“Neurologistas que tratam o Acidente Vascular Cerebral estão percebendo, no Brasil e no mundo, que os pacientes não têm vindo ao hospital durante a pandemia, pelo medo de  contrair o vírus no ambiente hospitalar, ou têm chegado muito tarde, o que diminui a possibilidade de prevenir ou minimizar sequelas”, afirma a neurologista do Hospital Brasília Márcia Neiva. Ela explica que uma pessoa com AVC tem que ser tratada o quanto antes: “Independentemente da pandemia, o tratamento é muito dependente de tempo. Ao menor sinal, a pessoa precisa ser levada a uma unidade de saúde capacitada para zerar ou diminuir as sequelas”.

A neurologista Márcia reforçou a importância de ir ao médico ao notar os primeiros sintomas. “Se perceber um sorriso torto, a boca desviada para algum dos lados, se o braço não levantar ou se estiver fraco, se a fala estiver inteligível, busque atendimento. O medo da pandemia não pode ser maior do que procurar um serviço de saúde hospitalar”, ressalta.

Com relação à influência do Coronavírus como causador de doenças no sistema nervoso, a especialista explica que o tema ainda é alvo de pesquisas:  “Há indícios que pode ter ataque direito desse vírus aos tecidos nervosos ou ataque indireto na produção de anticorpos, inflamando os tecidos cerebrais, mas não temos certeza se os pacientes que são acometidos pelo coronavírus também podem ter outras doenças neurológicas”.

A médica também conta que o Hospital Brasília (DF) tem fluxos diferentes para os pacientes que chegam com sintomas gripais ou indicativos de Covid-19 e os pacientes que estão tendo AVC. “É um ambiente seguro, seguindo os protocolos de higienização”, conclui.

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