Primeira captação múltipla de órgãos e tecidos é realizada no Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia

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O Huapa – Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia (GO) Cairo Louzada, por meio de sua Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), em conjunto com a Gerência de Transplantes, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou na quarta-feira (12), a primeira grande captação múltipla de rins, fígado e córneas. O Huapa já é pioneiro na captação de órgãos e tecidos. A primeira captação foi de rins, realizada no ano de 2011. De lá pra cá, já foram realizadas três captações de órgãos e três de tecidos.

A cirurgia durou cerca de 4 horas e envolveu uma equipe composta por profissionais do Estado de Goiás. O fígado foi o primeiro órgão a ser retirado. Em seguida, os rins foram captados e, por último, as córneas. Cada órgão e tecido captados já estavam destinados aos seus receptores, que também são de Goiás. O doador, de 38 anos, estava internado num leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto desde o dia 06 de agosto, após dar entrada no Huapa com traumatismo crânio-encefálico.

A família do paciente decidiu pela doação de todos os órgãos. Ao todo, cinco pacientes foram beneficiados com essa doação, identificados de acordo com o Cadastro Nacional de Transplantes. Todo o transporte foi feito em veículos da própria equipe, com o intuito de garantir o sucesso e a agilidade de todo o processo de doação.

Todo o trabalho e compromisso que envolveu as equipes assistenciais e administrativas para que essa ação fosse viabilizada foi muito elogiado. “Parabéns a todos que contribuíram e atuaram juntamente com a Gerência de Transplantes para que essa captação acontecesse e efetivarmos esse processo. Cinco vidas foram transformadas através do ‘sim’ dessa família e do empenho de toda equipe”, agradeceu a gerente Katiúscia Freitas, também em nome de todos que foram beneficiados.

Para a diretora geral do Huapa, Mara Rúbia de Souza, “a captação é um gesto de humanização que destaca a responsabilidade do hospital com o próximo. É um verdadeiro ato de amor e que salva vidas”. Já o diretor técnico, Valdeir Teixeira, o sentimento é de dever cumprido. “Estou muito orgulhoso de todos os envolvidos, desde o primeiro atendimento até o desfecho, com essa captação de órgãos, obedecendo todo o protocolo de com perfeição”, frisou.

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