As doenças hepáticas seguem como um importante desafio de saúde pública, muitas vezes evoluindo de forma silenciosa até estágios avançados. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 2 milhões de pessoas morrem anualmente no mundo em decorrência dessas condições. No Brasil, estima-se que 1 em cada 33 mortes esteja relacionada a problemas no fígado, com destaque para a esteatose hepática (gordura no fígado), que afeta cerca de 25% da população mundial, além das hepatites virais.
Diante desse cenário, a XXXV Semana do Fígado do Rio de Janeiro, um dos principais encontros científicos da área, reunirá especialistas de todo o Brasil e da América Latina entre os dias 8 e 10 de abril, no Hilton Copacabana, para debater avanços no diagnóstico e tratamento das doenças hepáticas. Como parte da programação, a Rede Américas realiza, no dia 9 de abril, das 9h10 às 10h10, um simpósio satélite com o tema “Hepatite fulminante: do diagnóstico ao transplante”.
A atividade contará com moderação do Prof. Henrique Sergio Coelho e participação dos debatedores Dr. Rodrigo Luz e Dr. Thercio Ghentini. A programação inclui três apresentações centrais:
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Aspectos epidemiológicos e diagnósticos, com o Dr. Gustavo Pereira;
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Indicações e resultados do transplante hepático, com a Dra. Samanta Basto;
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Transplante hepático – alternativas cirúrgicas, com o Prof. Eduardo Fernandes.
Segundo Eduardo Fernandes, médico transplantador do Hospital São Lucas Copacabana,o tema foi escolhido por representar um dos cenários mais críticos da hepatologia. “A hepatite fulminante é uma condição rara, mas extremamente grave, que evolui rapidamente e pode levar à falência do fígado em pouco tempo. São pacientes que exigem diagnóstico ágil, estrutura hospitalar robusta e atuação integrada de diversas especialidades”, explica.
Nesses casos, o transplante hepático frequentemente é a única alternativa terapêutica. Pela gravidade, os pacientes têm prioridade na fila, conforme a legislação brasileira. O especialista também destaca a experiência do HSL nesse tipo de procedimento. Com quase nove anos de atuação, o programa de transplante hepático da unidade já realizou cerca de 500 cirurgias, incluindo casos complexos de hepatite fulminante com bons resultados. “É um cuidado altamente especializado, que envolve equipes de terapia intensiva, neurologia, hepatologia, anestesia e nutrologia. Em situações específicas, utilizamos técnicas mais avançadas, como o transplante auxiliar, em que parte do fígado do paciente é preservada. Essa experiência reforça o papel do hospital como referência no país”, afirma.
No Rio de Janeiro, participam da iniciativa unidades da Rede Américas como o Hospital São Lucas Copacabana, Hospital Samaritano, Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), Hospital Vitória e Hospital Nossa Senhora do Carmo.
XXXV Semana do Fígado do Rio de Janeiro
Data: 8 a 10 de abril de 2026
Local: Hilton Copacabana
Simpósio Rede Américas
Data: 9 de abril (quinta-feira)
Horário: das 9h10 às 10h10
Tema: Hepatite fulminante – do diagnóstico ao transplante
