Santas Casas e hospitais filantrópicos são responsáveis por mais da metade dos atendimentos SUS

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As Santas Casas e hospitais filantrópicos – que tem dia celebrado neste sábado (15) – tem papel de extrema importância na prestação de serviço de saúde aos pacientes usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo responsáveis por mais da metade dos atendimentos e por 70% da assistência de alta complexidade. No Estado de São Paulo, são 516 instituições filantrópicas, que realizam, anualmente, 28.105.822 consultas, 543.551 cirurgias, 275.068 tratamentos oncológicos e 3.751 transplantes.

“O trabalho prestado pelas Santas Casas e hospitais filantrópicos é o motor do SUS, inclusive, há municípios em que essas entidades são a única opção de atendimento à população”, ressalta o presidente da Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), Edson Rogatti.

Em meio ao maior desafio enfrentado pela área da saúde, com a pandemia da Covid-19, o setor filantrópico vem dado grande contribuição ao enfrentamento da doença.

“Desde o início da pandemia, a rede filantrópica se mobilizou, integrando os hospitais de pequeno porte a receberem os pacientes de média complexidade que buscam tratamento médico em unidades de saúde de médio e grande porte, para desafogar os leitos dos hospitais maiores para o atendimento aos casos de coronavírus”, fala Rogatti.

Desafios

Embora o protagonismo das Santas Casas e hospitais sem fins lucrativos no atendimento à saúde, a relação com o Sistema Único de Saúde é marcada por subfinanciamento e endividamento, que coloca em risco a continuidade dos serviços prestados.

“A tabela SUS não é reajustada há 17 anos. Os recursos repassados pelo governo para pagar procedimentos hospitalares de média e alta complexidade, além da atenção básica de saúde, são insuficientes para cobrir os custos. O desfinanciamento, culminando com o déficit médio entre o custo na assistência SUS e a receita dele proveniente, superior a 65%, já determinou o fechamento de hospitais, além de restrição acentuada de ofertas de serviços em diversas regiões, situação que não pode ocorrer na área da Saúde”, salienta o presidente da Fehosp. “Soma-se a isso a crise econômica dos últimos anos, que se agrava agora com a pandemia da Covid-19 e também atingiu o setor filantrópico, uma vez que, com tantas pessoas desempregadas e sem planos de saúde privados, a demanda sobe exponencialmente. Mais do que nunca, as instituições filantrópicas carecem de atenção do poder público, para que possam continuar com sua missão, de atender dignamente as pessoas e salvar vidas”, conclui.

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